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7 Utvalgets konklusjon om årsakene til skredet

7.3 Skredårsaker

2.1. Seleção de medicamentos

A seleção de medicamentos utilizados pelos doentes do CHCB está a cargo da Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT), da qual faz parte o farmacêutico responsável por este setor. A CFT está encarregue de publicar e atualizar o guia terapêutico interno, isto é uma lista de medicamentos e outros produtos de saúde passíveis de ser prescritos aos doentes do CHCB, tendo em consideração as necessidades terapêuticas dos doentes do Hospital e o Formulário Hospitalar Nacional de Medicamentos (FHNM).

O guia terapêutico visa garantir aos doentes a melhor qualidade dos medicamentos e produtos de saúde e uma minimização de custos. Caso os médicos considerem necessário a introdução de um determinado medicamento na farmacoterapêutica de um doente não incluído no guia terapêutico, este efetua um pedido à CFT para a introdução do mesmo no guia terapêutico do CHCB, preenchendo um impresso próprio, com as respetivas razões terapêuticas que

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sustentem a necessidade deste e não de outro medicamento previamente disponível. Cabe à CFT analisar o pedido e tomar a decisão final.

2.2 Aquisição de medicamentos

A aquisição consiste na elaboração de pedidos de compra dos medicamentos, produtos farmacêuticos e dispositivos médicos de acordo com as necessidades da farmácia e do restante hospital, tendo em consideração o stock atual, o consumo dos últimos meses e dos dias anterior, bem como as previsões futuras. Esta aquisição é da responsabilidade do farmacêutico hospitalar, devendo ser efetuada pelos SFH em articulação com o Conselho de Administração (CA) e o Serviço de Logística Hospitalar (SLH) (2).

Uma vez concluída a análise dos medicamentos e produtos de saúde necessários, é efetuado um pedido de compra, a ser posteriormente enviado aos SLH, por via eletrónica. No caso particular das encomendas dos MEP e das benzodiazepinas é necessário preencher o Anexo VII, que corresponde a um impresso da Imprensa Nacional da Casa da Moeda estipulado para o efeito.

No que concerne ao tipo de aquisição, esta pode ser realizada por concurso público centralizado, recorrendo ao catálogo Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS); concurso público limitado (da instituição); negociação direta com laboratórios ou fornecedores; consultas direta, contactando com a empresa titular da Autorização de Introdução no Mercado (AIM) e compras urgentes a fornecedores locais, por exemplo a farmácias.

Em casos excecionais de necessidade de um determinado medicamento, com benefício clínico comprovado, mas que tenha apenas AIM noutro país, que não em Portugal, é possível efetuar uma Autorização de Utilização Especial (AUE) mediante a autorização do INFARMED.

2.3 Receção dos produtos farmacêuticos

Os produtos farmacêuticos estão sujeitos a uma receção prévia no SLH, que consiste em introduzir as encomendas no sistema informático. De seguida, estas são reencaminhadas para os SFH (2).

No CHCB, a receção de medicamentos, produtos farmacêuticos e dispositivos médicos é efetuada, habitualmente, no período da tarde, tendo em consideração que os produtos que necessitam de cadeia de frio são encaminhados imediatamente para a câmara frigorífica, aguardando aí a sua conferência.

A receção dos referidos produtos é efetuada por um técnico de diagnóstico e terapêutica (TDT) dos SFH e por um representante do SLH. Este último faz-se acompanhar das respetivas guias de remessa, em duplicado, sendo que o TDT e o elemento do SLH são responsáveis por

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conferir qualitativamente e quantitativamente os respetivos produtos, verificar os lotes e os prazos de validades e comparar com a informação que constam na guia de remessa, a ser posteriormente assinada pelo TDT. Um dos impressos permanece na farmácia, arquivado no armazém central e o outro segue para o SLH.

Determinados produtos farmacêuticos, como por exemplo os derivados do plasma e matérias- primas requerem um boletim de análise para que possam ser rececionados. Os medicamentos classificados de citotóxicos, devem ser rececionados separadamente dos restantes, guardados numa caixa devidamente identificada com “Medicamentos Citotóxicos” até serem armazenados nos locais destinados ao efeito. Caso se verifique algum derrame de um fármaco citotóxico deve-se recorrer ao kit de emergência que se encontra na área de receção (3). Qualquer não conformidade detetada na etapa de receção dos produtos farmacêuticos é registada, sendo este registo um indicador de qualidade.

