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Social organisation

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3 Population ecology 16

3.3 Social organisation

Foram compostas curvas granulométricas de acordo com a especificação Superpave, ou seja, respeitando-se os pontos de controle e passando-se acima da zona de restrição. Escolheu-se que a curva granulométrica passasse acima da zona de restrição, pois pesquisa anterior (BARDINI, 2008) mostrou que as misturas contendo os mesmos agregados basálticos, compostas com a curva granulométrica passando abaixo da zona de restrição, não alcançaram o volume de vazios adequado, de 4%.

As misturas foram realizadas para quantidades de fíler, ou seja, conforme considerado neste trabalho, para teores de material totalmente passante na peneira de abertura 0,075 mm de 2,5; 5,0 e 7,5% (Tabela 2.13). A Figura 2.5 apresenta, como um exemplo, a curva granulométrica com teor de fíler de 2,5%.

Tabela 2.13 - Curva granulométrica para misturas com teor de 2,5; 5,0 e 7,5% de fíler Abertura Peneiras (mm) Porcentagem passante 25 100 100 100 19 95 95 95 12.5 85 85 85 9.5 75 75 75 4.75 55 55 55 2.36 40 40 40 1.18 30 30 30 0.6 21 21 21 0.3 16 16 16 0.15 10 10 10 0.075 2,5 5,0 7,5

Figura 2.5 - Curva Granulométrica com teor de fíler de 2,5%

Os corpos de prova compactados requerem mistura e compactação sob condições de temperatura equivalentes a viscosidade de 1,7 P e 2,8 P, respectivamente. A mistura é efetuada individualmente na fase de dosagem. Após a mistura as amostras não compactadas são submetidas a duas horas de envelhecimento (curto prazo) numa estufa mantidas na temperatura de compactação. Os moldes de compactação e placas base devem ser também colocados na estufa na temperatura de compactação por pelo menos 30 a 45 minutos antes de serem usados.

As amostras preparadas para a determinação do teor ótimo de projeto foram compactadas no teor ótimo de projeto estimado, no teor de projeto ±0,5 e +1,0%. Os corpos de prova foram compactados no molde de 100 mm de diâmetro, com aproximadamente 1200g de material. Após envelhecimento de curto prazo, os corpos de prova não compactados (mistura solta) ficam prontos para compactação no Compactador Giratório Superpave. A pressão vertical é de 600 kPa (± 18 kPa) e ângulo de giro de 1,β5˚ (±0,0β). Três níveis de giro são de interesse:

 Número de giros de projeto (Nprojeto): 100;

 Número de giros inicial (Ninicial): 8;

 Número de giros máximo (Nmáximo): 160.

Na determinação do teor de ligante asfáltico de projeto, para cada mistura contendo os diferentes tipos e teores de fíler e com os agregados granítico e basáltico, com CAP 50/70 e CAP 85/100, utilizou-se o compactador giratório Superpave.

Os valores de teor de ligante de projeto para as misturas contendo agregado granítico com os diferentes tipos de ligantes asfáltico, 50/70 e 85/100, foram muito próximos, podendo considera- los como iguais. Por essa razão, para as misturas contendo o agregado basáltico, foram realizadas as dosagens apenas para o ligante asfáltico CAP 50/70, e esses valores foram considerados os mesmos para as misturas asfálticas com o CAP 85/100.

Os resultados dos teores de ligante de projeto estão apresentados na Figura 2.6 para as misturas contendo agregado granítico e CAP 50/70 (a) e para as misturas contendo agregado basáltico e CAP 50/70 (b).

(a) (b)

Figura 2.6 - Teor de ligante de projeto para as misturas contendo agregado: (a) basáltico e (b) granítico

Para testar quais fatores (tipo de fíler, teor de fíler e tipo de agregado) influenciam nos resultados do teor de ligante de projeto, realizou-se a Análise de Variância (ANOVA). Primeiramente, a análise foi realizada considerando o fator tipo de agregado em dois níveis (agregado granítico e basáltico), o fator tipo de fíler em quatro níveis (pó calcário, sílica, cimento Portland e cal hidratada) e o fator teor de fíler em três níveis (relação fíler/asfalto de 2,5; 5,0 e 7,5%). A Tabela 2.14 mostra os dados do experimento e a Tabela B.1 do Apêndice B apresenta o resumo dos valores da análise de variância.

