• No results found

Spørsmål nr. 154

In document Dokument nr. 15:1 (2001-2002) (sider 182-185)

O processo de monitorização, mesmo após a definição da zona de ação, é um processo do qual resultam muitos dados de difícil interpretação. Para a manipulação, interpretação e visualização desses dados utilizou-se uma ferramenta de Business Intelligence (BI).

O termo BI foi introduzido por Howard Dresner do grupo Gartner, no ano de 1989, com o intuito de descrever um conjunto de conceitos, métodos, processos e ferramentas que através da utilização das novas tecnologias permitiam melhorar o negócio auxiliando na tomada de decisão [50]. Este objetivo é conseguido, através de várias etapas. É neces- sário em primeiro lugar proceder à obtenção e integração dos dados das diferentes fontes da empresa, armazenando-os numa grande base de dados (data warehouse). Sendo depois possível efetuar várias análises de onde se obtêm informações úteis para a tomada de de- cisões e experiências passadas que permitem desenvolver uma excelente compreensão da dinâmica empresarial [50, 51, 52]. Algumas das ferramentas utilizadas para a realização destas análises são: produção de relatórios e queries efetuados ao utilizador final, OLAP (Online Analytical Processing), dashboards, data mining, e ferramentas de planeamento e de modelação. A utilização de BI nas organizações traz muitos benefícios, dos quais se salientam os seguintes: economia de custos na consolidação dos dados, economia de tempo para os utilizadores dos sistemas, mais e melhor informação, melhores decisões e

4.4. AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DA BASE DE DADOS 43 mais apoio para a realização de objetivos/negócios [51].

Após a leitura de alguns estudos sobre ferramentas open-source de BI, constatou-se que a versão Comunnity do Pentaho, era a mais indicada para os objetivos propostos [53, 54]. A ferramenta Pentaho foi lançada em 2004 possuindo uma versão paga (Enterprise) e uma versão gratuita denominada por Community. A versão gratuita possui, entre outras, as seguintes funcionalidades: criação de relatórios, gráficos e dashboards; aplicação de técnicas de data mining e exportação de dados. O Pentaho Community é constituído por várias aplicações todas elas escritas em Java, o que permite que seja utilizado em todas as plataformas computacionais. Contém um módulo principal, o bi-platform ao qual podem ser adicionados módulos extra responsáveis por disponibilizar outras funcionalidades [53, 55]:

• Pentaho Data Integration (Spoon) - Permite a extração, integração e transforma- ção dos dados. Muito útil para as tarefas de integração de dados de diferentes fontes e para a aplicação de operações matemáticas sobre os dados. Para além disso, pode ser utilizado para simplificar queries SQL, uma vez que contém um conjunto de passos (steps) que automatizam tarefas que seriam complexas de executar recor- rendo apenas ao SQL [55].

• Mondrian - Permite o processamento de informação histórica armazenada através de técnicas de OLAP, ou seja, é possível proceder à análise dos dados sobre várias perspetivas organizando a informação em estruturas denominadas de cubos [55]. • Pentaho Report Designer - Permite a criação de relatórios de uma forma fácil e

intuitiva. É mais completa do que a ferramenta de criação de relatórios existente no bi-platform. Com este módulo é possível integrar gráficos dentro dos relatórios bem como a criação de relatórios dinâmicos [55].

• Community Dashboard Editor (CDE) - Permite desenvolver dashboards que mostram de uma forma mais amigável e completa os dados recolhidos/tratados. Este módulo foi desenvolvido e é mantido pela Webdetails. O front-end é baseado em HTML, sendo que os gráficos e as tabelas podem ser populados com dados oriundos de varias fontes, nomeadamente: Queries SQL, ficheiros XML, cubos do Mondrian e transformações elaboradas no Spoon [55, 56].

• Weka - Utilizado para a aplicação de técnicas de data mining aos dados. Note-se que o Weka não é um módulo do Pentaho mas sim uma aplicação, também ela

gratuita, que pode ser interligada com o Pentaho, através do plugin Weka Scoring Plugin, no módulo Spoon [55].

