• No results found

Holdninger til et utvalg gatenavn

In document Holdninger til gatenavn i Oslo (sider 92-0)

5 Funn og analyse av holdninger

5.2 Synkrone funn av holdninger til gatenavn

5.2.5 Holdninger til et utvalg gatenavn

Os profissionais de saúde são um pilar fundamental no processo de transição para a situação de doença e dependência após AVC e integração no hospital. Através da relação de ajuda facilitam o processo de transição do doente e familía. Os doentes identificam a constituição da equipa multidisciplinar que os cuida e valorizam o seu papel no seu processo de reabilitação.

Categorias Subcategorias Unidades de Registo

Constituição da equipa

multidisciplinar

Médicos “Dou-me bem com todos, são impecáveis, Médicos, Enfermeiros e Auxiliares.” (E7) Enfermeiros “Gosto muito de toda a equipa. São muito atenciosos, muito boas pessoas. Os Enfermeiros ajudam-me a

andar.” (E1) Enfermeiros de

Reabilitação

“Gosto muito da Enfermeira que me põe a brincar com os cones.” (E3)

“A Enfermeira que me faz os exercícios (…) esteve hoje comigo a andar no corredor.” (E9)

Auxiliares “Eles, profissionais, estão a atuar bem, Médicos, Enfermeiros e Auxiliares.” (E2)

Relação Profissional

Incentivo “Eles esperam que eu comece a andar e a mexer-me para voltar a fazer tudo sozinho. Dão-me força.” (E11) Disponibilidade “Eles vêm todos os dias o que eu preciso.” (E4)

Amizade

“A Enfermeira que me faz os exercícios e a médica estiveram hoje comigo a andar no corredor. São muito, muito amigos de nós. Sempre de noite e tudo.” (E9)

Afeto “Falam para nós com carinho…” (E3) Companheirismo/

Parceria Noto neles quando estou no corredor a andar, a alegria que têm.” (E3) Esperança “Eu acho que os profissionais esperam que cada dia que passe eu melhore. Dão-me esperança.” (E9)

Stroke Unit Trialists' Collaboration (2007) defende que uma Unidade de AVC dispõe de uma equipa multidisciplinar que cuida de doentes com AVC. Os participantes identificam a constituição da equipa multidisciplinar: Médicos;

Enfermeiros e Auxiliares, “Eles, profissionais, estão a atuar bem, Médicos, Enfermeiros e Auxiliares.” (E2);

Dou-me bem com todos, são impecáveis, Médicos, Enfermeiros e Auxiliares.” (E7); “A Enfermeira que me faz os exercícios e a médica estiveram hoje comigo a andar no corredor.” (E9). Langhorne e Pollock (2002) confirmam que as disciplinas fundamentais da equipa da Unidade de AVC são a Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Terapia da Fala e Serviço Social.

Os participantes, dentro da equipa multidisciplinar dão especial atenção ao papel dos Enfermeiros, “Os Enfermeiros ajudam-me a andar” (E1); “O mais fácil é ter Enfermeiros espetaculares, atenciosos, amigos, têm maneiras, nem tenho palavras para descrever.” (E2); “Aqui são bons os Enfermeiros, atenciosos, carinhosos.” (E5), e ao papel dos Enfermeiros de Reabilitação, “A enfermeira que me faz os exercícios não é sempre a mesma, mas são todas espectaculares, não tenho palavras.” (E2); “Gosto muito da Enfermeira que me põe a brincar com os cones.” (E3); “As enfermeiras ajudam-me como tomar banho sozinho, uma anda comigo no corredor...” (E4); “A Enfermeira que me faz os exercícios (...) esteve hoje comigo a andar no corredor.” (E9); “A Enfermeira que anda comigo no corredor é boa pessoa, gosto dela. Gosto que me ajude a andar, a comer e a tomar banho.” (E12). Os participantes referem que o Enfermeiro de Reabilitação promove o ensino e treino de competências, como os autocuidados, a deambulação, a mobilidade, o equilíbrio e a sensibilidade, de modo a maximizar as capacidades da pessoa e em busca da sua independência, contudo, apesar de os identificar, não os diferencia dos restantes Enfermeiros.

A OE (2010) valoriza o papel dos Enfermeiros especialistas em Enfermagem de Reabilitação, referindo que o seu nível elevado de conhecimentos e experiência permite ajudar as pessoas em processos de transição, ensinando e treinando estratégias adaptativas com vista o autocontrolo e autocuidado. Para além disso, define as suas competências referindo que o Enfermeiro “ … capacita a pessoa com deficiência/limitação da actividade e/ ou restrição da participação para a reinserção e exercício da cidadania e maximiza a funcionalidade desenvolvendo as capacidades da pessoa.”

