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O turno da manhã do dia 20 de Outubro de 2014 foi passado com a coordenadora da consulta multidisciplinar de estudo e tratamento de feridas. Este dia de estágio teve o objetivo de aprofundarmos conhecimentos na área dos cuidados a pessoas portadoras de feridas cirúrgicas e não cirúrgicas, com a finalidade de nos poder ajudar no atingir das Competências Específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem em Pessoa em Situação Critica, Crónica e Paliativa, facilitando-nos também na realização do procedimento de cuidados à pessoa de CCP/ORL portadora de ferida cirúrgica. No final deste dia sedimentamos conhecimentos já adquiridos em contexto de trabalho e aprendemos novas formas de cuidar deste tipo de pessoas com feridas de difícil cicatrização, percebendo a importância da existência desta consulta.

A Consulta Multidisciplinar de Estudo e Tratamento de Feridas existe na instituição, onde foram realizados os três estágios, desde 10/3/2014 e o seu objetivo é “… proporcionar cuidados ativos e coordenados a doentes com feridas, recorrendo a metodologias de intervenção integradas, através da aplicação de conhecimentos especializados e prestação de cuidados de excelência, numa associada e beneficiada relação custo-qualidade.” (p.1 do Regulamento Interno da Consulta Multidisciplinar de Estudo e Tratamento de Feridas do Hospital da grande Lisboa). É constituída por sete elementos: 2 médicas, 3 enfermeiras, 1 dietistae 1 farmacêutica, sendo a coordenadora da mesma (uma das enfermeiras) a única que funciona permanentemente nesta atividade (as outras acumulam funções noutros serviços).

A consulta funciona muito por assessoria a cuidados a pessoas portadoras de feridas de difícil cicatrização em toda a instituição e é a coordenadora que diariamente vai às várias consultas e serviços de internamento do hospital visitar os clientes sinalizados pelos enfermeiros de cuidados diretos com o intuito de prescrever o melhor tratamento e o mais individualizado possível para cada portador de ferida. Isto porque, infelizmente, esta consulta não tem ainda instalações próprias para prestar cuidados a este tipo de pessoas. A consulta apenas tem no momento um gabinete partilhado onde a coordenadora guarda material específico não existente na instituição e uma secretária com um computador com uma base de dados própria. O facto de por vezes ser usado material que não existe no stock da instituição mas que esta consulta tem como amostras fornecidas por delegados, permite-lhe testar novos materiais e perceber se são suficientemente importantes a adquirir pela instituição ou não (participando assim na comissão de escolha do material de pensos). As reuniões entre todos os elementos desta consulta são realizadas sempre que necessário (discussão de algum caso) num local predefinido por todos não sendo necessariamente o gabinete referido, o mais escolhido, por ser pequeno.

No início da manhã a coordenadora desta consulta retira a lista de pessoas, a que no próprio dia tem de dar apoio, através de um sistema informático com base de dados própria,

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criado por esta consulta com o apoio da informática da instituição. Segue-se o contato com os enfermeiros que estão a aguardar esses clientes (no caso das consultas) ou que os têm a seu cuidado (no caso dos internamentos) e combina-se com todos a hora a que se irá tentar passar pelos vários postos de trabalho no sentido de ver estas pessoas e a evolução do tratamento prescrito, pois nem todos os enfermeiros sabem a que data é que esta coordenadora passa.

Nesse dia estavam identificados 9 clientes, o que no início achamos ser pouco mas percebemos no fim da manhã que eram muitos, uma vez que o percorrer vários serviços distantes uns dos outros e muitas vezes voltar aos serviços anteriormente já visitados no dia, por impossibilidade dos enfermeiros na prestação dos cuidados no momento da nossa primeira presença ser nula para trocar o ponto de situação da evolução do cliente/ observar a evolução da ferida. Tal como a enfermeira desta consulta refere, ainda há muito a fazer mas o tempo é escasso e as solicitações são muitas.

Para nós foi interessante perceber as realidades de outros serviços e entender que, tal como no nosso, também os colegas desses outros serviços têm as mesmas dúvidas e dificuldades. A visita aos 9 clientes terminou pelas 15 horas e no restante tempo, de fim de turno, a coordenadora voltou ao gabinete para introduzir os dados evolutivos das pessoas sinalizadas como forma de estatística. A Consulta é efetivada como concebida pelos administrativos dos serviços onde a coordenadora se desloca. Como objetivos pretende-se o aumento da prática baseada na evidência, na gestão de cuidados, na melhoria da qualidade desses cuidados, na subida dos indicadores e na divulgação de resultados de forma a ser uma consulta reconhecida de excelência.

Segundo a coordenadora há sempre trabalho acumulado pois, por vezes, as reuniões com os delegados e entre os vários elementos da equipa e as formações específicas que têm que prepara e realizar acabam por exceder o tempo estimado do dia de trabalho.

Ao longo do dia percebemos que a coordenadora é uma pessoa experiente na área dos cuidados às pessoas portadoras de feridas e da sua importância para estas e para os restantes enfermeiros da instituição, que a reconhecem pelo seu trabalho. Percebemos também a importância e necessidade que devemos ter em preencher a folha de registo de feridas como suporte fundamental para os cuidados de qualidade às pessoas portadoras de feridas, sejam elas simples, complexas, traumáticas, malignas ou cirúrgicas. Incorporamos esta folha, pela sua importância, na formação sobre registos de enfermagem do nosso PIS.

Sobressaem aqui valores como a qualidade, o humanismo, a distinção, o profissionalismo, a excelência…tendo com este pequeno estágio desenvolvido competências nas áreas comuns do enfermeiro especialista (A1, A2, B2, B3, C1, C2, D1 e D2) e nas áreas

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especificas do enfermeiro especialista na prestação de cuidados à pessoa em situação critica e crónica (K.1 e K.3 e L5) ao termos ajudado a coordenadora a prestar cuidados diferenciados e de qualidade na prevenção e tratamento de pessoas com feridas, articulando os cuidados prestados à pessoa portadora de feridas com os demais serviços da instituição e tendo em conta os recursos da comunidade, consultado e orientado o plano de cuidados destes clientes, aumentando a eficácia dos recursos humanos e materiais na prevenção e tratamento de feridas, melhorando dessa forma as competências de intervenção na áreas das feridas.

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APÊNDICE IX-RELATO REFLEXIVO ESTÁGIO REALIZADO NA COMISSÃO DE