• No results found

Sensitivitetsanalyse for drift av anlegget i Hammerfest

Scenario 3: Analyse av designoptimalisert anlegg

10.6 Scenario 2: Referanseanlegg - Design fra Hammerfest Energi

10.6.1 Sensitivitetsanalyse for drift av anlegget i Hammerfest

Os estudos sobre identidade resultam, em grande parte, da psicologia social, da sociologia, da antropologia, do comportamento organizacional, da comunicação influenciada por diversas correntes de pensamento que enfocam níveis de análise, do individual ao coletivo. Pesquisadores visualizam esta construção como uma chave para explicar e predizer atitudes e comportamentos de um indivíduo (Billiot, 2010). Abordando essencialmente o indivíduo e o processo socialmente construído por meio do qual ele se relaciona com os outros (Machado; Kopittke,2002).

De acordo com Alvesson e Sveningsson (2003), a questão da identidade é considerada central para a explicação dos fenômenos de significado e motivação, comprometimento, lealdade, lógica para compreensão da ação, inércia e tomada de decisões, mudança, liderança, relações inter e intragrupos, colaboração organizacional, entre outros. Esse reconhecimento tem seu fundamento no papel apontado por Patvardhan, Gioia e Hamilton (2015) em que a identidade é percebida como um conceito-chave que molda, sustenta e conduz indivíduos em qualquer sistema social, como também no nível coletivo.

A identidade conceitualmente pode ser abordada com base em diferentes níveis: individual, grupal, organizacional (Brewer e Gardner, 1996; Ravasi e Rekom, 2003). Diante disso, Asforth e Mael (1996) destacam que o tema se desenvolve no nível individual, em grupo e organizacional, abrangendo os campos da psicologia, psicologia social e psicodinâmica, teoria da identidade social, gênero, raça, etnia, identidades nacionais, bem como identificação, papéis e imagem organizacional.

A identidade individual é dada pelo conjunto de características compreendidas pelos aspectos do self, que formam um perfil único ou um conjunto destes aspectos que diferenciam uma pessoa de outra. Estes aspectos incluem valores pessoais, história de vida e personalidade (Kreiner, 2011). No nível de identidade de grupo Tajfel (1982) preconiza que esta é

desenvolvida e mantida primariamente pela comparação intergrupo, onde um grupo busca as diferenças consideradas positivas entre eles mesmos, ou em outros grupos de referência, como forma de aumentar a sua própria autoestima. No nível organizacional, a identidade é construída sobre a ideia de que esta é um construto relacional formado pela interação com os outros (Albert; Whetten, 2004; Ashforth; Mael, 1996).

Estudos de Hall (2011) oferecem três concepções de identidade. A primeira, que caracterizava o sujeito do iluminismo, estava baseada em uma concepção da pessoa humana como indivíduo totalmente centrado, dotado das capacidades de razão, de consciência e de ação. Este seria dotado de um núcleo interior, que emergia pela primeira vez quando o sujeito nascia e com ele se desenvolvia, ainda que permanecesse, em essência, inalterado ao longo de toda a sua existência.A segunda concepção é a do sujeito sociológico, segundo a qual a identidade preenche o espaço entre o mundo pessoal e o mundo público, contribuindo para alinhar os sentimentos subjetivos com os lugares objetivos que os indivíduos ocupam no mundo social e cultural. Segundo esta concepção, a identidade é formada com base na interação entre o eu e a sociedade. O sujeito ainda tem um núcleo ou essência interior que é o eu “real”, embora este seja formado e modificado em um diálogo contínuo com os mundos culturais exteriores e com as identidades oferecidas por tais universos. A terceira concepção é a do sujeito pós-moderno, na qual há o reconhecimento de que as mudanças estruturais e institucionais, que vêm ocorrendo no ambiente, têm causado o colapso das identidades que compunham as paisagens sociais e asseguravam a conformidade subjetiva dos indivíduos com as necessidades da cultura.

Na ótica de Freitas (2000), a identidade pode ser compreendida como um resultado, um estado que pode variar no tempo, não é fixa e depende de seu ponto de definição, pois pode dizer respeito ao indivíduo, ao grupo e à sociedade em geral. Pode-se acrescentar ainda que a identidade é um estado de consciência de si, um estado de coerência interna que fundamenta a existência; apesar disso, a identificação situa-se no ato de reconhecer ou reconhecer-se em algo ou alguém.A identidade dos indivíduos é permeada por processos de socialização, que por sua vez, implica em múltiplas identificações, pois o indivíduo estabelece múltiplos vínculos e referências ao longo da vida, não só com os outros significativos, mas também com as organizações (Freitas, 2000).

Portanto, não se pode dizer que os indivíduos possuem uma identidade e, sim, múltiplas identidades que se constroem dinamicamente (Borzeix; Linhart, 1996; Ashforth; Johnson, 2001). A construção das identidades é influenciada por diferentes contextos e

espaços nos quais os indivíduos interagem e que envolvem estruturas sociais, a cultura e o histórico das relações dos indivíduos (Goffman, 2011).

