3.2 S OSIAL LÆRINGSTEORI – UTGANGSPUNKT FOR LÆRINGSFELLESSKAP
3.2.1 En sosial definisjon av læring
Esta é uma pesquisa-ação, na qual, em consonância com Peruzzo (2005), como enfermeira/pesquisadora e animadora dos Círculos de Cultura, estabeleço uma interação com as enfermeiras, que atuam em PSF, sujeitos do estudo, determinando a conjugação da investigação com os processos mais amplos da ação educativa e a apropriação coletiva do conhecimento.
Na opção por este tipo de estudo foi sedimentada a finalidade de propiciar às profissionais perceberem-se e atuarem como sujeitos políticos no desenvolvimento dos Círculos de Cultura. Constitui, assim, a alternativa de investigação que visa à inclusão social das enfermeiras, como agentes de conhecimento das ações de Educação em Saúde e beneficiárias dos resultados.
É oportuno ratificar a distinção entre pesquisa participante e pesquisa- ação. A pesquisa participante consiste na inserção do pesquisador(a) no ambiente natural de ocorrência do fenômeno e de sua interação com a situação investigada. Enquanto isso, na pesquisa-ação, o(a) pesquisador(a), além de compartilhar do ambiente investigado, também possibilita aos pesquisados participar da realização do estudo e que os resultados revertem em benefício do próprio grupo pesquisado (PERUZZO, 2005).
Como estratégia de pesquisa, a pesquisa-ação consiste em um modo de conceber e organizar uma pesquisa social de finalidade prática e que esteja de acordo com as exigências próprias da atividade e da participação dos agentes da situação observada (THIOLLENT, 2005).
No caso específico deste estudo, prevaleceu o critério de ancorar a aplicação da abordagem educativa em metodológica de pesquisa, capaz de sobrelevar-se à máscara da neutralidade, de modo a constituir um processo que segue
um ciclo no qual se aprimora a prática pela oscilação sistemática entre o agir em Educação em Saúde no campo da prática e investigar a respeito dela.
É exeqüível a realização de uma série de ações, como planejar, implantar, descrever e avaliar a aplicação do Círculo de Cultura como abordagem metodológica para potencializar a práxis de Educação em Saúde (DIAGRAMA-1), aprendendo mais, no correr do processo, tanto a respeito da prática quanto da própria investigação.
DIAGRAMA - 1 Representação em quatro fases do ciclo básico da investigação-
ação (TRIPP, 2005, p.46)3.
Brandão (1999, p.9-10) destaca a idéia de que pesquisar/participar constitui uma “modalidade nova de conhecimento coletivo do mundo e das condições de vida de pessoas, grupos e classes populares”. Para um entendimento consistente da modalidade de pesquisa em questão, vale estabelecer o entendimento de conhecimento coletivo como resultante de um processo de trabalho inclusivo do grupo de enfermeiras, sujeitos do estudo, e pesquisadora, que recriam, de dentro para fora, modos concretos de participar do direito e do poder de pensar, produzir e dirigir o uso de seu saber, a respeito de si próprias, de sua equipe e das famílias da comunidade na qual atuam.
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Acrescentei ao centro do diagrama o Círculo de Cultura, Método de Paulo Freire (BRANDÃO, 2005) que fundamentou todo o percurso metodológico desta pesquisa, o qual é delineado com linhas tracejadas por estar intimamente relacionado ao contexto de inserção de seus participantes.
AÇÃO AGIR para implantar a melhora planejada PLANEJAR para melhorar a prática Monitorar e DESCREVER os efeitos da ação AVALIAR os resultados da ação INVESTIGAÇÃO Círculo de Cultura
Com efeito, esse conhecimento (extraído da prática política, torna possível e proveitoso o envolvimento e compromisso da classe de enfermeiras que desempenham até mais de uma atividade assistencial, como também desta pesquisadora, que exerce atividades na assistência, na docência e na pesquisa) é um instrumento a mais no reforço do poder do povo, mas especificamente das famílias com as quais os profissionais se comprometem a realizar ações de promoção a saúde.
