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Status for gjennomføring av tiltak per 2. tertial årsplan NCMM

Segundo Gaspar (2007) numa economia globalizada e em rápida mutação, a competitividade tornou-se regra não assentando só em saberes e conhecimentos, mas essencialmente em competências ligadas diretamente ao trabalho e ao emprego, e avaliadas à luz dos resultados que permitem obter. Numa sociedade do conhecimento, as escolas já não detém o monopólio das atividades formativas. Emergem formações não formais nos mais variados âmbitos: pessoal, profissional e social em que emerge o papel cada vez mais acrescido dos knowledge management. As críticas que se levantam em relação à formação devem-se essencialmente ao facto de ser visionada como uma estratégica alinhando-se por valores como a mobilidade, a flexibilidade, a empregabilidade. O saber adquire um valor comercial e a formação é chamada a colocar em evidência os seus custos e os seus proveitos, conduzindo em muitos casos. Os termos e os argumentos da economia do mercado irromperam na linguagem da formação.

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Por outro lado, visionando o papel da formação orientada por valores humanistas acredita- se que melhorar as relações de cada um com o conhecimento, é enriquecer as entidades individuais e coletivas e assim o próprio exercício da cidadania.

Neste sentido, Estevão (2001) refere o seguinte

“Sem pretender entrar numa lógica de cinismo, os benefícios da formação são demasiadamente evidentes para serem postos em causa: ela promove a eficiência; incrementa a motivação e a Auto motivação dos trabalhadores; aumenta as suas capacidades de saber, de informação, de expressão, de comunicação, de sociabilidade, desintegração; propicia a emergência de projetos individuais (e também coletivos) no campo profissional; suscita alterações positivas ao nível do imaginário; questiona hábitos e modelos culturais; promove cultural e socialmente os trabalhadores; enfim, induz processos transformadores e mudanças organizacionais com efeitos apreciáveis ao nível da construção ou evolução das identidades coletivas”

Segundo a Perspetiva Territorialista de Desenvolvimento a formação tem de considerar e integrar as identidades culturais das populações, neste sentido, “ a formação a desenvolver resultará de um processo de negociação entre os atores que exigem novos saberes e os que participam na definição das transformações a fazer” (Correia,2004,p.57).

O trabalho de um agente de cooperação internacional baseia-se em três fases distintas: o antes, o durante e o depois da ação. Assim será sobre o antes que nos centraremos, ou seja, após o recrutamento e a seleção dos recursos humanos é desejável oferecer mais informações sobre o trabalho a realizar, podendo essa transmissão de conhecimento ser realizada através da formação pessoal, profissional e social dos agentes de cooperação. No âmbito do processo de investigação essa formação foi designada de formação preparatória de agentes de cooperação”.

Através de uma escala de importância, os formandos inquiridos foram questionados sobre a relevância do papel da formação dos agentes de cooperação antes destes partirem para o terreno.

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Gráfico 7:Importância atribuída ao papel da formação num projeto de cooperação e desenvolvimento

Fonte: Respostas do inquérito por questionário aplicado aos formandos do curso “Cooperação, Cidadania e

Voluntariado” (fevereiro 2012)

Como se verifica todos os formandos consideram a formação preparatória de agentes de cooperação muito importante. Conclui-se assim que todos sentem necessidade dessa formação preparatória, se alguma vez ingressarem num projeto de cooperação e desenvolvimento.

Após concluir-se que a formação é considerada um aspeto muito importante questiona-se quais os conteúdos mais pertinentes a integrar nessa formação. Os agentes de cooperação entrevistados destacaram para os seguintes:

Quadro 15 - Conteúdos a integrar na formação preparatória de agentes de cooperação

Fonte: Entrevistas realizadas a agentes de cooperação em maio/junho 2012 (cf. apêndice 1 ao apêndice 6) Conteúdos importantes para a formação preparatória

Entrev.1 “Eu tenho de perceber o que é a educação no país para onde vou, conhecer profundamente o sistema educativo, conhecer a sua história no tempo colonial e a vertente colonial […] acho que é preciso saber História de áfrica e história do país, é preciso conhecer a literatura do país é preciso conhecer as pessoas, é preciso ter uma série de competências que têm a ver com investigação e com observação participante”

Entrev.2 “O que é a cooperação para o desenvolvimento, qual é o papel que a educação pode ter no desenvolvimento, questões especificas dos país para onde vão, questões linguísticas, culturais, históricas. ”

