O campo no qual a pesquisa foi desenvolvida é um lugar reconhecido por sua beleza e missão educacional; afinal, é um ambiente apropriado, diversificado que encanta os olhos de professores, alunos e visitantes, em virtude de sua riqueza natural. Este se constitui em uma escola agrícola, situada em uma extensa área, delineada pelo verde da mata, que possuindo uma proposta formativa técnica foi denominada Colégio Agrícola de Jundiaí.
O antigo Colégio Agrícola de Jundiaí, conhecido desde 2002 por Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), foi criado pela Lei nº 202, de 7 de setembro de 1949, como “Escola Prática de Agricultura”. Após assumir diferentes denominações, porém mantendo o mesmo objetivo de atender à formação do técnico agrícola, passou a ser um órgão suplementar da Universidade Federal do Rio Grande do Norte a partir do Decreto Federal nº 61.162, de maio de 1967.
De acordo com D‟Oliveira (1999, p. 14), “a origem do nome Jundiaí é indígena e significa rio dos Jundiás - nome de um peixe que existia em grande quantidade e que deu o nome ao rio que banha a cidade de Macaíba”.
A escola possui uma localização privilegiada, com acesso pela BR 101 e pela BR 304, a 4 km do centro de Macaíba e 26 km de Natal, capital do Rio Grande do Norte. Quanto ao aspecto geográfico, está situada na antiga fazenda denominada Jundiaí, com área de 1.209 hectares e 305 metros quadrados, onde o Rio Jundiaí e três açudes (um alimentado por olheiros de água potável) constituem um conjunto hidrográfico que banha a mata preservada e as plantações irrigadas (D‟OLIVEIRA, 1999). Destaca-se, ainda, nessa área a existência de
resquícios de mata atlântica nativa, que necessita de um olhar mais conservador no sentido de preservar o que ainda a natureza nos presenteia (Figura 1).
Figura 01 – Vista aérea da Escola Agrícola de Jundiaí - EAJ
Fonte: Acervo particular da Escola Agrícola de Jundiaí
Ao longo de 60 anos de existência, a escola vem atendendo a uma parcela da comunidade estudantil, preferencialmente estudantes do curso técnico em Agropecuária, e atualmente também do curso técnico em Agroindústria, oferecendo regime de internato7. A escola ainda oferece o regime de semi–internato, destinado aos estudantes matriculados em dois módulos do curso técnico em Agropecuária que não alcançaram a condição de direito ao internato; e o regime de externato, oferecido aos alunos que têm somente um registro de matrícula na escola.
O regime de internato é uma das opções para o estudante que tem duas matrículas na escola: uma para cursar dois módulos por semestre em um dos cursos técnicos – Agropecuária e ou Agroindústria -, na modalidade subseqüente8; ou duas matriculas uma no curso técnico
7 Entende-se por internato: escola onde os alunos têm alimentação e residência. (Enciclopédia e dicionário
ilustrado. Rio de Janeiro: Seifer, 1999).
8 Modalidade Subsequente é o termo adotado na EAJ para categorizar o ensino para o aluno que já concluiu o
em Agropecuária e outra no ensino médio. Este é reservado para os alunos que comprovam moradia fixa, residem distante da instituição de ensino e a quem se enquadra na caracterização das famílias de baixa renda financeira, como por exemplo, os filhos de agricultores. Além desse diagnóstico sócio-econômico o aluno que pleiteia a vaga no internato deve alcançar a média mínima nas provas escritas no processo seletivo.
Destaca-se que inicialmente, a escola oferecia o regime de internato apenas para estudantes do sexo masculino. Porém, com o aumento da demanda de vagas por estudantes do sexo feminino, a Escola Agrícola de Jundiaí - EAJ passou a oferecer também vagas para esse contingente.
Uma vez residentes na EAJ, os alunos são acomodados em moradia estudantil (alojamentos masculino e feminino), passando a fazer as três principais refeições, sem nenhum custo adicional. Visitam seus familiares em finais de semanas ou em períodos quinzenais, mensais até mesmo semestrais, dependendo da distância e dos recursos financeiros de que dispõem.
As moradias estudantis (masculina e feminina) funcionam em dois prédios separados geograficamente, atendendo em média, duzentos estudantes residentes, com normas próprias que regulam o cotidiano de seu funcionamento.
De acordo com dados do Conselho Nacional das Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais (CONDETUF, 2009) em todo o Brasil apenas oito oferecem o regime de internato. Observa-se que essas instituições têm características que não são encontradas nas escolas que funcionam em regime de externado ou semi-internato, o que torna o cotidiano dos residentes destas últimas, bem diferenciado daquele da maioria dos adolescentes que estão na escola.
Atualmente, a EAJ oferece os seguintes cursos: profissionalizantes em nível técnico: em Agropecuária, em Informática, em Agroindústria, e em Aquicultura, além do curso de formação geral, o ensino médio, e o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos - PROEJA. Recentemente, a escola passou a integrar a Unidade Acadêmica Especializada em Ciências Agrárias (UECIA), por força da RESOLUÇÃO no 024/2007- CONSAD, de 27 de setembro de 2007, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e oferece os cursos de graduação em Zootecnia e Engenharia Florestal e o de pós-graduação em Produção Animal.
Hoje, a EAJ conta com uma estrutura física composta por salas de aulas, auditório, biblioteca, sala de vídeo, padaria, oficina mecânica, almoxarifado, secretaria escolar, direção, refeitório, quadra poliesportiva coberta, laboratório de biologia e química, unidade de
produção – estábulo, suinocultura, piscicultura, avicultura, horta, pomar – setor de Agroindústria – unidade de pesquisa e processamento de laticínios e unidade de processamento de frutas -, que atende a totalidade a demanda escolar nos cursos oferecidos.
Além disso, dispõe de um quadro docente amplo e diversificado, no qual todos os professores são graduados, com formação técnica em áreas distintas, e a maioria tem curso de pós-graduação em nível de mestrado e / ou doutorado.
3.3. O CUIDADO COM O CANTEIRO PARA SEMEAR: APRESENTANDO O CENÁRIO