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Per tal de garantir que l’alumnat ha dut a terme les activitats de manera satisfactòria i ha adquirit els objectius proposats, és necessari assegurar-se que hi ha un treball conjunt, actiu i

SESSIÓ ACTIVITATS DURADA

enfatizando o principal objeto deste estudo que são as plantas medicinais e o conhecimento popular a elas associado. Considerando o total de famílias moradoras da área, conforme informações coletadas junto aos ACSs de cada uma das localidades e a partir dos dados do Programa Saúde da Família, foi possível estabelecer um parâmetro para a tomada de decisão quanto ao número de entrevistas que seriam realizadas. Desta forma, ficou definido que as entrevistas fossem realizadas com mais da metade das famílias residentes na APA. Assim feito, os resultados desenham o perfil socioeconômico e cultural da população da área estudada.

Ressalta-se que este trabalho, além do objetivo maior, propõe o reconhecimento e valorização das plantas medicinais existentes na APA Algodoal-Maiandeua, assim como do conhecimento e práticas de uso relacionados a elas, com o intuito de contribuir para a gestão da área protegida quando da elaboração do Plano de Manejo. Este trabalho sugere, ainda, a inclusão oficial destas plantas na atenção primária à saúde da população local, a partir da construção e implantação da Política Municipal de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PMPMF) do município de Maracanã, no Estado do Pará.

A população da ilha de Maiandeua ou APA Algodoal-Maiandeua é composta por cerca de quinhentas e trinta famílias, das quais trezentas e trinta são de Algodoal, cento e vinte de Fortalezinha, cinquenta de Camboinha e trinta e cinco de Mocoóca, aproximadamente. Uma vez que o número total de famílias da área de estudo foi definido, foram entrevistadas duzentas e setenta famílias, sendo cento e sessenta e seis em Algodoal, sessenta e uma em Fortalezinha, vinte e cinco em Camboinha e dezoito em Mocoóca. As famílias entrevistadas representam uma amostra expressiva da população da APA Algodoal- Maiandeua, concedendo maior confiabilidade aos resultados obtidos com as investigações de base empírica para este estudo.

Das pessoas que concederam entrevistas, as quais representaram as famílias maiandeuenses, a grande maioria (82,6%) é do gênero feminino, enquanto apenas 17,4% são do gênero masculino (gráfico 1). É importante sublinhar que as mulheres estão muito mais dispostas e disponíveis para uma conversa, especialmente quando o tema é planta medicinal e tratamento de saúde. Contudo, as observações e interações estabelecidas permitem afirmar que, mesmo que nas entrevistas o número de mulheres tenha se destacado, esta temática não é assunto de interesse particular apenas do gênero feminino. Muitas pessoas do gênero masculino são consideradas como especialistas tradicionais no tratamento e cura por meio das

plantas medicinais, a exemplo do senhor Gerôncio, senhor Provoca e senhor Dereco que são tomados como referência neste assunto pela população local.

Gráfico 1 - Gênero dos entrevistados na APA Algodoal-Maiandeua

Os entrevistados apontam Algodoal, principalmente, como local de origem, seguido de Maracanã, Belém, Marapanim, Bragança e do Estado do Maranhão (tabela 1), apenas para ilustrar os mais citados. Todavia, as observações participantes revelaram que houve um equívoco no entendimento, tanto por parte dos entrevistadores, quanto por parte dos entrevistados, pois a maioria dos representantes das famílias nas entrevistas das comunidades de Mocoóca, Camboinha e Fortalezinha indicaram a sede do município como local de origem, o que não condiz com a realidade constatada em rodas de conversas e outras interações com as referidas comunidades. Na realidade, a maioria das famílias residentes nas quatro comunidades são originárias da própria ilha de Maiandeua.

