3. Organisering av opplæringstilbudet til elever i sosiale og emosjonelle vansker
3.2 Spesialundervisning
Serão apresentados e discutidos, a seguir, os resultados sobre taxa de respostas de pressão à barra, quantidade de atividade, peso corporal e consumo de alimento e de água.
Taxas de respostas de pressão à barra
Para quatro de cinco sujeitos, a resposta de pressão à barra foi instalada e mantida usando a resposta de andar na roda como reforço. Para um dos sujeitos, só foi possível instalar a resposta de pressão à barra utilizando alimento como reforço; a partir disso, a resposta passou a ser mantida através da resposta de andar na roda como reforço. As figuras apresentadas a seguir mostram as taxas de respostas de pressão à barra tendo a possibilidade de andar na roda como conseqüência, ao longo de todas as sessões experimentais. A primeira sessão em cada valor das razões está destacada nas figuras.
A Figura 1 mostra a taxa de respostas de pressão à barra do sujeito 68 que foi exposto à fase de restrição do tempo de alimento disponível da seguinte forma: as doze primeiras sessões tendo a possibilidade de andar na roda como conseqüência, as sete subseqüentes tendo o alimento como conseqüência e as seis últimas com possibilidade de andar na roda novamente como conseqüência. O eixo X indica as sessões experimentais e o eixo Y, as taxas de respostas de pressão à barra (calculada através do número total de respostas de pressão à barra, dividido por 120 minutos,
que foi o tempo total de duração de cada sessão). As linhas pontilhadas menores, em sentido vertical, indicam o início do uso de cada valor de FR, já, as pontilhas maiores mostram o início de cada fase experimental em que o sujeito se encontrava. Esta descrição servirá também para todas as outras figuras que, apresentam nesta sessão, a taxa de respostas de pressão à barra.
A ausência de pontos correspondentes às sessões 4, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 30, 45, 46 e 47 indica que elas não foram realizadas.
Este sujeito já iniciou a fase experimental na fase de reforçamento intermitente em FR com aumento do valor da razão determinado pelo experimentador a partir da análise das respostas emitidas pelos sujeitos, sendo que, durante todas as sessões em CRF apresentou taxas muito baixas de respostas de pressão à barra como 0,26 na primeira sessão em CRF, 0,07 na segunda sessão em CRF e assim por diante, não ultrapassando assim, a taxa máxima de 0,2 reposta por minuto na terceira sessão em CRF. Em FR2, ocorreu um aumento na taxa de respostas do sujeito em relação às sessões em CRF, chegando a 0,34 resposta por minuto, na terceira sessão em FR2, maior taxa obtida, até a fase de restrição do tempo de alimento disponível, utilizando alimento como reforço. Após esta sessão, as taxas de respostas de pressão à barra voltaram a diminuir até a 5ª sessão, na segunda vez em FR2. Nas três sessões seguintes, ocorreu um aumento nas taxas de respostas de pressão à barra, em relação às sessões anteriores, porém as taxas voltam a cair até
a fase de restrição do tempo de alimento disponível tendo alimento como conseqüência. Nesta fase, o sujeito apresentou um aumento na taxa de respostas de pressão à barra, chegando a uma taxa de 30,86 respostas por minuto, e uma taxa média de 11,76, o que poderia indicar o valor reforçador do alimento para este sujeito, uma vez que, tendo-o como conseqüência para a resposta de pressão à barra, apresentou taxas elevadas de respostas de pressão à barra em relação às apresentadas quando a possibilidade de andar na roda era a conseqüência planejada. Na fase seguinte, ainda na condição de restrição do tempo de alimento disponível, mas tendo a possibilidade de andar na roda como conseqüência, observou-se uma diminuição na taxa de respostas de pressão à barra, em relação à fase anterior, que chegou a 1,13 resposta por minuto. No entanto, apesar de oscilações, observa-se um aumento na taxa de respostas de pressão à barra, que chega a uma taxa de 4,18 respostas por minuto na última sessão desta fase. Pôde-se observar que, nesta fase, a taxa média cai para 2,49 respostas por minuto, embora menor que na fase que teve alimento como conseqüência, foi maior que nas outras fases que tiveram a possibilidade de andar na roda como conseqüência como indicado na Figura 1.
