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Skolens, hjemmets og barneverntjenestens betydning for barnets skolegang barnets skolegang

1.2 Marginalisering i skolen

1.2.5 Skolens, hjemmets og barneverntjenestens betydning for barnets skolegang barnets skolegang

Para discussão dessa categoria baseamo-nos nos instrumentos e procedimentos para coleta de dados apresentados na sequência. Iniciaremos a discussão apresentando a compreensão dos participantes sobre quem é o professor no processo de ensino- aprendizagem e quais são suas responsabilidades (perguntas 10a e 10b do questionário). Ainda com relação ao professor, analisaremos os dados provenientes das afirmações 7 e 2, da segunda parte da entrevista, na qual os participantes deveriam afirmar se concordavam com os enunciados sobre o interesse quando professores elucidam questões

120 que podem favorecer no desenvolvimento da aprendizagem e sobre a necessidade de orientação para a escrita acadêmica.

Após o foco no professor, evidenciamos os dados relacionados à percepção dos participantes sobre o papel do aluno e suas responsabilidades (perguntas 10c e 10d do questionário) e direcionamos a discussão para problematizar o redimensionamento desse papel, a partir das questões que elucidam maior centralidade do aprendiz no processo de ensino-aprendizagem (pergunta 16 da entrevista, afirmação 6 da segunda parte da entrevista, perguntas 15 e 10 da entrevista, aspectos 7 e 8 observados em aula, finalizando pelo aspecto 4 e afirmação 3 da segunda parte da entrevista).

Questionário97 Notas de campo e

Checklist98 (Observação de aulas) Entrevista99 Afirmações - concordar e descordar (Entrevista – Parte 2)100 10.Como interpreta o processo de ensino- aprendizagem: a)Quem é o professor nesse processo? b)Quais as responsabilidades do professor?

c)Quem é o aluno nesse processo? d)Quais suas responsabilidades, como aluno? 4.Avalia o seu aprendizado (self- evaluation – HOLEC, 1981). 5.Negocia sentidos e tarefas de aprendizagem. 7.Assume responsabilidades (compartilham textos, conhecimento, se engajam em discussões). 8. Colabora na construção do curso/conteúdo (THANASOULAS, 2000).

10.Qual foi o seu papel durante esse curso? 15.Você se sente confortável em dar sugestões aos colegas? E recebê- las? Justifique. 16.Você se sente confortável quando assume papel central no curso, quando é

convidado a

contribuir com suas impressões? Se sente confortável quando o professor assume um papel secundário?

2.Eu sempre preciso de alguma orientação para escrever textos em inglês (abstracts/papers). 3.Eu consigo me autoavaliar e avaliar meu progresso. 6. Eu me sinto confortável quando há oportunidade nas aulas para eu negociar atividades para irem ao encontro dos meus objetivos.

8. Eu gosto quando o professor elucida questões relacionadas ao desenvolvimento de habilidades que podem ajudar no aprendizado. Quadro 22: Subsídios para categoria 2: Redimensionamento de papéis: papel do professor e o papel do aprendiz.

Ao longo deste trabalho apresentamos discussões que problematizam o redimensionamento dos papéis de professores e aprendizes quando almeja-se fomentar a autonomia dos últimos. Com o objetivo de apresentar os dados que nos remetem a tal

97 Disponível no Apêndice A, p.214. 98 Disponível no Apêndice C, p.216. 99 Disponível no Apêndice D, p.218. 100 Disponível no Apêndice D, p.218.

121 discussão, apresentamos a seguir as respostas dos participantes com relação à sua compreensão sobre o papel do professor e sua responsabilidade.

Participante 10. Como interpreta o processo de ensino-aprendizagem:

a) Quem é o professor nesse processo?

10. Como interpreta o processo de ensino- aprendizagem:

b) Quais as responsabilidades do professor?

Lívia O professor é a pessoa que transmite as informações existentes de forma a possibilitar o maior aprendizado do aluno.

Passar o seu conhecimento da forma mais didática possível, estimulando o interesse do aluno.

Rafaela Acredito que tanto o [nome do professor] quanto os próprios alunos são professores, uma vez que cada um tem uma experiência e um saber a ser expresso, tornando possível que todos saiam das aulas com um novo aprendizado.

Transparecer confiança e preocupação com o aprendizado do aluno.

Fabiana É quem conduz o processo de ensino. Orientar os alunos, propor atividades para que os alunos aprendam.

Raquel É aquele que organiza, sintetiza e transmite e promove a troca de conhecimento e informação.

Estar atento na forma e conteúdo da informação. Estar atento à dinâmica da sala de aula (interesse e necessidades dos alunos).

