01 balança mecânica antropométrica adulto da marca Welmy, com sensibilidade de 100g, para aferição da massa corporal e 01 estadiômetro, com escala de 0,1 cm; para a determinação da estatura; ambos para o cálculo do índice de massa corpórea (IMC).
02 tripés da marca Greika, modelo WT 3730, para suporte das máquinas fotográficas digitais.
02 fios de prumo, demarcados com 03 bolas de isopor de 15 mm de diâmetro e afastamento de 50 cm entre cada uma delas, para calibração das imagens da avaliação postural.
folhas de papel A3, de dimensões 297 x 420 mm, caneta hidrográfica para demarcação da posição dos pés e fita adesiva dupla face, para manter a posição do papel durante a aquisição das fotografias.
bolas de isopor de 15 mm de diâmetro e fita dupla-face para demarcação dos pontos anatômicos.
3.4 CONTROLE
Com a finalidade de assegurar a qualidade do estudo, foram controlados os seguintes aspectos:
3.4.1 Local
Todas as etapas das coletas (ficha cadastral, aplicação do RDC/TMD, controle postural) foram realizadas nas instituições ACIC e AJIDEVI, nas cidades de Florianópolis e Joinville, respectivamente, com agendamento prévio, a fim de manter o ambiente conhecido pelos sujeitos participantes. Após, os dados foram analisados no Laboratório de Instrumentação (LABIN) da UDESC, na cidade de Florianópolis/SC.
3.4.2 Método
O pesquisador preencheu a ficha cadastral, inicialmente por meio dos prontuários e em seguida pelo questionamento direto aos participantes do estudo. Neste momento, o protocolo RDC/TMD foi preenchido, em modo de formulário. A partir da coleta dos dados antropométricos, calculou-se o IMC (kg/m2) e sua classificação ocorreu conforme recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2009), podendo-se classificar o mesmo, em: magreza (<18,5), normalidade (entre 18,5 e 24,9), sobrepeso (entre 25,0 e 29,9), obesidade (entre 30,0 e 39,9) e obesidade mórbida (>40,0).
A postura corporal foi avaliada tendo como referências as linhas padrão definidas por Kendall, McCreary e Provance (1995) e Spinasanta e Maurer (2001), por meio da utilização do
software de avaliação postural SAPO® que expressa as distâncias dos segmentos corporais à
linha média do corpo ou valores angulares entre pontos anatômicos, no sistema internacional (SI) de medidas. Para a presente pesquisa, todas as medidas posturais foram angulares, para não comprometer os dados por diferenças antropométricas, devido ao posicionamento do fio de prumo e/ou por existirem rotações corporais associadas. O critério de marcação dos pontos anatômicos de interesse foram realizadas por meio da palpação, segundo o tutorial do software. Os pontos são especificados abaixo:
Vista anterior (PA) 1. Glabela 2. Trago direito 3. Trago esquerdo 4. Mento 5. Acrômio direito 6. Acrômio esquerdo 7. Manúbrio do esterno
8. Espinha ilíaca ântero-superior direita 9. Espinha ilíaca ântero-superior esquerda 10. Trocânter maior do fêmur direito 11. Trocânter maior do fêmur esquerdo 12. Linha articular do joelho direito 13. Ponto medial da patela direita 14. Tuberosidade da tíbia direita 15. Linha articular do joelho esquerdo 16. Ponto medial da patela esquerda 17. Tuberosidade da tíbia esquerda 18. Maléolo lateral direito
19. Maléolo medial direito
20. Ponto entre o 2º e 3º metatarso direito 21. Maléolo lateral esquerdo
22. Maléolo medial esquerdo
23. Ponto entre o 2º e 3º metatarso esquerdo Vista lateral direita (LD)
1. Glabela 2. Trago direito 3. Mento 4. Manúbrio do esterno 5. Acrômio direito 6. Processo espinhoso de C7 7. Processo espinhoso de T1 8. Processo espinhoso de T3 9. Processo espinhoso de T5 10. Processo espinhoso de T7 11. Processo espinhoso de T9 12. Processo espinhoso de T11 13. Processo espinhoso de T12 14. Processo espinhoso de L1 15. Processo espinhoso de L3
16. Processo espinhoso de L4 17. Processo espinhoso de L5 18. Processo espinhoso de S1
19. Espinha ilíaca ântero-superior direita 20. Espinha ilíaca póstero-superior direita 21. Trocânter maior do fêmur direito 22. Ponto medial da patela direita 23. Linha articular do joelho direito 24. Tuberosidade da tíbia
25. Ponto sobre o tendão do calcâneo na altura média dos dois maléolos 26. Calcâneo direito
27. Maléolo lateral direito
28. Ponto entre a cabeça do 2º e 3º metatarso direito
Vista lateral esquerda (LE) 1. Glabela 2. Trago esquerdo 3. Mento 4. Manúbrio do esterno 5. Acrômio esquerdo 6. Processo espinhoso de C7 7. Processo espinhoso de T1 8. Processo espinhoso de T3 9. Processo espinhoso de T5 10. Processo espinhoso de T7 11. Processo espinhoso de T9 12. Processo espinhoso de T11 13. Processo espinhoso de T12 14. Processo espinhoso de L1 15. Processo espinhoso de L3 16. Processo espinhoso de L4 17. Processo espinhoso de L5 18. Processo espinhoso de S1
19. Espinha ilíaca ântero-superior esquerda 20. Espinha ilíaca póstero-superior esquerda 21. Trocânter maior do fêmur esquerdo 22. Linha articular do joelho esquerdo 23. Ponto medial da patela esquerda 24. Tuberosidade da tíbia
