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Skatte­ og avgiftsendringer som kan fremme verdiskaping

7 God nok tilgang til kompetanse og

5. utvikle et offentlig rammeverk som stimulerer innovasjon og digitalisering

7.4 Skatte­ og avgiftsendringer som kan fremme verdiskaping

Tendo como base o trabalho desenvolvido, pode verificar-se a existência de falhas no desempenho hidráulico da rede de distribuição de água de Reguengos de Monsaraz, no que diz respeito aos parâmetros de pressão, velocidade de escoamento e também de caudal. O presente trabalho tem em atenção a verificação, no âmbito do trabalho desempenhado enquanto gestor da rede de abastecimento de água dentro da entidade gestora, de questões fundamentais no atual desenho e desempenho que uma rede de distribuição água para consumo público deve ter. Nomeadamente, a manutenção para a simultaneidade de tipos de usos, sempre com o objetivo do garante da qualidade hidráulica do sistema, e a qualidade da água distribuída, dentro de balizas aceitáveis de qualidade. O desempenho hidráulico exposto abrange um período de recolha de dados entre os meses de maio e junho, mais concretamente entre 4 de maio e 23 de junho de 2018. Durante este período os consumos medidos não tiveram grande variação entre consumos nos dias úteis e nos de fim de semana, 1271.45 m3/dia vs. 1178.85 m3/dia, tendo sido também verificado.

Observou-se um início mais tardio dos picos de consumo ao fim de semana, com transposição de uma a duas horas em relação à semana. Por este motivo, somente foi considerado estabelecer-se um padrão global de consumo semanal, sendo posteriormente formados quatro tipos de padrões de consumo de acordo com o tipo de atividade ou usos. Foram criados os padrões de consumo doméstico, industrial, grande consumidor e parque da cidade (espaço verde lúdico da cidade). Para a distribuição de consumos nos nós da rede de distribuição, e para capacitar o modelo para uma representação o mais real possível do comportamento hidráulico, foram tidos em conta os consumos do grande consumidor CARMIM (2.32 l/s), do matadouro (0.82 l/s), do parque da cidade (0.50 l/s), através dos dados de faturação do município, com a definição de consumos nos respetivos nós. Para maior exatidão dos consumos introduzidos nos nós do modelo, por áreas (por exemplo habitação, indústria), e tendo por base a faturação da EG a algumas indústrias e a efetuada a média de consumos, de faturação da EG, de 29 habitações para caraterizar os consumos em bairros residenciais, estabeleceram-se os consumos domésticos por habitação (0.004 l/s) e por indústria (0.01 l/s; indústria tipo de Reguengos de Monsaraz). A estes foram somados os 1.80 l/s que são aduzidos por esta rede para a localidade de Perolivas, tendo por base os dados de uma campanha de deteção ativa de perdas de água realizada em Perolivas. Para melhor perceção, foram analisados três cenários horários do comportamento hidráulico da rede que ajudam a interpretar o comportamento da rede durante as 24 horas: às

11:00, 17:00 e 23:00 respetivamente. Mediante os resultados observados através do modelo criado no EPANET 2.0 verificam-se à saída dos reservatórios, nomeadamente nos períodos de maior consumo, velocidades de escoamento elevadas nas condutas, com valores de 1.0 m/s para o troço de conduta 01a, 0.12 a 0.9 m/s para o troço de conduta 012, superiores a 1.4 m/s no troço de conduta 02000 e superior a 1.0 m/s para o troço de conduta 053. As perdas de carga situam- se entre 0.12 a 18 m/km, este último nos troços de condutas 02000 e 053.

Relativamente às pressões, e tendo em atenção as pressões mínimas estipuladas pelo Decreto Regulamentar nº23/95 de 23 de Agosto, pode observar-se que a rede de distribuição apresenta nos troços abastecidos pelo reservatório do Moinho de Vento, nos pontos mais elevados acima da cota 214 m, pressões abaixo dos 1.40 bar, tendo em algumas zonas da Aldeia de Cima pressões abaixo de 1.00 bar. Nas áreas de predominância residencial desse mesmo setor, e onde a rede de abastecimento é mais antiga, as pressões mantiveram-se entre os 1.40 e os 2.00 bar. Somente nas zonas abastecidas pelo Moinho de Vento Elevado e Outeiro do Barro Velho, a rede que abastece a zona mais alta da cidade, se verificaram nos períodos de maior consumo pressões acima dos 3.00 bar, mas sempre inferiores a 4 bar. Nos períodos de consumos baixos e noturnos a rede de abastecimento responde de modo positivo nas zonas mais elevadas e na área consolidada entre os 2.0 e os 2.9 bar, e nos restantes nós entre os 3.10 e os 3.90 bar. Assim pode concluir-se que em relação à pressão, a rede estudada apresenta-se no geral dentro dos limites regulamentares, entre os 1.40 e os 6.0 bar, com a exceção das zonas mais elevadas dos troços mais antigos da rede. Este parâmetro é de extrema importância, pois como cerca de 35% da rede de distribuição de água é composta por condutas em fibrocimento com mais de 50 anos e a maioria da restante rede tem mais de 30 anos, a susceptibilidade das mesmas a perdas de água aumenta, pelo que uma grande variação de pressões ao longo do dia assim como pressões demasiado elevadas podem fazer aumentar as perdas reais de água. Para melhor entendimento dos resultados podem ser analisadas as seguintes plantas anexas: A.1, A.2, A.4 e A.5.

