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Shell Tracing with the STF Database

5.5 Prior Work using Machine Learning in Rendering

6.2.5 Shell Tracing with the STF Database

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Luiz Eduardo de Sousa Faleiro

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Marlon Soares Ribeiro

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Rafael Alves Arcanjo

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Amparo Villa Cupolillo

INTRODUÇÃO

Embora a ginástica seja uma atividade bastante difundida nas várias formas que pode assumir, ainda existe muita confusão em relação a duas delas. São elas, a ginástica educacional e a ginástica olímpica. Em um primeiro instante, elas podem parecer iguais ou semelhantes, causando dúvida na hora de sua aplicação. Não é, no entanto, nenhuma crítica a uma ou outra forma, mas sim uma proposta de tornar um pouco mais clara a diferenciação que marca cada uma delas. Pode-se elucidar o que cada uma tem como objetivo e conteúdo. Podemos considerar que a ginástica educacional (GE) está voltada para o processo, enquanto a ginástica olímpica (GO) para o produto.

A GE e a GO, como mostradas acima, parecem completamente opostas. Para melhor visualizar esta diferença, temos o exemplo do rolamento. Na GO é esperado que o aluno execute um rolamento para trás e para frente, com uma posição de saída e chegada padronizadas. O produto final é uma performance. O processo de aprendizagem envolve geralmente o aperfeiçoamento da habilidade até que ela seja executada exatamente da mesma forma todas às vezes. Em contraste, na GE, os alunos exploram diferentes caminhos de tornar seus corpos arredondados, de modo a oferecer uma superfície para o rolamento.

GINÁSTICA EDUCACIONAL (GE)

fundamento - movimento generalizado - o equipamento apóia o movimento - diversidade e objetividade - exploração e criatividade - Laban enfatizado diretamente - movimento versátil - estabelece os próprios padrões - individualizado, centralizado no aluno - orientada para o processo - executado sozinho ou em grupos -

GINÁSTICA OLÍMPICA (GO)

- avançado

- movimento muito específico - o equipamento dita o movimento - aprendizagem de habilidades fixas - movimentos precisos e fixos - Laban, se utilizado, indiretamente. - encontra exigências rígidas - encontra padrões estabelecidos - centralizada na sociedade, imposta pelo adulto. - orientada para o produto - executado individualmente

Fonte: Ginástica Educacional ou Ginástica Olímpica - Myrian Nunomura (1998).

38 Graduando em Educação Física da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 39 Graduando em Educação Física da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. 40 Graduando em Educação Física da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

41 Doutora em Educação pela Universidade Federal Fluminense. Professora Adjunta da Universidade Federal

Wiseman (1978) define como ginástica, a forma sistematizada de exercícios, planejados para produzir efeitos particulares no corpo, adicionando alguns benefícios de natureza pessoal ou desenvolvimentista para o praticante. A GE deveria resultar em aquisição do potencial individual humano, de maneira que as outras formas de ginástica não o fazem. A preocupação do professor está mais no processo do que no produto da aprendizagem. Isso não implica que ela não resulte em alto nível de habilidade.

Para Capel (1986), a GE e a GO são similares em conteúdo, mas diferem em sua filosofia, objetivos, metas e métodos de ensino. As semelhanças incluem as ações mecânicas e anatômicas dos movimentos básicos ginásticos de locomoção, equilíbrio, aterrissagem e voo. A diferença é que a GO é essencialmente competitiva e julgada por certos critérios. O objetivo é vencer, e está relacionada às sequências que incluem habilidades e ações esportivas específicas. Já os objetivos da GE incluem o desenvolvimento da eficiência e utilização habilidosa do corpo em situações práticas quando trabalhado sozinho e com outros, no solo, sobre aparelhos, estimulando a compreensão e apreciação de movimentos objetivos, acoplados com uma capacidade para criar e selecionar ações apropriadas.

