A pesquisa procurou equilibrar o número de estudantes das três séries do ensino médio, incluindo alunos de todos os turnos das escolas. Ao responderem porque estudam nesta escola, nota-se diferença nas respostas dos alunos das duas instituições investigadas. Os que estudam na escola Metrópole atribuem a escolha da escola por ser uma escola melhor, ter bons professores, ensino mais “forte”, muitos relatam que os pais também estudaram nessa escola, outros que foram os pais que a escolheram pelas qualidades já apontadas. Os alunos que estudam na escola Província, também destacam as qualidades da escola, mas, a maioria das respostas aponta o fato de ser a mais próxima de suas casas.
Ao serem questionados sobre o que mais gostam de fazer na escola, duas respostas predominam, estudar e conversar com os amigos. Porém, surpreende quando afirmam que os melhores amigos, os mais íntimos não são os da escola, que na escola possuem colegas e não amigos.
A quase totalidade dos alunos afirma gostar de estudar pelos mais diferentes motivos, preferir estudar a trabalhar, descobrir coisas novas, ser necessário para o futuro, para ser alguém na vida, porque o conhecimento não ocupa espaço e nunca é demais, e que o estudo amadurece e estabelece rumos na vida. Observa-se que as afirmações relacionam- se em sua maioria com a gestão de oportunidades, uma vez que estudar é visto como responsabilidade pessoal, ao mesmo tempo motor das oportunidades futuras.
É evidente que o futuro não se faz somente pela educação, mas sem dúvida ela é condição de possibilidade, cria pontos, cruzamentos capazes de fazer com que os alunos adquiram condições viáveis de estabelecer metas para o presente e projetos para o futuro. Não é possível exprimir o sentido de futuro senão em virtude de ações empreendidas no presente para alcançá-lo. O ensino médio é, para os jovens que freqüentam as escolas públicas, condição de produção de um futuro melhor.
Os que afirmam não gostar de estudar alegam que ninguém gosta de estudar, estudam porque é necessário, estudar é cansativo e estressante, preferem fazer outras coisas, não têm paciência com o aprendizado. Essas afirmações constituem casos isolados no conjunto de alunos que responderam ao questionário ou que foram entrevistados.
Esses alunos são aqueles que dizem que estudam porque são obrigados, alguns pelos pais, outros, pela necessidade, embora não sintam prazer pelo estudo, reconhecem que ele é importante. Beto, 17 anos, aluno do 2º ano da escola Província, afirma “Não gosto de estudar, ninguém gosta de estudar, se estuda é porque precisa”. Carlos, 19 anos, aluno do 3º ano da escola Metrópole, afirma “Não gosto de estudar, estudar é cansativo e estressante, gosto mais de trabalhar, já tomei muitas bombas, mas agora vou terminar porque sei que no futuro vou precisar”. Ana, 18 anos, também aluna da escola Metrópole, 3º ano, diz “Não gosto de estudar, prefiro fazer outras coisas, mas sei que hoje não vou conseguir arrumar emprego se não tiver terminado o ensino médio, e isso é tudo que eu quero fazer, não pretendo fazer faculdade”.
Para esses alunos, a ida à escola constitui a pior parte do dia, afirmam que faltam muito e que as suas notas (conceitos) são suficientes para passar, mas que sempre necessitam freqüentar os períodos de recuperação, em quase todos os bimestres precisam realizar atividades de compensação de ausência.
A quase totalidade dos alunos garante que é comprometida com os estudos, entre tantas justificativas, algumas merecem destaque, “estudo é futuro”, “pretendo passar no vestibular”, “para ter uma vida melhor”, “para ser alguém na vida”, “sem estudo não se chega a lugar nenhum”, “sem estudo as pessoas não são nada”, “estudo é tudo”.
Novamente, observa-se a preocupação com o futuro e que a escola se constitui em valor de apropriação, de condições para definição de objetivos e projetos de futuro. Dessa forma, é possível afirmar que o jovem não conquista a consciência de futuro apenas por si, mas, também, estudando. Quando se fala em futuro, postula-se modificações da sociedade e da pessoa, no tempo. Como se dá essa modificação? O que modifica? Como prever e agir sobre esse processo?