Diana Facilitador. Oferecer os meios para aprendizagem.

Tatiana Alguém que pode prover oportunidade de aprendizagem.

Idem [a resposta da pergunta 10a] a. Mas dar

feedback imediato, apontando explicitamente os “acertos” e o que deve ser melhorado, e como ser melhorado.

Murilo Um colaborador. Ensinar, provocar, fazer pensar.

Talita Nome do professor. Orientar e esclarecer dúvidas dos alunos (desde que relacionados à matéria estudada).

Carolina Acho que neste processo deve existir uma troca entre professor e aluno de experiência e conhecimento.

Facilitar o aprendizado e trazer ferramentas para isso.

Álvaro Nome do professor. Tornar o conhecimento abordado tangível aos alunos. Criar mecanismo para que isso ocorra.

William Nome do professor. Apresentador de técnicas, corrigir erros.

Quadro 23: Percepção sobre o professor e suas responsabilidades no processo de ensino-aprendizagem. A intenção de perguntar aos participantes sobre o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem foi motivada pelo interesse em verificar traços de autonomia, visto que, o ensino para desenvolvimento da autonomia é aquele colaborativo, no qual professores e aprendizes negociam tarefas, atitudes e propósitos para a aprendizagem.

122 Benson e Voller (1997) afirmam que a troca de papéis no aprendizado autônomo está associada às trocas de distribuição de poder, e por essa razão compreendemos ser fundamental saber como o aprendiz vê o professor nesse processo. Além de ser caraterística de um aprendizado autônomo, o trabalho colaborativo também é pressuposto na metodologia de ensino de IPE. Nesse cenário, professores e alunos trabalham em parceria, principalmente porque são os aprendizes que reconhecem suas necessidades e os professores as analisam para então pensarem a melhor maneira de desenvolver um curso que vá ao encontro dos objetivos dos aprendizes.

Com base nas respostas dos participantes, verificamos dois tipos de compreensão sobre o papel e as responsabilidades do professor: i) o professor cujo papel é transmitir informações e apresentar técnicas, que chamaremos de professor tradicional (Lívia, Tatiana e William) e, ii) o professor que evidencia a troca de saberes e que provoca reflexão, que compreendemos ser o professor colaborador (Rafaela, Raquel, Murilo, Talita, Carolina e Álvaro). Apesar de Talita, Álvaro e William terem mencionado o nome do professor na resposta da pergunta 10a, com base na resposta da pergunta 10b, foi possível entender suas compreensões.

Verificamos que duas participantes não seguem o mesmo padrão de compreensão sobre papéis e responsabilidades de professores. Diana, por exemplo, afirma que o papel do professor é de um facilitador. Entretanto, ao descrever sua responsabilidade, a participante afirma ser oferecer meios para a aprendizagem. O mesmo observamos nas afirmações de Fabiana que confere ao professor o papel de conduzir o ensino, mas sua responsabilidade sendo orientar os alunos, propor atividades para que os alunos

aprendam. Compreendemos que quando Fabiana afirma que o professor conduz o ensino e Diana compreende que o professor oferece meios para aprendizagem, elas estão sobrepondo o papel do professor no processo, sem considerar o aprendiz e seu papel. Todavia, Diana define o papel do professor como de um facilitador e Fabiana afirma que sua responsabilidade é de orientar os alunos. Essas afirmações nos permitem compreender a inclusão do aprendiz no processo de ensino-aprendizagem.

Nesta parte, trazemos essa reflexão não com a intenção de expor a compreensão das participantes afirmando haver algum equívoco. Pensamos que tais compreensões evidenciam a necessidade de incluir discussões acerca dos papéis de professores e aprendizes no processo de ensino-aprendizagem, pois esses podem não estar claros para eles. Benson e Voller (1997) afirmam que quando o objetivo é o desenvolvimento da autonomia do aprendiz, professores e aprendizes precisam saber quem são, o que podem

123 esperar um do outro e saber quais suas respectivas atitudes. Discutiremos mais adiante a importância do redimensionamento dos papéis de professores e aprendizes e suas responsabilidades.

A respeito do que compreendemos ser a visão de um professor tradicional, pensamos na discussão de Freire (1987) sobre a educação bancária, na qual o professor é o depositante e o aprendiz o depositário. Nesse modelo de educação o saber é uma doação

dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber (FREIRE, 1987, p.33) e, portanto, o aprendizado só ocorre a partir do professor, sendo ele o protagonista da educação.

