3. Theoretische Grundlagen
3.1. Zur Nicht-Abgrenzbarkeit von Sprachsystemen und Begrifflichkeiten
3.1.2. Sprachwirklichkeit aus linguistischer Perspektive
Com relação ao papel da fala do professor nas aulas de inglês, Pinter (2006, p. 47) afirma que ela consiste em uma fonte importante de insumo para as crianças, em especial, aquelas que estão nos anos iniciais. Além disso, a autora acrescenta que, por meio da fala do professor, os alunos se familiarizam com os padrões de entonação e com os sons da língua.
Pinter (2006, p. 48) explica que, apesar de os alunos não entenderem todas as palavras, isso não é um problema, uma vez que eles podem inferir o significado a partir do contexto, de gestos e de recursos visuais utilizados pelo professor. A autora também acrescenta que o professor pode aceitar os comentários e contribuições dos alunos na primeira língua como forma de encorajamento, além de incorporar as respostas dos alunos na língua alvo. A fala do professor, argumenta Pinter (2006, p. 48), desempenha importantes funções tanto do ponto de vista social (convenções sociais, como cumprimentos, por exemplo) quanto afetivo (utilização de elogios e palavras de encorajamento).
42
(1992, p. 15) argumenta que ela consiste em uma forma de uso real da linguagem que contribui para o processo de ensino. A autora elenca algumas vantagens de se utilizar da língua alvo nas aulas de inglês para crianças:
• encorajar as crianças a utilizar e confiar em seus instintos para deduzir o significado das palavras;
• fornecer um elemento de aprendizagem indireta, pois ainda que a criança não perceba, está aprendendo;
• mostrar que a língua não se resume a exercícios e brincadeiras, nós a utilizamos na vida real;
• aumentar a quantidade de exposição da criança à língua.
Halliwell (1992, p. 15) assevera que, ao contrário do que muitos professores pensam, para conduzir as aulas na língua alvo não é necessário que o professor seja um falante nativo. A autora explica que a fala em sala de aula é relativamente limitada, por ser baseada em um pequeno número de frases e estruturas aliadas ao contexto e a expressões faciais. A fim de facilitar a compreensão dos alunos, esclarece Halliwell (1992, p. 16), o professor deve utilizar uma linguagem simples, ao invés de tentar utilizar uma linguagem complexa ou buscar uma equivalência que muitas vezes não existe. A autora acrescenta ainda que a fala do professor deve ser sempre acompanhada de um gesto, de uma demonstração visual do que ele diz, pois, ao fazer isso, o professor pode explicar aos alunos como fazer atividades aparentemente complicadas por meio de uma linguagem simples.
Para Moon (2000, p. 62), a fala do professor fornece a principal e, às vezes, a única forma de insumo da língua estrangeira para alunos inseridos em contextos em que a língua estudada não é vivenciada no país. A autora acrescenta que, se o professor restringir o uso da fala em inglês a somente dar exemplos da língua, e não usar o inglês para as diversas situações que envolvem o cotidiano em sala de aula estará fornecendo uma gama muito restrita de insumo da língua.
Moon (2000, p. 60) argumenta, ainda, que é por meio da fala dos professores que o ensino acontece, pois é por meio dela que o professor gerencia a sala de aula, como por exemplo, fornecendo instruções aos alunos, controlando-os, motivando-os, fornecendo retorno e oferecendo insumo para o aprendizado de línguas.
43
61) elenca: dar instruções; manter a disciplina; oferecer retorno; elogiar; pedir informações; dar informações; fornecer exemplos da língua alvo; dar modelos de procedimentos ou estratégias; verificar ou testar o conhecimento dos alunos; fazer piadas; manter uma boa atmosfera, entre outros. A autora também esclarece que o tipo de fala usada pelo professor impacta diretamente no ambiente de aprendizagem. De acordo com Moon (2000, p. 61), se o que predomina na fala do professor são instruções, controle da disciplina e testes, o relacionamento professor- aluno é predominantemente formal. Por outro lado, se o professor utiliza-se da fala para pedir informações reais sobre os alunos, fazer piadas, mostrar interesse pelos alunos, estabelece uma relação mais informal com os mesmos, fazendo com que os alunos sintam vontade de se expressar na língua alvo e, consequentemente, falar mais.
Quanto às vantagens e desvantagens de se utilizar a língua inglesa nas aulas de inglês para crianças, Moon (2000, p. 62) elenca uma relação das mesmas, listadas a seguir.
As vantagens de se utilizar a língua inglesa nas aulas de inglês para crianças segundo Moon (2000, p. 63) são:
• aumento da exposição dos alunos à língua;
• desenvolvimento da confiança dos alunos em relação à língua;
• propiciação de situações de comunicação reais na utilização da língua inglesa;
• desenvolvimento da pronúncia, à medida em que os alunos são encorajados a pensar em inglês desde o primeiro ano de estudo da língua.
No que diz respeito às desvantagens de se utilizar a língua inglesa nas aulas de inglês para crianças, Moon (2000, p. 63) elenca:
• necessidade de um maior tempo para explicar as atividades, o que pode levar ao desinteresse pela atividade em alunos ansiosos;
• perda da confiança por alunos que apresentam mais dificuldades na aprendizagem da língua;
44
professores que não possuem proficiência na língua;
• necessidade de mais tempo para cumprir o conteúdo programático.
Moon (2000, p. 65) argumenta que é melhor começar a introduzir a língua inglesa com atividades que já são conhecidas pelos alunos. Por estarem familiarizados com a atividade, a autora explica que a compreensão se tornará mais fácil para . eles.
No que diz respeito ao uso da língua materna, Moon (2000, p. 65) propõe algumas situações em que ela pode ser utilizada e as razões que justificam seu uso:
• quando o professor percebe que a criança sabe a resposta na língua mãe, mas não sabe como dizê-la em inglês;
• quando a criança deseja compartilhar com os colegas uma experiência real acerca do que estão estudando, mas não consegue fazê-lo em inglês;
• quando o professor deseja utilizar um novo jogo, cujas regras são complicadasl;
• quando o professor não tem certeza de que os alunos entenderam.
Moon (2000, p. 73) também orienta que, quando se trabalha com crianças, ter boas habilidades de comunicação é algo essencial ao professor e a fala torna-se o principal meio de comunicação, tanto para as crianças que ainda não sabem ler e escrever em inglês quanto para aquelas que já sabem.
Após discutir sobre a importância da fala do professor e sobre a utilização da língua mãe e da língua alvo nas aulas de inglês para crianças, discuto, a seguir, sobre o trabalho com as habilidades comunicativas (ouvir, falar, ler e escrever)17 nas aulas de Inglês para crianças.
17
45
1.3.2 AS HABILIDADES COMUNICATIVAS NAS AULAS DE INGLÊS PARA