Uma primeira abordagem do problema deve levar à compreensão que o futuro solicita idéias acerca da concretude, de onde e como se quer estar e como se preparar para o futuro sem perder de vista a noção de tempo, historicamente posta. Para Arendt, o homem na plena realidade de ser concreto, vive sempre numa lacuna temporal entre o passado e o futuro, e acrescenta:
Apenas porque o homem se insere no tempo, e apenas na medida em que defende seu território, o fluxo indiferente do tempo parte-se em passado, presente e futuro; é essa inserção – o princípio de um princípio para colocá-lo em termos agostinianos que cinde o contínuo temporal em forças que, então, por se focalizarem sobre a partícula ou corpo lhes dá direção, começam a lutar entre si e a agir sobre o homem [...]. (ARENDT, 1992, p. 37).
E afirma, também, que não há nenhuma “continuidade consciente no tempo”, mas há consciência dos que vivem nesse tempo de projetar um elo entre o presente e o futuro. Os jovens, no seu cotidiano, acumulam experiências e conhecimentos visando projetar um futuro, dessa forma, a educação tem como essência o fato de que os jovens estão sendo preparados para esse futuro.
O que se evidencia na afirmação dos jovens em relação ao futuro, é a preocupação em se preparar para o trabalho, como se o futuro fosse única e exclusivamente o trabalho. Certamente que futuro envolve trabalho, mas não tão somente trabalho, abrindo outras perspectivas para a vida. Se o olhar for reduzido apenas ao trabalho, corre-se o risco de não entender outros processos da vida social que vão influenciar na construção do futuro. Daí a importância do papel orgânico e estratégico da escola, dos professores e das políticas públicas educacionais em oferecer aos jovens condições determinantes na elaboração de escolhas atuais que vão refletir e determinar seus projetos de futuro. Os jovens precisam compartilhar com os adultos as responsabilidades pelas escolhas.
Ao serem indagados sobre porquê estudam, a maioria das respostas se associa ao trabalho e à projeção do futuro, “para ter um futuro melhor”, “entrar facilmente no mercado de trabalho”, “ser ‘alguém’ no futuro”, “formar e ajudar a família”, “ter um trabalho digno”, “ser uma pessoa ‘cabeça’”, “ter melhores oportunidades profissionais”.
Apenas a resposta de uma jovem, Carolina, 17 anos, aluna do 3º ano da escola Província, não está relacionada ao trabalho ou futuro e afirma: “o estudo é importante na nossa formação como cidadãos”.
Nota-se, na fala dos jovens, que o futuro fascina e assusta, mas ao mesmo tempo é repleto de desejos profissionais, de esperança de uma vida melhor, para si e para a família, a obtenção de um emprego pode significar mudança de vida e autonomia e, é por meio do estudo que projetam o futuro, e um futuro melhor se associa a um bom emprego que, para esses jovens pode ser conquistado com a elevação do nível de escolaridade. Essa idéia aparece não só na fala dos alunos, mas também dos professores e pais. No entanto, muitos não conseguem projetar a escolaridade para além do ensino médio. Dessa forma, é com a conclusão do ensino médio que esperam um “futuro melhor”, que pode ser visualizado pelo acesso a postos de trabalho qualificado.
No entanto, visita às escolas pesquisadas, entrevista com os diretores, professores e alunos apontam um quadro em que o ensino médio, da forma em que se encontra e nas condições em que se apresenta, deixa a desejar em relação à formação capaz de desenvolver a autodisciplina intelectual, a autonomia moral, valores sobre humanismo e base necessária para futura especialização, quer em cursos técnicos, em universidades ou no próprio processo de trabalho.
