Realizar integração progressiva nas equipas de enfermagem e interdisciplinar, compreendendo as suas dinâmicas e funcionamento.
Identificar as necessidades de conforto específicas da pessoa em estado vegetativo persistente.
Proporcionar cuidados de conforto à pessoa em estado vegetativo persistente, considerando os princípios éticos, deontológicos e legais.
Desenvolver intervenções que promovam o ambiente facilitador, através de regulação sensorial adequada às pessoas em estado vegetativo persistente.
Sensibilizar os familiares e profissionais de saúde para a importância da realização de regulação sensorial.
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Este trabalho teve início com a justificação da escolha da temática, sendo demonstrado que esta emergiu de uma motivação pessoal e profissional como resposta a uma necessidade de aquisição de conhecimentos e desenvolvimento de competências. Também no decorrer das aulas teóricas me fui sentindo cada vez mais estimulada para percorrer um caminho dedicado a este tema. Percebi, na pesquisa bibliográfica e formação que realizei na área de Snoezelen, que várias pessoas com diversas patologias podem beneficiar de uma intervenção programada de regulação sensorial com efeitos positivos. Desta forma, a regulação sensorial pode ser integrada no plano de reabilitação juntamente com as intervenções na área motora e respiratória. Este meu gosto pela temática aumentou, pelo que pondero continuar a desenvolve-la na minha vida profissional enquanto enfermeira especialista de reabilitação.
Com a realização da pesquisa bibliográfica respondi aos meus objetivos pessoais iniciais, aprofundando conhecimentos acerca da avaliação do estado de consciência da pessoa, da neuroplasticidade e funcionamento do cérebro. Compreendi também como é realizada a estimulação sensorial e como esta deve ser organizada de forma a ser eficaz, aprendendo um novo conceito – regulação sensorial. A regulação sensorial implica que exista cuidado na forma como os estímulos são apresentados à pessoa, para que promovam o seu conforto. O conceito de conforto neste trabalho surgiu não só como um fim, mas como um meio, pois a pessoa tem que estar confortável para conseguir integrar os estímulos. O conforto é essencial para estas pessoas, em oposição aos cuidados apenas de manutenção de vida, pois estes pressupõem uma preocupação com a totalidade da pessoa. Devem ser considerados os habitus, não só para estimular a recuperação da consciência, como também para a pessoa ser vista como era e recordando-nos a dignidade humana. O envolvimento da família também será benéfico tanto para a pessoa como para os familiares que podem ser integrados nos cuidados e tornarem- se mais ativos.
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