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Estratégias para Análise das Subcategorias

No segundo momento, foram utilizados os recursos da ferramenta de interação Fórum Discussão disponibilizados pelo Ambiente de Aprendizagem e- Proinfo que permitem as interações ocorridas no decorrer do módulo ou do curso. Essa ferramenta de discussão entre os membros do curso permite uma maior compreensão dos temas propostos, na troca de informações e nos debates sobre determinados temas que são propostos pelo tutor da turma e que são realizados à

medida que os cursos ou módulos são abertos. Cada fórum é constituído de vinte e cinco (25) professores e um (1) tutor responsável pela turma.

Nesta pesquisa foi feita uma análise textual extraída das falas do professores de turmas em diferentes momentos, que compõem os módulos do curso em questão.

Serão apresentados a seguir, na tabela 06, a estrutura das categorias extraídas das falas dos professores nos fóruns de discussão na plataforma de aprendizagem virtual (e-Proinfo) do curso de formação de professores do curso Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TICs (100h).

Tabela 6

Categorias Extraídas dos Fóruns de Discussão Bloco 01: unidade 01: Pensando Mudanças e Bloco 02: unidade 02: Refletindo sobre Projetos e Tecnologias

Categorias Subcategorias

Formação de professores

em TIC

Conhecimento de outras áreas; Aperfeiçoamento;

Reflexão crítica do profissional da educação; Novas práticas;

Curiosidade profissional;

Educador participativo, flexível, estimulador; Compromisso com a prática;

Novos hábitos;

Professores modernos;

Novas capacidades e habilidades;

Construção de conhecimento com recursos digitais; Educador participativo, flexível e estimulador; Educador competente;

Profissional da educação; Esforço e dedicação;

Multiplicadores dos saberes.

Projetos de aprendizagem

Mudanças na escola; Aprendizagem;

Construção de novos saberes; Interagindo mudanças;

Contribuições significativas; Curiosidades dos alunos; Cultura de projetos; Apatia do aluno;

Mudança de paradigma pedagógico; Planejamento integrado;

Novas concepções de prática de aprender e ensinar; Desenvolvimento de aprendizagem e saberes; Curiosidades dos alunos;

Interação do conhecimento;

Tecnologias na Educação

Prática pedagógica em TIC; Tecnologia para a vida; Recursos tecnológicos; Gestão de tecnologias; Inovação; Mudança; TIC ; Integração de tecnologias;

Novas tecnologias e novas mídias; Acesso às mídias nas escolas.

Currículo e Tecnologia

Intencionalidade pedagógica;

Capacidade de pensar e aprender com as tecnologias;

Reconstruir conceitos;

Ferramentas para integrar projetos; Interdisciplinaridade;

Pedagogia de projetos; Alunos participativos; Mediação pedagógica; Utilização de diversas mídias;

Práticas diferencias com uso de diversas mídias

Integração de Programas

e mídias

Responsabilidade conjunta;

Compromisso com ações da escola;

Importância do papel da escola e execução dos programas;

Fazer pedagógico integrado; Salas de aulas com multimídias; Projeto político pedagógico integrado

Objetivos do curso

Compreender o potencial pedagógico de recursos das TICs no ensino e na aprendizagem em escolas;

Planejar estratégias de ensino e aprendizagem integrando recursos tecnológicos disponíveis e criando situações de aprendizagem;

Utilizar as TICs na prática pedagógica, promovendo situações de ensino que focalizem a aprendizagem dos alunos.

Unidade 01: Tecnologia na Sociedade, na vida e na Escola Carga Horária: 25 HORAS

Fórum 01: Apresentação dos professores Fórum02: Pensando sobre possíveis mudanças Fórum 03: Educação e Tecnologia

Objetivos da Unidade:

Apresentar e discutir a proposta do curso. Contextualizar a temática da unidade um (01): Tecnologia na sociedade, na vida e na escola. Propiciar reflexões sobre a identidade do professor e sobre a necessidade de aprendizagem contínua. Investigar a observação sobre a própria escola em relação ao uso das tecnologias disponíveis. Apresentar e discutir as possibilidades de uso das tecnologias no trabalho por projetos. Recontextualizar o uso dos recursos computacionais, inclusive do ponto de vista pedagógico (editores de textos e das apresentações gerenciais de arquivos, internet).