É nessa fase escolar que devem ser desenvolvidas todas as potencialidades dos jovens. A sua condição social desfavorável deve ser compensada pela escola com ensino de qualidade que envolva a utilização de bibliotecas, laboratórios, recursos de informática e comunicação, ou seja, conteúdos e recursos capazes de desenvolver as potencialidades que muitas vezes são reservadas apenas àqueles que freqüentam cursos universitários. Nesse sentido Gramsci defende:
O estudo e o aprendizado dos métodos criativos na ciência e na vida deve começar nesta ultima fase da escola, e não deve ser mais um monopólio da universidade ou ser deixado ao acaso da vida prática: esta fase escolar já deve contribuir para desenvolver o elemento da responsabilidade autônoma nos indivíduos, deve ser uma escola criadora. (GRAMSCI, 1968, p. 124).
Os jovens ocupam determinadas posições na estrutura social, mas é certo que se encontram no cruzamento de muitas oportunidades e de muitos destinos, o sistema educacional impõe modelos de obediência e responsabilidade para que consigam “se dar bem na vida”. As respostas apontam que um futuro melhor só é possível para quem obtém sucesso, e tem sucesso quem consegue os melhores empregos, assim, o ensino médio
significa a trajetória que ele deve percorrer para conseguir sucesso, sucesso que não é para todos; as frustrações podem começar ainda no estudo de nível médio, com a baixa qualidade da educação oferecida e ter continuidade nas dificuldades de inserção no mercado de trabalho, na difícil tarefa de conquistar bons salários.
Mas é certo que o ensino médio é a esperança de futuro de jovens pobres, nele está depositada a expectativa de melhorar de vida, e nessa trajetória os jovens carregam os anseios dos pais que esperam que os filhos se tornem “alguém na vida”, e da própria sociedade que deposita nos jovens a responsabilidade por um futuro melhor para a humanidade. Nota-se essa idéia reproduzida na fala dos jovens, ao expressarem que os adultos vêem os jovens como o futuro da humanidade, “como as pessoas que irão mudar o mundo futuramente”, “que vão tornar o mundo melhor”, “que são capazes de mudar o lugar onde vivem”, “de participar da construção de uma sociedade mais justa”.
Dessa forma, estudar significa preparar para o futuro e, na visão dos jovens, este é o trabalho. Ser trabalhador basta para ser considerado cidadão, como a jovem Karla, 17 anos, aluna do 3º ano da escola Metrópole, expressa em sua resposta “Trabalhar é importante para ter nosso dinheiro e trabalhar é cidadania”. Porém, cidadania vai além do trabalho e engloba, entre outros aspectos, a educação que, por sua vez, tem como finalidade a conquista da própria cidadania.
Nos anos 1980, uma das bandeiras dos movimentos sociais foi a cidadania, que começou a ser reivindicada por todos os setores sociais, mas principalmente pelos excluídos do conjunto de direitos que lhes dão a condição de cidadãos. Nesse sentido, o trabalho para os jovens passa a ser visto como um direito, uma vez que o jovem também começa a ser visto como ator social e sujeito pleno de direitos.
É necessário considerar que a tradicional aspiração da sociedade é marcada pelo desejo de segurança que o trabalho proporciona, nesse sentido, torna-se fácil entender porque os jovens projetam no ensino médio a trajetória possível para conseguir alcançá-lo com sucesso.
A justificativa do porquê estudar é para os jovens alunos do ensino médio praticamente a mesma coisa do porquê são comprometidos com os estudos: “estudo para ter um futuro melhor”, “para entrar facilmente no mercado de trabalho”, “para ser alguém na vida”, “para ter o mínimo que o mercado de trabalho exige”, “para conquistar melhores oportunidades na vida profissional”. Poucas respostas não estão atreladas ao futuro trabalhador: “porque gosto”, “estudo é importante na nossa formação como cidadãos”,
“para ser uma pessoa ‘cabeça’ e ter minhas próprias opiniões”, “para ser uma pessoa mais culta”.
Embora a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDB nº 9.394/96 aponte o ensino médio como a etapa final da educação básica e mencione nas finalidades do ensino médio o prosseguimento dos estudos, sem especificar em qual nível, o ensino médio é visto, por muitos alunos, principalmente para os que estudam no diurno da escola Metrópole, como condição essencial à preparação para o vestibular e ingresso em cursos superiores, como esperança que lhes sejam oferecidas condições necessárias para serem aprovados em vestibulares de ingresso em universidades públicas.
