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6.2 Metodediskusjon

6.2.2 Studiens gyldighet (Validitet)

Os resultados das inspeções permitem obter uma caracterização dos elementos estruturais ou materiais construtivos e também o diagnóstico de anomalias e defeitos detetados nos elementos.

A caracterização dos elementos permite evidenciar as qualidades específicas, traduzindo a sua constituição, a identificação dos materiais presentes, as interações entre os mesmos e as dimensões, podendo incluir as caraterísticas mecânicas e físicas. Para a obtenção deste tipo de informação poder-se-á, em algumas situações, recorrer ao método descritivo baseado na observação visual. No entanto é comum recorrer-se a ensaios e medições, cujos valores são indicativos de determinadas características.

O diagnóstico é a identificação da causa ou a explicação do mecanismo pelo qual o fenómeno afeta o comportamento ou a condição do elemento estrutural ou do material, com base numa investigação das manifestações anómalas.

A tabela 10, apresenta, de forma sintética, algumas anomalias mais frequentes na generalidade dos edifícios, antigos e recentes, assim como o respetivo diagnóstico.

Tabela 10 - Anomalias frequentes e diagnóstico [4] Anomalia Diagnóstico Anomalias na generalidade dos edifícios

Manchas e alterações nos revestimentos

Infiltrações de água, motivada por telhas partidas, impermeabilizações deterioradas, drenagens de cobertura entupidas ou deterioradas, caixilharias não estanques

Idem, nas paredes

interiores Fugas de tubagens de abastecimento de águas, esgotos, ou aquecimento

Idem, junto ao piso térreo Humidade ascendente, devido a falta de isolamento nas fundações, ou em muros de suporte de terras

Formação de bolores em paredes

Humidade por condensação, normalmente em pontes térmicas de paredes, ou em instalações sanitárias com muito uso e deficiente ventilação

Anomalia Diagnóstico

Eflorescências, criptoflorescências

Nas situações anteriores, quando ocorre fissuração simultânea e existência de sais em abundância, que migram do interior pela ação da água

Paredes fendilhadas, guarnecimento de vãos quebrados e rebocos destacados

Assentamento diferencial das fundações, ou diferenças térmicas nos elementos

Crostas negras e outras

sujidades Ação dos poluentes atmosféricos

Anomalias em edifícios antigos

Deformações nas paredes de alvenaria (tipo

“barrigas”), Abaulamentos

Cedência das alvenarias devido a modificações ou aumento de cargas. Degradação da capacidade resistente da alvenaria. Evidenciam deslocamentos da alvenaria, sendo mais graves se envolverem apenas os paramentos

exteriores, por corresponder à sua desintegração

Fendas e fissuras Evidenciam deformações da alvenaria. Podem ser antigas ou recentes, podendo estar ativas ou estabilizadas Fratura localizada de

revestimentos e cantarias Expansão por corrosão de elementos metálicos embebidos, como grampos, ferrolhos ou chumbadouros Juntas abertas nas

alvenarias Alteração e erosão das argamassas. Ação da vegetação infestante

Vãos distorcidos, portas desalinhadas

Indiciam assentamentos diferenciais, associados, por exemplo a alterações dos pisos inferiores ou a assentamentos das fundações

Fendas e fissuras nos materiais de revestimento

O mesmo diagnóstico que a anterior Se for acompanhado de desprendimento (som cavo quando percutido), ocorre uma desagregação, como acontece no caso de um reboco, por ação da humidade infiltrada

Alveolização e erosão da

pedra Deterioração agravada pela ação do vento. Ação de agentes agressivos presentes na atmosfera ou água das chuvas Podridão em elementos de

madeira, em particular junto dos apoios nas alvenarias

Devido à presença de humidade, por infiltração, fugas de água em tubagens. Ação de fungos

Empenos das estruturas de

madeira Ação prolongada de cargas permanentes, que originam a deformação por fluência, não sendo possível recuperar a geometria inicial Enfraquecimento de

elementos de madeira seca Ataque por insetos xilófagos Enfraquecimento de

elementos de madeira em zonas com humidade, junto ao solo e nas entregas

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Anomalia Diagnóstico Anomalias em edifícios recentes (betão-armado)

Fissuração em varandas e outros elementos salientes

em consola Fluência desses elementos

Delaminação superficial, com exposição de armadura

Expansão motivada pela corrosão das armaduras devido a recobrimento insuficiente, betão superficial poroso, carbonatado ou com elevado teor em cloretos

Fissuração sub-horizontal

junto à laje de cobertura Variações térmicas entre a laje e os outros elementos Manchas de ferrugem à

superfície

Deficiências na execução do elemento em betão, deixando pontas de arames, ou outros metais que oxidaram, ou deposição prolongada de varões sobre cofragem húmida, antes da betonagem

Delaminação ou escamação

superficial Elemento excessivamente comprimido no mesmo plano do local

Flechas excessivas a meio vão de lajes e de vigas

Sem fissuras, poderá dever-se à cedência da cofragem antes do endurecimento do betão. Se for acompanhado de fissuras na face tracionada, deve-se a excesso de sobrecarga ou a deficiente conceção do elemento estrutural (défice de armadura resistente, ou elemento extremamente esbelto)

Fissuração vertical em

elementos de viga. Momentos fletores atuantes excessivos

Fissuração diagonal em

elementos de viga Esforços transversos atuantes excessivos

Juntas de dilatação abertas. Fissuração diagonal nos

painéis de parede Assentamentos diferenciais ao nível das fundações

Fissuração passiva transversal à secção do

elemento Retração ou variação térmica no elemento de betão restringido

Fissuras superficiais passivas

Retração plástica, deficiente cura por perda de água superficial, vento ou calor excessivo durante a betonagem. Normalmente essa fissuração apresenta-se reticulada

Ninhos de brita ou chochos Deficiente qualidade da cofragem (não estanque), permitindo a fuga da calda de cimento. Deficiente procedimento de compactação

A figura 11 apresenta dois exemplos distintos de manifestações anómalas. A fotografia da imagem à esquerda, 11A, refere-se à fissuração por delaminação de um dos montantes de betão-armado (contraforte), num edifício industrial, em Setúbal. A fotografia da direita, 11B, mostra o efeito de degradação do revestimento de uma alvenaria de tijolo, por ação da humidade ascensional, com migração de sais, de um edifício residencial, em Lisboa.

11A 11B

Figura 11 - Exemplos de manifestações anómalas: 11A - em estrutura de betão-armado; 11B - numa alvenaria de tijolo, rebocada com argamassa de cimento e revestida com tinta