Para compreender a construção de identidades é necessário entender os modos de constituição dos sujeitos por meio dos processos de socialização. Durante toda a vida, os indivíduos vivenciam e aprendem diversos comportamentos, os quais, de alguma maneira, passam a ser reproduzidos socialmente. É por meio da socialização que as identidades são construídas e reconstruídas. Por isso, torna-se necessário apresentar uma compreensão do que é socialização.

Para Dubar (2005), a partir da década de 1960, os sociólogos passam a utilizar o conceito de socialização como a construção de um mundo vivido, que pode ser desconstruído e reconstruído ao longo de sua existência. Assim sendo, a socialização passa a ser percebida como um processo de construção, desconstrução e reconstrução de identidades, relacionadas às diversas esferas de atividade da vida do indivíduo, e nas quais ele aprende a se tornar um ator.

Atuando como atores, os indivíduos possuem determinada definição da situação em que se inserem da forma como definem a si próprios e aos outros. Estas definições baseiam-se em categorias, de origens diversas, e têm como forma argumentos que implicam em interesses, valores e posicionamentos e todas as identidades são denominações relativas a uma época histórica e a um tipo de contexto social, considerada construções sociais e de linguagem, acompanhadas por racionalizações e reinterpretações (Dubar, 2005).

Berger e Luckmann (1998) aprofundam os elementos constituintes da socialização primária e secundária, ao se basearem nas discussões da Psicologia Social apresentadas por Mead (1967), uma vez que o autor destaca os efeitos do grupo social para com as experiências e comportamentos do indivíduo em grupo, pois a relação entre as estruturas sociais e o indivíduo é capaz de contribuir para a construção do self. Com base nas discussões desses autores, é possível ressaltar o caráter processual na constituição da identidade do indivíduo, uma vez que as etapas da socialização não são estanques, mas inseridas e, muitas vezes, sobrepostas em um continuum temporal e histórico. Logo, a socialização não se torna acabada, mas se reconstrói ao longo do tempo, sendo que no contexto do grupo e das organizações esse processo se destaca como importante espaço para a dialética, envolvendo a constituição da identidade.

Dessa forma, a socialização ocorre de forma permanente e contínua por meio das diversas interações entre fatores biológicos, psíquicos e sociais. É por intermédio da identificação que se pode tratar a identidade, não de maneira essencialista, mas relacional; não como algo acabado, mas como um processo em andamento (Hall, 2011), proporcionando ao indivíduo convivências marcantes decorrentes do grau de identificação vivido em cada momento.

Os processos de construção e reconstrução identitária ocorrem também nas organizações (Schnurr, 2009), por meio dos processos de socialização organizacional em que se busca a adesão dos indivíduos aos princípios organizacionais. Ao ingressarem em uma organização, indivíduos com características diversas unem-se para atuar dentro de um mesmo sistema sociocultural em busca de objetivos predeterminados. Essa união provoca um compartilhamento de crenças, valores, hábitos, entre outros, que irão orientar suas ações dentro de um contexto preexistente, definindo, assim, as suas identidades (Fernandes; Zanelli, 2006).

Wâhlin (2002) destaca que a identidade nas organizações é frequentemente vista como múltipla em função de aspectos como idade, profissão, etnia, entre outros, sendo multifacetada. O autor entende que há espaço para discustir a questão da identidade, organizacional e pessoal, nos enfoques de identidades múltiplas e integradas. A Figura 9 mostra a construção identitária ao longo de duas dimensões:

Figura 9. Duas dimensões críticas na construção de identidade Fonte: Wâhlin (2002). Construção de Identidade Múltipla Construção de Identidade Profissional Construção de Identidade Integrada Construção de Identidade Organizacional

a) A primeira dimensão relaciona-se com a tensão entre a construção da identidade individual com a organizacional, destacando-se que essas perspectivas são entrelaçadas.

b) A segunda dimensão demonstra a tensão entre identidade integrada e múltiplas construções identitárias em ambientes culturais em geral.

Mediante esta dimensão atividades e acordos são contextualizados para além dos níveis individual e organizacional, possibilitando visualizar como as construções identitárias múltiplas e integradas influenciam-se reciprocamente permitindo a questão: Como podemos encontrar o equilíbrio entre unidade e diversidade? (Wâhlin, 2002).

Para o autor, esta análise pode possibilitar compreender que a mistura particular de características individuais e organizacionais faz a construção da identidade possível.Portanto, como apresentado por Alvesson (2011), os indivíduos e as organizações devem negociar estas tensões entre as suas similaridades e diferenças em relação a outras organizações, buscando um ponto de equilíbrio pelo processo cognitivo individual e pelas crenças coletivas, sobre o que a organização é e o quão distinta é de outras organizações.

Na compreensão da constituição da identidade do indivíduo, é importante analisar as relações sociais que o permeiam, desdobrando-se na identidade social. Dessa forma, a identidade social, na visão de Machado e Kopittke (2002), é o fruto da interação entre mecanismos psicológicos e fatores sociais. Trata-se de um processo social dinâmico, em contínua evolução, que se constrói por semelhança e oposição.

