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Short-term and subchronic toxicity

3. Assessment

3.5. Biological and Toxicological data

3.5.3. Short-term and subchronic toxicity

O plano de significado da oração como troca relaciona-se à metafunção interpessoal, ligado à função do fazer. Neste aspecto do significado, o ponto de vista é o da organização da oração como um evento interativo, envolvendo falante, ou escritor, e a audiência. No ato de falar (ou escrever), o falante adota para si um determinado papel de fala, e fazendo isso, atribui ao ouvinte um papel complementar que deseja adotar em seu turno. Por exemplo, ao fazer uma pergunta na qual o falante busca uma informação, ele adota o papel de quem busca a informação e ao mesmo tempo, atribui ao ouvinte o papel de fornecedor da informação solicitada. Os interlocutores mudam de turno no processo interativo, cada vez adotando um papel de fala e atribuindo um papel complementar ao outro, estabelecendo uma troca.

O ato de fala é uma troca, que pode ser tanto de papéis de fala, como da natureza daquilo que é objeto da troca. Os papéis de fala fundamentais são os de “oferecer” e “pedir”. Ou o falante está oferecendo algo ao ouvinte (alguma informação, por exemplo), ou ele está pedindo algo. Estas duas categorias envolvem noções complexas: oferecer significa “convidar a receber”, e pedir significa “convidar a dar”. O falante não está apenas fazendo algo, mas está também solicitando algo do ouvinte. Assim, um “ato” de falar é algo que poderia ser mais propriamente chamado de interação: é uma troca, na qual dar implica receber e pedir implica dar em resposta.

Uma outra distinção, igualmente fundamental, se relaciona à natureza daquilo que é objeto da troca, podendo ser tanto de bens e serviços como de informação. Em uma troca de bens e serviços, o falante pode dizer alguma coisa com o objetivo de que o ouvinte faça algo para ele, como “envie o documento para mim” ou “vamos tomar um café?”, na qual o objeto da troca é estritamente não-verbal: o que está sendo pedido é um objeto ou uma ação, e a linguagem vem ajudar no desenvolvimento do processo. Na troca de informação, o falante diz algo com o objetivo de fazer com que o outro diga alguma coisa, como por

exemplo “que horas são?” ou “não acredito que você tenha escolhido viver em um lugar tão agitado!”, na qual o que está sendo pedido é informação: a linguagem é o fim, assim como o meio, e a única resposta esperada é verbal. Essas duas variáveis, quando juntas, definem as quatro funções primárias de fala: oferecimento e ordem (para bens e serviços), declaração e interrogação (para informação). Respectivamente, estas funções de fala estão ligadas a um grupo de respostas desejadas: aceitar a oferta, cumprir a ordem, concordar da declaração e responder à pergunta. Dessas respostas, somente a última é essencialmente verbal, as outras podem ser todas não-verbais. Porém, tipicamente, todas são verbalizadas, com ou sem algum acompanhamento de ação não-verbal.

Numa interação, as respostas esperadas nem sempre serão as recebidas. O ouvinte, no papel de falante, pode responder uma pergunta ou cumprir uma ordem de diversas maneiras diferentes, pode recusar-se a responder uma pergunta, etc. Em retorno, o falante, em seu turno, pode reiterar sua intenção sinalizando seu desejo usando a linguagem de forma a limitar as opções de resposta do ouvinte, como por exemplo, usando uma pergunta no final de sua fala que peça uma resposta “sim ou não”. Enquanto a troca se refere a bens e serviços, as escolhas do ouvinte são relativamente limitadas; porém, quando se trata de troca de informação, a gama de opções do ouvinte é muito maior, pois torna-se uma proposição e neste caso pode ser discutida, com afirmações, negações, colocação de dúvidas, contradições, insistências, pode ser aceita com reservas, etc. No eixo de bens e serviços, as propostas são definidas pelo sistema de modulação e no eixo da informação, as proposições são definidas pelo sistema de modalização. Estes dois eixos analisados conjuntamente formam o sistema de modalidade, o principal sistema gramatical deste aspecto de significado da oração, o de troca.

O sistema de modalidade constrói a região de incerteza entre o “sim” e o “não”, porém o espaço entre o “sim” e o “não” tem significado diferente para proposições e para propostas. Em uma proposição, o significado do pólo positivo e negativo é afirmar ou negar, ou seja, dizer “é assim” para o pólo

positivo ou “não é assim” para o pólo negativo. Há dois tipos de possibilidades intermediárias: (i) graus de probabilidade (possibly, probably, certainly); e (ii) graus de usualidade (sometimes, usually, always). Os primeiros são equivalentes a “sim ou não”, isto é, talvez sim, talvez não, com diferentes graus de possibilidade. Os últimos são equivalentes a “sim e não”, isto é, às vezes sim, às vezes não, com diferentes graus de continuidade. Estas escalas de probabilidade e usualidade referem-se à modalização no sistema de modalidade.

