3.2 Posisjonering ved hjelp av WLAN signalstyrke
3.2.1 Signalstyrken
objetivo era permitir que cada aluno participasse das ações da escola. A República de Alunos não foi feita de uma hora para outra: faz muito tempo que o diretor está na escola, por isso acredita que a República foi sendo construída aos poucos e nasceu com a ideia de ajudar a comissão mediadora, porque surgiu da própria comissão mediadora. Julia disse que: “a comissão mediadora é um conjunto de alunos que são votados no
começo do ano pelo salão. Os dez eleitos fazem parte da comissão e, quando tem algum problema com um aluno, quando ele não está se comportando bem, ele é trazido para a comissão onde, primeiramente, é dado uma chance para ele mudar; a segunda chance já é chamar a mãe; na terceira, a gente pode dar até uma outra chance, mas normalmente na terceira vai para o conselho de escola e a quarta para o conselho”.
Julia explicou que a diferença entre a comissão e a República, é que “a República serve para ajudar a escola, a república não é muito para ajudar nos problemas dos alunos que é bagunça essas coisas”. No seu entendimento, a República serve para pôr em prática o desejo dos alunos, utilizou como exemplo o self-service que eles estavam querendo implantar na escola. Lembrou também da caixinha de segredos, da árvore dos desejos e do muro das lamentações, que foram espaços criados para que os alunos pudessem escrever o que tivessem desejo.
Julia disse que esses dispositivos serviram, porque eles conseguiram perceber que os alunos queriam fazer um passeio, que tivesse armário na escola, entre outras coisas: “ajudou pra gente saber qual é o pensamento deles e o que eles querem”. Julia comentou que não ia a um passeio, desde quando estava no primeiro ano. Os alunos até pensaram em organizar um passeio para um museu, só não poderia ser para o Playcenter, porque não eram todos os alunos que possuíam condições para pagar. Nesse momento, Julia questionou: “e aí uns vão e os outros não? A gente não achou isso muito democrático”.
Julia decidiu se candidatar para ocupar um cargo na república, porque percebeu que esse seria um cargo que serviria para ela: “primeiramente eu sempre gostei da comissão, aí depois a ideia da República ... eu fui votada e me elegi (se candidatou) a prefeita, só que aí eu acabei não ganhando. Só que aí o prefeito me elegeu a secretaria”.
Julia disse que s alunos realizavam as reuniões da República todas as terças- feiras, na sala de leitura, mas naquele momento não estavam fazendo muitas reuniões, pelo fato de ainda estarem estruturando as normas da República. No ano posterior (2013), com certeza, como já haviam organizados os horários e os locais das reuniões, acreditava que a organização seria melhor.
Sua função na República de Alunos era ajudar a reforçar a comissão: “a comissão trata dos problemas dos alunos, e a minha secretaria é a da convivência entre os alunos, então eu ia ajudando a comissão. Ano passado, toda terça e quinta, eu vinha
de manhã fora do meu horário, para poder ajudar as comissões da turma da manhã com os alunos maiores”.
Para Julia, antigamente os alunos zombavam, achavam que a comissão mediadora era uma brincadeira, uma bobagem. Os alunos viram, porém, que existia uma República de Alunos, “que era uma coisa mais séria, que tinha um prefeito, que tinha um vice-prefeito, que tinha vereador, que tinha secretário, acho que eles conseguiram ter mais uma ideia”. Para ela, antes, muitos alunos não sabiam o que era a comissão mediadora, e a República auxiliou nesse sentido.
A aluna disse que sentia muito orgulho por ter participado da primeira República de Alunos da EMEF Presidente Campos Salles: “eu acho que isso ajudou e ainda vai ajudar muito”. Prosseguiu, dizendo que muitas coisas mudaram em sua vida: “antigamente eu não sabia muito dessas coisas de república, de comissão, e depois que eu entrei na comissão e na república, eu comecei a pensar com outros olhos, eu comecei a ajudar as pessoas, e eu me senti muito bem”.
Julia. nas próximas eleições, não gostaria mais de ser da República porque teria que vir fora do seu horário, e pretendia fazer outras atividades no período da tarde: “quero fazer teatro, balé... eu faço vôlei, e aí minha agenda não tá vaga. Ano que vem, talvez, eu posso ser”. Como a aluna havia dito que tinha tido uma boa experiência, questionei o fato de ela não querer mais participar. Ela disse que ter participado foi bacana, mas como estava preparando um monte de atividades, achava que ficaria muito corrido, “se eu me candidatar e conseguir ganhar, mas eu não vir, não participar, sendo que outra pessoa que queria estar no meu lugar, podia vir, não faz nenhum desses negócios fora, podia tá aqui ajudando, eu acho que é melhor da oportunidade para outro”.
Para a aluna Julia, democracia é uma coisa que é discutida entre várias pessoas, onde todo mundo fala o que quer, “e dentro de todas as coisas que as pessoas falam, cria uma coisa só, eu acho que isso é democracia”. Para ela, a escola permitia uma vivência democrática, “porque a comissão não é só uma pessoa que decide, não é só o Bráz que decide, é a comissão! É um conjunto! É todo mundo que faz isso. Então eu acho que isso é uma democracia”.
3.5.2. Entrevista com a aluna Valentina (6º ano) – Secretária de