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Situación socioeconómica

5. Islas Baleares

5.2. Situación socioeconómica

O petróleo produzido nos poços precisa ser transportada até as refinarias, sendo este transporte feito por oleodutos para poços em terra, e por oleodutos ou navios para poços localizados no mar.

Uma vez refinado e obtendo-se os derivados, estes precisam chegar ao mercado consumidor, o que é feito através da distribuição.

5.1.1. Transporte por oleodutos

Oleoduto ou, simplesmente duto, é o nome genérico dado às tubulações utilizadas para transportar grandes quantidades de petróleo e derivados. Consiste no meio mais econômico e seguro de movimentação de cargas líquidas derivadas de petróleo, através de um sistema que interliga as fontes produtoras, refinarias, terminais de armazenagem, bases distribuidoras e centros consumidores.

Os primeiros oleodutos surgiram nos Estados Unidos, há mais de 100 anos, quase ao mesmo tempo que a indústria do petróleo.

A princípio, os oleodutos, ou pipe-lines, eram reservados ao transporte do petróleo cru, desde o poço até a refinaria ou até o porto de embarque. Posteriormente, tal sistema foi aplicado aos produtos refinados (gasolina, óleo combustível).

Algumas tubulações são mistas. Neste caso, insere-se no conduto um dispositivo destinado a impedir que os produtos se misturem. Os condutos são constituídos de tubos de aço devidamente soldados e dispostos em montagens na superfície do solo, em trajetos subterrâneos ou, ainda,

Figura 5.1 – Oleodutos

Os gasodutos transportam gases sob pressão. Seu princípio é igual ao dos oleodutos, porém a manutenção da pressão interna efetua-se por meio de estações de compressão, instaladas a cada 300 km aproximadamente. A distância entre as estações deve ser bastante regular, porque o gás é mais compressível que o petróleo e sua pressão diminui rapidamente com a distância.

A vedação da rede é continuamente vigiada por um controle radiográfico das soldaduras e por inspeções aéreas (como os gasodutos enterrados estão sistematicamente cobertos por vegetação, qualquer alteração nesta revela um escapamento).

A análise dos custos de transporte pelo modal dutoviário indica expressiva vantagem econômica, permitindo-se a redução de custos com fretes que influenciam os preços finais dos derivados, diminuição do tráfego de caminhões e vagões-tanque e o aumento da segurança nas estradas e vias urbanas.

5.1.2. Transporte hidroviário

Compreende os transportes que utilizam o meio aquático, quer seja marítimo ou fluvial.

Diversos são também os tipos de embarcação. O tipo da carga, o percurso, as condições do porto de origem e destino e outros aspectos irão influenciar a escolha do tipo apropriado da embarcação. As Figuras 5.2 e 5.3 mostram navios petroleiros.

O transporte de cabotagem é o realizado pelas embarcações ao longo da faixa costeira. Representa o que há de mais importante no que concerne à movimentação de cargas pelo modal hidroviário.

É comum para o transporte de petróleo e derivados a utilização de navios de grande capacidade, de 35 mil, 45 mil, 60 mil e 90 mil t.

Não obstante a supremacia do modal rodoviário, a navegação de cabotagem ocupa seu lugar de importância, e vem apresentando sinais de avanço, desde o início dos anos 90, época da abertura comercial do país.

Figura 5.2 – Navio petroleiro Jahre Vicking Figura 5.3 – Navio petroleiro Irati

Como todos os outros modais, vale aqui ressaltar que a vantagem auferida por este meio dependerá do caso concreto, em análise do custo/benefício. Mesmo permitindo movimentar grandes quantidades de derivados em uma única operação, o que faz com que o custo do metro cúbico transportado seja bem inferior ao dos modais rodoviário e ferroviário, os altos custos portuários impedem que o frete seja competitivo para pequenos lotes.

Leve-se também em consideração que atualmente o número de navios vem se tornando insuficiente, reduzindo a flexibilidade logística e causando congestionamentos portuários que podem causar sobre-estadias elevadas (até US$ 15 mil por dia).

5.1.3. Transporte rodoviário

O transporte de cargas, de um modo geral, no Brasil, é feito preponderantemente pelo meio rodoviário. Em algumas regiões o índice de utilização ultrapassa 90%.

Isso se explica porque, desde o início, o país investiu na construção de estradas para interligar as unidades federativas, bem como para escoar a produção agroindustrial. Desta forma, o transporte rodoviário foi privilegiado, enquanto os demais modais foram relegados a segundo plano.

A produção de diesel nas refinarias era fundamentalmente para suprir a gigantesca frota de caminhões e ônibus, criando o cenário de dependência a este modal como se observa atualmente.

O transporte de derivados de petróleo por este modal é feito em caminhões-tanque. Alguns apresentam apenas um único tanque, outros já apresentam tanques segmentados, possibilitando o transporte de mais de um tipo de produto. As capacidades dos tanques também variam, e são estabelecidas por ocasião da aferição pelo INMETRO.

Os derivados oriundos de uma refinaria normalmente são enviados para as distribuidoras através de oleodutos e armazenados em tanques. Posteriormente, a distribuidora atenderá a seus

Figura 5.4 – Distribuição por modal rodoviário

5.1.4. Transporte ferroviário

O transporte de derivados pelo modal ferroviário é bastante empregado em países cuja infra- estrutura de transportes privilegia a intermodalidade.

O modal ferroviário representa uma alternativa económica para o deslocamento de grandes volumes de álcool e derivados de petróleo, visto que, em média, os vagões possuem capacidade para 60 m3 de produto. No entanto, a velocidade do deslocamento das composições tem de ser levada em consideração na análise custo/benefício.

Nos locais onde seja possível a integração com este tipo de modal, a análise do custo/benefício tem se revelado vantajosa, quando bem planejada, exatamente pela possibilidade de se transportar grandes quantidades.

Infelizmente no Brasil não se investiu muito na malha ferroviária. Utilizamos preponderantemente o modal rodoviário, congestionando a cada dia mais nossas estradas; tal fato impossibilita o acesso a muitas regiões, sobretudo as mais distantes, pelo meio ferroviário.

O resultado do abandono foi praticamente a total deterioração do sistema, o que levou à privatização do setor no final de 1995.

Os combustíveis líquidos derivados de petróleo, bem como o álcool, são transportados em vagões-tanque de aço (Figura 5.5), cuja capacidade é, em média, 60 m3.

Tais vagões também sofrem aferição pelo órgão metrológico oficial (INMETRO), que estabelece sua arqueação, do mesmo modo que nos tanques verticais de armazenamento de grandes volumes. Assim, também o vagão apresenta sua tabela volumétrica, que estabelece o volume em função da altura.

Figura 5.5 – Vagão ferroviário