3 Sosiale og kulturelle perspektiv
3.2 Sosialsemiotikk og multimodal mening
O setor de saúde suplementar consta com mais de 47 milhões de beneficiários de
planos privados de saúde com assistência médica com ou sem odontologia e possui
1.607 operadoras em atividade, que tiveram uma receita de contraprestações de R$
84,2 bilhões em 2011, um crescimento significativo do setor considerando, que em
2003 obteve uma receita de contraprestações de R$ 28,2 bilhões. (ANS, 2012).
Assim, o setor de saúde suplementar foi se estruturando e hoje identificamos que
há, pelo lado da oferta, um conjunto de relações contratuais entre as operadoras de
planos de saúde, os prestadores de serviços de assistência médico-hospitalar e
odontológica, a indústria de medicamentos e, também, a de material e
equipamentos médicos. E pela demanda, temos os consumidores individuais,
pessoas físicas, e os clientes corporativos, pessoas jurídicas. (SANTACRUZ, 2010).
Os consumidores individuais são os beneficiários, entendidos como aquele que tem
um vínculo com um determinado plano de saúde de uma determinada operadora.
Como o mesmo indivíduo pode possuir mais de um plano de saúde e, portanto, mais
de um vínculo, o número de beneficiários cadastrados é superior ao número de
indivíduos que possuem planos privados de assistência à saúde. Para a ANS, o
cálculo do número de beneficiários ativos se dá através das datas de adesão
(contratação) e do cancelamento (rescisão) do plano de saúde atual do beneficiário,
informada ao Sistema de Informações de Beneficiários.
Na tabela 3.3., podemos verificar que a evolução do mercado de saúde suplementar
com relação ao crescimento vegetativo da população brasileira é superior às taxas
de crescimento populacional no período de 2000 a 2010.
Tabela 3.3. Evolução comparada entre população brasileira e beneficiários de
planos de saúde suplementar entre 2000 e 2010
Período
População
Residente
Beneficiários de Plano de
Saúde
Taxa de Crescimento
da População
Taxa de Crescimento dos
Beneficiários
2000
169.872.856
30.705.334
2001
171.860.368
31.132.361
1,17%
1,39%
2002
173.871.134
31.105.254
1,17%
-0,09%
2003
175.905.426
31.771.197
1,17%
2,14%
2004
177.963.519
33.673.600
1,17%
5,99%
2005
180.045.692
35.010.992
1,17%
3,97%
2006
182.152.227
36.990.226
1,17%
5,65%
2007
184.283.408
38.906.880
1,17%
5,18%
2008
186.439.524
40.928.208
0,17%
5,20%
2009
188.620.866
42.291.509
0,13%
3,33%
2010
190.755.799
45.839.262
8,39%
Fonte: adaptado de ANS (2010) e ANS (2011b)
Temos 79,4% dos beneficiários de planos de saúde que possuem cobertura
hospitalar e ambulatória. No que diz respeito às consultas médicas, de um total de
aproximadamente 67 milhões de reais gastos com despesas assistenciais pelas
operadoras, 11,8 milhões de reais representam os gastos com consultas, ficando
atrás dos exames (14 milhões de reais) e internações (28 milhões de reais). A média
de consultas por beneficiário foi de 5,3 em 2007; 5,4 em 2008; 5,5 em 2009; 5,4 em
2010 e 5,6 em 2011 . O gasto médio por consulta aumentou de R$36,91 em 2007
para R$ 46,12 em 2011.
O Caderno de Informação da Saúde Suplementar 2012 (ANS, 2012) informa que de
um total de 35.892 clínicas ou ambulatórios especializados, 17.727 atendem a
planos privados, ou seja, 49,4%. Já dos 117.142 consultórios isolados, 68.377
atendem a planos de saúde privados, 58,4%.
A própria ANS reconhece nove modalidades de operadoras de plano privado de
assistência à saúde, mas a literatura majoritária agrupa a venda de serviços de
saúde em quatro modalidades principais, sendo estas: (i) autogestão; (ii)
cooperativas médicas; (iii) medicina de grupo; e (iv) seguradoras de saúde.
