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In document FAGBEVEGELSEN OG OFFENTLIG (sider 63-72)

O desenvolvimento da tecnologia no últimos anos tem contribuído para o enriquecimento das capacidades dos dispositivos móveis. Ao mesmo tempo, novas aplicações têm surgido utili- zando estas potencialidades. No caso da fotografia, várias aplicações têm sido propostas para recuperação de fotos, nomeadamente, interfaces para partilha local ou partilha entre utilizado- res e interfaces de pesquisa para vários tipos de aplicação (por exemplo, realidade aumentada, partilha de experiências ou guias de turismo).

O Pocket ACDSee [Acdsee01] é uma interface de navegação que permite a visualização de imagens de uma directoria. Também inclui a possibilidade de anotar imagens manualmente e com áudio. Mais elaborado é o Pocket PhotoMesa [Khella04] que, à semelhança da versão para computador pessoal, inclui uma interface de visualização de imagens baseada em operações de zoome no algoritmo Quantum Treemaps. Este método permite navegar com base no nome de várias directorias de imagens. Em [Harada04] foi proposta outra interface para visualizar ima- gens que, para além de permitir a navegação em directorias, também inclui uma interface para visualização de fotos organizadas hierarquicamente de acordo com a informação temporal.

Outra interface, na linha das anteriores, foi proposta em [Cho07], diferenciando-se na forma como o utilizador interage com a aplicação. Esta interface é baseada em movimentos do dis- positivo móvel. Na figura 3.14, são apresentadas duas formas de navegação numa colecção de fotos, uma local (figura 3.14a) e outra global (figura 3.14b). O modo de navegação local permite visualizar duas fotos com mais detalhe. Se houver um movimento do dispositivo para a direita como indicado na figura, o ângulo de inclinação do dispositivo indica o número de fotos que são deslocadas no ecrã. No modo de visualização global, este ângulo indica quantas fotos é preciso deslocar o cursor para a direita.

As interfaces anteriores para navegação em colecções de imagens foram propostas para permitir a visualização e partilha, em qualquer local e circunstância, e não tiram partido das capacidades de comunicação disponíveis no dispositivo. O Zurfer [Hwang07], por exemplo,

(a) (b)

Figura 3.14: Visualização em interface baseada em movimentos do dispositivo móvel: a) local; b) global.

já inclui esta característica, permitindo visualizar fotos do Flickr. Com esta funcionalidade, o Zurfer permite a partilha de fotos entre utilizadores e a visualização em diversos contextos, por exemplo, social para ver fotos dos utilizadores amigos, espacial para ver fotos partilhadas por outros do local onde o utilizador se encontra ou por tópicos interessantes (utilizando as anota- ções do Flickr). Para partilha de fotos foram propostas outras interfaces [Sarvas04,Clawson08]. O Mobiphos [Clawson08] é uma aplicação recente que permite que um grupo de utilizadores possa capturar, partilhar e explorar em conjunto um local.

Em relação ao sistemas de pesquisa, aplicações de realidade aumentada [Noda02, Yu04, So- nobe04, Yeh05, Kim05], para guiar pessoas [Fockler05, Beeharee06, Chevallet07] ou simples- mente para visualizar e partilhar memórias com amigos [Fan05, Gurrin05, Anguera08] são as categorias mais representativas das aplicações que têm sido propostas. Exceptuando o Pho- neGuide [Fockler05] e o MAMI [Anguera08], todas as restantes aplicações são baseadas na arquitectura cliente/servidor para permitir que as funções mais exigentes do ponto de vista computacional possam ser executadas no servidor.

Em geral, as aplicações de realidade aumentada com modelos de informação pré-definidos são baseadas num sistema de recuperação de imagens. A interrogação é uma imagem captu- rada pelo dispositivo móvel quando o utilizador está a realizar uma determinada actividade e necessita de informação adicional. Esta imagem é enviada para o servidor para ser processada e para indexar informação para enviar para o cliente. Esta estratégia tem sido utilizada para aumentar a informação disponível no instante de captura em várias aplicações, por exemplo, saber mais sobre flores [Noda02], peixes [Sonobe04], folhas de plantas [Kim05] ou pirilampos em aulas de ecologia [Yu04]. O IDeixis [Yeh05] foi proposto para procurar informação adicional sobre o local onde a foto foi capturada. Através de uma foto de um objecto característico do local são pesquisadas páginas na Web com imagens semelhantes. A informação adjacente e as fotos semelhantes são enviadas para o utilizador. As aplicações anteriores utilizam interroga- ções através de imagem exemplo (capturada), enquanto o mClover [Kim05] também permite fazer interrogações por esboço (ver figura 3.15), neste caso, esboços de folhas de plantas.

As aplicações para guiar pessoas em museus, cidades ou em outros pontos de interesse (para mais detalhes sobre guias móveis consultar [Baus05]) seguem a mesma estratégia das aplicações de realidade aumentada, contudo, a informação enviada tem como objectivo guiar o utilizador. O PhoneGuide é uma aplicação para guiar visitas em museus com a particula- ridade de não necessitar de servidor. Identificado o objecto é conhecido o local e é enviada informação para guiar o visitante. O SnapToTell [Chevallet07] segue a mesma estratégia mas utiliza também a informação de localização para melhorar os resultados do reconhecimento. A localização restringe esta operação a um conjunto mais pequeno de imagens. Em [Beeharee06]

(a) (b) (c)

Figura 3.15: mCLOVER: a) interrogação por esboço; b) interrogação através de imagem exem- plo; c) resultados.

Figura 3.16: MediAssist: Interface para pesquisa de fotos pessoais.

é proposta outra aplicação para guiar pessoas, neste caso em cidades, com duas diferenças em relação às anteriores: (1) a interrogação é realizada usando a localização e (2) as pessoas são guiadas usando apenas fotos visualizadas no mapa do local.

O Photo-to-Search [Fan05], o MediAssist [Gurrin05] e o MAMI [Anguera08] são projec- tos desenvolvidos com o objectivo de melhorar a pesquisa de fotos pessoais em dispositivos móveis. Em cada trabalho é proposta uma técnica diferente para construir a interrogação. O Photo-to-Search e o MAMI utilizam interrogações multimodais. O primeiro utiliza uma ima- gem e texto inserido manualmente e o segundo utiliza uma imagem e áudio inserido pelo utilizador para indexar imagens. Ambos propõem estratégias para combinar listas de imagens ordenadas por vários tipos de informação incluindo, textual, visual ou informação de áudio. O MAMI ao contrário dos restantes, não precisa de servidor o que pode ser uma vantagem. Contudo e dado que realiza todo o processamento localmente, existe a necessidade de restrin- gir a complexidade dos algoritmos. O MediaAssist é uma aplicação que utiliza a informação temporal e de localização para definir interrogações contextuais ao nível semântico (ver figura 3.16), como por exemplo, condições meteorológicas ou estações do ano.

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