Capítulo 5

Caso de estudo

Neste capítulo procede-se à descrição do caso de estudo contextualizando o mesmo atra- vés da descrição dos sistemas de informação hospitalar e da apresentação das bases de dados para as quais se pretende desenvolver um modelo de monitorização e prevenção de falhas. Ainda neste capítulo são apresentados os passos seguidos para a concretização deste objetivo.

5.1 Evolução dos sistemas hospitalares

As instituições hospitalares, ao longo dos anos, têm vindo a atualizar e a proceder à in- formatização de muitos dos seus serviços, para trazer à área da saúde novas metodologias de resolução de problemas que possam melhorar constantemente a qualidade dos serviços de saúde [57, 58].

Neste sentido, surgem os sistemas de informação hospitalar. Estes sistemas são res- ponsáveis por otimizar todo o conjunto de informação gerado nas unidades hospitalares. Para tal, devem proceder à recolha, ao armazenamento, ao tratamento e gestão de dados de todos os intervenientes (pacientes, médicos, enfermeiros, etc.) e de todos os serviços (administrativos, clínicos, etc.). Desta forma, numa determinada situação, os sistemas de informação hospitalar possibilitam, ao pessoal autorizado, um acesso rápido e eficaz à informação relevante para esta. Rapidamente estes sistemas assumiram um papel fun- damental nas instituições hospitalares tornando-se ferramentas importantes nas diversas áreas da instituição, desde a gestão administrativa à prestação de atos clínicos [57].

Na década de 80, a pedido do Ministério da Saúde Português, foi desenvolvido pelo 45

Instituto de Gestão Informática e Financeira da Saúde (IGIF) o sistema integrado de infor- mação hospitalar (SONHO). Este sistema tem como objetivo juntar num só sistema dados administrativos e clínicos para que possa ser consultada, em tempo real, toda a informa- ção útil para o tratamento do paciente. No CHP, esta informação encontra-se armazenada numa base de dados denominada de SONHO [59].

A evolução destes sistemas foi a génese do processo clinico eletrónico (PCE), pois tornou imprescindível os registos clínicos em formato eletrónico. O PCE é um conjunto de documentos eletrónicos que contêm informações (clinicas, administrativas, financeiras) relativas ao paciente que possibilitam uma serie de funcionalidades como é o caso do auxílio na tomada de decisão. Devido à natureza pessoal das informações contidas no PCE, os documentos eletrónicos têm de ter em conta não só a legislação e as regras éticas, mas também a qualidade da informação [60, 61, 62]. Para além, deste sistema surgiram dois novos dois novos módulos [59]:

• Sistema de apoio médico (SAM) - Apenas pode ser acedido por médicos e contém várias opções desde registos de consulta até prescrições de meios complementares de diagnóstico [59].

• Sistema de apoio à enfermagem (SAPE) - Utilizado pelos enfermeiros para registar e consultar os cuidados de enfermagem recebidos pelo paciente [59].

No entanto, devido à complexidade de uma unidade hospitalar para além dos sistemas apresentados acima existem outros sistemas que geram distintas fontes de informação. Esta heterogeneidade tornava difícil a comunicação entre os vários sistemas, e por conse- guinte impedia a interoperabilidade [60, 63].

A solução passou por desenvolver, uma ferramenta dinâmica: a AIDA (Agência para a Integração, Difusão e Armazenamento da informação) que procede à partilha da informa- ção e do conhecimento entre os vários sistemas de informação e equipamentos hospitala- res [60, 63]. A AIDA foi desenvolvida por um grupo de investigadores do Departamento de Informática e do CCTC da Universidade do Minho. Esta agência é constituída por agentes responsáveis por promover a comunicação através do envio/receção de informa- ção, e por gerir e armazenar essa informação. Deste modo, a AIDA promove a interli- gação e a partilha de informação entre os vários equipamentos e sistemas de informação, nomeadamente [60, 61]:

5.2. BASE DE DADOS SONHO 47

In document Dokument nr. 15:1 (2001-2002) (sider 182-185)