No decorrer do meu estágio tive a oportunidade de auxiliar na receção de encomendas.

2.4 Armazenamento

Os produtos farmacêuticos, no CHCB, após serem rececionados são armazenados no armazém central, por um Assistente Operacional (AO) sob a orientação do TDT, exceto o armazenamento dos MEP que está a cargo do TDT.

Os produtos farmacêuticos são acondicionados em prateleiras, por ordem alfabética de DCI e acondicionados segundo o princípio FEFO (4). Alguns medicamentos estão organizados segundo a classe farmacológica (antibióticos, tuberculostáticos, anestésicos, MEP, citotóxicos e anticoncecionais) e outros agrupados de forma mais específicos de acordo com o seu destino, nomeadamente: medicamentos destinados à dispensa em ambulatório, produtos para estomatologia, colírios, material de penso, leites para pediatria, alimentação entérica e parentérica. Os produtos em maior quantidade são guardados em prateleiras destinadas a esse efeito, os MEP encontram-se condicionados num armário corta-fogo e com dupla fechadura, os inflamáveis são armazenados numa sala, separada do restante armazém, com porta corta-fogo e a abrir para fora, a instalação elétrica é do tipo anti-deflagrante, as paredes interiores são reforçadas e resistentes ao fogo, o chão é impermeável e rebaixado de forma a criar uma barreira de contenção em caso de derrames. Adicionalmente, as matéria- primas são guardadas no laboratório, os injetáveis de grande volume e os desinfetados acondicionados em sala própria devido às suas dimensões e os produtos termolábeis armazenados em câmaras frigoríficas, onde a temperatura é continuamente monitorizada e registada (caso a temperatura seja superior a 8ºC, o sistema de alarme é acionado) (1). Embora o armazenamento dos produtos farmacêuticos seja efetuado no armazém central, se necessário podem ser distribuídos para os armazéns periféricos (armazém da dose unitária;

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armazém do setor da farmacotecnia; armazém do setor de ambulatório; armazém de quarentena e armazém do Hospital do Fundão), bem como, para os sistemas semiautomáticos de distribuição PyxisTM, presentes em alguns Serviços Clínicos (SC).

Os colaboradores dos SFH do setor do armazém têm ainda em consideração a identificação dos blisters dos medicamentos destinados a ser dispensados na forma de distribuição individual com o DCI, dosagem, validade e lote (4).

Durante o meu período de estágio tive a oportunidade de colaborar no processo de registo da rotulagem e na colocação dos rótulos, bem como no armazenamento das encomendas rececionadas.

2.4.1 Controlo de prazos de validade e contagem de stocks

O setor do armazém dos SFH do CHCB é responsável por efetuar diariamente a contagem dos produtos existentes nos armazéns, caso seja detetado algum erro é efetuada uma segunda contagem e analisados os movimentos dos produtos no sentido de proceder às devidas correções (5). Como indicador de qualidade deste parâmetro, tem-se a monitorização do número de regularizações efetuadas.

Adicionalmente, no final de cada mês faz-se um controlo de prazos de validade, onde é efetuado um levantamentos dos produtos farmacêuticos que expiram num prazo máximo de 4 meses. Caso existam produtos que obedeçam a este critério é analisada a possibilidade de escoamento destes, sendo identificados com a sinalética “Validade Reduzida”. Por outro lado, se não houver cumprimento da premissa anterior, os produtos são enviados para o armazém de quarentena para serem destruídos. O número de artigos detetados com um prazo de validade inferior a 4 meses, bem como a monitorização em valor das intervenções realizadas, no sentido de evitar a perda de medicamentos por prazo de validade expirado constitui um indicador de qualidade da área de armazenamento. O objetivo de qualidade é a diminuição da taxa de abate de medicamentos, sendo que não deve exceder os 30%, de acordo com a norma ISO 9001:2008 implementado nos SFH do CHCB.

No decorrer do meu período de estágio no setor do armazém, fui responsável por efetuar as contagens diárias dos produtos existentes no armazém central e comparar com o descrito no sistema informático, bem como efetuar o levantamento dos medicamentos a expirar nos 4 meses seguintes.