Outras expectativas também são apontadas pelos jovens: que o ensino médio possa “indicar caminhos na vida”, “aprender coisas novas”, “aprender para um dia ensinar outras pessoas”, “levar muitas amizades”. Mas um dos sujeitos da investigação menciona que não tem muitas expectativas em relação ao ensino médio.
Os jovens alunos trabalhadores estabelecem uma pequena relação entre os conteúdos que aprendem na escola e sua aplicabilidade no trabalho, alguns afirmam que nada daquilo que aprendem na escola acrescenta ao seu trabalho, afirmam que precisam, no dia a dia, de alguns conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática; e esclarecem que ler e interpretar textos e fazer contas é o que precisam para trabalhar, porém, as regras de convivência como o respeito e educação foram os mais citados.
Ao indagar os alunos sobre o que aprendem no ensino médio e integram ao trabalho, a intenção era verificar se os objetivos da reforma do ensino médio que é a aquisição de “habilidades e competências” para o mundo do trabalho, possuíam uma aplicabilidade pelo menos que parcial, imediata. Pelas respostas dos alunos, verifica-se que não, eles não conseguem estabelecer relações entre os conhecimentos escolares e seu trabalho.
Esse fato demonstra que o ensino médio encontra-se tão debilitado que, mesmo atendendo ao disposto nos documentos da reforma desse nível de ensino, e das orientações dos PCNs, que reafirmam a necessidade de preparar para o trabalho, os jovens, ainda que exercendo atividades na mais baixa hierarquia do mundo do trabalho, não conseguem estabelecer inter-relações entre os conhecimentos escolares e a realização do seu trabalho.
Certamente que o processo de aquisição do conhecimento não precisa necessariamente ter uma aplicabilidade imediata, mas supõe-se, de acordo com as orientações das políticas educacionais, os jovens deveriam estar adquirindo e,
preferencialmente, aplicando essas famosas “habilidades e competências” no mercado de trabalho.
O fato que mais chama atenção é que o ensino médio na forma em que se encontra, vazio de conteúdos e cheios de jargões ideológicos, tentando domesticar os jovens e inseri- los na lógica do capitalismo contemporâneo, principalmente permeado pelo mundo do trabalho, não tem tido o sucesso esperado, uma vez que o “adestramento” desejado pelos representantes das classes dominantes que elaboraram a referida reforma não está atingindo o sucesso esperado.
Porém, a revelação mais grave é que o jovem também não adquire os conhecimentos historicamente construídos capazes de proporcionar a superação do senso comum e adquirir a consciência filosófica capaz de conduzir à transformação da sua própria realidade. Sendo assim, a sociabilidade acaba por tornar-se a maior aquisição do aluno no ensino médio, podendo utilizá-la na escola, no trabalho e nos diversos espaços de convivência. Além disso, também se faz necessário a adaptação às normas da empresa, e isso é muito bem trabalhado na escola e assimilado pelo aluno.
Verifica-se que a educação de nível médio para as classes subalternas se desvela pela concepção de educação pelo mínimo:
Um pouco de português, um pouco de matemática algumas noções de higiene, porque sabe como é pobre, precisa ter algumas noções de higiene, um pouco de cidadania, às vezes a religião faz esse papel, mas hoje em dia nem sempre tem feito, então um pouco de cidadania para a população se comportar bem. [...] Já reparou que escola para rico não faz horta, na escola de rico tem excursões para museus, concertos, feiras. Agora, quando a escola é para pobre tem horta, tem futebol, um batuque que é para socializar, enfim, é melhor que ficar na rua assaltando as pessoas de bem. (DUARTE, 2005)43.
Os conhecimentos científicos, a literatura clássica, os conhecimentos estéticos e tecnológicos não estão incluídos no currículo do ensino médio das escolas públicas, são privilégios das classes dominantes, que têm acesso aos conhecimentos cientificamente elaborados o que, portanto, conferem a essa classe não só a dominação econômica, como também a dominação intelectual ou político-ideológica.
