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SJØMATKLYNGENS VURDERING AV UTVIKLINGEN I SJØMATRELATERT VOGNTOGTRAFIKK PÅ SENJA I PERIODEN 2012 – 2017

Até o mês de setembro de 2011, o monitoramento ambiental foi realizado pelo próprio autor da pesquisa. Porém, a partir do citado mês, em função de questões profissionais e de mudança domiciliar do autor, a metodologia da pesquisa envolvendo o monitoramento ambiental foi modificada.

Inicialmente, oito propriedades foram visitadas pelo autor da pesquisa no mês de outubro/2011, com o intuito de avaliar possíveis agentes ambientais em potencial. As propriedades visitadas foram as glebas 08, 09, 16, 25, 38, 39, 45 e 68, sendo que em algumas delas encontravam-se alguns dos piezômetros instalados para a pesquisa e que, exceto a gleba n.68, todas as demais estavam localizadas na porção oeste da comunidade, área mais densamente povoada. Ainda na primeira etapa da seleção, foram utilizados informações já previamente obtidas no formulário de coleta de dados em campo e, juntamente com uma entrevista oral, foi traçado o perfil dos 8 candidatos que, no primeiro momento, prontamente se interessam em colaborar com o monitoramento voluntário.

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Na ocasião, após uma contextualização dos objetivos da pesquisa e da importância do trabalho do agente ambiental voluntário na coleta de dados, foi salientado que não haveria nenhuma espécie de remuneração para aqueles proprietários. Essas informações seriam traduzidas em informações técnico-científicas para socialização na comunidade local, traduzindo em melhorias no trato com as atividades do uso do solo.

A etapa seguinte consistiu na efetiva seleção de 03 proprietários voluntários, sendo que um ficou responsável em coletar dados relativos aos parâmetros meteorológicos, temperatura e precipitação, enquanto os outros dois ficaram responsáveis pelo monitoramento das réguas linimétricas. Os critérios para a seleção dos agentes ambientais voluntários foram: interesse em participar da pesquisa, residência permanente na localidade, tempo de residência, ocupação profissional, a condição de posse da propriedade e, por fim, se haviam acompanhado o último corte raso da floresta de eucalipto no ano de 2006.

Os critérios que mais influenciaram na escolha dos voluntários foram a permanência continuada na comunidade e a ocupação profissional compatível com tempo necessário para o monitoramento. Quanto ao critério “residência permanente na comunidade”, metade dos pré-selecionados para a tarefa possuíam residência fixa em outras localidades, principalmente na cidade de Ipatinga, enquanto os outros mantinham residência no povoado do Brejão (Tabela 4.3). Assim, foi dada a preferência para aqueles que permaneciam no povoado diariamente e que residiam na localidade por mais tempo, pois, já estavam mais familiarizados com o peculiar ambiente.

O condicionante “ocupação profissional” também foi decisivo, pois aqueles proprietários pré-selecionados que exerciam atividade remunerada em outras localidades teoricamente não teriam tanto afinco com a proposta de monitoramento, principalmente os que trabalhavam em horários diversos (os chamados “turnos”) como é costumeiro em uma sociedade tipicamente industrial como no Vale do Aço e, nesta situação, dois proprietários se enquadravam. Os aposentados, principalmente os agricultores comodatários que ocupavam a terra há mais tempo e que vivenciaram diversos ciclos de cultivo e colheita do eucalipto no povoado se mostraram voluntários com bom potencial.

Após a análise final, ainda no mês de outubro de 2011, foram definidos os três moradores da localidade para participar da pesquisa como agentes ambientais voluntários e, desde então, um piezômetro (PM02), os instrumentos meteorológicos e as

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réguas linimétricas foram monitorados por agentes ambientais voluntários (AAV). O proprietário da gleba 09, o da gleba 38 e o da gleba 45 foram os selecionados.