Quanto às propostas, o significado dos pólos positivo e negativo é prescritivo e proscritivo, ou seja “faça isso” para o pólo positivo e “não faça isso” para o pólo negativo. Aqui também há dois tipos de possibilidades intermediárias, que neste caso dependem dos papéis de fala, ou seja, pedido ou oferta. (i) Em um pedido, os pontos intermediários representam graus de obrigação, como “allowed to, supposed to, required to”; (ii) em uma oferta, os pontos intermediários representam graus de inclinação, como “willing to, anxious to, determined to”. As escalas de obrigação e inclinação referem-se à modulação.

O sistema de modalidade é composto pelos elementos principais modo + resíduo. O elemento modo é o elemento que realiza a modalidade e consiste de duas partes: sujeito, que é o grupo nominal, e finito operador, que é parte do grupo verbal. O restante da oração é o resíduo.

O elemento finito tem a função de fazer as proposições finitas, ou seja, ele as circunscreve, ele concretiza a proposição, de uma forma que ela seja algo sobre o qual se possa discutir. Uma boa forma de tornar algo discutível é embutir um ponto de referência no aqui e agora; e isso é o que faz o finito. O finito relaciona a proposição ao seu contexto no evento comunicativo, e isso pode ser feito de duas maneiras: uma é fazendo referência ao tempo de fala (para proposições apenas, já que não há referência ao tempo para propostas) e a outra é fazendo referência ao julgamento do falante.

Em relação ao tempo de fala (tempo “primário”), o falante refere-se ao passado, presente ou futuro no momento da fala, sendo assim o tempo relativo ao “agora”, o que torna uma proposição discutível por estar sendo localizada no tempo, tendo como referência o evento da fala. Este recurso se realiza com o uso de operadores temporais, como did, was, had, used to, does, is, have, will, shall, would, should6 e suas formas negativas.

Em relação a fazer referência ao julgamento do falante, isso indica modalidade, e modalidade significa probabilidade ou usualidade (se forem proposições), obrigação ou inclinação (se forem propostas). Assim, uma proposição ou uma proposta pode se tornar discutível se estiver apresentada em termos de graus de probabilidade ou obrigação associados a ela. Este recurso se realiza com o uso de operadores modais, como can, may, could, might, will, would, should, is/was to, must, ought to, need, has/had to e suas formas negativas.

Quanto ao elemento sujeito, este especifica a entidade responsável pelo sucesso ou fracasso da proposição ou pela validade da informação. Assim, o elemento sujeito é colocado como responsável pelo funcionamento da oração como um evento interativo.

Fica mais fácil ver este princípio da responsabilidade em uma proposta (oração de bens e serviços, por exemplo), na qual o sujeito especifica o responsável por realizar a oferta ou o comando. Por exemplo, em “Posso abrir a porta?” (oferta), abrir a porta depende de mim; em “Fale mais alto!” (comando), quem deve reagir obedecendo ou não ao comando é a pessoa que está no papel de “você”. Assim, o sujeito típico de uma oferta é o falante e, de um pedido, é a pessoa a quem o falante está se dirigindo.

No caso de uma proposição, como por exemplo “Serei guiado pelas suas orientações”, o sujeito (“eu”), que é diferente do ator (suas orientações) – ver detalhes sobre o elemento ator no subitem “significado como representação” –

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 Utilizo exemplos em inglês considerando que meu corpus de análise consiste de textos escritos em inglês.

nesta oração, pode ser reconhecido por ser aquele que sustenta a validade da informação.

Nem sempre o mesmo item na oração vai funcionar tanto como Tema – ver detalhes sobre o elemento tema no subitem “significado como mensagem” – e como Sujeito ao mesmo tempo. Em “Aquele vaso foi meu tio que deu para a minha tia”, o sujeito (meu tio) não funciona como tema (aquele vaso), porém podemos reconhecer o sujeito por ser o elemento responsável pela validade da afirmação.

O sujeito pode ser o mesmo item que funciona como ator ou tema, porém são elementos distintos funcionalmente. A identidade do sujeito pode ser estabelecida sob três pontos de vista, ou seja, por um lado, é um elemento nominal; por outro lado, é o elemento que combina com o finito (operador); e por outro lado, é o elemento que carrega a responsabilidade modal, ou seja, a responsabilidade pela validade do que está sendo predicado. A noção de validade relaciona-se à discussão do caso, se for uma proposição, ou à efetivação da proposta.

A segunda parte da oração, além do Modo (formado por sujeito + finito), denominada Resíduo, consiste de elementos funcionais de três tipos: predicador, complemento e adjunto.