Quando consideramos a Abordagem Comunicativa de ensino de línguas, o aprendiz é quem passa a assumir essa centralidade no processo de ensino-aprendizagem, e uma das prerrogativas para tal centralidade é o desenvolvimento da sua autonomia. Todavia, conforme indica Little (1991), o fomento da autonomia do aprendiz depende da iniciativa do professor e, portanto, de uma mudança de atitudes dele. A nosso ver, é uma relação simbiótica, pois consideramos que o desenvolvimento da autonomia do aprendiz depende das atitudes do professor e o professor, por sua vez, precisa que o aprendiz assuma maiores responsabilidades para que possa agir de modo a contribuir com o fomento da sua autonomia.

Uma das principais mudanças é o professor desvencilhar-se do seu papel tradicional e assumir um papel de colaborador. Verificamos que os participantes Rafaela, Murilo, Raquel, Talita, Carolina e Álvaro conferem ao professor uma posição menos centralizada e, atribuem maiores responsabilidades aos aprendizes no processo de ensino- aprendizado: Raquel define que o professor é aquele que promove a troca de

conhecimento e informação; Murilo o define como colaborador e compreende suas responsabilidades como de quem estimula a reflexão (ensinar, provocar, fazer pensar); para Talita o professor tem como responsabilidade orientar o aprendiz; Álvaro enfatiza a importância do professor considerar quem é seu aluno (tornar o conhecimento abordado

tangível aos alunos) e Rafaela e Carolina ressaltam o trabalho colaborativo entre professores e alunos ao definirem o papel do professor.

Paulo Freire, em sua obra Pedagogia da Autonomia – Saberes necessários à prática educativa (2015), faz asserções sobre a relação entre ensinar e aprender que julgamos conveniente apresentar. Em um mesmo trecho o autor afirma que: i) ensinar

não é transferir conhecimento, nem conteúdos, ii) não há docência sem discência e iii)

quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender (FREIRE, 2015, p. 25). Compreendemos que esses trechos advogam a favor do ensino colaborativo e

124 entendemos que o desenvolvimento da autonomia do aprendiz é o caminho para que tal prática se efetive.

Todavia, sabemos que o trabalho colaborativo exige maior comprometimento e responsabilidades por parte dos aprendizes e, tais comportamentos não ocorrem instantaneamente, conforme afirmam Scharle e Szabó (2000). As autoras ressaltam que assumir responsabilidades é um processo gradual e entendemos que o professor assume papel importante nesse processo, visto que precisa assumir funções de colaborador ou facilitador. Nesse sentido as pesquisadoras propõem um quadro que ilustra os dois extremos das atitudes do professor e convidam professores a encontrarem sua atitude entre esses extremos.

Atitude tradicional Atitude focada na centralidade do aprendiz Eu tenho todas as informações. O conteúdo programático, as avaliações e as

informações estão aqui para serem compartilhadas. Meu trabalho é transmitir conhecimento para você. Eu não sou a fonte de todo o conhecimento. Eu sou responsável pelo seu aprendizado. Você é responsável pelo seu aprendizado.

É meu trabalho garantir que você estude. Estou aqui para facilitar seu aprendizado oferecendo suporte e recursos.

Sendo um adulto e um profissional, eu tenho o conhecimento que garante fazer as escolhas corretas para seu aprendizado

Eu acredito que você deseja aprender e vai assumir responsabilidades pelo seu aprendizado.

Quadro 24: Atitudes de professores (Adaptado de SCHARLE e SZABÓ, 2000, p. 6).

Verificamos que as atitudes de um professor cujo foco é centralizar o aprendiz no processo de aprendizagem indicam redimensionamento do seu papel, visto que ele deixa de centralizar decisões e passa a atuar como orientador. Little (1991) afirma ser uma interpretação equivocada associar o aprendizado autônomo à exclusão do professor no processo de aprendizagem. Reinders e Balcikali (2011) reiteram que para se tornarem autônomos, os aprendizes precisam de orientação e os professores podem ser grandes colaboradores nesse processo.

Com base nos dados que apresentamos na sequência, podemos observar que todos os participantes demonstram satisfação quando o professor elucida questões que podem orientar o aprendizado:

125 Participante Afirmação 7: Eu gosto quando o professor elucida questões relacionadas ao

desenvolvimento de habilidades que podem ajudar no aprendizado.