Tabela 2.14 - Dados do experimento para a análise do teor de ligante de projeto nas misturas asfálticas compostas pelo CAP 50/70

Tipo de Fíler Teor de Fíler Tipo de Agregado (%) Granito Basalto Calcário 2,5 4,8 4,8 5,0 4,0 4,37 7,5 3,7 4,1 Sílica 2,5 4,5 5,0 5,0 4,4 4,6 7,5 4,0 4,2 Cimento 2,5 4,75 4,9 5,0 4,35 4,75 7,5 4,0 4,3 Cal 2,5 4,65 4,8 5,0 4,1 4,5 7,5 4,0 4,44

A Tabela 2.15 apresenta o resumo da análise de variância, considerando nível de significância (α) de 0,05, com a resposta da influência dos fatores considerados. Assim, a seguinte hipótese nula foi testada: H0: os fatores não influenciam na resposta do valor do teor de ligante de projeto; para

valores de F0 maiores que f0, a hipótese nula H0 é rejeitada, ou seja, o fator influencia na resposta.

Pode-se perceber que o fator que mais influenciou nos resultados de teor de ligante de projeto é o teor de fíler na mistura asfáltica, seguido pelo tipo de agregado e pelo tipo de fíler.

Tabela 2.15 - Resumo da Análise de Variância do teor de ligante de projeto da influência dos fatores e sua interação, nas misturas asfálticas compostas pelo CAP 50/70

Fator F0 f0 Influência

Tipo de agregado (Fator A) 227,12 4,26 sim Tipo de fíler (Fator B) 22,58 3,01 sim Teor de fíler (Fator C) 424,39 3,40 sim

Interação AB 0,56 3,01 não

Interação AC 4,07 3,40 sim

Interação BC 12,43 2,51 sim

Interação ABC 20,07 2,51 sim

A segunda análise foi realizada considerando-se o fator tipo de ligante asfáltico em dois níveis (CAP 50/70 e CAP 85/100), o fator tipo de fíler em quatro níveis (pó calcário, sílica, cimento

Portland e cal hidratada) e o fator teor de fíler em três níveis (relação fíler/asfalto de 2,5; 5,0 e 7,5%), para as misturas compostas com o agregado granítico. A Tabela 2.16 mostra os dados do experimento e a Tabela B.2 do Apêndice B apresenta o resumo dos valores da análise de variância.

A Tabela 2.17 apresenta o resumo da análise de variância, com a resposta da influência dos fatores considerados; para valores de F0 maiores que f0 o fator influencia na resposta avaliada.

Pode-se perceber que o fator que mais influenciou nos resultados de teor de ligante de projeto foi o teor de fíler na mistura asfáltica, seguido pelo e pelo tipo de fíler; como já havíamos constatado o tipo de ligante asfáltico não influencia no teor de ligante asfáltico de projeto.

Tabela 2.16 - Dados do experimento do teor de ligante de projeto nas misturas asfálticas compostas pelo agregado granítico

Tipo de Fíler Teor de Fíler (%) Tipo de Ligante CAP 50/70 CAP 85/100 Calcário 2,5 4,8 4,5 5,0 4,0 4,2 7,5 3,7 3,75 Silica 2,5 4,5 4,75 5,0 4,4 4,35 7,5 4,0 4,1 Cimento 2,5 4,75 4,7 5,0 4,35 4,5 7,5 4,0 4,15 Cal 2,5 4,65 4,65 5,0 4,1 4,2 7,5 4,0 4,05

Tabela 2.17 - Resumo da Análise de Variância do teor de ligante de projeto, da influência dos fatores e sua interação, nas misturas asfálticas compostas pelo agregado granítico

Fator F0 f0 Influência

Tipo de ligante (Fator A) 2,87 4,26 não Tipo de fíler (Fator B) 14,56 3,01 sim Teor de fíler (Fator C) 227,91 3,40 sim

Interação AB 1,03 3,01 não

Interação AC 1,46 3,40 não

Interação BC 4,28 2,51 sim

Interação ABC 2,97 2,51 sim

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