Tabela 1 – Local de origem dos entrevistados

Comunidades Maracanã Algodoal Belém Marapanim Bragança Maranhão

Mocoóca 4,4% 0,0% 0,4% 0,0% 0,0% 0,0%

Algodoal 3,0% 38,9% 5,2% 0,4% 1,9% 1,1%

Camboinha 5,6% 0,0% 0,4% 1,9% 0,0% 0,4%

Fortalezinha 21,1% 0,0% 0,4% 0,7% 0,0% 0,4%

Total 34,1% 38,9% 6,3% 3,0% 1,9% 1,9%

A renda familiar da população maiandeuense (gráfico 2), em sua maioria, é de até um salário mínimo, o que se percebe, claramente, com as duas referências mais significativas de indicação de renda (gráfico 1). Cento e vinte e três famílias declararam sobreviver com menos de um salário mínimo (45,6%) e oitenta e sete famílias (32,2%) garantem seus sustentos com renda familiar de um salário mínimo. Observa-se, também, que dezoito famílias (6,7%) não

possuem renda e que, na situação oposta, há apenas uma família que para subsidiar as despesas familiares desfruta de mais de dois salários mínimos, a maior renda declarada.

Gráfico 2 - Renda familiar da população da APA Algodoal-Maiandeua

A renda das famílias da ilha de Maiandeua é provida pelo pai, na maioria dos casos, afirmação que tem suporte nas declarações de cento e vinte e duas famílias (gráfico 3). Entretanto, as mães têm um papel fundamental no desempenho da responsabilidade financeira, uma vez que respondem pela renda de noventa e sete famílias. Uma renda familiar subsidiada por ambos não é característica comum da população de Maiandeua, pois apenas sete famílias contam com rendas geradas por pai e mãe.

Gráfico 3 - Responsável financeiro das famílias em Maiandeua

Maiandeua possui uma população jovem, conforme indicado na faixa etária predominantemente indicada pelas famílias habitantes da ilha (tabela 2). As crianças representam a próxima faixa etária com maior frequência, seguido de pessoas nas faixas de quarenta e um a sessenta anos e de treze a dezoito anos. A faixa etária acima de sessenta anos

é a que menos ocorre nas famílias maiandeuenses, considerando que, do total de duzentas e setenta famílias entrevistadas, esta faixa foi apontada cinquenta e oito vezes.

Tabela 2 - Faixa etária das Famílias da APA Algodoal-Maiandeua

Faixa etária dos familiares Frequência

0 a 12 anos 23,0% 13 a 18 anos 13,9% 19 a 40 anos 30,2% 41 a 60 anos 20,8% Acima de 60 anos 11,7% Não respondeu 0,4% Total 100,0%

As famílias entrevistadas possuem energia elétrica em praticamente todos os domicílios (265), o que reflete o acesso quase total da população local a este serviço, apesar de ter sido disponibilizado há apenas sete anos. O acesso ao serviço de água encanada, bem como possuir banheiro próprio, necessidades que remetem à saúde e à qualidade de vida, configuram-se como privilégios na área protegida, já que não são todas as famílias que o alcançam. O abastecimento de água, saneamento básico, é uma demanda primária que, entretanto, até hoje não se percebeu esforços efetivos para a resolução deste problema, implicando no não acesso à água potável em todos os domicílios. Todos estes aspectos podem ser melhor compreendidos a partir da visualização a seguir (gráfico 4).

Gráfico 4 - Serviços básicos disponíveis nos domicílios da APA Algodoal-Maiandeua

A água encanada nos domicílios da APA Algodoal-Maiandeua é resultado de esforço particular de cada família que, quando não consegue realizar o empreendimento de forma isolada, se junta com outras famílias para que em esforço conjunto alcancem o tão primordial direito de acesso à água potável, que possibilite os afazeres diários em prol de suas

subsistências. Outro aspecto, apresentado pelos domicílios, é relativo a banheiro próprio, o qual não faz parte da realidade vivida por 15,6% das famílias da ilha. Ou seja, apesar de 84,4% dos moradores de Maiandeua possuirem banheiro em seus domicílios, o que representa a grande maioria dos respondentes, há quarenta e duas famílias maiandeuenses que não dispõe de um banheiro próprio.