25. Ponto sobre o tendão do calcâneo na altura média dos dois maléolos 26. Calcâneo esquerdo
27. Maléolo lateral esquerdo
28. Ponto entre a cabeça do 2º e 3º metatarso esquerdo Vista posterior (PP)
1. Trago direito 2. Trago esquerdo 3. Acrômio direito 4. Acrômio esquerdo
5. Espinha ilíaca póstero-superior direita 6. Espinha ilíaca póstero-superior esquerda 7. Processo espinhoso de C7
9. Processo espinhoso de T3 10. Processo espinhoso de T5 11. Processo espinhoso de T7 12. Processo espinhoso de T9 13. Processo espinhoso de T11 14. Processo espinhoso de T12 15. Processo espinhoso de L1 16. Processo espinhoso de L3 17. Processo espinhoso de L4 18. Processo espinhoso de L5 19. Processo espinhoso de S1 20. Trocânter maior do fêmur direito 21. Trocânter maior do fêmur esquerdo 22. Linha articular do joelho direito 23. Linha articular do joelho esquerdo 24. Maléolo lateral direito
25. Maléolo medial direito 26. Calcâneo direito 27. Maléolo lateral esquerdo 28. Maléolo medial esquerdo 29. Calcâneo esquerdo
Ferreira (2005) também descreve e analisa os ângulos que podem ser medidos pelo
software SAPO®. Em nosso estudo, os ângulos medidos são descritos abaixo. Na vista anterior
(VA), tem-se as avaliações:
Tabela 05: Medidas na vista anterior
V IS T A A N T E R IO R MEDIDA AVALIAÇÃO
1. Ângulo tragus/horizontal Alinhamento horizontal da cabeça (inclinação)
2. Ângulo acrômios/horizontal Alinhamento horizontal dos acrômios (inclinação superior do tronco) 3. Ângulo espinhas ilíacas ântero-superiores
(EIAS)/ horizontal Alinhamento horizontal das EIAS (inclinação lateral da pelve) 4. Ângulo entre os dois acrômios e as duas EIAS Alinhamento horizontal do tronco (relação
acrômios x EIAS) 5. Ângulo entre o trocânter maior do fêmur / linha
articular do joelho/maléolo lateral direito Ângulo frontal do membro inferior direito 6. Ângulo entre o trocânter maior do fêmur / linha
articular do joelho/maléolo lateral esquerdo
Ângulo frontal do membro inferior esquerdo 7. Ângulo entre os trocânteres maiores dos fêmures
direito e esquerdo / horizontal Assimetria no comprimento dos membros inferiores 8. Ângulo entre eixo femoral e tuberosidade da
tíbia (centro da patela) direita
Ângulo Q direito 9. Ângulo entre eixo femoral e tuberosidade da
Nas vistas laterais direita (VLD) e esquerda (VLE), tem-se:
Tabela 06: Medidas na vista lateral
V IS T A L A T E R A L MEDIDA AVALIAÇÃO
10. Ângulo craniovertebral* Alinhamento horizontal da cabeça (flexão / extensão)
11. Ângulo acrômio/trocânter maior do fêmur/vertical
Alinhamento vertical do tronco (inclinação ântero-posterior ou flexão e extensão) 12. Ângulo espinha ilíaca ântero-superior /
trocânter maior do fêmur / linha articular do joelho Ângulo do quadril
13. Ângulo acrômio/ maléolo / vertical Alinhamento vertical do corpo 14. Ângulo EIAS / EIPS / horizontal Alinhamento horizontal da pelve 15. Ângulo trocânter/linha articular do
joelho/maléolo lateral Ângulo do joelho (flexão / extensão) 16. Ângulo linha articular do joelho/maléolo
lateral/ponto entre 2º e 3º metatarsos
Ângulo do tornozelo (flexão dorsal / plantar) * Ângulo craniovertebral: será utilizado o método proposto por Augustin et al. (2003) e Yip et al. (2007), o qual usa as medidas de posição do trago e da sétima vértebra cervical (C7) em relação à horizontal, traçando retas que se cruzam e formam o ângulo mencionado (figura abaixo).
Figura 12: Ângulo craniovertebral. Fonte: Augustin et al. (2003)
As medidas que possuem em comum a mesma avaliação, porém em hemicorpos diferentes (laterais direita e esquerda), serão resumidas em uma nova medida, cujo valor corresponderá à média aritmética das mesmas.
As dores orofaciais, especificamente as DTMs são avaliadas por meio do protocolo RDC/TMD (questionário e exame físico), verificando os sinais e sintomas dolorosos nas regiões músculo-articulares e a mobilidade da mandíbula. A categorização da mesma foi exposta no capítulo 1, no item definição de variáveis.
Finalmente, os dados de equilíbrio são coletados sobre a plataforma de força por 20 segundos, em uma aquisição, pois, conforme definem de Le Clair e Riach (1996), uma única aquisição é suficiente; e 10 segundos é o tempo mínimo para se obter medidas confiáveis: assim, optou-se pelo dobro do período sugerido, no qual estes autores acreditam ser a confiabilidade máxima das medidas (entre 20 e 30 segundos). Freitas e Duarte (2006) citam que, devido aos ruídos, as freqüências de 100 Hz são as mais comuns para aquisição destes dados, e a maioria das pesquisas a utiliza em pessoas sem deficiências. No entanto, devido à população do estudo ser deficiente visual, optou-se em uma freqüência de 1000 Hz para se ter maiores detalhes dos parâmetros relacionados ao CoP, sendo de interesse, os dados de amplitude de deslocamento AP e ML, e área total do mesmo.