Durante todas as fases que envolveram a possibilidade de andar na roda como conseqüência, inclusive quando na presença de restrição do tempo de alimento disponível, este sujeito, apresentou uma taxa de resposta de pressão à barra que variou de zero a 4,18 respostas por
minuto. Tal situação só se alterou, no momento em que houve uma troca de conseqüências, ou seja, quando o alimento passou a ser usado como conseqüência para a resposta de pressionar a barra (estando o sujeito sobe restrição do tempo de alimento disponível).
Sujeito 68 0 2,5 5 7,5 10 12,5 15 17,5 20 22,5 25 27,5 30 32,5 1 6 11 16 21 26 31 36 41 46 51 56 61 66 Sessões Ta x a de r e spo st a s d e pr e ss ã o à ba rr a Restri- ção do tempo de alim. Restrição do tempo de alim. Alimento como conseq. Restrição do tempo de alim. FR 2 CRF FR2 FR3
Critério de análise das respostas
FR
20 FR20
FR
2
Figura 1. Taxa de respostas de pressão à barra do sujeito 68.
A Figura 2 apresenta a taxa de respostas de pressão à barra dos sujeitos 62 e 67, que foram expostos à condição de restrição do tempo de alimento disponível, porém não foram submetidos à fase de re-introdução do alimento por tempo integral devido à ocorrência de problemas técnicos.
A ausência dos pontos correspondentes às sessões 6, 24, 47, 49, 50, 51, 52, 53, 54, 73, 88, 90, 91, 93, 96,97 e 98, na curva do sujeito 62, indica sessões que não foram realizadas.
A taxa de resposta de pressão à barra do sujeito 62 aumentou até a primeira sessão em FR2, na qual o sujeito apresentou a taxa de resposta de pressão à barra mais elevada, ao longo de todas as sessões experimentais, sendo esta de 1,2 respostas por minuto. Após esta sessão, as taxas de resposta diminuíram até o início da fase de reforçamento intermitente em FR com aumento do valor da razão determinado pelo experimentador a partir da análise das respostas emitidas pelos sujeitos. Nesta fase, observa-se um aumento inicial na taxa de resposta que voltou a diminuir a partir da 5ª sessão em FR2. Pode-se notar que houve uma variação na taxa de respostas de pressão à barra ao longo das sessões experimentais e que nem sempre o aumento do valor da razão levou a uma maior taxa de respostas de pressão à barra, conforme verificado por Iversen (1993). Na fase seguinte, que envolveu de restrição do tempo de alimento disponível, observa-se primeiramente um aumento na taxa de resposta do sujeito na segunda sessão em FR9, que não se manteve, e declinou chegando a zero, na última sessão experimental.
Os pontos 32, 36, 47, 48, 59, 61, 62, 63, 64, 65, 66, 68, 85, 89, 99,105 e 106 ausentes na curva do sujeito 67, indicam sessões que não foram realizadas.
A taxa de respostas de pressão à barra do sujeito 67 aumentou até a 5ª sessão em FR2, chegando até 0,72 respostas por minuto. Após esta sessão, apesar de oscilações, a taxa de respostas de pressão à barra diminuiu até o início da fase de reforçamento intermitente em FR com
aumento do valor da razão determinado pelo experimentador a partir da análise das respostas emitidas pelos sujeitos. No início desta fase, o sujeito apresentou um aumento na taxa de repostas que se manteve relativamente estável até a fase de restrição do tempo de alimento disponível. Nesta fase, pode-se notar um aumento nas taxas de respostas do sujeito até a terceira sessão em FR10, na qual o sujeito apresentou sua maior taxa de resposta no decorrer de todo o experimento (0,83 respostas por minuto), o que sugere, que para este sujeito, a restrição do tempo de alimento disponível foi fator importante para o aumento da taxa de respostas de pressão à barra tendo a possibilidade de andar na roda como conseqüência.
Sujeito 62 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 1 6 11 16 21 26 31 36 41 46 51 56 61 66 71 76 81 86 91 96 10 1 Sessões Ta x a de r e s pos ta s de pr e s s ã o à ba rr a Restrição do tempo de alim.disp. FR 9 FR 8 FR 7 FR 6 FR 5 FR 4 FR 3 FR 2 CR F FR 2 FR 6 FR 5 FR 20 FR 12 FR 10 CR F FR 2
Critério de análise das respostas
FR 9 Sujeito 67 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 1 6 11 16 21 26 31 36 41 46 51 56 61 66 71 76 81 86 91 96 10 1 10 6 Sessões Ta x a d e r e sp os ta s de pr e ss ã o à ba rr a FR 10 FR 9 FR 8 FR 7 FR 6 FR 5 FR 4 FR 3 FR 6 FR 9 FR 20 FR 10 CRF FR 2 Restrição do tempo de alim. Critério de análise das respostas
FR
10
FR
11
Figura 2. Taxa de respostas de pressão à barra dos sujeitos 62 e 67.
