Kapittel 2 Teoretisk forankring
2.1.1 Servicepersonale, den ansattes rolle og opplevelsesrommet
Nesta seção, além de retomarmos e resumirmos as conclusões da investigação realizada, apontamos desdobramentos da pesquisa que poderiam trazer mais contribuições à compreensão da temática investigada.
1. Conclusão
A realização deste trabalho de pesquisa teve por objetivos centrais investigar concepções apresentadas por professores em formação, cursando o terceiro ano de Letras, sobre os gêneros discursivos no ensino de língua, bem como analisar possíveis implicações em suas concepções iniciais ocasionadas pelos estudos realizados em uma disciplina apresentando as potencialidades da utilização dos gêneros discursivos no ensino- aprendizagem de inglês. Dessa maneira, buscamos compreender que contribuições a teoria de gêneros poderia dar ao processo formativo.
Tal investigação se justifica nas palavras de autores como Paiva (2006, p. 8), que, revelando sua convicção de que a linguagem como gênero no ensino de LE é “o caminho adequado para a aquisição”, aponta que “precisamos de muitos estudos e pesquisa para sustentar a implementação desse tipo de abordagem”.
Além disso, ainda que a educação de professores de línguas tenha uma vibrante base teórica, ela tem muito a expandir. Nosso conhecimento é ainda parcial, dada a diversidade de contextos na qual ocorre, a variedade de efeitos que pode produzir (WRIGHT, 2010).
Analisando, portanto, os resultados deste estudo, verificamos um processo de (trans)formação, de ordem cognitiva, no desenvolver-se profissionalmente como professor (BORG, 2009a), tendo como base a teoria de gêneros.
192 Investigando as concepções iniciais dos APs participantes sobre o uso de gêneros no ensino de língua, concluímos que eles reconheciam a variedade (e certa especificidade) de textos disponíveis ao ensino, bem como os tipos e as características das atividades que poderiam ser utilizadas, assim como os aspectos contextuais a se considerar na escolha dos textos a fim de que fossem didaticamente válidos. No entanto, de maneira geral, demonstravam certa dificuldade em apontar como realizar/produzir tais atividades, ou seja, em como concretizar um projeto de ensino – concepções majoritariamente baseadas na intuição.
No decurso da disciplina, com o estudo dos gêneros, sob a perspectiva swalesiana, as asserções iniciais, genéricas e superficiais, foram cedendo lugar a decisões mais informadas, levando em consideração critérios mais variados, demonstrando a instauração de um processo de ampliação tanto do repertório teórico quanto de exploração e catalogação de fontes sobre o ensinar.
Com relação à compreensão da teoria de gêneros especificamente, nossos participantes se encontraram em diferentes níveis: as duplas 1 e 2 com tênue compreensão, as duplas 3 e 4 com significativa compreensão e as duplas 5 e 6 com consistente compreensão.
Tal heterogeneidade, por sua vez, refletiu-se na produção dos alunos- professores – atividade na qual deveriam colocar em prática o suporte teórico trabalhado. As duplas 1 e 2, cuja compreensão da teoria de gêneros foi tênue, apenas apresentaram, pontuaram algumas possibilidades de exploração do texto na aula de língua inglesa; as duplas 3 e 4, que evidenciaram significativa compreensão teórica, desenvolveram alguns aspectos do/sobre o texto e, finalmente, as duplas 5 e 6, apontadas com consistente compreensão da teoria apresentada, desenvolveram não apenas a questão do gênero mas também várias outras noções que ele oportunizou, demonstrando acuidade e desenvoltura na abordagem do texto. Pequenas variações ocorreram também em cada uma das três grandes categorias, ou seja, as duplas 1, 4 e 6 produziram unidades mais elaboradas que seus colegas sob a mesma classificação, as duplas 2, 3 e 5 respectivamente.
Contudo, ainda que de forma díspar, posto que cada aluno interpreta, atribui significado e assimila as informações tratadas nos programas de formação de maneira particular (BORG, 2006; KENNEDY, 1991), pudemos notar transformações, de ordem cognitiva, quanto ao tópico.
Além disso, discussões mais amplas sobre ser professor foram oportunizadas, ocasionando um redimensionamento (ou amadurecimento) do posicionamento docente dos alunos-professores.
193 Dessa maneira, acreditamos que tanto as transformações quanto as formações, de ordem cognitiva, que se sucederam na disciplina, a qual uniu os conhecimentos disciplinar e pedagógico, mediados pelo linguístico-comunicativo, oportunizaram um tipo de vivência docente em etapas intermediárias da formação, em uma disciplina de Língua Inglesa, não tendo sido necessário aguardar para realizá-la no final do curso, em disciplinas como Linguística Aplicada e/ou Estágio Supervisionado.
Na etapa em que a disciplina foi ministrada – meio do curso de licenciatura em Letras – o período disponível para reflexões ainda é mais longo, podendo os conhecimentos e experiências constituir uma base mais sólida sob a qual o futuro professor poderá se apoiar em suas (primeiras) experiências de ensino.
A contribuição deste trabalho de pesquisa, portanto, consiste em apresentar, por meio da disciplina investigada, uma maneira de se realizar, na prática, em um curso de formação de professores, a abordagem de gêneros textuais, a qual é ainda pouco explorada e, em parte, devido ao fato de ser relativamente recente nesse contexto.
Além disso, este estudo mostra que a apresentação de determinadas teorias na formação, dentre elas a de gênero, sendo feita de maneira a conduzir o aluno-professor à reflexão, à problematização das mesmas, ou, em outras palavras, de modo a incentivá-lo a atribuir sentido a elas, pode fornecer subsídios para novas perspectivas, novas possibilidades de ação docente, bem como constituir suporte, fundamentação para a atuação. A constituição de conhecimento docente que permita a realização de escolhas informadas (LARSEN- FREEMAN, 1983) empodera (FREIRE, 1979) o professor, auxiliando, em especial, aqueles pouco experientes egressos dos programas de formação pré-serviço.
Gostaríamos de ressaltar que estamos cientes de que outros fatores, concomitantes, podem ter influenciado o processo formativo, a constituição do conhecimento docente, posto que a disciplina ofertada não é a única ação/vivência/experiência dos alunos- professores no semestre. Mas, por ela ser o ponto central de contato com a teoria em foco, e também por ser cientificamente inviável catalogar todos os demais fatores em atividade, nela focamos.
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2. Encaminhamento de Pesquisa
No presente estudo, acompanhamos os alunos-professores em uma disciplina de formação, a qual possibilitou, além de estudos teóricos sobre gêneros, conforme proposta defendida por Swales (1990), a produção de material didático para o ensino de inglês sob essa perspectiva. Acreditamos que a investigação da aplicação das unidades de ensino por seus produtores, indo além da prática assistida (JOHNSON, 2009), seria bastante frutífera a fim de se verificar as (trans)formações de ordem cognitiva ocasionadas por essa experiência em função tanto de resultados favoráveis alcançados quanto de expectativas frustradas e tensões geradas, bem como de estratégias desenvolvidas para se lidar com elas. Aprender a ensinar é um processo de desenvolvimento que envolve múltiplas participações em contextos de ensino e aprendizagem.
Por meio dessa experiência prática em diferentes contextos seria possível, ainda, observar a perspectiva dos alunos, grupos-alvo para quem as unidades didáticas foram produzidas, com relação ao trabalho proposto, ou, melhor dizendo, à adoção da teoria swalesiana em contextos (variados) de ensino de inglês geral.
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