Lívia Eu concordo. Assim, essa questão no desenvolvimento das habilidades está relacionado a o que os professores da pós fazem, de deixar você correr atrás, explicar, de você ser mais o foco, mas é um negócio meio assim, eu sinto que eles não dão sugestões. Eles falam que você tem que se virar, aí você que vai percebendo ao longo das suas apresentações a sua evolução, você vai vendo no que você pode melhorar. Eu acho que assim, ele te dá oportunidade pra você desenvolver, mas ele não vai dar dicas, coisas prontas. (Pesquisadora: E você gosta disso?) É, eu acho assim, o outro jeito é mais fácil,

mas se for pensar no futuro, acho que é o jeito que deve ser mesmo, porque a gente acaba aprendendo e se virando. Você tem que fazer e você vai lá e faz.

Rafaela Sim! Eu gosto que o professor mostre. Às vezes se derem um texto escrito a gente pode interpretar de uma forma que não era a que o professor, não era o objetivo que o professor queria atingir, então acho interessante ele explicar pra gente, trazer isso pro nosso objetivo.

Fabiana Eu gosto e acho que o professor fez muito isso. Ele comentava coisas sobre a estrutura da língua, palavras específicas, eu gostei bastante disso. Achei bem legal. Foi ótimo e produtivo pra mim.

Raquel Ah, sim! Acho que sim! (Pesquisadora explica) Tem que ficar atento, não tem como

abordar todas as áreas, é impossível, né? E nem é esse caminho.

Diana Sim.

Tatiana Claro! Já expliquei!

Murilo Sim, é bom sim. Concordo.

Talita Concordo totalmente e acho que é nisso o centro de todo o curso... essa elucidação de questões direcionadas ao desenvolvimento das habilidades. Acho que todos nós de certa forma estávamos lá pra fazer.

Carolina Sim, concordo. Porque ajuda como um todo, o inglês não só pra escrita, mas ajuda pra vida, né? Acho que isso é importante.

Álvaro Concordo. Essa elucidação é importante para o aprendizado porque é bom saber que essas coisas passam uma certa confiança, e uma certa busca por responder outras questões.

William Ah, esse é o Santo Graal, né? Eu concordo muito, eu adoro quando o professor dá uma dica. Tem coisas que a gente enxerga só no preto e branco e vem alguém que bota uma corzinha e você fala, gente que bonito! Acho muito legal quando a pessoa pode realmente contribuir com algo a mais do que o pontual.

Quadro 25: O professor como orientador para o desenvolvimento de habilidades.

Verificamos que a orientação é desejada pelos participantes e alguns deles ressaltam entender que eles devem assumir responsabilidades com o desenvolvimento de habilidades após essa orientação:

Raquel: Tem que ficar atento, não tem como abordar todas as áreas, é impossível, né? E nem é esse caminho.

Álvaro: Essa elucidação é importante para o aprendizado porque é bom saber que essas coisas passam uma certa confiança, e uma certa busca por responder outras questões.

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Lívia: O outro jeito é mais fácil, mas se for pensar no futuro, acho que é o jeito que deve ser mesmo, porque a gente acaba aprendendo e se virando. Você tem que fazer e você vai lá e faz.

Entendemos que elucidar questões que podem desenvolver habilidades está relacionado a sensibilizar os aprendizes para refletirem sobre o processo de aprendizagem e repensarem atitudes que auxiliem o aprendizado. Scharle e Szabó (2000) ressaltam a importância de trazer rotinas ou hábitos relacionados à aprendizagem para o nível da consciência, além de propor atividades que permitam aos aprendizes descobrir novos aspectos sobre a aprendizagem.

A sensibilização em um curso de IPA, conforme discutido na categorização anterior, pode elucidar aspectos do gênero acadêmico que auxiliam tanto no desenvolvimento das habilidades, visto que apresenta o uso contextualizado da língua- alvo, quanto abarcam características necessárias para a produção adequada desses gêneros, o que Swales (2011) denomina mecanismos de intercomunicação. Ademais, o foco da sensibilização pode ser o desenvolvimento de estratégias de aprendizagem que auxiliem na reflexão do processo, de forma a promover oportunidades para o aprendizado da LI, fomentando a autonomia do aprendiz.

Sheerin (1997) enfatiza que promover a autonomia não é abandonar os aprendizes, principalmente porque não orientá-los pode prejudicar o desenvolvimento da aprendizagem, pois eles podem recorrer a atividades ou materiais que não os auxiliam. A orientação significa ampliar horizontes e os professores precisam estar preparados para auxiliar seus aprendizes não apenas no que diz respeito às necessidades linguísticas, mas é importante que eles saibam verificar a prontidão (readiness) de cada aprendiz para se tornarem autônomos. Entendemos que saber identificar essa prontidão é fundamental, uma vez que encontramos em uma sala de aula aprendizes que carregam experiências de aprendizado distintas, bem como compreendem o processo de aprendizagem cada um à sua maneira e, essa compreensão pode estar relacionada aos papéis que o aprendiz atribui a si mesmo e ao professor, revelando maior ou menor dependência em sua figura.

