1 Understanding Terrorist Target Selection Selection
1.2 Defining terrorism
1.2.2 Defining lone actor terrorism
Dentre os dispositivos utilizados para inalação de drogas broncodilatoras no tratamento das doenças respiratórias crônicas, os nebulizadores têm sido preconizados e dados reportados da literatura demonstram melhora da função pulmonar com o uso destes dispositivos11,14-16.
22 Entretanto, alguns fatores poderão interferir na deposição das partículas produzidas por estes dispositivos, tais como: o tamanho das partículas do aerossol; os mecanismos físicos responsáveis pela deposição (impactação, sedimentação e difusão browniana); a anatomia do sistema respiratório; o padrão ventilatório empregado durante a inalação e o tipo de interface paciente- nebulizador (máscara ou boquilha)66.
Somando-se a isto, o nível de titulação do gás utilizado durante a nebulização, o volume da solução, a temperatura da solução a ser nebulizada, o volume residual, o tempo dispendido na nebulização, o design dos nebulizadores, o manuseio e o processo de higieneização após o uso podem ser apontados como fatores que irão afetar diretamente o rendimentos destes dispositivos15,16,66-69.
Do ponto de vista clínico, destacam-se no mercado para comercialização dois tipos de nebulizadores: o NJ e o NU. A diferença entre estes dois tipos de aparelhos consiste apenas no princípio biofísico responsável por gerar a névoa do aerossol13,70.
O NJ preconiza como princípio biofísico para a produção névoa o efeito Bernoulli, no qual ocorre a passagem do gás através de um orifício estreito, favorecendo uma queda da pressão e um aumento na velocidade do gás que suga o líquido pelo orifício do capilar, quebrando em partículas que serão inaladas pelo paciente12,13.
Em decorrência do aprimoramento tecnológico, os NJs evoluíram no design e mecanismo de operação, evitando-se a perda da névoa produzida durante a expiração e propiciando um melhor aproveitamento das drogas
23 inaladas. Desta forma, surgiram outras categorias de NJs, destacando-se: os nebulizadores com débito constante, nebulizadores com ventilação assistida (open vent) e nebulizadores dosimetrados13.
Os nebulizadores de débito constante são os comumente utilizados nos hospitais e enfermarias, operam com a liberação continua da névoa durante todo o ciclo respiratório, o que ocasiona perda em torno de 20% do aerossol durante a expiração do paciente e aproximadamente 60 a 70% de perda pelo nebulizador para o meio externo, resultando em perda da medicação durante a inalação13,66.
Os dispositivos de nebulização com ventilação assistida possuem uma válvula inspiratória que favorece o aumento na quantidade de partículas contidas no volume corrente inspirado pelo paciente de acordo com o fluxo gerado. O aerossol é gerado durante a exalação, mas permanece relativamente contido dentro da câmara de inalação, como no caso do nebulizador Pari LC Plus13,67.
Teoricamente, o nebulizador dosimetrado é mais eficaz com ativação e liberação do aerossol durante a inspiração do paciente, pois contém uma válvula com sistema de mola (spring-loaded) que interrompe a névoa durante a fase expiratória, no caso das marcas Monaghan Aero-Eclipse, Medicator e Circulaire13,66,67.
Diferentemente do NJ, o NU têm como princípio biofísico o efeito piezoelétrico responsável pela formação dos aerossóis, a partir da vibração de um cristal na freqüência de 1 a 3 MHz, o qual transmite essa vibração até a superfície do líquido com pulverização da solução e consequentemente, formando as pequenas partículas respiráveis12,13.
24 Atualmente, duas teorias são aceitas para explicar o mecanismo de desintegração e produção do aerossol no NU. A primeira teoria foi denominada de onda capilar, a qual preconiza a formação da névoa como resultante da produção de ondas capilares sobre a superfície do líquido contido no interior do nebulizador, quebrando-se e originando as partículas respiráveis. A segunda teoria é a da cavitação alternativa, a qual aponta a produção do aerossol a partir de choques produzidos pela explosão de bolhas de ar próximo à superfície do líquido. Essas duas teorias foram incorporadas, sendo proposta a formação da névoa proveniente das ondas capilares e impelidas pelas bolhas de ar13.
