A série Everybody Loves Raymond foi lançada nos Estados Unidos em 13 de setembro de 1996. Exibida pelo canal CBS, esta série fez tanto sucesso que passou nove anos em exibição, totalizando 210 episódios, divididos em nove temporadas. O sitcom permaneceu no ar até 16 de maio de 2006.
O protagonista da série é Ray Barone, interpretado pelo comediante Ray Romano. O espetáculo gira em torno da vida deste renomado jornalista esportivo que cobre as matérias esportivas num jornal local. Ele e sua família vivem em Long Island, uma rica área de Nova Iorque. Ray, como é mais conhecido, é casado e
leva uma vida tranquila com sua mulher e seus três filhos. A narrativa é exibida com a temática “relacionamento familiar”.
O protagonista Raymond aparece duas vezes na capa do box. Na primeira, ele aparece destacado na parte frontal, esboçando um sorriso que pode revelar uma demonstração plena de felicidade. No segundo, Raymond aparece no segundo plano ao lado da família. A imagem do segundo plano mostra a Raymond, Debra, a esposa; e o irmão Robert; entre os seus pais, Marie e Frank. A família encontra-se evidenciada no plano mais alto do box revelando a característica de uma família feliz. O discurso econômico se
mostra no layout do Box da série através da presença do taco de golfe. O golfe é caracterizado no mundo esportivo como um esporte elitizado e pouco praticado em virtude dos altos custos
51 em praticá-lo. O taco de golfo de posse de Raymond o identifica dentro de um campo discursivo do poder, do ter condições financeiras para praticar tal esporte. Os títulos dos episódios nos boxes estão atravessados de outros enunciados que ratificam o discurso econômico. Dentre eles aparecem: joias, presente de casamento, viagem de férias, festa das crianças, cheque, bodas de prata, ópera, concerto, entre outros. Depois desta sitcom que passara 9 anos em cartaz, veio a sitcom Everybody Hates Chris.
A sitcom apresenta a vida da família Rock entre os anos de 1982 a 1987, focando um membro em especial: Chris Rock. No ano de 1982, Chris completa 13 anos e muda-se dos conjuntos residenciais com sua família para Bedford-Stuyvesant (mais conhecida pelo protagonista como "Bed-Stuy"), distrito pobre do Brooklyn, em Nova York. Lá, Chris vive as "alegrias e desventuras" de ser um adolescente, tanto em ações em que a história realmente acontece quanto em pensamentos e conclusões expostas de forma humorística e muitas vezes exageradas.
A historia do personagem Chris é baseada nas memórias do seu narrador – personagem, Christopher Julius Rock III. Christopher nasceu em 7 de fevereiro de 1965. Ainda criança, seus pais se mudaram para Crown Heights, Brooklyn, New York. Em agosto de 1978, transferiram-se para o bairro de Bedford-Stuyvesant, Brooklyn, onde se fixaram. Filho da professora Rosalie Tingman Rock e do caminhoneiro e entregador de jornais Christopher Julius Rock II, morto em 1988 após uma cirurgia de úlcera. Tem sete irmãos: Andrew, Tony, Brian, Rose, Andi, Jordan e Charles (irmão adotado). Chris reconhece que foi influenciado pelo estilo de seu avô paterno, Allen Rock, um sacerdote. Chris Rock frequentou escolas em regiões com população predominante branca onde ele enfrentou o racismo dos outros estudantes. À medida em que foi crescendo, os abusos foram ficando piores e seus pais o tiraram da Escola Secundária James Madison, quando decidiu interromper os estudos. Rock trabalhou em sua juventude em vários restaurantes de fast-food.
Rock fez parte do elenco da famosa série Saturday Night Live chamado Bring the Pain, que o consagrou como comediante em Hollywood. A controvérsia gerada pelo seu Niggas vs. Black People, de 1997, ajudou no seu estrelato. Além de atuar, Rock teve quatro especiais no canal HBO: Bring the Pain (1996), Chris Rock: Bigger and Blacker (1999), Never Scared (2004) e, mais recentemente, Kill the Messenger (2008). O canal HBO também exibiu seu talk show, The Chris Rock Show. Rock estreou em filmes em 1986.
Seu material geralmente envolve as relações entre as raças nos Estados Unidos, apesar de falar, também, de mulheres. A maioria de sua comédia provém de sua adolescência. Filho
52 de pais superprotetores, foi estudar numa escola de crianças brancas, onde se dizia que a educação era melhor. Rock afirma ter sido preso quatro vezes, uma por atacar um jovem que lhe havia roubado e três vezes por violações de trânsito, incluindo dirigir sem a licença e por "dirigir muito devagar". No outono de 2005, a UPN estreou a série chamada Everybody Hates
Chris, exibida pelo canal Sony Entertainment Television e pela Record, no Brasil, onde Chris
Rock fala de sua adolescência.
Em 2005, Rock apresentou o 77º Oscar. Tal decisão proveio da necessidade de aproximar a cerimônia dos mais jovens. Alguns estavam preocupados com o humor às vezes rude de Rock, que pudesse manchar a imagem do prêmio.
A sitcom Everybody Hates Chris surgiu com a proposta de narrar a história de vida de Chris Rock. Quando os idealizadores o sugeriu o título para a sitcom, ele indagou por meio da carnavalização o seguinte: se todo mundo ama o Raymond, por que não todo mundo odeia o Chris?
A partir daí, a constituição da sitcom passou a ter não só o enunciado como paródia, mas os títulos dos episódios e as capas dos boxes. As versões parodiadas são temas de nosso próximo tópico.
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