A Figura 3 apresenta os resultados referentes às taxas de respostas de pressão à barra dos sujeitos 61 e 63, que foram submetidos à condição de alimento disponível por tempo integral, restrição do tempo de alimento
disponível e alimento disponível por tempo integral novamente, tendo a possibilidade de andar na roda como conseqüência.
Os pontos 15, 56, 58, 59, 60, 61, 62, 63, 75, 77, 78, 82, 97, 102, 107,109 ausentes na curva do sujeito 61, indicam sessões que não foram realizadas.
A taxa mais baixa de respostas de pressão à barra deste sujeito (0,09 resposta por minuto), ocorreu na última sessão da fase de reforçamento intermitente em FR com aumento do valor da razão determinado pelo experimentador a partir da análise das respostas emitidas pelos sujeitos, e a mais alta (1,75 resposta por minuto) ocorreu na fase que envolveu restrição do tempo de alimento disponível. As taxas de respostas de pressão à barra por minuto deste sujeito na fase de reforçamento intermitente em FR com aumento automático do valor da razão variaram de 0,12 a 1,53. Na fase de reforçamento intermitente em FR com aumento do valor da razão determinado pelo experimentador a partir da análise das respostas emitidas pelos sujeitos, as taxas variaram de 0,09 a 1,09 resposta por minuto. Quando o alimento voltou a ser disponível por tempo integral, observa-se uma diminuição na taxa de respostas de pressão à barra por minuto do sujeito, comparada à fase de restrição do tempo de alimento disponível, mas as taxas se mantiveram equivalentes, ou seja, na mesma faixa de variação, das outras fases que não envolveram restrição do tempo de alimento disponível, sendo esta variação de 0,18 a 1,75 resposta por minuto.
Estes dados sugerem que, tal qual para os sujeitos 67 e 68, o sujeito 61 também apresentou maior número de repostas de pressão à barra, quando houve restrição do tempo de alimento disponível, o que sugere a restrição do tempo de alimento disponível foi uma operação estabelecedora para aumento do valor reforçador para resposta de andar na roda de atividade como reforço.
Os pontos 02, 22, 25, 63, 65, 66, 67, 68, 69, 70, 72, 89,103 e 109, na curva do sujeito 63, estão ausentes devido à não ocorrência destas sessões. Este sujeito apresentou um aumento gradual na taxa de respostas de pressão à barra de FR2 à FR11. Então, a partir de FR14, ocorreu um decréscimo na taxa de respostas, até a 6ª sessão em FR20, quando a taxa apresentou oscilações, aumentando e diminuindo, alcançando seu valor mais baixo, de 0,1 respostas por minuto, na última sessão da fase de reforçamento intermitente em FR com aumento automático do valor da razão, em FR20 com 7 segundos de duração da conseqüência. Já na primeira sessão da fase de reforçamento intermitente em FR com aumento do valor da razão determinado pelo experimentador, a partir da análise das respostas emitidas pelos sujeitos, em FR16, houve um aumento na taxa de respostas de pressão à barra do sujeito, chegando a 0,66 resposta por minuto. Apesar de variações, esta taxa aumentou até a 7ª sessão em FR14, chegando a 1,43 resposta por minuto. Então, as taxas de respostas do sujeito 63 apresentaram pouca variação, entre 0,34 e 1,65 respostas por minuto, chegando à taxa máxima de respostas de pressão à
barra da fase de reforçamento intermitente em FR com aumento do valor da razão determinado pelo experimentador, a partir da análise das respostas emitidas pelos sujeitos, na sexta sessão em FR20 com 4 segundos de duração da conseqüência. Na fase que envolveu restrição do tempo de alimento disponível, houve um aumento nas taxas de respostas do sujeito em relação às fases que não tiveram restrição do tempo de alimento disponível, apresentando uma variação de 1,03 resposta por minuto a 4,50 respostas por minuto, maior taxa de respostas de pressão à barra obtida em todo o experimento. Quando o alimento foi re-introduzido por tempo integral, a taxa de respostas pressão à barra do sujeito diminuiu em relação à fase que envolveu restrição do tempo de alimento disponível, mas manteve-se mais alto do que na fase de aumento automático do valor da razão e aumento do valor da razão determinado pelo experimentador a partir da análise das respostas emitidas pelos sujeitos. Estes dados indicam que a diminuição do tempo de possibilidade de andar na roda nem sempre leva ao aumento da taxa de respostas de pressão à barra, pois quando o tempo de duração da conseqüência passou, de 15 para 7 segundos, houve uma diminuição na taxa de respostas de pressão à barra do sujeito 63, já quando passou de 7 para 4 segundos, houve um aumento na taxa de respostas emitidas pelo sujeito 63, dado não obtido por Iversen (1993). Segundo o autor, a diminuição do tempo de duração da conseqüência leva ao aumento da taxa das respostas de pressão à barra.