Essa dominação, segundo Gramsci (1968), ocorre porque as classes subalternas interiorizam a ideologia dominante e pela ausência de uma visão de mundo coerente e homogênea, pois se encontram presas ao senso comum. Nesse sentido, o ensino médio
43 Trecho extraído da fala do Prof. Dr. Newton Duarte na banca do exame de qualificação da pesquisadora
ministrado nas escolas públicas, não proporciona a superação do senso comum e, em contrapartida, contribui para a continuidade da subordinação econômica e intelectual das classes subalternas e, conseqüentemente, a continuidade da hegemonia das classes dominantes.
Indagados sobre o que aprende no trabalho e incorporam na escola, a maioria das respostas indica os valores humanos: respeito ao próximo, paciência, calma, simplicidade, humildade, responsabilidade, compartilhar, trabalhar em grupo. Apenas a resposta de Sara, 17 anos, aluna do 3º ano da escola Metrópole, confeiteira, relaciona o trabalho aos conteúdos escolares “no meu trabalho utilizo produtos químicos, consigo estabelecer relações entre as reações químicas dos produtos que utilizo, com o que aprendo na escola”.
Para a maioria dos jovens, a sociabilidade é o que se aprende na escola e se usa no trabalho e se aprende no trabalho e se usa na escola. É incontestável que exista uma estreita relação entre educação e sociabilidade, no sentido de formação integral do indivíduo, e que a educação pressupõe, necessariamente, a comunicação, a transmissão e a aquisição de conhecimentos, crenças, valores, hábitos e sociabilidade. No entanto, a sociabilidade que a escola transmite está no sentido de “boa” educação, representando a preocupação da burguesia com o capital cultural que têm procedência antes familiar do que escolar, mas é nela que é depositada toda a responsabilidade pela formação do cidadão.
Há, na fala dos alunos, muitas reclamações em relação ao ensino médio, porém conseguem apontar sugestões para sua melhoria tais como, a atuação dos professores que aparece na maioria das sugestões: “melhores professores”, “professores interessados para ensinar de forma diferente”, “que saibam entender o comportamento e idéia dos jovens”, “professores com maior liderança na sala de aula”, “selecionar professores”, “professores que gostam do que fazem”, “com boa vontade para ensinar”, “professores mais criativos”.
A atuação e o interesse dos alunos também são apontados como fatores de melhoria do ensino médio: “mais interesse dos alunos nas aulas”, “levarem mais a sério os estudos”, “prestarem mais atenção nas aulas”, “selecionar alunos”, “alunos interessados em estudos e não em brincadeiras”.
Há sugestões que são fundamentais para a compreensão da escola que os jovens desejam: mais esporte, jogos interclasses, existência de mais regras, a união dos professores com alunos, mais aulas práticas, materiais didáticos de qualidade, mais tempo de aula, principalmente no noturno, aulas aos sábados, um ensino mais moderno, que não seja cópia de lousa que só serve para doer a mão, aulas mais criativas, criação do quarto ano, mais recursos didáticos, discutir assuntos que se passam fora da escola, mais amizade
entre professores e alunos. Percebe-se que o aluno sabe qual escola é melhor para ele, qual escola ele deseja.
Da relação de sugestões apontadas pelos alunos, duas relacionam-se ao lazer, mais esporte e jogos interclasses, são reivindicações feitas pela maioria dos garotos que buscam suprir na escola a carência de espaços de lazer nos seus bairros, e a falta de tempo para praticá-los fora da escola, pois precisam conciliar estudo e trabalho.
As outras sugestões relacionam-se à melhoria do ensino médio e, percebendo que este é deficitário, os alunos, principalmente do período noturno,consideram que perdem muito se comparados aos alunos do diurno, uma vez que no diurno são seis aulas diárias e no noturno apenas quatro. Para corrigir esta distorção, eles propõem maior número de horas diárias, aulas aos sábados ou, implementação de um quarto ano. Também demonstram interesse em um ensino mais moderno, com a utilização de recursos didáticos que possam tornar as aulas mais atraentes.