4. Results and discussion
4.2 Initial distribution system
4.2.4 Sizing of the hot water storage system
De acordo com Kenski (2013, p. 91), “AVA é o acrônimo de ambiente virtual de aprendizagem. É um dos nomes com que os softwares utilizados para o ensino na modalidade EAD são denominados. Outra denominação de amplo uso é LMS, do inglês Learning Management System”.
Um AVA, para Santos (2006, p. 18) “é um sistema informatizado, projetado para promover interação entre professores, alunos e quaisquer outros participantes em processos colaborativos que envolvam ensino e aprendizagem via Internet”. Conceito muito próximo de Pereira (2007, pp. 4-5), que afirma:
AVAs consistem em mídias que utilizam o ciberespaço para veicular conteúdos e permitir interação entre os atores do processo educativo. [...] consiste em
uma opção de mídia que está sendo utilizada para mediar o processo ensino- aprendizagem a distância.
Behar (2013, p. 59) apresenta uma lista com exemplos de AVA utilizados pelas diversas instituições nacionais e internacionais de ensino. No quadro disponível no Anexo B a autora apresenta os LMS mais conhecidos e os utilizados na UFRGS.
Para a aprendizagem de línguas, Borja e Grossi (2012, p. 12) encontram nos AVA muitos benefícios. Para as autoras, as novidades tecnológicas utilizadas nesses ambientes têm se diversificado a todo momento facilitando as abordagens e os métodos de ensino-aprendizagem, possibilitando aos aprendentes um aprendizado cada vez mais interativo e dinâmico, não só para aprender um idioma como também para descobrir as tradições, as atitudes e a cultura dos países em que se fala a língua- alvo.
O desenvolvimento dos LMS favoreceu o crescimento da educação a distância, derrubando algumas barreiras existentes na educação presencial, barateando os custos, flexibilizando o tempo, por meio do uso de recursos síncronos e assíncronos e destruindo as barreiras geográficas. Um aluno que tenha computador e internet pode participar do curso em qualquer lugar.
As situações de ensino e aprendizagem na EAD são consideradas como os momentos em que há um contato do aluno com qualquer um dos materiais didáticos ou qualquer uma das pessoas envolvidas no processo. Essas situações dizem respeito às ações e relações estabelecidas no espaço e no tempo. No espaço elas podem ser divididas entre presenciais e virtuais, e no tempo elas podem ser divididas entre síncronas e assíncronas. Uma comparação entre o presencial e o virtual, evidenciando o conceito de sincronicidade e assincronicidade, pode ser vista no quadro a seguir, de autoria de Estivalet (2012, p. 41).
Combinações de espaço e tempo em contextos de aprendizagem
EAD Mesmo tempo SÍNCRONO Tempo diferente ASSÍNCRONO
PRESENCIAL Mesmo tempo Aula presencial, Prova presencial Videoconferência, seminário Grupo de estudo Navegação na internet Tutoria presencial VIRTUAL Espaço Diferente Telefone Bate-papo em linha Correio eletrônico Videoaula Fórum Atividades virtuais
Essa questão da temporalidade, para muitos parece bastante complicada, uma vez que a nossa experiência de estudos sempre foi síncrona. Sobre isso, Azevedo (2005, n.p) afirma:
Como na experiência pessoal de nossa formação superior, ignoramos por completo qualquer outro regime temporal que não o exclusivamente síncrono, temos dificuldade de imaginar como pode funcionar a comunicação humana em outro regime temporal, o assíncrono, e especialmente como é possível obter maior grau de proximidade afetiva e relacional em outra temporalidade que não a exclusivamente síncrona.
Uma reflexão sobre EAD é apresentada por Kenski (2013, p.169). A autora relata o comentário de um aluno, num chat com voz, no qual o aluno diz:
Há um grande equívoco quando se opõem ensino presencial e a distância. Isso porque o contrário de distante é próximo e o contrário de presente é ausente. Muitas vezes o aluno está fisicamente próximo do professor, mas está distante do que está sendo tratado na aula. Já na EAD, o aluno está distante fisicamente, mas é obrigado a estar próximo dos conteúdos e atividades, pelo menos.
Assim, quem está distante pode estar presente e quem está próximo pode estar ausente. Sobre essas reflexões, Kenski (2013, p.169) apresenta um significativo exemplo:
Já no primeiro dia de aula o professor estranhou o comportamento de um aluno. Ele não falava, mas ficava mexendo no tablet a aula inteira. Na terceira aula, o professor ironizou: “Quem vai falar agora sobre este assunto é o nosso amigo do tablet”, disse no meio da sala. O aluno virou e, calmamente começou a falar o que estava pesquisando, naquele momento na internet, a respeito do assunto em questão. E mostrou ao professor, perplexo, e aos colegas a base de dados que estava construindo a partir das aulas, sobre os temas da disciplina.
Uma proposta para o ambiente virtual vem do Grupo CTAR (2010, p. 20), e é o próprio nome do grupo que quer dizer “Comunidade de Trabalho e Aprendizagem em Rede”. Trata-se de um grupo da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília que investiga e atua na educação a distância. Esse grupo se apoia em algumas premissas essenciais:
1) a convicção em que uma educação tecnológica pode ser baseada no diálogo, em oposição à mera transmissão verticalizada e assimétrica de conteúdos e conhecimentos;
2) a ação cooperativa e colaborativa entre os sujeitos deve prevalecer sobre a competição individualizada;
3) a aprendizagem deve valorizar o trabalho reflexivo, em vez do simples acúmulo de informações;
4) a comunicação em rede deve voltar-se para a convivência, em vez de levar ao isolamento no individualismo;
5) e, finalmente, a afirmação de uma educação a distância direcionada para uma ação transformadora, em vez de atividade meramente reprodutora de conhecimentos sem compromisso com a mudança da realidade dos educandos. Destaca-se a tutoria como ação imprescindível ao
acompanhamento e componente fundamental no processo de aprendizagem.
Acredito que as premissas em que o grupo CTAR (2010, p. 20) embasa seu fazer pedagógico são a essência do que precisa ser considerado para um efetivo desenvolvimento a distância. Considerar cada uma delas significa pensar na qualidade do trabalho a distância. Pensando assim, discorro a seguir sobre a Educação a