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Entre os dias 21 e 28 de Outubro de 2014 passamos 8 horas com a enfermeira chefe da Comissão de Controlo de Infeção Hospitalar (CCIH). Este estágio teve o objetivo de aprofundarmos conhecimentos na área da infeção hospitalar, com a finalidade de nos ajudar a atingir as Competências Específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem em Pessoa em Situação Crítica. No final do estágio sedimentamos conhecimentos já adquiridos em contexto de trabalho, percebendo a importância da existência desta Comissão para as pessoas e profissionais da instituição.

Esta Comissão existe deste 6 de Dezembro de 1982 e tem como missão “…prevenir e diminuir o número e gravidade das Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde (IACS), minimizando os seus custos humanos, sociais, ambientais e económicos.” (p.4 do Manual da Qualidade da Comissão de Controlo de Infeção Hospitalar da Instituição). As suas principais áreas de intervenção são a vigilância epidemiológica, a elaboração e monitorização do cumprimento das normas e recomendações de boas práticas na área das IACS, a formação aos profissionais de saúde e a informação a todos os que contactam com o Hospital, a consultadoria e apoio aos serviços. É composta por uma assistente hospitalar graduada de patologia clinica (coordenadora da comissão), 3 médicos e 2 enfermeiras (uma delas chefe).

Infelizmente a enfermeira chefe que faz parte da Comissão tem outros serviços a seu cargo o que a impede de ter mais disponibilidade na produção e vigilância efetivas de situações de prevenção de infeções nos serviços e de ter disponibilidade para nós num só dia de estágio. O tempo que passamos com esta foi em gabinete, onde assistimos de forma informal a preocupações entre a equipa sobre assuntos relacionados com o controle de infeção e a sua vontade de realizar formações, na altura, sobre higiene ambiental a assistentes operacionais da instituição. O facto desta enfermeira chefe não pertencer a um só posto de trabalho levou a que este estágio fosse pobre em termos da nossa visualização do funcionamento desta equipa, pois como ela diz “infelizmente hoje em dia é mais o apagar fogos…pois não passo um único dia inteiro na comissão”. Esta refere ainda que o facto de não terem secretariado próprio leva a que a introdução de dados estatísticos ou a resposta a pareceres também tenha que ser realizado por ela e pelas colegas o que diminui o tempo que poderia compensar noutras tarefas, exemplo é o da vigilância aos serviços.

Esta CCIH tem um sistema de suporte informático próprio de alerta de casos de IACS que promove o controlo das mesmas nos serviços onde esta enfermeira chefe e/ou a médica se deslocam ao serviço identificado no sentido de alertar o clínico e os enfermeiros para as possíveis proteções necessárias (exemplo é o isolamento de clientes). Esse sistema está criado também no sentido de permitir monitorizar as situações de infeção que passam pela colheita de

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produtos para bacteriologia até análises específicas, identificação das pessoas infetadas, caracterização dos serviços de acordo com microrganismos mais prevalentes, etc. Desta forma ficamos a perceber a caracterização do serviço onde decorreram os três estágios.

São membros consultivos da CCIH, os responsáveis pelo Serviço de Logística e Distribuição, Gestão de Instalações e Equipamentos, Serviço de Saúde Ocupacional, Unidade de Esterilização Central, Serviços Farmacêuticos, Gestão Hoteleira.

A CCIH tem ainda vários Elos de Ligação (médicos e enfermeiros) dispersos pelos serviços clínicos da instituição viáveis no controle da infeção e que de alguma forma colmatam a incerta assistência da comissão, visto os seus elementos, como já referido, se encontrarem com outros serviços a cargo. Segundo a enfermeira que acompanhamos neste estágio, muitos elos infelizmente não têm horário fixo (a comissão só funciona no turno da manhã) o que dificulta a vigilância dos serviços. Neste momento também não lhes são dadas horas para essa função e logo esta tarefa só funciona com a boa vontade dos mesmos e quando funciona. Por outro lado os médicos prescritores dos antibióticos nem sempre têm em conta a diferença entre antibioterapia profilática ou de permanência pós-operatória o que acaba por aumenta as resistências aos antibióticos na população alvo. O medicarem a pessoa com antibiótico de forma empírica (sem analise bacteriológica prévia) também influi negativamente no aumenta destas resistências.

