3.2 Resultater fra den kvalitative delen
3.2.2 Smerte som lidelse
pesquisador comentado as produções 1, 2 e 3
- A impressão que dá é que esse peixe imenso parece algo inventado – E olhe, o povo de Tatajuba gosta de inventar! ... Isso parece até uma baleia, algo que não se vê. É parecido assim, com alguma história que trouxe esse peixe diferente pra cá, que talvez nem peixe é; Alguns co- pesquisadores declararam que identificavam nas figuras alguns personagens comuns no imaginário local
- Aqui tem a seria ... aqui deve ser a bruxa... o saci e o carneiro de ouro
Equipe encarregada da análise das produções 9, 10 e 11
- Os pescadores foram para o mar, de repente o peixe grande e desconhecido pulou sobre a canoa. Os pescadores caíram, quando voltaram enfim, já estavam em um estranho lugar que para ele era um eterno segredo;
Surgem burburinhos e risos do grupo pesquisador quando
alguém fala em Mitologia. Uma das
co-pesquisadoras indaga o grupo:
- O que foi? ... vocês já querem inventar coisa, né! ... Ah, como é coisa de segredo, de mito, dá curiosidade em todo mundo...
Indaguei ao grupo que segredos eram estes que poderiam ser vistos dentro das
- A figura azul, ta lembrando o mito dos rios e das camboas... nele há muitos siris nos manguezais e praias ... mas, (completou outro integrante ainda sobre este mito) sim, este é o mito do tarrafeador
nossas produções plásticas e porque causavam curiosidades a todos. A partir de então, todos se empolgaram e quiseram contar, narrar, imaginar, partilhar experiências vividas, ao que colocaram:
que tem aí na camboa, e continua, quando os tarrafeadores tão pescando aparece uma tarrafa gigante que cobre toda a camboa e ... ninguém mais consegue pegar um peixe que seja, como se afastasse todos os peixes... Mas, (continua outro), neste rio os tarrafeadores tiram seu sustento porque só eles conhecem os segredos dessas camboas. Alguns co- pesquisadores, analisando outra produção, referiram- se a um mais um mito:
- Eu acho que é o Mito da duna encantada do Morro Branco e tem um carneiro de ouro que aparece por lá... ali antes eram mangues mangues e lá havia uma moça muito bonita de nome esmeralda ... antigamente também, tinha até uns reflexos enormes lá em cima, que a gente via ...
Outro integrante falando sobre o mito acima referido:
- Este morro branco eu já dei uma passada uma vez à noite, e lá debaixo subia uma mulher com umas vela tudo armada, cheio de luz ao redor das velas dela ... saí pra entreter ela enquanto eu chamava as meninas lá de casa pra vê, mas quando saíram fora, apagou-se tudo! Só quem viu fui eu!
Outro contando um dia em que dois irmão subiram no morro:
- Quando eles chegaram em cima do morro eles viram uma casa com um homem dentro, uma casinha assim pequena, com um homem dentro, aí eles partiram pra lá pra perto do homem ... E eles só fizeram olhar assim um pro outro e quando olharam pra trás já não tinha mais nada ... por isso que esse morro pegou nome de duna encantada .
contra-argumentou a idéia acima lançada
antepassados!
Mais um dos
participantes contou sua versão
- E também tem outra, dizem que essa duna é encantada e pra desencantar tem que furar o dedo de uma criança e fazer uma cruz em cima do morro – ah, essa criança tinha que ser pagã, se não não servia – si, fazendo a cruz em cima ela se desencantava e virava uma linda cidade ... que já existe, mas ta soterrada embaixo do morro ...
Ainda outro
continuou
- Olha e tem mais, certa vez uma mulher – uma amiga minha - resolveu desafiar o encanto do morro. Subiu bem em cima do morro e ficou gritando: desencanta morro, desencanta! Apareça pra mim princesa se você realmente existe! Cadê sua cidade e seu tesouro? Desencanta agora morro! – e ficou gritando bem alto, sabe! – pois não é que deu uma ventania enorme em cima desse morro que a mulher saiu correndo e foi parar em casa com o vento atrás dela (risos) ... pois foi, o morro deu uma carreira na mulher ... nunca mais que ela desafiou o poder do morro ...
Alguém do grupo acrescentou
- Lá na duna encantada vinha uma luz, um reflexo, assim bem de longe e terminava na duna e eu vejo isso com um segredo que a gente nunca conseguiu entender ...
Um último
participante se pronunciou a este respeito:
- Tem ainda mais sobre a lenda do morro branco, dizem que aí era um braço de mar, então, moravam uns povos aí que atraíam pessoas de outros lugares para buscar as princesas que moravam nesta civilização aí, que eram as princesas mais belas de todas, e, vinham gentes de todas as partes do mundo para ver esses princesas quemorava aí na beira desse braço de mar ... Então, um desses barcos vinha buscar a mais bela de todas as princesas que havia esperado anos para ir embora com seu príncipe, mas esse barco era muito grande e encalhou numa duna que estava próxima, aí não pode mais sair o barco, né? Aí ficou encalhado pra sempre e veio a duna migrando até cobrir este barco, virando o morro encantado, a
partir daí é que veio as histórias e lendas sobre a duna encantada ... Alguém comentando
particularmente a figura nº 14
- O pessoal fala que vai pro mar e que se ouvir o canto da sereia a canoa se alaga ... e do saci que dizem que por aqui a estratégia dele é fazer cócega nos outros pra conseguir fumo ...
Vendo que longo tempo se passava nestes comentários, resolvemos passar para a análise das demais equipes, pois segundo um deles falou:
- É que, quando começa esse assunto de mito todo mundo tem história pra contar ...
2.4 – Categorias e Conceitos
A partir da classificação acima exposta, identifiquei os seguintes conceitos centrais nas idéias expostas pelos sujeitos da pesquisa:
Categoria I: