Study 2: Militant Islamists operating in Western Europe
3 Anders B. Breivik and the 22 July Attacks in Norway Attacks in Norway
3.5 The attacks and the consequences
3.5.4 The shooting attack at Utøya
A junção de metas ambientais, interesses econômicos dos conglomerados mundializados da atividade e de aporte e estratégia estatal com políticas públicas, perfazem um cenário complexo, ao mesmo tempo presumível em seu fluxo de capitais, na medida em que o arranjo da cadeia produtiva não escapa a atual conjuntura pródiga em rastrear áreas de maior eficiência.
Há uma barreira natural à atividade do setor de energias renováveis que a faz espacialmente limitada àqueles países em que as potencialidades físico-naturais são disponibilizadas na medida certa. Esta condição é necessária para aquele país que planeja projetos e instalação de usinas ou parques eólicos em espaços naturalmente demarcados em seu território.
No mercado mundial do setor, o cenário é ainda mais acirrado na medida em que há uma forte correlação entre os principais fabricantes de aerogeradores e os principais mercados. Conforme se pode ver no gráfico 1 e na tabela 2, os países que detém uma maior capacidade instalada também estão entre os maiores fabricantes de aerogeradores do mundo, o que aquece e fortalece as economia locais com a expansão do mercado interno e o atendimento ao mercado externo.
Esses conglomerados, como a dinamarquesa Vestas que é líder no mercado mundial de energias alternativas, dominam o mercado a nível mundial com a diversificação de suas
Fonte: German Wind Energy Institute DEWI 2009
Gráfico 1 - Principais fabricantes de aerogeradores do mundo em 2008
atividades e investimentos, oligopolizando uma estrutura que já é altamente seletiva, pois implica na disponibilidade primária de recursos renováveis, limitando-se aquele espaço restrito de países privilegiados na dotação do recurso natural necessário à atividade eólica.
A busca por formas limpas e renováveis de gerar energia nunca recebeu tanta atenção como agora, o que requer assegurar que os investimentos em todo mundo seguirão uma trajetória contínua, iniciativas que entre 2007 e 2008 cresceram mais de 15% em todo o mundo, crescimento este maior que a expansão do uso de combustíveis fósseis na Europa e nos Estados Unidos pela primeira vez na história.
Na ótica econômica, a energia eólica também faz sentido. Quando se compara com outras fontes de geração, o preço para o combustível necessário ao longo da duração total de uma turbina de vento é bem conhecida: é zero, depende da força, constância, direção e velocidade do vento, este, por si só, um recurso natural “abundante” acessível a todos, mas em muitos casos, não suficiente para a implantação dos projetos de usinas eólicas, que além das características do vento, também dependerá de licenças ambientais, infra-estrutura para a logística do projeto, topografia, relevo, entre outros fatores.
A geração de energia eólica é uma forma de tecnologia que entrega ao meio ambiente uma contrapartida significativa em cortes profundos nas emissões de CO2 que o mundo precisa para combater os piores efeitos da mudança climática, ela também oferece vários outros benefícios ambientais. Tem um efeito positivo sobre a poluição do ar, que está sufocando cidades ao redor do mundo, por não emitir poluentes atmosféricos perigosos como as tecnologias de outras formas de geração. A energia eólica não produz resíduos tóxicos, além disso, não utiliza água em sua geração, o que, num mundo cada vez waterstressed, é uma consideração ambiental importante.
De acordo com a tabela 1, até o primeiro semestre de 2010, Estados Unidos e China aparecem como as duas maiores potências eólicas. Os americanos também se destacam na fabricação de aerogeradores. Conforme o gráfico 1, no ano de 2008, a empresa norte- americana GE Energy juntamente com a dinamarquesa Vestas empreenderam mais de 34% da capacidade instalada mundial.
A tabela 1 reúne os dez maiores mercados da atividade eólica no mundo. De acordo com os dados da World Wind Energy Association, em 2010, a China suplantou os Estados Unidos no mercado mundial de turbinas eólicas com 44 733 MW de capacidade instalada, enquanto os Estados Unidos expandiu seu mercado para 40 180 MW instalados; a Alemanha, principal mercado europeu, movimentou sua indústria com a aquisição de 1 551 MW em turbinas instaladas, atingindo 27 215 MW de capacidade total instalada.
Os números são expressivos na medida em que o mercado do Resto do Mundo, em 2011, atinge uma capacidade de 24 200 MW em turbinas instaladas, inferior à capacidade da terceira colocada Alemanha. Os principais mercados europeus apresentam uma tendência convergente de crescimento, com destaque para a Alemanha. Esse adicionou a sua capacidade
eólica 2007 MW de turbinas instaladas em 2011, no mesmo ano; Espanha adicionou 1050 MW ao seu mercado, seguida da França com 980 MW e Itália com 950 MW.
No total, foram quase 239 GWh de capacidade eólica instalada no ano de 2011 em todo o mundo, capacidade esta que atende a 3% da demanda mundial de eletricidade, de acordo com a WWEA. Segundo o primeiro relatório da WWEA em 2012, o mercado mundial de turbinas eólicas bate um novo recorde de crescimento. Foram adicionados 42 GWh à capacidade instalada mundial, somente a China representou mais de 40% dessa capacidade adicionada, os mercados emergentes vem aumentando sua participação no mercado mundial, enquanto muitos países industrializados seguem uma trajetória de estagnação.
O destaque fica para a China que em apenas um ano incrementou seu mercado com 18000 MW de turbinas instaladas, com uma instalação total de 63 GWh em 2011, apresentando a maior taxa de crescimento, em torno de 71%. Vale ressaltar que em 2010 a China já tinha adicionado 19000 MW. A capacidade instalada no resto do mundo passou de 18201 MW para 24200 MW entre 2010 e 2011, movimentando 6000 MW a mais no mercado. Os números apontam que os mercados tradicionais, especialmente o europeu, seguem uma taxa de crescimento menos robusta que as dos mercados “emergentes” como a China e a Índia, esta última em 2011, adicionou ao seu mercado eólico uma capacidade instalada de 2700 MW, superando os dois maiores mercados europeus no mesmo período, Alemanha e Espanha, que adicionaram 2007 MW e 1050 MW de capacidade eólica em seus mercados, respectivamente.
Uma política doméstica orientada para a produção nacional e incentivos fiscais vem caracterizando o avanço chinês no mercado nacional de turbinas eólicas. Em 2006 a lei chinesa para energias renováveis decretou que os conglomerados internacionais de energia deveriam responder por 3% de eletricidade renovável não convencional até 2010 e 8% até 2020. Um pacote de US$ 67 bilhões também foi destinado ao desenvolvimento de energias sustentáveis no país, e investimentos na ordem de US$ 440 bilhões integraram o pacote de estímulo verde para as próximas duas décadas.
Os produtores chineses devem suprir 75% do mercado doméstico nos próximos anos, triplicando a participação em quatro anos, essa estratégia de compatibilização da renovação da matriz energética chinesa juntamente com a construção da indústria nacional, segundo Steve Sawyer, secretário geral do conselho global sobre energia eólica, reproduz-se em qualquer governo, pois há uma opção natural pelas indústrias locais.
Muito embora seja inegável o avanço tecnológico implementado pelas empresas chinesas na construção de turbinas eólicas, ainda não é evidente a qualidade das mesmas quando comparadas com as estrangeiras de know how internacional, muitos
Concordam que a presença de competidores externos pode não resultar efetivamente em transferência de tecnologia, mas é indispensável para a criação de uma rede de conhecimento que facilite o trânsito do capital humano e cognitivo entre as firmas. Alguns observadores alertaram que a marginalização das firmas estrangeiras poderia ser desastrosa para o mercado chinês no futuro. (LIAO, 2009).