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2. Exploring the Territory of Multiphonics

2.1 The philosophy behind

Existem diversas maneiras de abordagem aos riscos. Hallikas e Virolainen (2004) afirmam que segundo a natureza dos riscos, eles se classificam basicamente em: riscos especulativos (ou dinâmicos) e riscos puros (ou estáticos). A principal diferença entre essas duas categorias é que os riscos especulativos envolvem uma possibilidade de ganho ou uma chance de perda; ao passo que os riscos puros envolvem somente uma chance de perda, não existindo nenhuma possibilidade de ganho ou de lucro. Um exemplo clássico que ilustra claramente esta diferença é o do proprietário de um veículo, cujo risco (puro) que está associado a ele é o da perda potencial por colisão. Dessa classificação emerge a visão clássica do risco como resultante de duas dimensões: a probabilidade de ocorrência do evento e o impacto dele no resultado.

Outra maneira se refere a variabilidade da medição do risco acerca de um ponto específico de referência, por exemplo, a média ou valor esperado, ou ainda, o risco sendo tanto uma oportunidade quanto um perigo. Sobre essa forma de enxergar a medição do risco existe um vasto conjunto de literatura sobre as operações da SCM que promove uma concepção de gestão de riscos baseada, especialmente, em relação ao controle de indicadores e processos internos de desempenho. Quanto à variabilidade, a medição de risco considera tanto as variações positivas quanto negativas acerca do nível esperado ou objetivado e é conhecida como medida simétrica de risco. Khan e Burnes (2007) tratam da medida simétrica com base na teoria clássica da decisão de que o risco é uma variação na distribuição dos possíveis resultados e as possibilidades de eles ocorrerem. Esta perspectiva foi, na realidade, atacada

durante muitos anos, por não refletir como os gerentes enxergam o risco. Eles não dão muita atenção a incertezas acerca de resultados positivos, vendo os riscos em termos de perigos com resultados possivelmente negativos ou assimétricos. As medições assimétricas de risco referem-se somente às medidas de probabilidades e retorno caindo abaixo do ponto de referência, ou seja, o risco como resultado negativo.

Partindo da idéia de Gaudenzi e Borghesi (2006) de que o risco existe tanto dentro das empresas e em suas atividades, como também em seus relacionamentos, outra taxonomia propõe o risco como riscos concêntricos de elo e riscos diversificados da cadeia. Os riscos nas cadeias de suprimentos podem ser vistos sob uma perspectiva estreita ou ampla; isto é, uma abordagem de vulnerabilidade atomística ou holística.

A primeira dimensão, Risco Concêntrico de Elo ou abordagem atomística, representa os riscos focados numa atividade ou elo da cadeia de suprimento (RITCHIE; BRINDLEY, 2007) e significa que a perspectiva é limitada a uma parte menor da cadeia de suprimento, como por exemplo, riscos nas atividades de armazenagem ou de uma central de compras.

A segunda dimensão, Riscos Diversificados da Cadeia, representa uma perspectiva mais holística dos riscos. Uma abordagem holística de vulnerabilidade significa que a perspectiva considera toda a extensão da cadeia de suprimento.

Deloach (2000), Cavinato (2004) e Ritchie e Brindley (2007), refletindo sobre o aspecto do risco dentro das cadeias de suprimentos, observam que uma classificação de risco deve oferecer um ponto de referência para o estudo dos riscos quanto a responsabilidade da gestão. Para esses autores (Ilustração 5), os riscos podem ser classificados em internos e externos.

Ilustração 5 - Ambiente geral das cadeias de suprimentos FONTE: Adaptado de STONER; STONER, 1985.

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Paulsson e Norrman (2003) recomendam a classificação dos riscos das cadeias de suprimentos pela relevância em riscos estratégicos, táticos e operacionais. Para os autores os riscos estratégicos correspondem ao processo de decisão sobre as alterações nos objetivos da organização, nos recursos que são utilizados para atingir os objetivos e nas políticas que governam a aquisição e o uso desses recursos e estão associados às questões corporativas amplas, tais como fatores competitivos, estrutura organizacional, desenvolvimento de novos produtos e estratégia de formação de preços, entre outras. No nível estratégico, terão preferência parceiros mais confiáveis com capacidades intrínsecas para lidar com desvios e interrupções e com conhecimento e habilidade para se adaptar às condições mutáveis do mercado. Os riscos operacionais são referentes à habilidade de uma organização controlar e distribuir seus processos principais de maneira previsível e pontualmente. Está focada na integridade e consistência dos processos diários que suportam o negócio. Correspondem ao processo de garantir a aquisição e o uso eficiente de recursos, com relação às atividades para as quais a relação ótima entre as saídas e os recursos pode ser aproximadamente determinada. No nível operacional as empresas inseridas em cadeias de suprimentos precisam de sistemas de suporte às decisões que podem atuar com informações de diversos parceiros sobre vários desvios e interrupções para reprogramar atividades, de modo que os processos de negócios sejam sincronizados e que as entregas sejam realizadas dentro prazos de entrega e das limitações de custo do cliente.

Na literatura sobre ambientes organizacionais, discussões usualmente focam na escolha entre as denominadas medidas objetiva e subjetiva, ou seja, quanto ao tratamento. A medida objetiva geralmente se refere às tabulações de objetos ou eventos em um ambiente organizacional. Reciprocamente, a medida subjetiva, geralmente, é aplicada a qualquer técnica que procura de algum modo abranger a percepção dos participantes em relação ao seu ambiente organizacional. Khan e Burnes (2007) observaram que as visões de risco estendem- se entre o risco como sendo determinado como objetivo e mensurável e a que entende o risco como um fenômeno por natureza resistente a medições objetivas, mas que na prática os riscos objetivos e subjetivos são inseparáveis. Quando classificados como objetivos, os riscos podem assumir um tratamento de variável discreta ou contínua.

Quadro 7 - Classificação dos riscos quanto a forma de medição

Abordagem Classificação Conceito Autores

Natureza Puro Envolvem somente uma chance de

perda. Hallikas e Virolainen (2004)

Especulativo Envolvem uma possibilidade de ganho ou uma chance de perda.

Variabilidade Simétrico Considera tanto as variações positivas e negativas.

Khan e Burnes (2007); Wagner e Bode (2006). Assimétrico Considera o retorno abaixo de um

ponto de referência.

Tratamento Subjetivo Percepções em relação aos eventos de

risco.

Khan e Burnes (2007) Objetivo Tabulação de eventos ou objetos;

probabilidade; indicador de riscos. Responsabilidade de

gestão Internos Responsabilidade do próprio negócio. Deloach (2000); Cavinato (2004); Ritchie e Brindley (2007).

Externo Riscos do ambiente sobre os quais as organizações não exercem controle. Relevância Estratégico Associados ao modo de gestão das

empresas. Processo decisório sobre os objetivos organizacionais.

Paulsson e Norrman (2003)

Operacional Referentes à habilidade de uma organização controlar e distribuir seus processos.

Abrangência Holístico Riscos são considerados em toda a extensão da cadeia.

Ritchie e Brindley, (2007); Gaudenzi e Borghesi (2006) Atomístico Perspectiva mais estreita do risco,

limitada a uma atividade de uma empresa ou uma empresa.

O próximo capítulo tratará da última dimensão da estrutura para o estudo dos riscos: a dimensão processos da gestão de riscos.