Sujeito 61 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 1 6 11 16 21 26 31 36 41 46 51 56 61 66 71 76 81 86 91 96 101 106 111 Sessões T axa d e r es p o st as d e p res são à b ar ra FR 20 Restrição do tempo de alim. FR 20 FR 18 FR 17 FR 16 FR 15 FR 14 FR 13 FR 12 FR 11 FR 10 FR 13 FR 20 FR 10 CRF FR 2
Critério de análise das respostas
FR 20 Sujeito 63 0 0,5 1 1,5 2 2,5 3 3,5 4 4,5 5 1 6 11 16 21 26 31 36 41 46 51 56 61 66 71 76 81 86 91 96 101 106 111 116 121 126 Ses sões Ta x a d e r e s p os ta s de p re s s ã o à b a rr a Extin çã o FR 20 4 s Restrição do tempo de alim. FR 20 4s FR 20 7 s FR 20 FR 18 FR 16 FR 15 FR 14 FR 15 FR 16 FR 20 7s FR 20 FR 10 CR F FR 2
Critério de análise das respostas
FR
20
4
s
Os resultados obtidos neste experimento mostraram que as taxas de respostas de pressão à barra variaram entre sessões no mesmo valor de razão e entre sessões com valores de razão diferentes, não sendo possível estabelecer nenhuma relação entre aumento do valor da razão e aumento da taxa de resposta de pressão à barra, como verificado por Iversen (1993). Em seu estudo, o autor encontrou um aumento gradual na taxa de respostas de pressão à barra a cada sessão, em função do aumento do valor da razão. Neste experimento, os sujeitos 61, 62, 63, 67 e 68 apresentaram variação nas taxas de resposta nos valores de razão menores e maiores e nem sempre o aumento do valor da razão levou ao aumento da taxa de respostas de pressão à barra Talvez, o aumento do valor da razão sem a análise das respostas dos sujeitos, feita pelo experimentador possa, em alguns casos, ter criado uma situação efetiva de extinção.
Iversen (1993) também afirma que todos os sujeitos utilizados em seu experimento mantiveram a resposta de pressão à barra sob esquema de FR com atividade na roda como reforçamento e que, mesmo quando o reforçamento foi de apenas quatro segundos de possibilidade de andar na roda, o esquema de FR manteve um padrão regular durante as sessões de duas horas. Esses dados não foram obtidos neste experimento, pois, como as Figuras 1, 2 e 3 mostraram, nenhum dos sujeitos manteve a resposta de pressão à barra sob todos os esquemas de FR propostos por Iversen (1993). Isso pode ter sido devido ao aumento automático do valor da FR
sem levar em consideração o responder. Tal consideração foi introduzida após um número razoável de sessões: 34 sessões para o sujeito 67, 23 para o sujeito 62, 34 para o sujeito 61 e 39 para o sujeito 63, o que pode ter dificultado o controle sobre o responder.
