6.1 Resultatdiskusjon
6.1.3 Arbeids-, fritids- og feriereiser
Dado que todo o trabalho de observação e ensaios se realiza em altura, foi necessário recorrer a uma plataforma móvel articulada. Nem todos os espaços a inspecionar são acessíveis, pela existência de obstáculos no solo que impedem a circulação ou posicionamento do equipamento de elevação.
A observação foi efetuada por amostragem, tendo sido abrangidas as asnas número 1, 2, 7, 8, 10, 11, 13, 28, 30, 38, 41, 42, 45, apenas da prumada sob a cumeeira até aos apoios no alinhamento B. Junto do alinhamento A, a viga de betão de deslizamento da ponte rolante possui o seu barramento elétrico ativado, que não podia ser interrompido, impedindo a aproximação da plataforma elevatória.
Previamente à descrição das observações, é descrita a solução construtiva adotada e os materiais constituintes da estrutura da cobertura. São indicadas as componentes inspecionadas, baseadas numa amostragem, admitindo-se que os resultados são extensivos à restante estrutura não observada. No relatório de inspeção [30] constam excertos dos desenhos de pormenorização, acompanhados das fotografias respetivas, para melhor referenciação na descrição dos elementos em análise. Todos os elementos de um mesmo módulo da estrutura de cobertura foram medidos para confirmação dimensional com os elementos de projeto.
81 O texto, descritivo sobre os aspetos revelantes observados, é complementado com imagens fotográficas e excertos de desenhos de pormenor, obtidos a partir dos desenhos disponibilizados, para melhor completar a informação obtida.
Na figura 15 é possível ver-se o desenho da fase de projeto, de pormenor da perna-tipo da asna metálica, extraído do desenho Lusotecna 97.30.4 de 04.10.1967, com a correspondente imagem fotográfica, obtida durante a inspeção.
15A 15B
Figura 15 – Pormenor da perna-tipo da asna metálica. 15A – excerto do desenho de pormenor da secção e alçado tipo; 15B – imagem fotográfica.
Na figura 16 é possível ver-se o desenho de pormenor da fixação da linha na estrutura da perna da asna, extraído do desenho Lusotecna 97.31.5A de 04.10.1967, com a correspondente imagem fotográfica, obtida durante a inspeção.
16A 16B
Figura 16 – Pormenor da fixação-tipo do esticador da asna. 16A - excerto do desenho de pormenor da secção e alçado; 16B – imagem fotográfica.
Dos dados observados na inspeção visual, minuciosamente descritos no relatório, relativos a cada uma das asnas e contraventamentos considerados, pode-se resumir da forma que a seguir se indica:
A estrutura metálica constituinte da cobertura da nave das linhas de decapagem, entre os alinhamentos 1 e 24, está sujeita ao ambiente gerado pelas evaporações e condensações das substâncias químicas usadas na decapagem nessas linhas do processo fabril. Verifica-se o ataque agressivo aos elementos metálicos. Por outro lado, nas superfícies que possuem uma camada de fuligem e de substâncias gordurosas, que se depositam e geram como que uma camada protetora, os elementos metálicos não apresentam corrosão severa. Apesar das esfoliações das camadas de pintura de acabamento, são observadas as tintas de primário, com boa aderência aos respetivos suportes. Na figura 17, relativa ao aperto central da linha de asna, é notório o estado de conservação da proteção anticorrosiva, após remoção da camada de fuligem e de gorduras. Verifica-se apenas algum desgaste na camada de acabamento, o que confirma a ideia da proteção gerada pela fuligem e gorduras depositadas.
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17A 17B
Figura 17 - Duas fotografias do mesmo elemento: 17A – antes da remoção da fuligem; 17B - após remoção de fuligem e de gorduras
A mesma situação pode-se observar através da figura 18, onde se constata a esfoliação da tinta de acabamento sob as camadas de fuligem, que conferem proteção local, mas com a camada de proteção anticorrosiva ainda aderente. Os exemplos referem-se ao apoio da asna do alinhamento 11 (figura 18A) à estrutura da madre e à estrutura superior de fixação dos painéis de revestimento (figura 18B).
18A 18B
Figura 18 - Exemplo de elementos de asna e de madre. 18A - com esfoliação da tinta de acabamento, mas com as camadas de proteção anticorrosiva ainda aderentes; 18B – deposição excessiva de sujidade.
No entanto, grande parte das superfícies, fora do alcance dos depósitos de fuligem, apresenta um estado de corrosão quase generalizado, não sendo identificados elementos onde ocorra a redução de espessura do material originado pela ação corrosiva. O material apresenta-se íntegro. A exceção verifica-se num conjunto de parafusos e pernos roscados, nomeadamente em alguns dos pernos de fixação dos apoios das asnas, parafusos de fixação de equipamento
de iluminação sob as asnas e parafusos de fixação das chapas de cobertura à estrutura. É o caso dos exemplos evidenciados na figura 19, nomeadamente no alinhamento B, da asna 1, com as chapas do apoio, parafusos, porcas e bolachas inferiores, com corrosão generalizada, mas sem perda de material.
19A 19B
Figura 19 - Exemplo de elemento de apoio e fixação de asna com corrosão generalizada: 19A – aspeto geral; 19B – pormenor.
Tendo em conta o facto de esta inspeção ter sido efetuada com base numa amostra que se julga representativa da globalidade dos elementos, admite-se que as constatações aqui descritas são extensivas aos restantes elementos da estrutura da cobertura, neste sector da nave industrial. Conclui-se, que as estruturas metálicas da cobertura apresentam-se num estado razoável de conservação pelo que deverão ser mantidas na sua normal função, não sendo necessária uma intervenção de grande reparação, de substituição ou de reforço estrutural.
Com base nestes resultados, considera-se não ser necessário a realização de ensaios de caracterização dos elementos metálicos, tal como inicialmente previsto e definido no PIE para o presente trabalho, pelo que se evita efetuar amostragens e ferimentos na estrutura. Contudo, é importante que se preveja, dentro de curto prazo, medidas de manutenção, no sentido de travar o processo de degradação. Deverá promover-se uma limpeza geral, desengorduramento, remoção da corrosão já instalada, reabilitação da pintura de proteção anticorrosiva e substituição de pequenos elementos de fixação que se apresentam degradados.
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