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Step by Step (Factors, parameters and manipulations)

2. Exploring the Territory of Multiphonics

2.2 Step by Step (Factors, parameters and manipulations)

A ECT oferece um recurso analítico que possibilita entender o motivo pelo qual uma empresa utiliza o suprimento interno, terceiriza ou estabelece redes para adquirir as competências

necessárias para a organização eficiente de uma cadeia de suprimentos. Para Coase (1937), quando os custos marginais do uso do mercado são maiores que os custos do uso da empresa, uma transação deve ser organizada na empresa e vice-versa. A Economia dos Custos de Transação (ECT) se utiliza do conceito de custo da transação para explicar a gama de transações em que a empresa se envolve. O custo de transação é o custo para se gerenciar o sistema econômico por meio da identificação, explicação e atenuação de riscos, que podem apresentar diversas formas (WILLIAMSON, 1996). Para o autor os custos transacionais são falhas empresariais causadas por determinantes do cenário (incertezas, frequência e especificidade dos ativos) e elementos de natureza comportamental (racionalidade limitada e oportunismo). Das três características das transações, a frequência é a menos desenvolvida por autores da Economia dos Custos de Transação e a ela aqui cabe o conceito de Knight, que associa incerteza a efeitos não-previsíveis, não-passíveis de terem uma função de probabilidade conhecida a eles associada (ZYLBERSZTAJN, 2000). Assim, a incerteza se relaciona ao desconhecimento de elementos relacionados ao ambiente tanto econômico quanto institucional (WILLIAMSON, 1985). Pode, ainda, ser entendida pelo desconhecimento de elementos importantes, de natureza informacional, para os agentes que se relacionam em torno de uma transação. Nessas situações é explicada pela racionalidade limitada. Segundo Williamson (1985), a racionalidade limitada é uma característica dos agentes a partir de uma interpretação da realidade que decorre da condição de absoluta impossibilidade dos agentes econômicos dominarem a totalidade das informações necessárias para a tomada de decisão mais adequada na maioria das situações negociais. Não fosse esse aspecto, as empresas seriam capazes de se ajustar às alterações havidas no ambiente, sem a necessidade de constante adaptação às alterações de toda natureza que ocorrem no ambiente dos negócios. Ela, a incerteza, também, se relaciona ao desconhecimento do padrão de orientação que o indivíduo estabelece para a busca do seu próprio interesse e que termina por se refletir no padrão de relacionamento entre os agentes econômicos que exercem algum tipo de influência na gestão da cadeia de suprimentos. Esse desconhecimento do padrão de comportamento contribui para o surgimento de distúrbios inesperados às transações e às estruturas de controle e monitoramento (ARBAGGE, 2001). Aqui é explicada como incerteza comportamental, ou seja, o oportunismo (WILLIAMSON, 1996). Para Furlanetto e Zawislak (2000) transacionar em um ambiente de incerteza onera os custos de transação. Uma releitura da literatura recente sobre riscos na cadeia de suprimentos sugere que Williamson está certo e que o oportunismo vive, e bem, no ambiente de negócios ocidental. Os exemplos estão repletos de clientes

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poderosos que usam meios contratuais para empurrar os riscos associados à gestão de estoque, tecnologia ou desenvolvimento de novos produtos de volta na cadeia, para os fornecedores mais fracos que estão menos aptos a suportar o fardo. Segundo Arbagge (2004), a questão dos ativos específicos necessários à produção é um ponto importante da teoria. As partes de uma transação podem exigir investimentos de propósito geral ou específico. As transações que exigem investimentos específicos implicam em custos de transação maiores devido exatamente ao fato de que sua utilização alternativa não ocorre de forma automática e sem perdas, isto é, não ocorre sem sacrifício do valor produtivo, o que pode ocasionar o aprisionamento empresarial. A especificidade de ativos aumenta a dependência entre as partes, produzindo efeitos diretos na definição das regras do relacionamento, inclusive em termos de partilha de resultados, uma vez que o investimento realizado por uma das partes em relação à outra deve ser, de algum modo, recompensado. O que ocorre é que quando passa a ser exigido algum tipo de ativo específico deve haver uma contrapartida em termos de frequência de transações para que o investimento feito seja mais rapidamente amortizado. A especificidade de local ocorre quando uma determinada operação exige que outra, normalmente complementar, em termos de matéria-prima, se localize próximo; a especificidade de ativos físicos ocorre quando um determinado produto exige um dado padrão de matéria-prima, especificidade humana relaciona-se ao capital de conhecimentos necessários para a produção de um dado produto e especificidade de ativos dedicados à produção ocorre no caso em que uma estrutura produtiva ou um determinado processo de produção é exigido para a produção de um dado produto. A inadequação dos atributos da transação (especificidade de ativos e frequência) pode favorecer o surgimento de riscos. Entretanto, para Dyer (1996) as empresas que investem em ativos específicos para determinados relacionamentos têm desfrutado de incremento em desempenho. O autor encontrou relação positiva entre o investimento em ativos específicos e o desempenho em uma amostra de fabricantes de carros e seus fornecedores.

De acordo com a literatura moderna sobre ECT (WILLIAMSON, 1996; FURLANETTO; ZAWISLAK, 2000) as principais fontes de riscos que surgiram no contexto das cadeias de suprimentos podem ser avaliadas como: aprisionamento empresarial, desalinhamento de interesses, inadequação dos atributos da transação e padrão comportamental dos agentes. No intuito de diminuir esta incerteza e procurar obter os recursos que não dispõe, a empresa transaciona com outras empresas, que por sua vez, também podem depender de recursos dessa primeira, gerando-se, assim, um modelo inter-organizacional de dependência de recursos

(HALL, 1990). Conclui-se, com isto, que esta interdependência de recursos constitui-se na pedra fundamental para a existência da empresa, ou seja, somente em ambientes de incerteza e onde os recursos não estão de posse de uma ou poucas organizações, haverá a possibilidade das organizações auferirem ganhos.