O processo de definição no monitoramento ocorreu de forma individualizada com cada monitor. Foi feita esta opção, pois agendar um horário único para que todos os envolvidos no monitoramento ambiental fossem capacitados era inviável. Os três agentes de monitoramento ambiental receberam treinamento, sendo: 01 responsável pelo monitoramento do PM02 e pelos dados meteorológicos; e 02 foram responsáveis pela coleta de dados das réguas linimétricas. Com o treinamento de modo individualizado, o AAV pôde demonstrar suas dúvidas e dificuldades que foram encontrados ao longo início do monitoramento. Ainda, durante o treinamento, o monitor dos piezômetros recebeu uma pasta com materiais relativos à pesquisa contendo um “freatímetro”, uma caneta, fichas para anotação dos dados e um tutorial com a demonstração do passo a passo do monitoramento (Apêndices B e C).

Aos poucos, os voluntários foram se familiarizando com o equipamento utilizado e com a planilha onde os dados coletados eram anotados. O agente responsável pelo monitoramento da pluviosidade recebeu uma proveta graduada e planilha para registro dos dados coletados (figura 4.7a). Já os agentes responsáveis pelo monitoramento das réguas linimétricas foram capacitados pelo autor da pesquisa em duas ocasiões, nos dias 19-10-2011 e 16-11-2011 (figura 4.7b). As leituras deveriam ser realizadas pelos voluntários das réguas linimétricas semanalmente em horários pré- estabelecidos. Ficou acertado com os AAV’s que a leitura aconteceria em dias de domingo, sempre no período da manhã para não comprometer os afazeres cotidianos da propriedade, apesar do pouco tempo que o voluntário teria que desprender para realizar a atividade de monitoramento.

Já o piezômetro instalado na gleba n.45 teria suas condições freáticas monitoradas quinzenalmente e as leituras dos instrumentos meteorológicos, que também estavam sob a responsabilidade do mesmo proprietário, seriam efetuadas de acordo com a seguinte recomendação: o termômetro de máxima e de mínima seria checado diariamente nos horários sinóticos (09:00, 15:00 e 21:00) conforme é preconizado pela Organização Meteorológica Mundial e o pluviômetro teria sua leitura sempre que houvesse um evento chuvoso. Embora as orientações e o conhecimento adquirido por parte dos selecionados para o monitoramento, não se podia exigir perfeição absoluta na execução destas tarefas o que contribuiu para o surgimento de alguns imprevistos que influenciaram na coleta de dados.

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Tabela 4.3 - Informações sobre a seleção dos agentes ambientais voluntários.

NÚMERO GLEBA FAIXA ETÁRIA VOLUNTÁRIO ESCOLARIDADE VOLUNTÁRIO OCUPAÇÃO PERMANÊNCIA NA PROPRIEDADE CONDIÇÃO DE POSSE DA PROPRIEDADE TEMPO DE AQUISIÇÃO PROPRIEDADE ACOMPANHOU O CORTE EUCALIPTO EM 2006?

08 De 36 a 50 anos EM Completo Industriário Diária Contrato Compra e venda Até 03 anos Não

09 Acima de 50 anos EF Incompleto Aposentado Agricultor Diária Comodatário Cenibra Mais de 10 anos Sim

16 Acima de 50 anos EF Incompleto Eletricista Fim de semana Contrato Compra e venda Mais de 10 anos Sim

25 Acima de 50 anos EM Completo Aposentado Fim de semana Contrato Compra e venda De 06 a 09 anos Sim

38 Acima de 50 anos EF Incompleto Aposentado Agricultor Fim de semana Comodatário Cenibra Mais de 10 anos Sim

39 Acima de 50 anos EF Incompleto Aposentado Diária Comodatário Cenibra Mais de 10 anos Sim

45 De 36 a 50 anos Graduação Professor Diária Contrato Compra e venda De 06 a 09 anos Sim

68 De 36 a 50 anos EM Completo Mecânico Fim de semana Contrato Compra e venda Até 03 anos Não

EM= Ensino Médio EF= Ensino Fundamental

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a

b

c

Figura 4.7 - Fotos ilustrativas do treinamento dos agentes ambientais voluntários (a) Treinamento para a leitura do pluviômetro e do piezômetro e registro dos dados; (c) Treinamento para a leitura das réguas linimétricas. (Acervo fotográfico do autor)

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RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.2 MONITORAMENTO CLIMATOLÓGICO