Percebemos igualmente que é muito difícil identificar as causas das infeções uma vez que as razões são sempre multifatoriais. Daí ser difícil a intervenção a aplicar para cada situação e logo combater as IACS.

Por outro lado, segundo o Programa Nacional da Prevenção e Controlo da Infeção Associada aos Cuidados de Saúde da DGS (2008, p.11) “…são responsabilidades globais dos Órgãos Superiores de Gestão das unidades de saúde: Aplicar as Circulares Normativas da Direcção-Geral da Saúde relativas à organização, funcionamento e dotação de recursos humanos afetos à CCI…”, o que não acontece na instituição de estágio pelo já referido anteriormente. Esta situação faz-nos pensar que primeiro, a comissão deveria intervir nestes órgãos de gestão com o intuito de melhorar a sua funcionalidade ao exigir a formação de uma equipa que não tenha a seu cargo mais nenhum serviço. O Programa Nacional da Prevenção e Controlo da Infeção Associada aos Cuidados de Saúde da DGS (2008, p.12) descreve ainda que cabe aos Órgãos Superiores de Gestão das unidades de saúde “…Garantir a formação inicial e contínua dos profissionais das CCI…”, o que segundo a enfermeira com quem estagiamos isso infelizmente não se verifica, sendo ela que paga as suas próprias formações, se as quiser ter, e fora do horário de trabalho.

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…Os Profissionais de Saúde e outros Profissionais a prestarem funções nas unidades de saúde são responsáveis por: Cumprir as normas e orientações emanadas pela CCI, na sua prática clínica, de forma a prevenir e/ou reduzir as IACS; Demonstrar interesse e participar na formação e informação nesta área. Da sua intervenção depende a real prevenção das IACS e a segurança clínica; Envolver-se na discussão das recomendações de boa prática, emanadas pela CCI e cumprir as mesmas; Conhecer e avaliar os riscos para os doentes e para si próprios de transmissão cruzada da infeção; Conhecer as medidas básicas de prevenção e controlo das IACS, a aplicar em todas as situações; Colaborar em todas as atividades propostas pela CCI. (Programa Nacional da Prevenção e Controlo da Infeção Associada aos Cuidados de Saúde da DGS, 2008, p.16)

Tendo em conta o referido, este estágio permitiu-nos desenvolver competências nas áreas da pessoa em situação critica e/ou falência orgânica, otimizando as respostas, na antecipação da instabilidade e risco de falência orgânica, através da realização da formação sobre higienização das mãos que pretendemos aplicar no serviço, onde decorrem os estágios do mestrado, com vista a melhoras as nossas funções e a dos colegas, nas áreas descritas anteriormente. Sedimentamos conhecimentos essenciais para atingir a competência específica do enfermeiro especialista na prestação de cuidados à pessoa em situação critica (K.3) através do conhecimento adquirido no Plano Nacional de Controlo de Infeção e das diretivas da Comissão de Controlo de Infeção da instituição dos estágios, ao diagnosticar a necessidade do serviço em matérias como a higienização das mãos como forma de prevenção das IACS, estabelecendo a formação em serviço como estratégia de prevenção e controlo de infeção, na área das feridas cirúrgicas, tendo em conta a evidencia existente nesta área. A monitorização, registo e avaliação das medidas introduzidas serão também avaliadas em auditoria numa fase posterior após o término dos estágios.

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APÊNDICE X-RELATO REFLEXIVO DA IDA AO BLOCO OPERATÓRIO &