Objetivos do fórum esperados pelo tutor da A. C. turma A:

Nesse Fórum é possível refletir sobre como essa integração: currículos e tecnologias podem trazer transformações no processo ensino aprendizagem. Demonstrando que as experiências com as tecnologias podem sim trazer contribuições significativas ao desenvolvimento do currículo, se houver clareza da intencionalidade pedagógica, isto é, se o uso das tecnologias ocorrer integrado a um projeto curricular que se proponha a desenvolver a capacidade de pensar e aprender com a tecnologia.

Unidade 02: currículo, projetos e tecnologias Carga Horária: 25 horas

Fórum 01: Pensando sobre as possíveis mudanças Fórum 02: Refletindo sobre os projetos e currículo Objetivos da Unidade:

Contextualizar o tema de que trata a unidade 02, a partir das contribuições das tecnologias, em especial, a tecnologia digital e o desenvolvimento de projetos. Propiciar a identificação das concepções de currículo e sua ressignificação das possibilidades de integração da escola com os diferentes espaços de produção de conhecimento. Identificar as características do currículo construído por meio do desenvolvimento de projetos de trabalho, com o uso de tecnologias.

Os objetivos do tutor A. R. da turma B

A aprendizagem não se restringe à acumulação de conteúdos ou a doses de informações isoladas, e sim é um processo que ocorre de modo diferente em cada pessoa, mas essa pessoa está inserida em um contexto sócio-histórico. Logo, a aprendizagem ocorre nas interações que se estabelecem em um meio social, com

pessoas e com os instrumentos desse meio, percorrendo múltiplos caminhos e utilizando distintas linguagens e expressões. A ideia de projeto envolve a antecipação de algo desejável que ainda não foi realizado, traz a ideia de pensar uma realidade que ainda não aconteceu. Assim, o projeto é uma construção própria do ser humano que se concretiza a partir de uma descrição inicial de um conjunto de atividades, cuja realização produz um movimento no sentido de buscar, no futuro, uma nova situação que responda às suas indagações ou caminhe no sentido de melhor compreendê-las.

Detalhamento e Análises das categorias e subcategorias

Para extrair as categorias e subcategorias foram analisados dois momentos distintos do curso Tecnologias na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC de 100 horas, nos Fóruns do curso na plataforma virtual de aprendizagem e- Proinfo do MEC, em que se desenvolve os cursos de formação de professores em ambientes TIC.

No primeiro momento, o fórum de abertura dos primeiros módulos da unidade 01: Tecnologias na sociedade, na vida e na escola. Conhecendo a turma no fórum de apresentação dos professores por meio do Fórum 01: Apresentação dos professores, houve a coleta das expectativas do início do curso, as primeiras impressões sobre o que iam encontrar no decorrer do módulo seguinte e os objetivos do curso.

Outra unidade verificada foi o Fórum 03: Educação e Tecnologia. Nesse fórum, os professores tinham contato com textos sobre o papel das tecnologias na Educação com conhecimentos de novos conceitos que compreendem o potencial pedagógico dos recursos TIC no ensino e na aprendizagem nas escolas. O segundo momento foi a unidade 02 do curso: Currículo, Projetos e Tecnologia com os fóruns Pensando sobre possíveis mudanças e Refletindo sobre projetos e currículo.

As questões abordadas nesta pesquisa estão relacionadas diretamente ao processo de entrada de um novo programa, no âmbito das escolas, que envolve o

uso de tecnologias e de novas metodologias para a constituição de uma cultura digital com a inserção de Políticas Públicas através do Proinfo Integrado na Rede Pública do Amapá. Esta se configura primeiro como uma formação continuada dos professores no uso de ambientes TIC e depois como construção de uma prática que envolve as novas necessidades da escola e dos programas e por último com a entrada de ferramentas tecnológicas e a integração de programas e mídias.

