4.4 Normer for deltakelse
4.4.1 Spiller-hjelper-tilskuer
A sombra artificial aparece como uma alternativa para aquelas áreas onde o plantio de árvores é impossibilitado ou enquanto se espera o seu crescimento. Na ausência de árvores e na dependência do sistema de produção, recorre-se ao sombreamento artificial portátil ou permanente. Cochos para alimentação e água devem estar próximos ou nas áreas de sombra (BACCARI JR., 1998).
Bond et al. (1954) mediram a radiação térmica recebida de várias partes da instalação que envolvia um animal à sombra e concluíram que 28% da carga térmica radiante provinham da radiação direta, 21% do material de cobertura, 18% da área não sombreada e 33% da área sombreada. Assim, os autores concluíram que a quantidade de carga térmica de radiação devido ao material de cobertura e sua sombra correspondem a mais de 50% da radiação térmica total. Abrigos com altura superior a 4,3m reduzem o efeito da irradiação do material de cobertura sobre os animais (COLLIER et al., 2006; GARRET et al., 1967).
Um abrigo para sombreamento de novilhas deve ter capacidade para alojar de 20 a 30 animais. Este é o número considerado adequado para um lote com uniformidade de peso e idade, pois permite um eficiente acompanhamento do desempenho reprodutivo e sanitário do animal. Além disso, deve ser localizado próximo à área de alimentação e da água e deve ser de fácil acesso para os animais (LUCCI, 1989; SANTOS et al., 2000; MACHADO, 2005).
A estrutura de sustentação dos abrigos pode ser de madeira ou metal. Nas condições brasileiras a utilização de madeira é mais comum.
A vida útil dos pilares (postes) de eucalipto tratado é de 10 anos quando em contato com o solo (COMERCIAL FAHEL’S, 2008). A vida útil de madeiras
normalmente utilizadas como armação para telhado é de 20 a 30 anos (LORENZI, 1992).
2.1.8.1.1 Tela plástica
A tela de sombreamento composta por polietileno HDPE Virgem (polietileno de alta densidade) é também conhecida como tela de nylon, ou pelo nome comercial. É comercializada com diferentes percentuais de retenção da radiação ultravioleta. Para a confecção de abrigo para animais é utilizado o percentual de 80%. Este material é comercializado em rolos de 3m de largura, e tem vida útil, no campo sob tensão e sol direto, de 5 anos, que pode ser alterada em função da forma de fixação (EQUIPESCA, 2008). Na maioria das vezes este material é utilizado para a confecção de abrigos portáteis ou provisórios, mas podem também funcionar como sombreamento definitivo. Pode ser erguida sobre estruturas simples de metal ou madeira, tem a vantagem de poder ser removida e permitir a limpeza e secagem do local.
Valtorta et al. (1996) demonstraram que uma área de sombra de 3m² por animal, construída com tela plástica com 80% de sombreamento e com 2,5m de pé direito foi eficaz em atenuar os efeitos do estresse térmico, reduzindo a freqüência respiratória, a temperatura retal e aumentando a produção de leite. Outros autores também utilizaram a tela como abrigos para cobertura de bovinos (CAMPOS et al., 2005; TITTO, 2006; TUCKER et al., 2008; YAMAMOTO et al., 1994)
2.1.8.1.2 Cimento amianto x fibrocimento
O amianto ou asbesto é uma fibra mineral natural sedosa que, por suas propriedades físico-químicas (alta resistência mecânica, resistência as altas temperaturas, incombustibilidade, boa qualidade isolante, durabilidade, flexibilidade, indestrutibilidade, resistência ao ataque de ácidos, álcalis e bactérias, facilidade de ser tecida etc.), abundância na natureza e, principalmente, baixo custo tem sido largamente utilizado na indústria. Com o advento da Revolução Industrial no século XIX, o amianto foi a matéria-prima escolhida para isolar termicamente as máquinas e equipamentos e foi largamente empregado, atingindo seu apogeu nos esforços da primeira e segunda guerras mundiais. Dali para frente, as epidemias de doenças e vítimas levaram ao conhecimento do mundo "moderno" um dos males industriais do século XX mais
estudado em todo o mundo, passando a ser considerado daí em diante a "poeira assassina" (ABREA, 2007).