De acordo com a teoria da identidade social, as pessoas buscam manter e aumentar uma autoestima positiva. Por buscarem uma autoestima positiva, indivíduos altamente identificados com o grupo estariam dispostos a empreender esforços em prol dos objetivos desse grupo (Blader e Tyler, 2009). Assim, a teoria da identidade social define grupo como um conjunto de indivíduos que percebem a si mesmos como pertencentes de uma mesma categoria social em função das similaridades que guardam entre si (Tajfel; Turner, 1979).

Portanto, a teoria da identidade social assenta em três pilares: categorização social, identificação social e comparação social (Tajfel, 1978). A categorização social consiste em um processo cognitivo básico necessário para a organização e seleção da informação complexa. Este mecanismo acentua as semelhanças entre estímulos pertencentes à mesma categoria (física, social, ou aspectos do próprio), e as diferenças entre os estímulos pertencentes a diferentes categorias. A categorização aplica-se tanto a estímulos físicos como a estímulos sociais e independentes da personalidade e do grau de informação dos indivíduos.

A comparação social, baseada na teoria da comparação social de Festinger de 1954, quando é aplicada ao contexto grupal permite ao sujeito aprender sobre si mesmo, surgindo por meio do processo de comparação e avaliação das suas características, habilidades e opiniões em relação às de outros grupos relevantes (Abou-Zeid; Ben-Akiva, 2011). Neste processo o sujeito usa os critérios disponíveis e relevantes do contexto, mas, sempre que possível, que permitam uma comparação em que o grupo próprio seja o mais valorizado possível (Tajfel, 1978), e assim contribuir para uma autoestima positiva.

A identificação social é a percepção de unidade ou sentimento de pertença a algum agrupamento humano (Ashforth e Mael,1989). Com isso, sugerem o agrupamento em unidades sociais como a principal fonte de identidade. Estudiosos desta teoria partem da premissa de que as pessoas se classificam e aos outros com base em grupos e categorias, que podem ser, por exemplo, baseados em sexo, raça, etnia, religião, ocupação, e assim por diante (Tajfel e Turner,1985). Esse sistema de classificação social proporciona aos individuos um meio de se definirem e se identificarem com determinados grupos, ou seja, o autoconceito. O autoconceito é a maneira como o sujeito percebe a si próprio em relação a si mesmo e em relação aos outros (Tajfel e Turner, 1985); é formado pela soma da identidade pessoal do sujeito e de suas identificações sociais oriundas de sua autoclassificação nos grupos (Ashforth; Mael,1989).

A identidade social é um conceito multidimensional que incorpora um componente cognitivo, ou seja, identificação e dois componentes avaliativos, que, segundo Tyler e Blader (2003), são orgulho e respeito. Em ambientes organizacionais, a identificação organizacional captura a crença cognitiva dos empregados de que eles pertencem à organização (Ashforth; Mael, 1989; Blader; Tyler, 2009). O orgulho reflete a avaliação dos empregados sobre o status de seu grupo e o respeito refere-se à avaliação de seu próprio status dentro do grupo (Blader; Tyler, 2009).

Assim, a identificação representa o grau em que uma organização expressa e aumenta a identidade de um indivíduo. A força da identificação é determinada pela consciência, conhecimento e experiência de um indivíduo com a organização (Balmer; Liao, 2007). A identificação ocorre principalmente por meio de interações diretas entre um indivíduo e uma organização. No entanto, há estudos que sugerem que a identificação é uma construção perceptual que descreve até que ponto um indivíduo psicologicamente aceita a organização como parte de seu próprio ser (Bhattacharya; Sen, 2003; Wilkins; Huisman, 2013). De acordo

com este ponto de vista, os indivíduos sem quaisquer vínculos ou interações também podem se identificar com uma organização.

Segundo Brickson (2000), um ponto de destaque da teoria da identidade social é que esta considera as identidades individuais compostas tanto por componentes da identidade pessoal, quanto da identidade social. Diante desses aspectos, os contextos e os níveis de análise da identidade não são campos estanques, separados, mas se interrelacionam, podendo, no contexto das organizações, constituírem uma identidade no nível organizacional.

Assim, a identidade social é o fruto da interação dos mecanismos psicológicos e dos fatores sociais. Trata-se de um processo social e dinâmico, em contínua evolução, que se constrói por semelhança e oposição (Machado, 2003).

Seguindo essa linha de pensamento, a identidade é definida pelo pertencimento do sujeito em dado grupo e na relação com outros grupos, ou seja, estabelece-se uma relação de semelhança e diferença entre os grupos. Com isso, as relações entre determinados grupos sociais possibilitam apreender a maneira como os indivíduos percebem a si enquanto pertencentes a determinado grupo, ou, como na percepção dos demais membros, como pertencente ao grupo.

Portanto, os estudos que envolvem o aspecto da identidade envolvem não somente o nível do indivíduo, mas compreendem outros níveis de análise, a partir do pressuposto que os indivíduos se constituem na relação com o outro, nos processos de socialização e integração.

Tomando como referência a necessária vinculação do indivíduo em grupos sociais, de trabalho e em organizações para a construção da sua identidade individual, abordar-se-ão, a seguir, aspectos relacionados à identidade organizacional e profissional.