Para a construção do conceito, fundamentamos no referencial teórico juntamente, com a análise dos dados recolhidos pela pesquisa de campo (análise de texto dos referidos fóruns, entrevistas e questionários), de modo a estabelecer os pontos fundamentais para a caracterização dos sujeitos da pesquisa, na construção de uma cultura digital, no âmbito escolar através da inserção de Políticas Públicas como o Proinfo Integrado, que consegue criar mudanças significativas nas escolas com a estrutura criada, para corresponder às novas necessidades do programa federal e às escolas públicas.

Nesse sentindo, buscou-se averiguar se os sujeitos da pesquisa conseguem se apropriar dos recursos tecnológicos introduzidos nas escolas, assim como se também conseguem fazer uso com os alunos dentro de um processo que acrescente TIC, no fazer pedagógico, com a introdução de projetos de aprendizagem no currículo das escolas, dentro de uma perspectiva de mudança para a cultura digital, tendo em vista a meta do Proinfo Integrado de promover tais mudanças, no âmbito escolar.

Nessa perspectiva, buscou-se verificar os seus posicionamentos diante dos processos de informação que se modificam rapidamente, traçando um paralelo com as necessidades iminentes de adoção das tecnologias por parte da escola pública. Desse modo, torna-se possível materializar ações que podem favorecer a autonomia digital tanto de alunos e professores, nas escolas públicas.

Ao destacarmos os objetivos básicos do Proinfo Integrado, encontramos o primeiro deles que é oferecer letramento digital para os nossos alunos. Dessa maneira, entendemos que a escola é um lugar adequado para familiarizar os alunos com as TICs, tendo como consequência a redução gradual da exclusão digital no Brasil.

O segundo objetivo é desenvolver nos estudantes uma maior autonomia e participação ativa no processo de ensino e aprendizagem por meio de uma pedagogia de projetos. Os laboratórios de informática são ambientes importantes para desenvolver uma pedagogia de projetos, tornando a escola mais atraente e, ao mesmo tempo, desenvolvendo nos estudantes uma maior autonomia.

O terceiro objetivo é tornar a sala de aula mais encantadora por meio da utilização de um material multimidiático, para desenvolver a curiosidade dos estudantes na busca do conhecimento, criando assim uma cultura digital na escola.

Diante desses objetivos, iniciamos a análise da primeira categoria definida nos dados levantados com os professores com relação à questão da Formação do Professor em TIC. Assim, segundo o referencial teórico o professor precisa buscar construir novas habilidades e competências para trabalhar com os ambientes TIC e aliar suas práticas pedagógicas além das suas experiências que são significativas na utilização das TICs a outros conhecimentos para a construção de diferentes formas de interação. Outra necessidade a ser destacada é de que também possua uma concepção fundamentada sobre a metodologia de ensino e aprendizagem por projetos de aprendizagem, a fim de promover uma aprendizagem significativa por parte de seus alunos, tendo a formação continuada dos professores como uma forma de proporcionar esse tipo de experiência. Isso porque de nada adianta haver currículos inovadores, se as práticas pedagógicas permanecerem as mesmas.

O aumento do número de ambientes informatizados de aprendizagem exige transformações pedagógicas na educação, considerando as novas necessidades inerentes a eles. A partir dessa proposição se faz necessário o acompanhamento das interações no âmbito da formação continuada de educadores, que se utilizam dessas tecnologias na sua prática docente, tendo como objetivo evitar que um paradigma já superado da educação tradicional ganhe espaço nessa nova abordagem.

Nos fóruns dos cursos, encontramos nas falas dos professores em formação a necessidade de buscar essas habilidades. Eles se sentem abertos e estão se preparando para trabalharem com outras perspectivas, apesar da insegurança que é comum em um processo de adoção de novas tecnologias, agregadas a

metodologias diferenciadas para o uso das tecnologias reunidas a projetos de aprendizagem.

Com a formação contínua dos professores, criam-se bases teóricas para dar uma continuidade na sala de aula com práticas mais de acordo com os processos de mudança que a escola precisa desenvolver, no decorrer do uso constante de TIC e mesclando às necessidades de construir um currículo inovador.