De acordo com Siedentop, Herkowitz & Rink (1984), a GE está relacionada ao controle e domínio do corpo em si mesmo. Difere dos programas de GO no objetivo e no processo. O objetivo da GO é a perfeição e a precisão nas habilidades definidas e especializadas; o objetivo da GE é o domínio do corpo, a capacidade de controlar seu próprio corpo num movimento objetivo, sob condições cada vez mais difíceis.

CONCEITO DE GINÁSTICA

“A arte de exercitar o corpo nu”, para o mundo grego, ampliou-se para o “conjunto de exercícios corporais com o objetivo de aprimorar ou corrigir as capacidades físicas” (NASCENTE, 1988), como também, “arte ou ato de exercitar o corpo para fortificá-lo ou dar-lhe agilidade; o conjunto dos exercícios corporais sistematizados para esse fim, realizados no solo ou com auxilio de aparelhos e aplicados com objetivos educacionais, competitivos, artísticos, terapêuticos, etc” (HOLANDA, 1986).

Assim, podemos entender a ginástica, como forma de trabalho corporal, realizado em espaços fechados, ao ar livre, na água, com ou sem aparelhos e materiais, com ou sem utilização de música, proporcionando experiências corporais que visam à conscientização do próprio corpo, suas possibilidades de movimentos e a busca de um estilo individual de executá-lo, através de movimentos ritmados, alegres, expressivos, com variações dinâmicas, geral e localizado.

O ENSINO DA GINÁSTICA ARTÍSTICA NO BRASIL

Segundo Diano (1988), apesar da ginástica artística ter chegado ao país no início do século XIX, esse período foi insuficiente para que o Brasil acompanhasse o desenvolvimento internacional da modalidade. Tal situação se deve a problemas que geram a necessidade desse esporte passar por mudanças, tanto técnicas como administrativas. Para o autor, as principais dificuldades são a infra-estrutura e material humano; isso inclui os próprios ginastas. Ele discute a qualidade da formação dos profissionais responsáveis pelo treinamento, como um fator que contribui para o não desenvolvimento expressivo do esporte em nosso país.

Muitos estudiosos veem o esporte como uma área promissora (TUBINO,1994), vislumbrando que, em futuro próximo, a demanda por serviços crescerá, passando o

mercado a exigir profissionais com melhor preparo. Apesar de existir essa expectativa, não se percebe muita mobilização, principalmente por parte das instituições privadas, em acompanhar esta tendência. Portanto, são poucas as alternativas, no que diz respeito aos cursos de graduação, para quem quer atuar no esporte e se especializar.

A PRÁTICA CORPORAL NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM

O corpo possui a propriedade da comunicação. Isso se dá através dos gestos, inerentes a todos nós. Nossas práticas corporais nada mais são que uma linguagem muda daquilo que queremos dizer ou até mesmo esconder; que se estampa em nossos corpos. Sabemos quando o outro está triste, nervoso, tenso ou amargurado. Nada escapa à linguagem corporal; linguagem carregada de valores culturais moldados por nossa sociedade. É fácil descobrir, por exemplo, uma pessoa que não pertence ao nosso país apenas pelo modo como se comporta: o corpo fala, grita, murmura. São imensas as capacidades de comunicação que o corpo oferece, e assim como é necessário verbalizar, também é necessário agir corporalmente, aumentando esse verdadeiro vocabulário motor.

Nesta perspectiva, se faz importante a prática corporal na vida humana. Assim, pensamos na Ginástica Artística, como instrumento que possa estabelecer um acréscimo motor na vida das pessoas. Também como outros temas - capoeira, dança, e jogos -, acreditamos que o movimento deve sempre estar presente em nosso cotidiano, de forma articulada com certas práticas, onde se pode pensar, discutir e problematizar o gesto. Estas formas de articulação passam pela educação formal escolar, principal detentora dos conhecimentos a serem transmitidos.

APONTAMENTOS SOBRE A OFICINA

De acordo com o material teórico que possuíamos e certa habilidade prática na GA, tivemos a oportunidade de ministrar oficina para alunos (discentes da UFRRJ) e professores denominada ginástica artística na escola, no evento “cultura e formação”, que aconteceu nos espaços da UFRRJ, durante cinco dias, em Novembro de 2009.