Em função destes aspectos vem-se buscando alternativa de viabilidade prática e econômica para substituir este material. Sudinka (1989) apresentou várias alternativas para as fibras minerais. De acordo com o autor estas fibras poderiam ser substituídas por fibras vegetais de diversos tipos e por fibras sintéticas, sendo as mais promissoras as de polyvinylalcoho, poliamida e rayon. Atualmente é comercializado um tipo de telha ondulada composta de cimento portland (55% a 75%), carbonato de cálcio (10% a 40%), uma mistura de fibras à base de celulose não branqueada, fibra de polipropileno e fibra de polivinílico (PVA). As telhas compostas por fibrocimento sem a presença de fibras de amianto utilizadas para confecção de abrigos para animais são comercializadas preferencialmente na espessura de 6mm com dimensão de 2,44m x 1,10m. Este material apresenta uma vida útil de 20 anos no campo (BRASILIT, 2007).
Deve-se considerar que a população ainda desconhece as diferenças de composição destes tipos de fibrocimento, tratando-os como o mesmo. De qualquer forma, atualmente, o produtor deverá decidir pelo uso do fibrocimento em substituição ao cimento amianto.
Estudos têm sido desenvolvidos comparando a resistência e durabilidade dos materiais (BEZERRA et al., 2006), e iniciam-se estudos comparando o comportamento térmico do fibrocimento sem amianto com outros tipos de telha (Vaz et al. 2007), mas estudos comparativos utilizando-se animais não foram encontrados.
2.1.8.1.3 Telhas galvanizadas
Na confecção de abrigos para bovinos podem ser utilizadas as telhas de aço galvanizado, que quando pintadas de branco na parte externa podem apresentar redução na CTR (SILVA, 2000). Este tipo de material é comercializado com largura de 0,98m e comprimento variável. A vida útil do material é de 10 anos quando fixado em madeira, pois pode apresentar ferrugem nos pontos de fixação (RAHRIG, 2007).
Novilhas de corte tiveram o desempenho otimizado através de um maior consumo e ganho de peso, além de uma redução na taxa respiratória e no número de neutrófilos
circulantes no sangue, quando tiveram acesso a áreas de sombra confeccionadas com telhas galvanizadas (MITLOHNER et al., 2002).
Na Universidade da Flórida foi conduzida uma série de experimentos em que se comprovou a necessidade de atenuar os efeitos do estresse térmico em vacas leiteiras. As áreas de sombra utilizadas foram construídas com telhas galvanizadas pintadas de branco (ROMAN-PONCE et al., 1977; WEST et al., 2003). Quando são utilizadas telhas metálicas deve-se atentar para a altura do pé direito que deve ser maior em função da maior dispersão de calor dos animais e do menor efeito da irradiação do calor pelas telhas (GARRETT et al., 1967).
À medida que aumenta a altura do teto (pé direito) num abrigo sem paredes, os animais à sombra ficam expostos a uma maior porção de céu aberto, que se apresenta como uma superfície mais fria que o resto do ambiente, portanto a CTR recebida pelos animais é menor. Kellly e Ittner (1950)4 ,em experimento com um abrigo sem paredes, com teto de chapa galvanizada de 5 x 7m e altura de 1,83m, encontraram um valor de CTR a 1m do solo de 618W.m-2, em um abrigo similar, mas com teto de 3,70m de altura, a CTR foi de 577 W.m-2. Observa-se também que os animais preferem permanecer nos abrigos de teto mais alto, independentemente do tipo de cobertura (SILVA, 2000).
No Brasil o uso de telhas galvanizadas, para instalações animais, é estrito em função do custo-benefício. Estudos foram conduzidos comparando o desempenho térmico deste tipo de telhas com outros materiais de cobertura, sem a presença de animais (ROSA, 1984; SEVEGNANI et al., 1994; SOUZA, 1992; TINOCO, 2001; VECHIA, 2005).
4 KELLY, C.F.; ITTNER, N.R.. Thermal design of livestock shades. Agricultural Engineering, v. 31, p. 601-