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3. Methodology

3.2. Methods for analyses

3.2.1. Spatial analysis

Observa-se na formatação das plantas baixas uma tentativa de padronização das dimensões de alguns cômodos do apartamento (Figura 25) e a presença de um eixo de simetria. No entanto, de acordo com os depoimentos do próprio arquiteto, o desenvolvimento deste projeto não incorporou instrumentos de coordenação modular, a exemplo do sistema de referência X e Y e do módulo decimal e padronização dos vãos.

As esquadrias de cada pavimento são identificadas em planta baixa e quantificadas em um quadro específico. Observando as dimensões especificadas no quadro de esquadrias, e também a partir do discurso do próprio arquiteto, percebe-se que não havia ainda, no momento de desenvolvimento deste projeto, uma preocupação com a padronização dos

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RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL: um olhar a partir da «prancheta»

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vãos. Como foi mencionado anteriormente, a formatação atual de projetos do escritório prioriza a especificação de esquadrias cujos vãos são múltiplos de 6m, o que nem sempre foi identificado neste projeto, conforme destacado na figura 26.

Figura 25: Padronização de dimensões em trecho da Planta Baixa do bloco B do Projeto nº 126 (12/1997).

*desenho sem escala.

**cotas e outras informações presentes no desenho original foram suprimidas para facilitar a visualização.

*** o trecho do desenho original está representado com linhas pretas. As informações em vermelho foram adicionadas neste trabalho.

Fonte: Arquivo digital do escritório de arquitetura, modificado pela autora (2011).

Figura 26: Relação de esquadrias de alumínio Projeto nº126 (12/1997).

Fonte: Arquivo digital do escritório de arquitetura, modificado pela autora (2011).

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F. Processo de coordenação e detalhamento de projeto.

O projeto arquitetônico do edifício nº 126 (12/1997) sugeria a localização dos espaços técnicos, conforme já foi dito, e caixas de ar condicionado (Figura 27). Entretanto, não há garantias de que todos os projetos complementares tenham sido realizados exatamente de acordo com as indicações do projeto arquitetônico. De acordo com o arquiteto, durante o desenvolvido do projeto havia interação com o calculista e as dimensões de pilares e vigas apresentadas em planta baixa correspondem ao que foi calculado no projeto estrutural; no entanto, a compatibilização com os demais projetos complementares não era feita. O projeto arquitetônico era finalizado e servia de base para o desenvolvimento dos projetos complementares, sem que fosse estimulada a comunicação entre os responsáveis.

Figura 27: Indicação de caixas para ar condicionado em trecho de planta baixa do Projeto nº126 (12/1997).

*desenho sem escala.

**cotas e outras informações presentes no desenho original foram suprimidas para facilitar a visualização.

*** o trecho do desenho original está representado com linhas pretas. As informações em vermelho foram adicionadas neste trabalho.

Fonte: Arquivo digital do escritório de arquitetura, modificado pela autora (2011).

Além da falta de interação entre o arquiteto e os projetistas complementares, o nível de detalhamento do projeto não contribuiu para a otimização do processo de coordenação.

A representação gráfica do projeto nº 126 (12/1997), que pela primeira vez no escritório foi totalmente desenvolvida através do uso do computador (software AutoCad), foi organizada em doze pranchas. Destas, nove continham os desenhos exigidos para formatação do projeto legal: 1) Planta de Locação e Coberta; 2) Planta Baixa do Subsolo; 3) Planta Baixa Mezanino; 4) Planta Baixa Pavimento Tipo_Bloco A; 5) Planta Baixa Cobertura_Bloco A; 6) Planta Baixa Pavimento Tipo_Bloco B; 7) Cortes AA e BB; 8)

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Fachadas_Bloco A (sudoeste/noroeste, leste); 9) Fachadas_Bloco B (sudeste, oeste/norte). Apenas três pranchas continham detalhes para auxiliar na execução: 1) Planta Auxiliar de Locação dos Blocos; 2) Detalhe Ampliado das Áreas Molhadas do Pav. Tipo (Figura 28); 3) Detalhe ampliado escada/lixo/gás.

Figura 28: Planta Baixa ampliada de WCB presente na prancha de detalhamento das áreas molhadas do Projeto

nº 126 (12/1997).

*desenho sem escala.

Fonte: Arquivo digital do escritório de arquitetura (2011).

Observa-se que o jogo de pranchas continha apenas dois cortes e a quantidade mínima de fachadas exigidas pela prefeitura.

As duas pranchas com os detalhes ampliados não eram muito diferentes das plantas gerais, a não ser pela possibilidade de informação de cotas mais precisas. O detalhe das

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áreas molhadas, por exemplo, apresentava, além da localização das descidas hidráulicas44,

apenas as plantas baixas das áreas molhadas, em escala 1:25, com todas as cotas, inclusive cotas de eixo de cubas, vasos sanitários e chuveiro, que certamente serviriam para a marcação dos pontos hidráulicos (Figura 28). Além disso, a prancha continha algumas instruções (Figura 29) por escrito que deveriam ser observadas no projeto de instalações hidráulicas. A presença desse checklist com as principais indicações do projeto auxilia na compatibilização dos projetos. No entanto, as informações são fixadas com mais facilidade quando aparecem tanto por escrito quanto no desenho.

Figura 29 –Observações indicadas na prancha de detalhamento das áreas molhadas do Projeto nº 126

(12/1997).

Fonte: Arquivo digital do escritório de arquitetura (2011).

4.2.2 Projeto nº 136 (09/1999)

O edifício construído a partir do Projeto nº 136 (09/1999) localiza-se em um terreno de 1.600 m², no bairro de Tambaú, em João Pessoa/PB. O projeto foi formatado em uma torre única, constituída por 25 pavimentos tipo, além de pavimento superior (reservatório de água e casa de máquinas), subsolo, pilotis e mezanino. A área total construída do empreendimento é de aproximadamente 15.014,95 m² (Quadro 6).

Cada pavimento tipo é constituído por quatro unidades habitacionais, hall de acesso aos elevadores e circulação vertical (um bloco de escada e três elevadores). Os quatro tipos de apartamentos apresentam configuração de planta parecida. São onze cômodos distribuídos em 100,56 m² (Quadro 7). A diferença entre os tipos de apartamento foi obtida através de rotações e espelhamentos de planta baixa (Figura 30). As áreas comuns do

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edifício, com exceção dos blocos de circulação vertical e halls de acesso aos elevadores, concentram-se no subsolo, pilotis e mezanino, conforme apresentado no Quadro 6.

Quadro 6: Quadro de áreas do Projeto nº 136 (09/1999)

PAVIMENTO ÁREA (m²) REPETIÇÕES

SUBSOLO

1.455,39 1

Estacionamento (68 vagas) Circulação vertical (1 bloco de escada; 3 elevadores) Áreas técnicas (gás, resíduos, subestação)

PILOTIS

1.462,72 1

Estacionamento (66 vagas) Circulação vertical (1 bloco de escada; 3 elevadores) Guarita Acesso Pedestres (escada)

MEZANINO

492,59* 1

Circulação vertical (1 bloco de escada; 3 elevadores) Hall social Estar Social Sala do Síndico (c/ banheiro) Salão de jogos Salão de festas Bar Piscina Sauna Terraço coberto (c/ 2 banheiros)