Para as velocidades de escoamento nos troços de conduta, e nos períodos de maior consumo, as velocidades encontram-se entre os 1.10 e 1.30 m/s, por exemplo nos troços de conduta 0370, 02003, 02099, 02140, 02317, 02403 e 02720, sendo estes os troços de conduta de início da rede, junto aos reservatórios, ou troços que pela sua localização e devido a questões altimétricas e de

desenho hidráulico preferencialmente encaminham maiores volumes de água para zonas mais elevadas, ou para a zona onde se encontra o grande consumidor CARMIM. Ainda assim, a maior parte das condutas apresentam velocidades de escoamento abaixo dos 0.10 m/s, com uma grande incidência de velocidades abaixo dos 0.05 m/s. Nos períodos de menor consumo esta tendência agrava-se bastante com mais de 90% da rede com velocidades abaixo dos 0.05 m/s, por exemplo os troços de condutas 0519, 02003, 02165 e 02499, bem abaixo do recomendado, e os restantes troços entre os 0.10 e os 0.30 m/s, por exemplo os troços de condutas 06, 0637, 0102, 0109, 02118a, 02223, 02407 e 02689. A velocidade de escoamento tem influência direta da pressão, no entanto a maior preocupação com este fator tem a ver com os tempos de residência da água na rede e a deterioração da qualidade da água fornecida à população. Este estudo não incidiu nos parâmetros de qualidade, pelo que os resultados apenas apontam uma tendência. Para a verificação da qualidade da água, será importante estudar posteriormente os teores de cloro na rede, o seu decaimento e o tempo de transporte da água na mesma. Ainda assim, analisados os dados da velocidade de escoamento juntamente com os dados observados aquando trabalhos de manutenção da rede e os valores de cloro residual observados pelo plano de controlo operacional da qualidade da água (PCQA), exigidos pela entidade reguladora, pode projetar-se uma elevada quantidade de troços de condutas com biofilme nas suas paredes, devido ao elevado tempo de percurso da água na rede. Para melhor entendimento dos resultados podem ser analisadas as seguintes plantas anexas: A.1, A.3, A.4 e A.6.

Relativamente aos testes preliminares 1 e 2, pode concluir-se que ambos são exequíveis e trazem melhorias substanciais em duas vertentes: uma operacional e outra de serviço. Em termos operacionais o teste 2 proporcionará a efetividade de um perfeito controlo ativo de perdas de água e com isso a melhoria da eficiência da rede, isto com perdas de pressão de serviço, na área mais desfavorável, inferiores a 0.3 bar. O teste 1 mostra que com uma intervenção um pouco mais profunda se conseguem melhorar bastante as pressões de serviço nos pontos elevados da cidade, nos troços mais antigos, e na área circundante ao grande consumidor acabando com o impacto negativo da sua laboração na rede de distribuição de água. Em todos os casos, com todos os ensaios efetuados verifica-se que na zona dos Mendes a pressão é sempre muito elevada (5 bar em média). Para melhor entendimento dos resultados podem ser analisadas as seguintes plantas anexas: A.7 e A.8.

Por último, concluir que os pressupostos explanados nos objetivos foram cumpridos, nomeadamente a criação e calibração o modelo hidráulico da rede de distribuição de água da cidade de Reguengos de Monsaraz e a avaliação da rede, com o estudo de alternativas que visassem a melhoria da eficiência da rede, com boas pressões de serviço, através da criação de ZMC ou através da substituição de troços de condutas. Os dados extraídos e o conhecimento adquirido, da rede de distribuição de água de Reguengos de Monsaraz, tornam este estudo numa mais-valia para o autor e para a EG.

Como recomendações à entidade gestora Município de Reguengos de Monsaraz, e face aos resultados obtidos com base no modelo criado, e verificados através dos dois testes adicionais de operações simuladas após a calibração do modelo, sugestionam-se:

1. A alteração de alguns troços da rede, aumentando os seus diâmetros, de modo a diminuir a velocidade de escoamento, em troços muito específicos como por exemplo na Rua Conde de Monsaraz, Praça de Santo António e Rua de Lisboa, e melhorar a pressão de serviço em determinadas zonas da cidade;

2. A alteração do ponto de fornecimento de água da Aldeia de Cima ligando do atual reservatório do Moinho de Vento para o reservatório do Outeiro do Barro. Esta intervenção de pequena dimensão, e com custos relativamente baixos, proporciona o aumento da pressão na Aldeia de Cima, com benefícios na qualidade dos serviços imediatos;

3. A alteração de alguns troços da rede, aumentando os seus diâmetros, de modo a diminuir a velocidade de escoamento dando resposta à zona preferencial de adução de água ao grande consumidor e respetiva zona residencial envolvente, diminuindo os impactos negativos da laboração desta indústria na rede de distribuição de água e respondendo positivamente às reclamações efetuadas pelos residentes na área de influência do grande consumidor;

4. Um eficaz serviço de controlo ativo de perdas através da criação de ZMC;

5. A colocação de uma válvula redutora de pressão após o nó 0719 para garantir pressões na Zona dos Mendes dentro dos 3.00 bar;

6. Criação de um plano de descargas programadas de modo a diminuir o tempo de permanência de água na rede;

7. Com base no modelo elaborado em EPANET 2.0, elaboração da modelação da qualidade da água (decaimento de cloro) na rede.

Por último deve ainda ser referido que a utilização do modelo de simulação EPANET 2.0 se revelou ser bastante prático, permitindo uma avaliação correta da rede de distribuição de água na sua vertente hidráulica, sendo um software altamente eficaz com distribuição gratuita. O presente trabalho reforça a importância para as EG, dos cadastros georreferenciados das infraestruturas de abastecimento, mas também de saneamento, com toda a informação disponibilizada. Neste caso particular, o projeto SIGREDES gerido pela CIMAC, foi essencial para a realização deste estudo, assim como de futuros estudos que se queiram efetuar no Alentejo Central e que visem a melhoria de eficiências das redes de abastecimento de água.

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