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En sosial aktørmodell

In document OG FOLKETRYGDEN (sider 20-24)

Existem ocasi˜oes em que o utilizador n˜ao consegue ou nem ´e requerido que centre a aten¸c˜ao no dispositivo computacional. Estas s˜ao as situa¸c˜oes que mais interessam para esta tese.

Segundo a literatura tradicional relacionada com a ´area da interac¸c˜ao pessoa-m´aquina, o utilizador tem um objectivo em mente quando decide interagir com um computador. Isto ´e fre- quentemente caracterizado pelo modelo de interac¸c˜ao de Norman [138], o qual consiste em duas fases prim´arias: execu¸c˜ao e avalia¸c˜ao. Em contraste com este modelo, a no¸c˜ao de ”interac¸c˜oes acidentais” foi proposta por Dix para descrever as ac¸c˜oes que s˜ao co-optadas por um sistema para servirem uma finalidade diferente daquela que o utilizador tem em mente [139]. Considera-se a interac¸c˜ao acidental, como a situa¸c˜ao onde ac¸c˜oes executadas com um outro prop´osito (ou sinais inconscientes) s˜ao interpretadas de modo a melhorar futuras interac¸c˜oes no quotidiano humano [140].

Esta no¸c˜ao ´e importante para o presente trabalho, pois pretende-se que a infra-estrutura parta da interac¸c˜ao normal de um utilizador com um objecto para que este seja aumentado, automaticamente e sem esfor¸co adicional claro por parte do utilizador, com a informa¸c˜ao digital adicional. Saliente-se que acidentalmente n˜ao implica que uma ac¸c˜ao, ou subsequente objectivo, n˜ao seja intencional, podendo o utilizador ter especificado previamente ao sistema a sua inten¸c˜ao e n˜ao pensar conscientemente na mesma enquanto executa as ac¸c˜oes. Interac¸c˜oes acidentais tamb´em diferem em termos do feedback recebido pelos utilizadores. Numa aplica¸c˜ao tradicional, o feedback recebido pelo utilizador acerca das suas ac¸c˜oes ser´a directo, expl´ıcito. No entanto,

numa interac¸c˜ao dita acidental, esse feedback poder´a ser, em muitos casos, m´ınimo, discreto e at´e retardado. Estas caracter´ısticas s˜ao importantes para que os resultados de um sistema deste tipo n˜ao interfiram com a actividade central do utilizador que se desenrola no ambiente do sistema.

J´a o termo co-presen¸ca refere-se `as condi¸c˜oes espa¸co-temporais nas quais as pessoas interagem umas com as outras. Resumindo, a co-presen¸ca pode ser definida como a condi¸c˜ao em que as pessoas tˆem a percep¸c˜ao que est˜ao pr´oximas o suficiente para serem percebidas naquilo que est˜ao a fazer, incluindo a experiencia¸c˜ao que tˆem dos outros [141]. Existe co-presen¸ca quando duas ou mais pessoas se encontram no mesmo local. Regra geral, n˜ao acontece de forma intencional, podendo tamb´em ser vista como uma forma de interac¸c˜ao acidental.

Contudo, se para os humanos a co-presen¸ca pode ser naturalmente percebida, j´a para um sistema computacional existir´a a dificuldade na capacidade de percep¸c˜ao, tendo que existir um meio tecnol´ogico que detecte a co-presen¸ca. Duas boas solu¸c˜oes, na perspectiva desta disserta¸c˜ao, passam pela classe de tecnologias de PAN, como Bluetooth, e pela identifica¸c˜ao atrav´es de RFID. No caso das PAN, o alcance efectivo destas corresponder´a a uma distˆancia `a qual em termos humanos ´e normal ter-se a percep¸c˜ao das caracter´ısticas individuais dos outros. J´a um sistema RFID pode ser projectado para que a detec¸c˜ao seja feita `a distˆancia que se desejar. Uma tecnologia como a Bluetooth tem ainda como vantagem o facto de ser largamente adoptada pelos v´arios dispositivos m´oveis utilizados diariamente pelas pessoas.

A utiliza¸c˜ao de uma simples etiqueta RFID ou de um dispositivo pessoal com Bluetooth por parte de um utilizador permitir´a que a computa¸c˜ao da co-presen¸ca seja ”incorporada” (embodi- ment) no quotidiano. Esta no¸c˜ao de embodiment significa que atrav´es de meios de interac¸c˜oes f´ısicas, o utilizador pode participar em sistemas de co-presen¸ca, sem que para tal seja necess´ario participar em actividades que n˜ao perten¸cam `a sua rotina di´aria. Em [142], Dourish, argumenta que embodiment n˜ao significa apenas ”manifesta¸c˜ao f´ısica”, mas estar profundamente envolvido nas experiˆencias de todos os dias. O embodiment no mundo real, facilitado por uma modali- dade de co-presen¸ca, vai de encontro `as caracter´ısticas de uma interac¸c˜ao acidental, que dever´a resultar de um outro objectivo do dia-a-dia.

4.1.2.1 No¸c˜ao do Espa¸co (Ambiente)

A no¸c˜ao do espa¸co ser´a determinante para o estabelecimento do estilo de interac¸c˜ao que pode ser encontrada. Ajudar´a tamb´em a determinar o conte´udo e forma de apresenta¸c˜ao da informa¸c˜ao. Deste modo, para o presente trabalho, s˜ao considerados os diversos tipos de espa¸co

encontrados em [129]. Esses espa¸cos tˆem as seguintes designa¸c˜oes:

• P´ublico - A no¸c˜ao mais lata e na qual todas as outras se podem encaixar ou basear. O espa¸co ser´a uma ´area aberta a qualquer pessoa n˜ao apresentando quaisquer restri¸c˜oes. • Privado - Uma ´area `a qual se aplicam restri¸c˜oes, onde n˜ao ser´a poss´ıvel a entrada de

qualquer pessoa. Um escrit´orio ou um laborat´orio de investiga¸c˜ao s˜ao apenas dois exemplos de ambientes onde existe a co-presen¸ca de pessoas conhecidas que desempenham fun¸c˜oes interligadas. Tamb´em pode ser referido como espa¸co semi-p´ublico pois ser´a p´ublico para um pequeno, co-localizado grupo de pessoas [143].

• Transiente - Espa¸cos onde as pessoas n˜ao se congregam facilmente ou frequentemente, como s˜ao os casos de corredores ou entradas de edif´ıcios. Dependendo do contexto, o acesso aos mesmos pode ser p´ublico ou privado.

• Social - S˜ao geralmente espa¸cos p´ublicos que apresentam como caracter´ıstica principal o prop´osito de desencadearem interac¸c˜oes sociais. Caso apresentem restri¸c˜oes, como o pagamento de uma entrada, tornam-se privados.

• Informativo - Estes espa¸cos encontram-se intimamente ligados aos espa¸cos transientes e s˜ao, muitos deles, espa¸cos p´ublicos. S˜ao espa¸cos dedicados ou, pela quantidade de pessoas que neles transitam, s˜ao usados para an´uncios e coloca¸c˜ao de mensagens informativas. Um espa¸co f´ısico n˜ao estar´a obrigatoriamente contido em apenas um dos tipos apresentados por Mitchell et al. em [129]. Ali´as, podem ser encontrados v´arios espa¸cos que se caracterizem por serem um misto de v´arios tipos. Obviamente que um espa¸co definido como sendo p´ublico n˜ao ser´a privado, mas qualquer um destes dois pode ser conjugado com um ou mais dos outros trˆes.

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