(

Outubro de 2010, p.2).

O Enfermeiro é o elemento da equipa que mantém uma relação mais próxima com o doente, por permanecer nas Unidades de cuidados durante mais tempo, e também porque que presta cuidados mais diretos. Geralmente, pela

88

permanência constante é quem conhece melhor o doente, a sua família, a sua condição socioeconómica, detetando mais facilmente as necessidades do doente e família e a forma de lhes dar a resposta mais adequada. Hesbeen (2000) confirma que os Enfermeiros têm a oportunidade de oferecer serenidade à pessoa cuidada e aos que lhe são próximos, a partir de uma multiplicidade de “pequenas coisas”.

Para além da constituição da equipa multidisciplinar, os participantes descrevem a relação desenvolvida com os profissionais de saúde, recordemos Phaneuf (2005) que diz que a presença, disponibilidade e atenção permite ao doente exprimir-se.

Os participantes confirmam a importância do incentivo fornecido pelos profissionais, “Com os Médicos e Enfermeiros tenho excelente relação (...) Os profissionais esperam que eu reaja bem. Dão-me força para eu recuperar facilmente...” (E2); “Eles esperam que eu comece a andar e a mexer-me para voltar a fazer tudo sozinho. Dão-me força.” (E11), e da disponibilidade, “Eles vêm todos os dias o que eu preciso.” (E4); “Sinto muito bem, são todos muito boas pessoas. São todos muito bons, os Enfermeiros vêm-me virar a meio da noite e vêm cá a qualquer hora que se pede.” (E10); “Eles vêm logo que eu preciso, são muito amigos.” (E13).

Hesbeen (2001) aprecia os laços de confiança na prestação de cuidados, referindo que só dessa forma é que há encontro entre alguém que cuida e alguém que é cuidado. A relação de incentivo, de interação e ligação com os profissionais de saúde dá confiança e esperança aos doentes, “Eu acho que os profissionais esperam que cada dia que passe eu melhore. Dão-me esperança.” (E9).

Pacheco (2004) enfatiza a importância da relação de proximidade e de ajuda, caraterizada pela abertura, pela compreensão e pela confiança nos cuidados de saúde. Através da interação, os Enfermeiros identificam os sentimentos vivenciados pelo doente e compreendem as suas dificuldades e necessidades. O

companheirismo e parceria, o sentir-se ligado aos profissionais de saúde são

enaltecidos pelos doentes, “Noto neles quando estou no corredor a andar, a alegria que têm.” (E3), fazendo com que se sintam mais confiantes.

Através da interação, os Enfermeiros identificam os sentimentos vivenciados pelo doente e compreendem as suas dificuldades e necessidades, tal como refere um participante, “Eles vêm todos os dias o que eu preciso.” (E4), pelo que é oportuno relembrar Lazure (1994) que refere que a escuta e a empatia permitem ao Enfermeiro compreender a pessoa, ajudar a identificar as suas necessidades e a elaborar um plano terapêutico com a mesma.

Para Phaneuf (2005, p. 330) “…a relação de ajuda é uma relação de igual para igual, em que o Enfermeiro não assume um papel de poder superior ao da pessoa…”. Assim, ao encarnar a situação de doença e dependência, os Enfermeiros podem ajudar os doentes, agindo de acordo com o que estes sentiram ser essencial para amenizar a sua própria experiência.

Esta criação de laços é relatada pelos doentes, com sentimentos de

amizade, “A Enfermeira que me faz os exercícios e a médica estiveram hoje comigo a andar no corredor. São muito, muito amigos de nós. Sempre de noite e tudo.” (E9); “... Enfermeiras e Auxiliares, são todas minhas amigas. Tenho boa relação com todos os profissionais, não tenho queixa de ninguém.” (E6) e de afeto, “Falam para nós com carinho...” (E3); “Aqui são bons os Enfermeiros, atenciosos, carinhosos. Tenho boa relação com toda a equipa.” (E5); “A enfermeira foi muito meiga.” (E8). Recordemos o que Vuori (1982) refere que a tarefa primordial dos serviços de saúde não envolve exclusivamente a ideia tradicional de cura, conjuga, antes, cuidados como tranquilizar, aliviar, confortar e lidar com situações em que a vida pode correr riscos. Johansson, Olén e Fridlung (2002) acrescentam que os doentes têm expectativas que o Enfermeiro seja o seu parceiro e conselheiro, que tenha uma atitude empática e competências de comunicação, assim como seja capaz de providenciar a informação necessária, enquanto os orienta sob o ponto de vista emocional e físico durante a estadia no hospital.

In document Holdninger til gatenavn i Oslo (sider 92-0)