Entrev.3 “ Acho essa pergunta boa, porque normalmente nem há formação, normalmente os agentes vão assim para o seu projeto, porque são professores […] eu acho isso completamente errado, acho que é preciso formação”

Entrev.4 “Existem diversos, mas existem dois que eu considero fundamentais, é o trabalho em equipa porque realmente um projeto faz-se com várias pessoas, assenta no trabalho de várias pessoas e é preciso saber articular esse trabalho e saber trabalhar em contextos diferentes e sob pressão” Entrev.5 “O contexto mais geral em que se enquadra aquele projeto de cooperação, em que politicas,

depois afunilando mais um bocadinho em termos de pais, quais são as políticas de cooperação com aquele país especificamente, em que organizações vão trabalhar e ter uma formação mais específica em relação ao país e à sociedade”

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Um dos agentes de cooperação referiu que na maioria das vezes não existe formação porque se acredita que por ser profissionalizado (ex.: professores) não necessita de mais formação. No entanto, esse mesmo agente referiu que acha essa ideia completamente errada. Em relação aos conteúdos tidos como mais necessários de implementar no processo de formação, as respostas obtidas são maioritariamente consensuais:

Conhecimento aprofundado do país: história, cultura e sociedade;

 Conhecimento do papel da educação nesse país: como está organizado o sistema educativo e como evolui;

 Conhecimento do projeto no qual vai participar: enquadramento, políticas de orientação, políticas de cooperação existentes com o país;

 Conteúdos técnicos: trabalho em equipa, exemplos práticos que demonstrem como é trabalhar em contextos diferentes e sob pressão;

 Conhecimento sobre os objetivos da cooperação e do desenvolvimento internacional: consciencialização sobre os direitos humanos.

No seguimento das informações obtidas sobre os conteúdos importantes a incluir na formação inicial por parte dos agentes de cooperação, apresentam-se as opiniões dos inquiridos sobre o grau de concordância em relação aos conteúdos sugeridos para implementar na sua formação preparatória.

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Gráfico 12 - Formação: dinâmicas de grupo

Gráfico 13 . Formação: gestão de conflitos

Gráfico 11 - Formação: Imagens e testemunhos Gráfico 10 - Formação: aspetos culturais

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Gráfico 14 - Formação: conhecimento do projeto

Gráfico 15 - Formação: papel específico de cada um

Todos os conteúdos mencionados foram, no mínimo, alvo de concordância face à sua pertinência num plano de formação para agentes de cooperação. Salientam-se os conteúdos de “ dinâmicas de trabalho em equipa, “gestão de conflitos”, “ conteúdos sobre o país” e “ aspetos culturais”, como sendo aqueles que obtiveram uma maior importância atribuída, indo assim ao encontro dos conteúdos mais indicados pelos agentes de cooperação acima mencionados. Por outro lado, os conteúdos “ mostrar imagens e testemunhos reais” e “ noções da língua predominante no país” foram os conteúdos onde se obtiveram mais concordâncias do que concordâncias totais, partindo-se assim do pressuposto que de entre todos os indicados estes seriam os menos pertinentes para incluir no plano de formação.

Da formação preparatória dos futuros agentes espera-se que aumente os conhecimentos sobre o trabalho a realizar no terreno. No entanto, também se poderá tornar num espaço de reflexão, onde confrontados com as informações que lhes são dadas, os agentes consigam perceber se realmente estão preparados ou se realmente se identificam com o que lhes poderá ser solicitado. Assim foram indicadas algumas situações, de modo, a perceber de que forma cada uma delas poderia levar o formando a questionar o trabalho que teria de realizar.

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Gráfico 16- Mudança do modo de vida Gráfico 17- Realidade tal como ela é

A maioria dos inquiridos considera que tendo conhecimento da realidade do país os pode levar a ponderar participar no projeto, assim, 18 consideram muito importante ser-lhes transmitido uma noção do que poderão encontrar. Por outro lado, verifica-se que a mudança no modo de vida não é tida como a principal preocupação, por parte dos formandos: apenas 9 consideram muito importante o corte com os seus hábitos de vida, inclusive a privação de bens e outras comodidades e 1 considera essa alteração pouco importante. O trabalho em equipa e a imprevisibilidade são também elementos que poderão levar os formandos a colocar em causa a sua preparação e motivação para avançar para o terreno. Em ambos os casos 16 consideram estes dois aspetos muito importantes no seu processo de reflexão.

Gráfico 18- Reflexão sobre o trabalho em equipa Gráfico 19- Imprevisibilidade das situações

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