As empresas de autogestão são também denominadas Planos Próprios das
Empresas, ou seja, a própria empresa por ela mesma, diretamente (autogestão), ou
por um terceiro contratado (co-gestão ou planos de administração), estabelece e
administra os serviços de saúde para seus empregados e familiares (RN/ANS n.
137/2006). Algumas empresas empregadoras financiam totalmente os planos
básicos para seus empregados, outras, a maioria, contam com a uma
contraprestação pecuniária do empregado, principalmente quando há possibilidade
de reembolso e livre escolha do médico. Também existe um sistema de autogestão
que a empresa não participa, mas seus empregados se organizam em forma de
associações, sindicatos ou fundações sem fins econômicos e financiam totalmente
as despesas com saúde tão somente de seus associados ou beneficiários. Vale
lembrar que estas não são empresas feitas para vender planos de saúde, não atuam
no mercado; mas têm médicos e hospitais credenciados, bem como unidades de
diagnóstico e de terapia credenciadas. A Unidas (União Nacional de Autogestão em
Saúde) representa estas entidades. Atualmente, do total de 1607 operadoras, 229
estão classificadas como de autogestão.
As cooperativas médicas caracterizam-se por ser uma organização que administra
os planos; os médicos são ao mesmo tempo prestadores de serviços e cooperados,
cujo pagamento é proporcional à atuação de cada um. Como sociedade de pessoas,
podem ter um número ilimitado de sócios, não estão sujeitas à falência, não
produzem lucro e dependem de adesão voluntária. A Lei 5.764/1971 define a política
nacional de cooperativismo. Assim, as cooperativas médicas podem ter atuação em
um município ou podem expandir-se para federações ou confederações, atuando
em nível nacional. Atualmente, as UNIMEDs representam grande parte deste
atendimento, organizam-se em bases distintas, com atuação municipal. Seus
cooperados atendem em suas próprias instalações, mas algumas arrendam
instalações. Tem-se, hoje, 330 operadoras atuando como cooperativas médicas e
124 como cooperativas odontológicas.
A Medicina de grupo são empresas, sociedades, que comercializam ou operam
planos privados de saúde seja para empresas, indivíduos ou famílias. É a forma
dominante no mercado e, historicamente, mas não exclusivamente, foram criadas
por proprietários ou sócios de unidades hospitalares (CONASS, 2011). Os serviços
de saúde são prestados em rede própria ou redes credenciadas. Atingem
especialmente os consumidores/beneficiários de média e baixa renda. Nos anos
1990, a maioria destas empresas era de pequeno porte e o plano mais vendido era
o categoria standard. Para as pessoas jurídicas, quando o plano é pago pela
empresa, a adesão dos trabalhadores é automática, se contarem com a participação
do empregado, é opcional. Após a legislação, a tendência foi diminuir a participação
das classes menos favorecidas dos planos individuais e a saída do mercado das
empresas de menor porte, aumentando a concentração neste mercado.
(SANTACRUZ, 2010). A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (ABRAMGE) é
a principal organização que representa a modalidade medicina de grupo.
Atualmente, representam mais de 50% das operadoras de planos de saúde
suplementar, sendo 427 na área médica e 305 na área odontológica, ou seja, 743
das 1.607 existentes.
Finalmente, temos as seguradoras especializadas em saúde. De acordo com a ANS,
é uma empresa constituída em sociedade seguradora com fins lucrativos que
comercializa seguros de saúde e oferece, obrigatoriamente, reembolso das
despesas médico-hospitalares ou odontológicas, ou que comercializa ou opera
seguro que preveja a garantia de assistência à saúde, estando sujeita ao disposto
na Lei n. 10185/2001. Segundo o CONASS (2011), seus clientes são indivíduos e
empresas. Normalmente, o valor do reembolso tem teto predefinido. Hoje, segundo
informações das próprias seguradoras, mais de 90% das despesas médico-
hospitalares são pagas diretamente à rede, existindo centrais de atendimento e
autorização para seus beneficiários/consumidores, entre outros mecanismos de
contenção de custos. Atualmente, existem 13 seguradoras especializadas na área
da saúde.
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