• No results found

3.2 Kartlegging av valgt delstrekning

3.2.5 Spesielle lokaliteter

2.8.1 Como Surgiu a Logística?

A origem da logística é militar. Era uma ferramenta essencial para se traçar uma estratégia de guerra, pois os comandantes militares deveriam suprir todas as suas frentes de batalha com alimentos, armamentos, água, roupas etc., como relata Novaes (2001, p.31):

Na sua origem, o conceito de logística estava essencialmente ligado às operações militares. Ao decidir avançar suas tropas seguindo uma determinada estratégia militar, os generais precisavam ter, sobre suas ordens, uma equipe que providenciasse o deslocamento, na hora certa, de munição, víveres, equipamentos e socorro médico para o campo de batalha. Por se tratar de um serviço de apoio, sem o glamour da estratégia bélica e sem o prestígio das batalhas ganhas, os grupos logísticos militares trabalhavam quase sempre em silêncio.

Para isso, era necessário um sistema logístico eficaz que suprisse os soldados conforme a sua necessidade, aonde eles precisassem, quando eles precisassem, e na quantidade necessária. Se essa tarefa não fosse bem desempenhada, toda uma campanha de guerra poderia fracassar.

2.8.2 Aplicabilidade da Área de Logística na Gestão dos Negócios

Não demorou muito e os comerciantes e fabricantes logo aplicaram a logística nos sistemas de suprimento, produção e distribuição.

Desde que o homem abandonou a economia extrativista, e deu início às atividades produtivas organizadas, com produção especializada e troca dos excedentes com outros produtores, surgiram três das mais importantes funções logísticas, ou seja, estoque, armazenagem e transporte.

2.8.3 Como Conceituar a Logística?

Segundo o Council of Logistics Management 1999 (apud FILHO, 2001, p.3), logística é definida como:

Parte do processo da cadeia de suprimentos que planeja, implementa e controla o eficiente e efetivo fluxo e estocagem de bens, serviços e informações relacionadas, do ponto de origem ao ponto de consumo, visando atender aos requisitos dos consumidores.

Isso demonstra que a logística é um processo essencial para prover os recursos necessários, na quantidade certa, na hora certa e no local certo.

2.8.4 A Logística e os seus Diversos Modais de Transporte

A logística de transportes é ancorada em cinco principais modais: aéreo, marítimo, dutoviário, rodoviário e ferroviário. Os dois últimos serão explorados a fundo no decorrer da pesquisa.

Segundo Fleury (2000, p.248):

São basicamente cinco os modais de transporte de cargas: rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário e aéreo. Cada um possui custos e características operacionais próprios, que os tornam mais adequados para certos tipos de operações e produtos. Os critérios para escolha de modais devem sempre levar em consideração aspectos de custos, por um lado, e características de serviços, por outro. Em geral, quanto maior o desempenho em serviços, maior tende a ser o custo do mesmo.

O modal aéreo consiste no sistema de transportes por avião, e, embora seja o mais rápido e eficiente, é o mais caro, pelo fato de não ser capaz de transportar grandes cargas, e por ter um custo de operação muito alto, tanto na parte de manutenção das aeronaves quanto dos terminais de carga que irão receber e despachar as mercadorias. Normalmente é utilizado para transportar pequenos volumes de cargas de alto e médio valor agregado.

De acordo com Keedi (2006, p.29):

Transporte aéreo é o realizado com aeronaves, podendo ser efetuado apenas dentro do país ou envolvendo outros países, sendo continental ou intercontinental. O realizado no país é denominado cabotagem. Esse modo de transporte tem pequena importância quando se trata de medição física de carga transportada, de pouco mais de 0,3% tanto no Brasil como no mundo.

O modal aquaviário divide-se em três tipos de sistemas de transporte: fluvial, que utiliza os rios navegáveis no meio do continente; marítimo, o qual consiste no transporte através de mares e oceanos; e o lacustre, que é a navegação realizada em lagos, transportando cargas entre os extremos. O modal aquaviário é o meio mais barato de transporte de cargas, porém é o mais demorado, sendo utilizado normalmente para transportar grandes volumes de carga de baixo e médio valor agregado.

Segundo Keedi (2001, p.30):

Marítimo é aquele que se realiza nos mares e oceanos, sendo o meio de transporte mais utilizado internacionalmente para o deslocamento de mercadorias através do planeta [...] Fluvial é a navegação realizada em rios. A exemplo do marítimo, também pode ser nacional ou internacional, ligando países ou continentes. É um modelo em franco desenvolvimento no Brasil, onde grandes investimentos têm sido realizados, já permitindo a navegação internacional [...] Lacustre é a navegação realizada em lagos, basicamente ligando circunvizinhanças, podendo também ser nacional ou internacional. Um grande exemplo de navegação lacustre nacional é realizado no Brasil na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul, unindo Porto Alegre a Rio Grande.

