3. Teori og tidligere forskning
3.2 Sosial bakgrunn: klasse, økonomi og kultur
3.2.3 Idrettskultur og klassekultur
A influência norte-americana é percetível no espectro político internacional. Todavia, tal posição hegemónica viu o seu apogeu no decorrer do seu longo percurso de expansão, no calamitoso século XX. Os eventos europeus conferiram à nação transatlântica uma panóplia de apanágio que a elevou perante os demais países europeus, empobrecidos, desmoralizados e vulneráveis. Fora na conjuntura de empréstimos aos aliados, interesses diplomáticos e na repercussão que a Primeira Grande Guerra ia alcançando, que os Estados Unidos viram-se impelidos a nela se envolverem, distanciando-se da neutralidade desejada. Relembre-se que, apesar da emancipação das Treze Colónias e reivindicação de liberdade face à soberania britânica, no século XVIII - com o apoio da França -, mantiveram-se vínculos, maioritariamente comerciais, económicos e políticos com estes dois referidos aliados.
(...) o facto de nos anos 1920 a economia mundial ter passado por uma forte crise aliada à desatenção com a guerra e a perturbação pós-guerra, levou ao poder no Japão e na Alemanha forças políticas do militarismo e da extrema direita, esmerando-se para o rompimento do status quo (Simon, 2011: 76).
Com a depressão, a crise interna e o afastamento da Liga das Nações, os Estados Unidos mergulharam novamente numa atitude política de isolamento, no que às Relações Internacionais concernia. Salvo contactos comerciais e financeiros, a
emergência de uma nova guerra à escala mundial atormentava a clara preferência em se manterem isolados e, em último caso, neutros em conflitos de grandes dimensões.
A queda da França e o ataque aéreo à Grã-Bretanha influenciaram na mudança de posicionamento estadunidense, pois lhes mostrou o poder da máquina militar alemã e, se os ingleses caíssem, os Estados Unidos ficariam sozinhos contra uma forte colisão militar. Diante dessa possibilidade, a preparação para a guerra foi acelerada (Idem: 77).
Doravante, a imparcialidade dissipou-se gradualmente e novas medidas foram tomadas pelo governo norte-americano: ‘o ataque a Pearl Harbor uniu mais a nação do que qualquer outra feita poderia ter unido, fazendo com que passasse a dedicar todos os recursos e energias à guerra’ (Idem: 78).
Términos conflitos mundiais e rendimentos económicos proveitosos obtidos provindos destes, proporcionou aos Estados Unidos consolidar-se como potência hegemónica; a Europa, outrora principal parceira em trocas mercantis, lidava com inúmeros problemas decorrentes dos conflitos travados no seu solo. Diante de um panorama internacional desfavorável, os líderes de 44 países reuniram-se em Bretton Woods - uma cidade do nordeste dos Estados Unidos - com mira na regulamentação do sistema monetário internacional e superação do bloqueio comercial internacional. Uma das deliberações aclaradas na conferência atestava o dólar americano como a nova moeda internacional e o estabelecimento de um regime monetário cambial baseado em taxas fixas (Cf. Carvalho, 2004). Tal demonstrou ser de sublime valor, pelo que robusteceu o processo hegemónico da nação, tal como lhe atribuiu um papel dominante sobre as novas instituições, subordinadas à sua política.
Todavia, ‘as instituições de Bretton Woods (...)27
, foram insuficientes na promoção da reconstrução da Europa’ (Simon, 2011: 82), visto que irrompia um clima hostil americano-soviético, essencialmente ulterior ao Acordo de Potsdam e da propagação da Doutrina Truman28. No entender americano, a prioridade fundia-se na
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Id est, Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento e o Fundo Monetário Internacional.
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contenção do avanço comunista e na garantia dos mercados europeus. É nessa conjuntura que surge o Plano Marshall29 - Plano de Reconstrução Europeia, que ‘desempenhou um importante papel na consolidação da hegemonia político-económica americana e marcou, de forma concreta, o abandono do isolacionismo na política externa’ (Simon, 2011: 83).
É inteligível a oscilação idiossincrática no período entre guerras (1914-1945). Com a Primeira Guerra Mundial, os americanos foram capazes de fomentar a sua indústria e economia, tal como assinalar uma breve aurora de mudança na sua atitude diplomática, previamente de caráter isolacionista. Aquando da divulgação das políticas do New Deal de Roosevelt, nos anos de 1930, foi liberado ao povo americano a expansão da sua economia, paralelamente à atuação do governo além-fronteiras. A Segunda Guerra Mundial alterou por completo a diplomacia dos Estados Unidos e viabilizou ao país a emergência no cenário internacional como o notável credor, devido aos lucros oriundos do conflito.
Em súmula, a Segunda Grande Guerra demonstra ser a que marcou in totum a extrapolação da política externa norte-americana: outrora isolacionista e neutra, deu origem a uma intervencionista e internacionalista, porquanto deveria preservar os bens angariados nos conflitos. Com esse intuito, os Estados Unidos adotaram estratégias que garantissem mercados consumidores, algo apenas passível de concretização num sistema económico e financeiro estável. Os Acordos de Bretton Woods e os esforços na reconstrução europeia, não só reformaram a economia da Europa, devastada pelas guerras, como mantiveram o dinamismo da dos Estados Unidos. Com efeito, as intervenções supracitadas tonificaram a nação transatlântica a nível económico, elevaram-na a potência hegemónica e assinalaram o término da tradicional política isolacionista, no seio das suas relações com entidades externas.
comunista: ‘The United States has received from Greek Government an urgent appeal for financial and economic assistance (...). The very existence of the Greek state is today threatened by the terrorist activities of several thousand armed men, led by Communists, who defy the government's authority (...). Meanwhile, the Greek Government is unable to cope with the situation. The Greek army is small and poorly equipped (...). The United States must supply that assistence (...). No other nation is willing and able to provide the necessary support for a democratic Greek government (...), each dollar spent will count toward making Greece self-supporting, and will help to build an economy in which a healthy democracy can flourish’.
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Consistiu numa assistência financeira à Europa abalada pela Segunda Guerra Mundial, possibilitando a reconstrução dos países capitalistas.
2.2. O progresso comportamental: da Guerra Fria ao Intervencionismo