A autora afirma que aprendizes precisam de orientação para que possam, então, fazer suas escolhas informadas. Apresentamos nos dados a seguir as percepções dos participantes com relação à necessidade de orientação.

127 Participante Afirmação 2:Eu preciso sempre de alguma orientação para escrever textos em

inglês (abstracts, papers, etc.)

Lívia Então, na verdade eu não concordo. Eu comecei a escrever meu texto em inglês sem orientação nenhuma. Agora meu orientador está corrigindo, me mostrando algumas coisas. Mas pra começar acho que não preciso, tive que fazer sozinha, acho que dá. Mas depois, pra correção, pra depois enviar, eu preciso de uma orientação, uma ajuda, uma revisão, mas pra começar não!

Rafaela É, eu preciso de um foco, alguém que me fale, vai por esse caminho, mas depois eu tento seguir sozinha. Mas eu acho interessante ter alguém que me oriente.

Fabiana Eu acho que nem consigo escrever textos em inglês. (...) Eu acho que não concordo, ou melhor, eu acho que não consigo escrever nem com orientação, entendeu?

(Pesquisadora: Mas o trabalho final você fez sozinha, não fez?) Ah tá! Eu preciso de

alguma orientação que eu busco em sites, por exemplo. Eu busco onde eu tenho, que é em sites. Eu tinha o professor, mas eu não tinha tempo hábil para isso porque eu deixei pra última hora. Agora, se for pra escrever um texto pra publicar em inglês que possa vir a ser publicado eu acho que não consigo, assim, só se for com o professor do meu lado.

Raquel Não, porque sou cara de pau! Gosto de receber depois: “Olha isso aqui não tá bom” “Ai que bom, agradeço a sugestão e vou acatar!”.

Diana Sim, eu preciso. Preciso de orientação em como fazer. Eu fico sempre insegura então eu gosto de, se possível, eu procuro eu compartilhar o que eu fiz com alguém que eu acho que pode contribuir e tal.

Tatiana Não sei se eu preciso sempre. Eu acho que é benéfico se você tiver alguma orientação, é aquela coisa né? “Ah! Eu preciso escrever! Ah, o que eu tenho que escrever?”. (...) Então acho que te ajuda, assim, porque acho que te direciona.

Murilo Se for na parte do inglês até que não. Mas se na parte técnica sim. Se for só relativo a inglês acho que não. Discordo. (Pesquisadora: Inglês acadêmico?) Sim.

Talita Eu discordo um pouquinho porque como eu já tinha feito alguns anos de escola de inglês eu já escrevi alguns textos em inglês sem orientação. E como tenho bastante acesso a mídia em inglês, basicamente filme, músicas internacionais que ouço e consigo entender então, pra redigir eu acho que ajuda bastante. Não preciso muito da orientação de um terceiro. Mas acho muito útil na hora de escrever algo mais formal, por exemplo, pra qual eu não tenho tanto vocabulário quanto o artigo científico.

Carolina Agora não, não preciso sempre. Às vezes eu preciso de ajuda depois que eu escrevo eu preciso da ajuda dos meus orientadores pra corrigir, mas sempre, não. Agora eu consigo ser um pouco mais independente.

Álvaro Concordo parcialmente, temporalmente. Na etapa inicial desse processo de escrita em LI acho que a referência, a orientação é importante. Não só importante, mas positiva, né? Acredito que com a prática, com o tempo, o indivíduo pode desenvolver seu jeito próprio, mais autêntico, adicionar essa criatividade nessa prática de escrever. (Pesquisadora: Você acha que está em que estágio?) Eu estou adquirindo essa

autonomia aos poucos. Nesse momento, agora, eu consigo fazer alguma coisa sem precisar de uma referência. Não abandono completamente essa orientação, apesar de que isso não deve ser mandatório abandonar de todo a referência dessa orientação, mas acho que tô conseguindo desenvolver um jeito mais próprio de escrever.

William Nesse caso aqui, orientação de outra pessoa ou outros exemplos, por exemplo eu utilizei os próprios textos de referência pra escrever meu artigo, então se for de uma pessoa, não. Mas orientação, independente se for de uma pessoa, de um texto, da internet, eu acho que a pessoa sempre precisa. Até na língua mãe muitas vezes a gente se perde, enfim, eu concordo.

Quadro 26: Necessidade de orientação para redação de textos acadêmicos.