Iniciamos a oficina falando sobre a história da GA, como ela surgiu e se disseminou pelo mundo; esclarecemos dúvidas que existiam entre Ginástica Artística e Olímpica (visto que se trata da mesma modalidade, apenas adotado o nome GO no Brasil). Após a parte teórica partimos para o aquecimento, optando pelo aquecimento lúdico (já que nosso foco eram as crianças). Assim, seguimos para apresentar alguns fundamentos da GA.

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Avião

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Rolamento para frente (estendido x Afastado)

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Rolamento para trás (estendido x Afastado)

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Vela

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Estrela Ÿ Salto estendido Ÿ Salto grupado Ÿ Salto carpado Ÿ Salto afastado Ÿ Salto com meia volta.

EXERCÍCIOS DE TRAMPOLIM APRESENTADOS EXERCÍCIOS DE SOLO

Foi muito importante para nós, a experiência de ministrar oficina para a comunidade da UFRRJ. Este evento nos proporcionou a visão de como conduzir uma aula de GA, quais os cuidados que devem ser tomados e, principalmente, o que ainda pode ser melhorado em nossa didática.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

É notório que a ginástica artística é um desporto ainda muito pouco utilizado dentro das instituições educacionais. Isso é decorrente, muitas vezes, da insegurança do profissional de educação física de ensinar o desporto, já que há precariedade de materiais nas instituições públicas, e, nas instituições privadas, falta de interesse dos alunos em aprender essa modalidade esportiva. A ginástica artística poderia ser utilizada pelos profissionais de educação física como estratégia educacional, ou seja, visando uma forma de integração entre os alunos e também a melhoria do rendimento em outras disciplinas (interdisciplinaridade), dentro da sala de aula, já que um dos principais objetivos da ginástica artística dentro das escolas, não é a formação de atletas para servir as seleções nacionais, e sim fazer com que o aluno conheça um pouco mais o seu corpo, a fim de conseguir fazer com que a relação corpo/mente esteja em total harmonia. Além disso, a ginástica artística com caráter educacional, promove a cooperação entre os alunos, uma vez que o profissional que ministra a aula pode utilizar um aluno que possua facilidade maior em realizar os movimentos, para auxiliar os demais alunos com dificuldades.

Os movimentos realizados nas aulas de ginástica dentro das escolas podem trazer benefícios no dia-a-dia dos próprios alunos, pois esse desporto é rico em movimentos que necessitam de certa habilidade. Assim, realizando esses movimentos, o aluno desenvolve uma habilidade motora enorme, mesmo que o movimento não saia perfeito (pois esse não é o objetivo da ginástica educacional). O aluno perceberá sua evolução e assim aumentará sua auto-estima, passando a confiar um pouco mais no seu potencial, não apenas ali durante a aula de educação física, mas também fora da aula, e até mesmo fora da instituição de ensino.

Tendo em vista tudo isso, realizamos essa oficina para cultivar o interesse dos profissionais de educação física em utilizar a ginástica artística dentro das escolas, pois ela pode ser benéfica para o aluno em diversos pontos, desde que seja transmitida de maneira leve e divertida. Isso trará o aluno para as aulas, mesmo que esse não seja o desporto de sua preferência. Contudo, deve ter algum caráter pedagógico e não apenas recreativo. Cabe ao profissional saber combinar ensino e diversão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

NUNOMURA,Myrian / NISTA-PICCOLO,Vilma Leni. A Ginástica Artística no Brasil: Reflexôes sobre a formação profissional. Rev.Bras.Cienc.Esporte,Campinas, v.24,n.

3,p.175-194,maio2003.

NUNOMURA, M. Ginástica Educacional ou Ginástica Olímpica. Motriz, Rio Claro, v.4,

n.1, p.65-68, jun. 1998.

MARCASSA, Luciana. Metodologia do ensino da ginástica: novos olhares, novas perspectivas. Revista Pensar a Prática - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, v. 7, n. 2, p.171-186, jul./dez., 2004.