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Statistikk fra klubber og fordeling av idrettsanlegg

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5. Resultater

5.3 Statistikk fra klubber og fordeling av idrettsanlegg

que é expresso nela deve seguir regras e corresponder à sua intenção; em cada frase, é preciso que se comprove o que deve ser dito como algo que objetivamente se encontra ali (Schopenhauer, 2009: 124).

Sabe-se que, as palavras desempenham um papel solene na Religião, uma vez que a linguagem é condição sem a qual não é possível a interpelação da(s) figura(s) divina(s), para dela(s) se doutrinar e para a expressão do sentimento devoto. Parte-se do princípio que o discurso religioso poderá ser examinado retoricamente como persuasivo, respeitando uma panóplia de formas e estruturas.

To explore the points of contact between rhetoric and religion, it may be convenient to start by locating rhetorical forms of religious expression in order to establish a kind of map of religious discourse (Pernot, 2006: 237).

Ou seja, o enunciado religioso consiste na abordagem da figura celestial, que inclui a narração dos seus feitos e poderes. Assim, as mensagens religiosas poderão ser analisadas retoricamente, e na retórica per se há uma dimensão religiosa, já que o ‘dialogue between these two realities, religion and rhetoric, can be explained by the affinities that exist between persuasion and belief and between art and the sacred’ (Idem: 253). Encadeado, é do conhecimento comum que a Igreja é uma entidade detentora de um poderio de coesão das massas e o discurso religioso evoca uma identidade externa - no caso das Igrejas Católicas e Protestantes, a imagem de Cristo - para a manutenção do grupo reunido, segundo um credo. Por conseguinte, as instituições religiosas agregam os fiéis, pela identificação com a figura de Cristo.

O discurso político realiza uma tarefa sui generis enquanto mecanismo de comunicação, pois, se os demais podem vir a revelar a voz do sujeito falante, nele resta apenas a noção de dogma. Não deixa de ser uma situação curiosa estar diante da mais visível forma de persuasão e do mais invisível eu persuasivo! Deus não fala, dado ser uma realidade imaterial; quem fala em seu nome não é dono do discurso: o pastor é apenas veículo, porta-voz, no máximo um ‘interpretador’ da palavra do Senhor

(Amaral, 2003: 167).

É incognoscível ignorar a influência dos princípios básicos cristãos no sistema democrático norte-americano, sendo que a importância destes assenta na ‘information it conveys about the expected behavior of other political actor’ (Posner, 2005: 104). Ademais, transporta os mecanismos através do quais os símbolos, as tradições, os rituais e os mitos influenciam as interações sociais e políticas: a religião induz o comportamento político, na medida em que delimita as perceções face a problemáticas políticas.

Todavia, a intensidade segundo a qual a política é motivada pelas normas religiosas, não demonstra ser consistente no decorrer da história presidencial norte-americana: alguns presidentes foram manifestamente mais regidos pelos valores cristãos do que outros, conquanto todos os presidentes dos Estados Unidos terem sido guiados, mesmo que tenuemente, por fundamentos religiosos52.

Religion can thus function not only as a source of communal loyalty and shared identity and understandings, but also as a powerful ideology, a set of normative principles and claims about how the world ought to function (Busse, 2012: 427).

Quiçá, os discursos políticos, adornados de apelos de caráter religioso, foram grandes pontos de partida para a criação de imagens, de valores, do caráter e das possíveis aspirações dos candidatos presidenciais pela massa eleitoral e pelas oposições partidárias. A arenga manifesta-se de forma subtil, como a figura presidencial ler passagens bíblicas no horário eleitoral gratuito, ou de forma evidente, como a questão do aborto ou outras demais que se sirvam dos valores morais da Igreja Católica e Protestante, com lente estratégica na atração e persuasão do auditório eleitoral, criando imagens sedutoras e narrações sugestivas.

52 Dita a história que a esmagadora maioria dos 44 presidentes dos Estados Unidos era cristã; Thomas Jefferson,

Andrew Johnson e Abraham Lincoln não eram afiliados a qualquer instituição religiosa; John F. Kennedy era católico. O atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, converteu-se recentemente ao Cristianismo moderado; Entende-se, por conseguinte, que a afiliação religiosa não é condição sine qua non para o uso ou não de conceções religiosas na retórica política norte-americana.

America will not bow down to tyrants (...). Image a world in which they [os terroristas] were able to control governments (...). America did not seek this global struggle, but we’re answering history’s call with confidence and a clear strategy (...). We fight for this day, because the security of our own ctizens depends on it. This is the great ideological struggle of the 21st century - and it is the calling of our generations (Bush: 5 de setembro de 2006, Washington, D.C.).

O presidente George W. Bush é um óbvio espécime de alguém que se serviu dos seus valores privados como força motriz no processo de decisão política interna e externa. Tais tendências não demonstram ser tão acentuadas como as do atual presidente, Barack Obama. Atente-se que, os motivos que delimitam a tomada de decisão presidencial são concebidos como consequência de uma multitude de fontes. Isto posto, há inúmeras premissas que elucidam qual a fonte com mais influxo e proeminência, contudo, este estudo cingir-se-á ao da Religião. Como George Edwards previu, ‘presidents are not robots’, na medida em que eles ‘have choices and exercise them’ (Edwards; George; Wayne, 2006: 254); id est, o presidente deverá ser tido com vista na sua orientação psicológica e dimensão cognitiva, pelo que, a análise destas, auxilia no entendimento de como a personalidade ‘shapes, motivates, activates, and conditions responses, and influences judgment’ (Idem: 261).

Na administração Bush, denotou-se a repetida abordagem cristã metodista, evidente nos assuntos de teor externo: numa entrevista pública admitiu que ‘accepted Christ (...) which led [a Bush] to believe that if you change your heart, you can change your behavior’53

. Sabe-se que, o presidente Bush não revela timidez aquando da exteriorização da sua fé na figura de Deus ou na sua religião, como alicerce para a sua tomada de decisão. Consequentemente, quando a problemática de Saddam Hussein despontou em 2002, Bush e a sua filosofia evangélica surgiu igualmente em ocasião. Aliás, sobre o ditador, o presidente norte-americano declarou ser ‘a terrible guy who is teaming up with Al Qaeda’, adicionando que ‘tortures his own people and hates

53 Trecho de uma entrevista a George W. Bush pelo The Washington Post. In His Own Words: 'I Made Mistakes'.

Austin, 1999. Disponível no Anexo B. Acedido a Julho, 2016, em:

Israel’ (Woodward, 2004: 188). Tal transpõe a evidência dos dois primordiais objetivos para os cristãos protestantes - a defesa dos direitos humanos e a sobrevivência de Israel - que contraria os ideais conservadores sobre os quais Bush tão orgulhosamente se sustenta. A perseverança de tal credo subsistia-se simplesmente porque faria sentido que a população, súbdita a um líder opressivo, almejasse

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