Recentemente, um terceiro tipo de nebulizador tem sido comercializado, o qual é designado “vibrating mesh nebulizer” (Mesh), traduzido para a língua portuguesa como nebulizador de membrana (NM). Diferentemente das outras categorias de nebulizadores, o NM encerra uma membrana contendo milhares de pequenas perfurações, as quais irão determinar o tamanho das partículas produzidas de acordo com o diâmetro das perfurações. As vibrações responsáveis pela produção dos aerossóis são provenientes de um elemento piezo que converte a eletricidade em vibrações mecânicas na ordem de 128 kHz (1/10 da frequência gerada no NU), expulsando o líquido através das pequenas perfurações da membrana em pequenas partículas aerolizadas41-46.
Estes dispositivos apresentam várias vantagens com relação aos outros tipos de nebulizadores, dentre elas podem ser destacadas: são portáteis; são silenciosos; não requerem um longo tempo de uso; funcionam sem compressores; não adicionam gás nos circuitos de ventilação mecânica; funcionam com baterias; apresentam menor volume residual; não resfriam; não
25 aquecem e podem ser nebulizadas diferentes tipos de drogas concomitantemente15,16,43,71.
As partículas produzidas durante a inalação dependem do tamanho das perfurações contidas na placa do aparelho e das propriedades físico- químicas das drogas formuladas. Por esta razão, podem ser nebulizadas suspensões, ou outras moléculas como proteínas e genes43. A figura 4 ilustra de
forma esquemática o funcionamento do NM.
(A) (B) (C) (D) Figura 4. Representação esquemática do funcionamento do NM. Obseve que o dispositivo possui uma base (A) para poder conectá-lo a fonte de eletricidade e propiciar a formação da névoa do aerosol pelo efeito piezoelétrico. Em (B) pode-se observar a entrada para colocação da solução a ser aerolizada
(seta vermelha) e a região do dispositivo contendo a placa com as
microperfurações que irão produzir partículas de menor tamanho (seta azul). (C) representa as microperfurações de tamanho microscópico e (D) mostra a névoa
do aerosol saindo do dispositivo.
Alguns estudos publicados na literatura compararam a eficácia do NM em comparação ao NJ. Assim, O´Callaghan et al72 comparou os dispositivos de
26 nebulização Pari LC plus (NJ) e o Aerogen (NM) utilizando-se como gás o heliox em pacientes com obstrução pulmonar. Evidenciaram significativo rendimento do NM através de um maior percentual de partículas menor que 5 µm e maior aproveitamento da droga nebulizada72.
Tezuka et al73 evidenciaram maior concentração plasmática de corticóide inalado e melhora dos sintomas da asma através do uso de NM quando comparado a outros tipos de nebulizadores em crianças asmáticas durante um período de 12 semanas. Somando-se a isto, estes autores verificaram redução significativa do nível de cortisol num prazo de 4 semanas quando comparado aos valores basais.
Ainda, Johnson et al74 também demonstraram maior eficácia do NM
(Omron Micro Air ) em comparação ao NJ (Pari LC + Pari Pro Neb Ultra compressor) no tocante a massa de aerossol gerada e no menor tempo de nebulização durante a inalação de DNase recombinante humana I no tratamento de pacientes com fibrose cística.
Com relação à utilização dos NM em pacientes com DPOC, Goodman et al75 analisaram o nível de satisfação na utilização do dispositivo I-neb AAD System (NM) em comparação outros NJs durante três meses e aplicaram um questionário de qualidade de vida (Chronic Respiratory Questionnare – CRQ). Estes autores verificaram maior satisfação com o dispositivo I-neb AAD System, com melhora do nível de dispnéia e da fadiga.
Apesar dos vários trabalhos acima descritos, são escassos os estudos envolvendo o uso dos dispositivos NM em associação a VNI na Asma e na DPOC, principalmente enfocando os aspectos de melhora clínica através da
27 análise da função pulmonar e a deposição de radioaerossol nos diferentes segmentos pulmonares, principalmente a distribuição pulmonar regional da ventilação.
6.3 Aspectos técnicos inerentes ao uso da VNI nas doenças