Iversen (1993) ainda afirma que, em seu experimento, como o sujeito D apresentou a taxa média de 1,2 respostas por minuto nas últimas três sessões em FR10, optou-se por removê-lo da pesquisa. Os sujeitos 62, 67 e 68 não apresentaram, em nenhuma sessão tendo alimento disponível por tempo integral, uma taxa igual ou maior do que 1,2 resposta por minuto. O sujeito 61 apresentou a taxa máxima de 1,53 em uma sessão em FR10, e o sujeito 63 a taxa máxima de 1,72 resposta por minuto em uma sessão em FR20 com 4 segundos de duração da conseqüência. O sujeito 63 apresentou em 9 sessões, taxas iguais ou maiores que 1,2 resposta por minuto, nas fases que antecederam a restrição do tempo de alimento disponível, da seguinte forma: 1,43 resposta por minuto na sétima sessão em FR14; 1,21 na primeira sessão em FR18; 1,55 na terceira sessão em FR18; 1,2 na quinta sessão em FR18; 1,34 na sexta sessão em FR18; 1,22 na segunda sessão em FR20 com 4 segundos de duração da conseqüência; 1,2 na terceira sessão em FR20 com 4 segundos de duração da conseqüência e 1,72 na sexta sessão em FR20 com 4 segundos de duração da conseqüência. Este sujeito foi o único que conseguiu passar por todas as fases propostas por Iversen (1993), mesmo que considerando o critério de análise das respostas para aumentar o valor da FR. Talvez essa taxa
considerada pequena para Iversen (1993) devesse também ter sido considerada neste experimento para aumento de valor da razão.
Iversen (1993) e Pierce & Epling (1991) observaram que todas as pesquisas utilizando a possibilidade de andar na roda como reforço produziram mudanças moderadas no comportamento operante: a freqüência da resposta aumentava de duas a seis vezes em relação à linha de base. Segundo os autores, este aumento era muito pequeno. Nesta pesquisa, com exceção dos sujeitos 62 e 67 o maior aumento observado na taxa de respostas de pressão à barra em relação à linha de base, foi durante a fase de restrição do tempo de alimento disponível dos sujeitos. O sujeito 68 apresentou 4,18 respostas por minuto, o sujeito 61, 1,75 respostas por minuto e do sujeito 63, 4,34 respostas por minuto respostas por minuto. Vale dizer que, durante a linha de base, nenhum dos sujeitos apresentou resposta de pressão à barra.
Pode-se dizer que, com exceção dos sujeitos 62 e 67, o valor reforçador da resposta de andar na roda parece sensível à restrição do tempo de alimento disponível, ou seja, que a restrição do tempo de alimento disponível foi uma operação estabelecedora do aumento do valor reforçador da resposta de andar na roda. Mesmo o sujeito 68, que parecia não ser sensível à resposta de andar na roda como reforço, depois de submetido a sessões tendo o alimento como conseqüência, passou a responder sob controle da resposta de andar na roda como reforço.
Estes resultados são compatíveis aos obtidos por Pierce & Epling (1984), Pierce, Epling & Boer (1986) e Pierce & Epling (1991), que indicaram que, a restrição de alimento disponível funcionou como uma operação estabelecedora que alterou a efetividade reforçadora da resposta de andar na roda.
Sobre a dificuldade em estabelecer a resposta de pressão à barra tendo a possibilidade de andar na roda como conseqüência, pode-se levantar a hipótese de que a seleção dos sujeitos mais sensíveis a resposta de andar na roda como conseqüência, como foi feito por Pierce & Epling (1984) e Pierce & Epling (1991) parece fazer diferença. Os resultados de nosso experimento e do experimento realizado por Piccinato (2002), indicaram grande dificuldade em lidar com a resposta de andar na roda como reforço. Tanto no experimento de Piccinato (2002) quanto neste, foi necessário um número maior de sessões para instalar a resposta de pressão à barra tendo a possibilidade de andar na roda como reforço do que nos experimentos originais. No experimento de Piccinato (2002) e em nosso experimento foi encontrada grande dificuldade quanto à manutenção das respostas de pressão à barra com tal conseqüência. Essa dificuldade também pode se relacionar aos equipamentos utilizados em nosso laboratório. Ao longo deste experimento, os sujeitos que apresentaram melhor taxa de respostas de pressão à barra, foram os sujeitos 61 e 63, que usaram o equipamento que continha o melhor freio e
que foi o que menos apresentou problemas que tiveram como conseqüência algumas interrupções de sessões.
Em relação ao tempo de duas horas de duração das sessões, os autores divergem, quanto a ser curto ou longo, para a ocorrência de padrões estáveis de respostas de pressão à barra e a produção de taxas altas.
Sobre isso, Collier & Hirsch (1971) sugerem que, o curto tempo de duração das sessões, com duração de duas horas, utilizadas neste experimento e as propriedades características dos esquemas de razão levaram a um declínio da resposta de andar na roda e na esteira dos