Destacamos a participação de alguns professores nos fóruns sobre a importância de sua aprendizagem para o desenvolvimento de uma nova prática com TIC nas escolas:

“(...) apesar de tímido – há um pequeno avanço e empenho de alguns em utilizar mais informações, buscando conhecer melhor outras estratégias de ensino com apoio dos recursos tecnológicos, os quais vêm contribuindo significativamente para modificar o processo de ensino-aprendizagem e metodologia das nossas salas de aula tão precárias (..)”. J.H.C .

“(...) Sou professora do quadro do estado desde 1994, atualmente desenvolvo minhas atividades numa turma de 4ª série do ensino fundamental da Escola A.C. M. no bairro do Zerão. Na minha prática pedagógica, procuro utilizar sempre que possível as tecnologias de informação, tais como: DVD, TV, Data Show, Power point, filmes, vídeos, histórias em quadrinhos e outros. É muito tímido o uso na escola, porque não temos tantos recursos. Apesar de que há pouco tempo adquirimos no início do ano letivo e que alguns colegas ainda não têm o hábito de usá-la em seu cotidiano e que com a implantação da caderneta eletrônica é que se percebe o interesse do professor em conhecer melhor a importância e a contribuição dos recursos tecnológicos podem propiciar ao processo educativo. Afinal de contas, como dizem por aí que a “caderneta eletrônica” é uma mão na roda. (...)M.F.F .

Os professores de certo modo entendem a necessidade de buscar novos conhecimentos aliados às tecnologias, que estão disponíveis na escola, e nos programas que estão chegando, apesar de ainda não incorparem às suas atividades plenamente, mas vão aos poucos tendo segurança em lidar com as TIC, em suas salas de aula. Outra questão importante destacada, na fala do professor, é o uso da caderneta eletrônica, que no primeiro momento não é uma escolha, mas que ao se deparar com facilidade que é utilizá-la, adota-a como mais uma ferramenta que vai auxiliá-lo, no seu fazer pedagógico.

Quando se atrela facilidade ao trabalho fica mais claro a intenção do uso por parte do professor que vai se apoiar em uma ferramenta, para melhorar suas condições de trabalho que se encaixam nas subcategorias salientadas por eles, nos fóruns, tais como: buscar novos conhecimentos, reflexibilidade diante das mudanças, curiosidade que a profissão exige e principalmente, desenvolver novas capacidades para lidar com o que é novo.

Entendemos que um dos primeiros passos para o professor conseguir dominar certas tecnologias, de acordo com suas necessidades é criar um determinante para o uso de ferramentas diferenciadas seja na sua atividade fim, ou mais tarde na apropriação dessa tecnologia para criar práticas atreladas a essas novas tecnologias.

“Sou a professora D.S. desenvolvo minhas funções no LIED da E. M. S. A. S., localizada no Conjunto Cabralzinho, me considero uma pessoa que “faço mudanças na minha forma de ensinar”. A sociedade a cada dia está mais exigente é necessário que todo profissional busque essa mudança no seu dia a dia, certamente isso é muito desafiador porque implica numa série de situações que podem causar certo desconforto. E quando tenho oportunidade vou em busca de aperfeiçoar meus conhecimentos, e portanto, trocando experiências, interagindo, aceitando críticas, enfim fazendo mudanças naquilo que seja significativo para o momento”.

“Meu nome é R.M., trabalho na escola C. A. no bairro do Beirol, na medida do possível sou um professor dinâmico, participativo, observador, crítico e estimulador. Zelo pela qualidade de ensino. Procuro fazer a diferença em minhas aulas para que os alunos possam se tornar multiplicadores do saber. Converso, oriento e escuto as opiniões dos alunos e colegas de trabalho, ajudo nas tarefas da escola e dou sugestões sobre o mesmo. Sou flexível em receber críticas e sugestões na minha prática de educar”.

Nesses dois últimos depoimentos de professores, a questão de buscar aperfeiçoamento e uma reflexão crítica da sua ação sobre sua prática é recorrente. Claro que devemos ter cuidado em analisar tais afirmações dos professores, afinal estão em um curso de formação em que é importante o professor falar de seu compromisso com a educação e que isso o leve a adquirir novas práticas no uso das tecnologias, mostrando a qualidade de educador participativo e envolvido, no fazer da escola.

