5 Discussion
5.1 Populist radical right parties’ positions on education
5.1.1 The socioeconomic dimension
Os encontros da OP acontecem duas vezes por semana. Neste momento existem duas turmas em andamento. As atividades de uma acontecem às segundas e quartas feiras e da outra acontecem às terças e quintas feiras. O horário das oficinas é: 13h:00 min às 15h:30 min.
Quando um jovem candidato se interessa em participar da Oficina de Panificação, se ele for menor de 18 anos, sua família precisa procurar a CAC e
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preencher uma ficha de inscrição e também deverá estar presente em todo o processo de ingresso à oficina37. Caso ele seja maior de 18 anos, ele mesmo pode se inscrever. Após a inscrição, o candidato é chamado para uma entrevista que será feita por um dos profissionais que compõem a equipe pedagógica da CAC. Esse profissional irá buscar perceber na entrevista o interesse do candidato e sua disponibilidade para participar da oficina. No geral, é solicitado ao candidato abertura às normas de disciplina, assiduidade e também é exigido um comprovante de matrícula escolar ou de conclusão do Ensino Médio, se for o caso.
A dinâmica da OP obedece a uma cronologia própria.38 Os alunos chegam no horário programado para o início. Segundo o oficineiro: “(...) inicialmente os participantes da oficina chegam agitados conversando entre si, brincando e dispersos (...)” (2016) 39
, porém aos poucos, com a abertura de espaços para o diálogo e com a chamada de atenção por parte da liderança, os alunos se acalmam e é dado início às atividades.
O primeiro passo é convidar os alunos a fazerem memória do encontro passado. Nesse momento, os jovens trazem à lembrança os pontos que marcaram o último encontro. Essa dinâmica visa dar uma continuidade ao trabalho desenvolvido, possibilitando a linearidade das atividades e evitando a fragmentação entre os encontros. Na sequência, os alunos falam aquilo que mais os marcaram no encontro anterior, pode ser a fala ou participação de alguém, o tema desenvolvido, um acontecimento significativo ou ainda a aprendizagem adquirida.
Posteriormente, o oficineiro, a partir das falas, propõe uma reflexão relacionada a temas sociais, políticos, familiares, ligados à comunidade escolar ou ainda sobre assuntos atuais e da comunidade local. Para este momento, pode ser convidado um especialista ou um profissional para enriquecer o diálogo ou para tirar dúvidas. A escolha dos temas a serem trabalhados pode ser feita pelo oficineiro, tendo em vista sua proximidade com o grupo e sua percepção; pela equipe pedagógica da CAC, que acompanha a elaboração das dinâmicas ou, ainda, pode ser trazido pelos jovens participantes da oficina de acordo com as suas necessidades.
37 A CAC estimula o envolvimento dos pais na formação dos participantes, de modo a incluí-los no processo formativo dos filhos. 38 Eventualmente podem ser agendados passeios ou excursões com os participantes da Oficina de Panificação. Neste caso o encontro é substituído por uma atividade fora da CAC.
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O terceiro momento do encontro é composto pela atividade de panificação. Neste momento, os alunos colocam “as mãos na massa” (Figura 8). A cada dia eles desenvolvem uma receita, que irá agregar conhecimento e sua prática em panificação. A escolha da receita seguirá a proposta de conteúdos de formação em panificação da oficina. Para ajudar neste momento, os alunos tem em mãos a apostila e o caderno de anotações40.
Figura 8. Alunos da Oficina aprendendo a fazer a massa de pão doce.
Fonte: Arquivo CAC.
O quarto e último momento é também o mais aguardado pelos alunos. Este é conhecido como a hora da degustação, neste momento todos experimentam as receitas elaboradas pelos participantes (Figura 9). O oficineiro faz sua avaliação do desenvolvimento da receita elaborada pelos jovens. Além de comer o que foi produzido, os participantes da oficina também podem levar os pães para seus familiares. Isso possibilita o envolvimento da família e o reconhecimento, por parte deles, do desenvolvimento do jovem, além de aumentar a autoestima dos participantes.
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Figura 9. Alunos da Oficina de Panificação mostrando os pães produzidos por eles no encontro.
Fonte: Arquivo CAC. 3.5.3.1. O Oficineiro
Para realizar com qualidade suas ações e projetos, a CAC conta com pessoas parceiras envolvidas no trabalho das OPs. Estas pessoas podem ser funcionários ou voluntários.
Como visto anteriormente, o oficineiro da OP é um funcionário. A maior parte dos recursos utilizados na remuneração do oficineiro é de responsabilidade do Programa Fica Vivo. A carga horária mensal do oficineiro é de 40 horas, as quais são divididas em: assistência às oficinas; preparação dos encontros; reuniões pedagógicas etc.
O papel do oficineiro na OP tem uma importância bastante significativa. O bom desempenho de sua função, irá interferir diretamente no sucesso da oficina. Dentre as diversas atribuições do oficineiro, podemos destacar:
Deve ter conhecimentos técnicos satisfatórios na área de panificação e estar convenientemente preparado para trabalhar com a formação humana, objetivada pela oficina;
Deve trabalhar junto aos alunos em sintonia com as exigências do perfil de competência proposto pela oficina;
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A metodologia adotada pelo oficineiro deve privilegiar e incentivar a permanência e o desenvolvimento escolar dos alunos;
Dentre os conteúdos programáticos trabalhados, a formação humana deve ocupar um lugar de destaque, uma vez que a metodologia das oficinas pedagógicas não deve limitar-se à transmissão de conhecimentos técnicos profissionalizantes, mas deve buscar uma formação ampliada, transdisciplinar e social;
Uma vez que um dos objetivos da oficina é a prevenção da violência juvenil é necessário que o Oficineiro desenvolva nos participantes hábitos, atitudes, interesses e valores concernentes a este propósito;
Zelar pelo espaço físico e bom uso dos equipamentos da oficina;
Elaborar mensalmente relatórios e monitorar a frequência por meio de listas de presença, dos jovens atendidos nas oficinas, conforme exigência do Programa Fica Vivo.