O modal dutoviário consiste no transporte por meio de dutos, que são grandes canos através dos quais normalmente se transportam grãos, minérios, petróleo e gás natural, dividindo-se, portanto, em três modalidades: oleodutos, gasodutos e minerodutos. O maior problema deste modal é que exige um alto investimento inicial para a implantação da infraestrutura inicial. Após o investimento inicial o custo de transporte torna-se muito mais barato. As grandes empresas utilizam muito este sistema, frequentemente aproveitando o fluxo de água pelos dutos para transportar minérios, por exemplo.

Segundo Rodrigues (2007, p.123):

Dutoviário traduz-se no transporte de granéis, por gravidade ou pressão mecânica, através de dutos adequadamente projetados à finalidade a que se destinam [...] Oleodutos destinam-se ao transporte de petróleo bruto e/ou seus derivados, dos terminais portuários e marítimos às refinarias de centros de distribuição [...] Gasodutos destinam-se ao transporte de gases entre centros produtores e centros consumidores [...] Minerodutos destinam- se ao transporte de minérios entre as regiões produtoras e as usinas siderúrgicas ou terminais portuários, aproveitando as diferenças de altitudes existentes.

2.8.5 A Logística x Negócios no Brasil

À medida que o cenário econômico brasileiro foi se alterando e as empresas tentaram se tornar cada vez mais competitivas, a logística tornou-se uma vantagem competitiva para aqueles que soubessem utilizá-la da melhor forma, deslocando matéria prima, produtos em elaboração e produtos acabados.

De acordo com Bowersox (2008, p.21): "As empresas que desfrutam de competência logística de classe mundial conseguem ganhar vantagem competitiva, proporcionando aos clientes um serviço superior".

Atualmente, a integração logística é essencial para transportar produtos dentro do território brasileiro, de forma a permitir que as empresas consigam exportar para o mundo inteiro.

Mas as empresas têm sentido que a sua força de competitividade está enfrentando a ausência de uma infraestrutura logística eficiente para exportação, que muitas vezes encarece o produto e impede de concorrer com outros exportadores estrangeiros, como demonstra Fleury (2000, p.21):

Todo esforço empresarial esbarra nas enormes deficiências ainda hoje encontradas na infra-estrutura de transportes e comunicações. Existem aí enormes oportunidades para aumento de produtividade e melhoria da qualidade de serviços.

Um país com a extensão territorial do Brasil deveria otimizar seu custo de transporte. Estamos utilizando um dos meios mais caros para transportes de longa distância, a rodovia, quando se sabe que este tipo de transporte só deve ser utilizado em curtas distâncias, caso em que se mostra eficiente.

Para longas distâncias, o ideal seria utilizar a ferrovia, pois esta se comprova mais eficiente.

De acordo com Tadeu (2008, p.48):

Tradicionalmente, as locomotivas deveriam atuar e registrar lucro, acima de 500 km rodados. Porém, no presente, o mesmo é o comportamento registrado pelos caminhões nas rodovias. Ou seja, os caminhões assumem no Brasil o papel das locomotivas.

Esse cenário só demonstra o quão atrasado está nosso país. O pouco desenvolvimento que está sendo alcançado se dá graças ao investimento do setor privado para desenvolver os meios de transporte.

De acordo com o site do BNDES, entre 2000 e 2003 o setor privado investiu 18,8 milhões de reais em infraestrutura, ao passo que o governo investiu apenas 1,8 milhão, ou seja, aproximadamente 8,73%; uma participação muito abaixo da necessária.

Para tentar reverter essa situação o governo brasileiro lançou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que destinaria dinheiro para investimento nas áreas de infraestrutura.

Para Tadeu (2008, p.46/51):

Trata-se de R$ 504 bilhões para investimento em infra-estrutura, logística e energia, reunindo os principais projetos do setor pensados nos últimos 20 anos. [...] A infra-estrutura logística nacional apresenta sérios problemas. Rodovias, ferrovias, aeroportos, portos e a oferta de energia não estão adequados às necessidades de crescimento econômico registradas pela economia nacional. Os investimentos públicos ainda não são satisfatórios e as empresas privadas estão em busca por soluções de curto, médio e longo prazo, para alavancar a produção e atender às demandas consumidoras. Assim sendo, torna-se preocupante o futuro do país, pela falta de planejamento e quando comparado com países em desenvolvimento e, em especial, com nações como Rússia, Índia e China.

O Brasil está enfrentando um curto-circuito em seu sistema logístico nacional, pois o crescimento da economia não está sendo acompanhado pelo desenvolvimento da infraestrutura. O resultado disto é que o País poderá ter gargalos quando o assunto for transportes, sendo necessário, portanto, que medidas sejam tomadas agora para que o problema não se mostre no futuro.