Podemos nos reportar a Damásio (2007) que explica, em seu texto, o quanto o uso de aparatos tecnológicos é determinante em um processo de transformação, enquanto os fatores sociais impulsionam certas mudanças de atitudes dos professores, no uso de tecnologias, agregando a elas alternativas para a criação de práticas que possam favorecer a mudança de um paradigma na educação.

No uso social dessas tecnologias, especificamente no processo educativo, os determinantes que fazem um agrupamento contextual como fatores sociais, econômicos, políticos e culturais interferem diretamente, no processo de adoção de certa tecnologia, ou não.

Podemos entender que grupos de professores que passam por cursos e outras atividades que interajam e fortaleçam suas ideias e reflexões podem ajudar a impulsionar uma mudança de hábito, no fazer pedagógico de uma escola.

No entanto, os professores também se mostram muito preocupados de como vão implementar as mudanças radicais, na sua concepção de educação, com o uso integrado de tecnologias no currículo dentro da estrutura fechada das escolas. Os professores não enxergam a si próprios dentro do processo de mudança, pois acham que alguém (neste caso a gestores, políticos etc) tem que fazer, enquanto eles apenas vão executar tais mudanças.

“(..) sou I.C.A. professor do quadro do estado desde 1996 e atualmente trabalho no laboratório de informática educatiao-LIED da Escola estadual Prof.ª M.C.A.P. localizada no bairro Brasil Novo, zona norte da cidade de Macapá. Em minha prática pedagógica sempre busco a inovação e o diálogo com os alunos procurando possibilitar aos mesmo acesso e uso das tecnologias de informação e comunicação, principalmente agora que as escolas estão sendo equipadas com mais recursos tecnológicos.Mas não sinto que as escolas estejam preparadas para receber e lidar com essas tecnologias do jeito que estamos vivenciado no curso de formação, em que temos que trabalhar de forma integrada e articulando ideias, tecnologias ao nosso currículo que ainda é tão fechado para receber tantas mudanças. Será que nós professores temos condições de fazer essas mudanças na escola?Tenho muito receio disso ”

“(...) sou a professora D.O.S. desempenho minhas funções na escola estadual R.D. do bairro da Cuba do asfalto, em uma turma de 4ª série do ensino fundamental. Mudar minha prática é algo que requer uma constante busca por aperfeiçoamento.

Pois o educador tem o compromisso com sua missão em buscar sempre isso. Mas não sabemos como essas mudanças acontecem de fato nas escolas e se as

tecnologias podem ajudar com as mudanças em nossa forma de ensinar (...)”.

É importante que os professores se sintam preocupados com as mudanças que podem favorecer a aprendizagem dos alunos, assim como as transformações que a escola possa sofrer nesse processo, com a entrada constante de novos artefatos tecnológicos, mas fica nítido que eles temem que somente a postura do professor aberto às mudanças não efetive na totalidade as transformações na escola, que é composta de outros seguimentos como estrutura física, gestão e as questões institucionais, que requerem ainda mais cuidados para ser efetivada por não se tratar apenas de vontade, mas de burocracia.

As dificuldades ocorrem dentro da escola e para enfrentar as mudanças não somente nas questões pedagógicas, mas principalmente no que se referem às mudanças estruturais, as escolas precisam fazer adaptações de seus ambientes para promover melhorias. Para tanto, não dependem somente das ações dos professores, mas é preciso de gestores conscientes das necessidades de mudanças que passam pelos professores, por outros gestores, pelos alunos, pela comunidade escolar como um todo e pelos recursos, para desse modo fazer as adaptações necessárias às reformas estruturais.

Nos cursos de formação para ambientes TIC, são poucos os gestores que estão ainda fazendo os cursos, na verdade, pela estatística gerada no curso através dos perfis dos 25 professores que estão como gestores de escola, apenas cinco continua no curso. A alegação para o possível abandono é falta de tempo para estudar e administrar a escola.