Com a finalidade de consolidar a compreensão acerca de pesquisa-ação, encontro na definição de Thiollent (2005) um respaldo teórico que a compreende como uma modalidade de pesquisa social com base empírica, formulada e realizada em estreita associação com uma ação ou resolução de um problema coletivo, que envolve os(as) pesquisadores e os(as) participantes de modo participativo e cooperativo. Assim, esta pesquisa tem o propósito de contribuir para solucionar reais problemas e/ou dificuldades do grupo pesquisado no exercício das ações de Educação em Saúde. Para tanto, o grupo necessitou conhecer os objetivos da pesquisa e participar nos Círculos de Cultura.
Esse tipo de pesquisa encontra congruência nos pressupostos metodológicos enfatizados por Freire (1999, p.35):
Se minha opção é libertadora, se a realidade se dá a mim não como algo parado, imobilizado, posto aí, mas na relação dinâmica entre objetividade e subjetividade, não posso reduzir os grupos populares a meros objetos de minha pesquisa. Simplesmente, não posso conhecer a realidade de que participam a não ser com eles como sujeitos também deste conhecimento que, sendo para eles um conhecimento anterior (o que dá ao nível da sua experiência) se torna um novo conhecimento.
A opção por este tipo de pesquisa surgiu do meu compromisso pessoal e profissional com a produção de um saber articulado com a práxis do(a) enfermeiro(a), da enfermeira, com o contexto social da população assistida pelo SUS. Assim, encontro nos questionamentos de Brandão (1999, p.10) fundamento expressivo para o caminho metodológico firmado neste estudo, assim apresentados
Para que serve o conhecimento social que a minha ciência acumula com a participação do meu trabalho? Para quem, afinal? Para que usos e em nome de quem, de que poderes sobre mim e sobre aqueles a respeito de quem, o que eu conheço, diz alguma coisa?
A pesquisa-ação constitui uma forma qualitativa de investigação já empregada em dissertações e teses de doutoramento em algumas linhas de pesquisa, podendo ser citados os seguintes estudos: Pesquisa-Ação com Mulheres Detentas
(GIORDANI, 2000), Pesquisa-Ação na Relação Creche-Cuidador Familiar (CARMO, 2004), entre outros estudos na área Psiquiátrica da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto/USP.
Quanto à minha posição durante a pesquisa-ação, cabe ressaltar minha inserção no grupo pesquisado, participando de todas as suas atividades, tendo uma atenção aguçada para observar as participantes nas vivências. Assim, interagi com os membros nos Círculos, assumindo o papel de animadora.
A opção por efetivar um estudo nesta modalidade requer do(a) pesquisador(a) “muita maturidade intelectual; acentuada capacidade de distanciamento, a fim de não criar vieses de percepção e interpretação”, o que não quer dizer neutralidade; e responsabilidade para com o ambiente pesquisado, de modo a não interferir demasiadamente no grupo ou criar expectativas que não poderão ser satisfeitas, até pela circunstância de sua posição transitória no grupo (PERUZZO, 2005 , p. 137).
Ainda é atribuído como máxima responsabilidade do(a) pesquisador(a) a definição clara do problema de pesquisa e dos procedimentos metodológicos corretos e que sejam delineadas as estratégias no sentido de desempenhar papel fundamental na obtenção de resultados cientificamente válidos (PERUZZO, 2005). Neste sentido, como pesquisadora, obtive, na pesquisa ação, respaldo metodológico sólido e profícuo para o planejamento, a formulação e a descrição minuciosa dos Círculos de Cultura, estabelecendo o máximo de fidedignidade na apreensão dos resultados produzidos, seja mediante as falas, atividades artísticas e produções escritas e lúdicas do conteúdo trabalhado pelo grupo.