O Modelo estratégico de formação no Grupo Crédito Agrícola assenta basicamente em quatro pilares: Formação Básica, Formação de Desenvolvimento, Formação Complementar e Formação de Especialização, com a seguinte tipologia de acções de formação, que passamos a descrever.
Formação Básica:
FORBASIC - (Formação Básica para Novos Empregados);
SABERES + - (Formação continua para Empregados com 3 anos ou mais de função);
FORCOORD – (Formação para Empregados que exerçam, ou iniciem, o exercício de funções de Coordenação).
Formação de Desenvolvimento:
Comercial – (Formação para Empregados que estejam no exercício de funções comerciais)
Comportamental – (Formação, em regra para Empregados das áreas onde executem funções directas/indirectas com os clientes, ou público em geral); Crédito e Risco – (Formação para Empregados das áreas de Análise de Crédito e Risco de Crédito);
Finanças – (Formação para Empregados que executem funções ligadas aos Mercados Financeiros),
Informação para Gestão (Formação para empregados que exerçam funções específicas de Compliance ou de Gestão)
Formação Complementar:
Emergentes - (Formação em novas Tecnologias de Informação e Procedimentos Internos, ligados à Estrutura Informática);
Produtos e Serviços – (Formação de novos Produtos e Serviços Comerciais Bancários do Grupo CA).
Formação de Especialização: Licenciaturas;
Pós-Graduações; Mestrados.
10.1. A FORMAÇÃO PROFISSIONAL CONTÍNUA
Assente neste modelo estratégico, a formação profissional contínua no Grupo CA engloba, com excepção da Formação de Especialização (Licenciaturas, Pós-Graduações e Mestrados) e a formação inicial para novos empregados (FORBASIC), toda a outra tipologia de formação que é desenvolvida anualmente. O Plano de Formação é elaborado com periodicidade anual, e contém com principais fontes, toda a informação constante no Diagnóstico de Necessidades de Formação (DNF), organizado quer pelas várias Estruturas da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo (Departamentos/Gabinetes), Empresas do Grupo e Caixas de Crédito Agrícola Mútuo.
O financiamento de todas as acções de formação, conforme quadro resumo que apresentamos, referente ao período de 2005/2007, é executado, a nível interno, através de verbas existentes num Fundo de Formação, constituído para esse efeito. Este Fundo de Formação é resultado da comparticipação de todas as Instituições que constituem o Grupo CA.
ACÇÕES FORMANDOS HORAS DE
FORMAÇÃO
INVESTIMENTO
2005 345 6.067 49.771 €631.450,25
2006 359 5.460 52.268 €574.128,07
2007 628 8.515 89.800 €1.180.569,30
Em conversa tida com o Presidente do Conselho de Administração Executivo, Sr. Dr. João da Costa Pinto, a propósito do contributo do processo interno de formação para o desenvolvimento dos recursos humanos do Grupo CA, este Gestor explica o sentido dessa mais-valia, em dois vectores:
“A formação profissional, em todas as empresas de maior dimensão, tem elevada importância. E, no Grupo Crédito Agrícola - CA, visa dois vectores importantíssimos: o 1.º vector, o contributo da formação profissional para o desenvolvimento técnico/profissional dos colaboradores, que por sua vez influencia o resultado e qualidade dos serviços que a Instituição, Crédito Agrícola, presta aos seus clientes. Por outro lado, e como segundo vector, contribui muito positivamente para a consolidação da cultura de grupo (como se pode ver através do nº de formandos que já passaram pela formação). Cultura de grupo que é “cimento” importante para a sensação de pertencer a uma “família”. Depois, ainda a importância que a formação tem para o desenvolvimento de carreira profissional dos colaboradores.” Em síntese, podemos afirmar que, para o Grupo Crédito Agrícola – CA, a formação profissional atinge dois objectivos estratégicos muito importantes:
- Eficiência/qualidade nos serviços prestados ao cliente;
- Fortalecimento da cultura de grupo (atente-se à dispersão geográfica do grupo, às diversas culturas regionais de influencia, e a tentativa de homogeneização).
Aliás, acrescente-se que, nas palavras do Sr. Dr. João da Costa Pinto, a formação profissional, “além de contribuir directamente para o desenvolvimento de novas aptidões
profissionais dos empregados, tem sido um forte elemento de apoio as duas questões
importantes: desenvolvimento tecnológico e de organização interna e Processo de unificação e reorganização do Grupo CA.”
Quando consultámos a opinião do Presidente do Grupo quanto ao enquadramento da formação profissional no Código do Trabalho, isto é, relativamente ao número de horas obrigatórias de formação profissional por empregado, concluímos que se trata de facto que não releva para a política de formação assente:
O crescimento anual dos nossos números de formação (nº de horas de acções e de formandos), reflecte o esforço desenvolvido, face aos objectivos deste grupo: na inovação na organização, e na cimentar da cultura de
grupo, o que não releva o disposto em termos legislativos. Não é no disposto na lei que reside os objectivos de um grupo que entende de primordial importância a valorização dos seus colaboradores, através, claro, da formação profissional, que é realizada, como de uma pirâmide de tratasse: formação desde a base até ao topo.
E, em termos futuros, quando superadas muitas necessidades de formação inseridas na tipologia de formação de Desenvolvimento ou Complementar, é opinião do Sr. Dr. Costa Pinto que o investimento futuro será mais no apoio à formação de Especialização, normalmente Mestrados, ou mesmo Doutoramentos?
"Estou de facto convencido que a formação de Especialização irá ter um papel crescente, particularmente em áreas estratégicas para a actividade bancária, tais como: Tecnologia e Sistemas de Informação, Auditoria, Marketing, Mercados Financeiros e Gestão da Tesouraria, etc."
No entanto esta formação especializada será em grande parte obtida a partir do trabalho desenvolvido nas próprias áreas especializadas, sem prejuízo, naturalmente, de casos em que a formação académica é necessária.”
Com um universo total de 3.597 trabalhadores, entre 2006 e 2007, o Grupo CA duplicou o seu investimento em formação profissional, aumentando de igual modo mais de 40% as acções e horas de formação. O número de formandos a participar em acções de formação aumentou 36%, facto que equivale a uma média superior a duas acções de formação por trabalhador, para uma média total de 30 horas de formação por trabalhador.
Comparando estes valores com os totais do sector financeiro, verifica-se que o Grupo CA realizou, em 2007, 4,7% das acções de formação efectuadas pela banca, representando o investimento 3,9% do total dos gastos em acções de formação. Os gastos de formação/gastos administrativos no sector bancário cifraram-se nos 1,4%, e no Grupo CA foram de 0,9 %.