3. Utviklingen av rammeverket
3.3 Selvorganisering og sorte svaner
Os dados coletados nas pesquisas quantitativas e qualitativas foram interpretados e analisados separadamente.
Os dados obtidos na pesquisa quantitativa foram tabulados e interpretados distintamente segundo a natureza da questão (fechada ou aberta). As respostas obtidas nas questões fechadas (múltipla escolha) foram tabuladas e analisadas com o auxílio de dois softwares distintos. Para compilar os dados gráficos resultantes das dez questões fechadas dos questionários, as respostas dos questionários impressos foram transcritas, para criar uma versão baseada na web e administrada online (Survey Monkey), e a análise estatística dos dados numéricos levantados foi feita com o PHSStat (suplemento dentro do programa Microsoft Excel). Para as análises efetuadas para as frequências absolutas encontradas entre os diferentes setores da economia foram utilizadas a análise estatística das diferenças entre proporções. Para a comparação entre os resultados obtidos entre competências importantes e escassas foi utilizado o teste estatístico de correlação. E finalmente para a categorização dos grupos de competências importantes e escassas (A, B, C e D) forma feitas análises estatísticas comparando-se as diferenças entre proporções.
Os dados resultantes das respostas fornecidas na questão aberta do questionário foram submetidos à técnica de análise de conteúdo. De acordo com Dellagnelo e Silva (2005), supõe-se que o tratamento e a interpretação dos materiais decorrentes, ou seja, dos textos obtidos, requeira aparato metodológico que subsidie de maneira sólida as conclusões a serem alcançadas. Sob esse aspecto, a técnica de análise de conteúdo despontou como uma das metodologias mais adequadas para utilização nessa etapa do estudo.
Bailey (1994) afirmou que a meta básica da análise de conteúdo é tomar documentos verbais, não quantitativos, e transformá-los em dados quantitativos. Bardin (1994, p. 42), por sua vez, enfatiza que a análise de conteúdo é
[…] um conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, obter indicadores quantitativos ou não, que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) das mensagens.
De acordo com a autora, esse método de análise busca inferir os significados que vão além das mensagens concretas e, dessa forma, a simples aplicação de técnicas eminentemente quantitativas não faz sentido. Segundo Dellagnelo e Silva (2005), uma vez que muito da pesquisa qualitativa na área envolve discussões sobre atitudes, valores e ideologias de indivíduos e organizações, a aplicabilidade de técnicas estatísticas é extremamente limitada. Conforme Bardin (1994), a análise de conteúdo preocupa-se com o estudo da palavra, quer
dizer, a prática da língua realizada por emissores identificáveis, buscando o conhecimento de variáveis de ordem psicológica, sociológica, histórica, etc., por meio de um processo de dedução com base em indicadores reconstruídos a partir de uma amostra de mensagens específicas.
Bardin (1994) aborda a codificação como um importante processo a ser efetuado e que corresponde a três escolhas: o recorte (ou a escolha das unidades de registro); a enumeração (ou a escolha das regras de contagem); a classificação e a agregação (ou a escolha das categorias). A unidade de registro consiste em um processo de desagregação de uma mensagem em seus elementos constitutivos. As unidades de registro podem ser a palavra, o tema, o objeto ou item. O tema é considerado um dos tipos mais utilizados; com isso, busca-se descobrir o “sentido” que o autor deseja dar a uma determinada mensagem. Na quantificação, ou enumeração, o tratamento quantitativo mais utilizado é a frequência. Tal medição baseia-se no pressuposto de que a importância de uma unidade de registro se reflete no número de vezes em que esta aparece no texto. E, finalmente, a categorização conclui o processo de codificação. Embora Bardin (1994) não considere a categorização obrigatória, ela julga que a maioria dos procedimentos de análise se organiza em torno desse processo. Isso decorre da necessidade de buscar algum tipo de agrupamento que facilite a interpretação da mensagem. Entre as possibilidades de categorização, a mais utilizada é a análise temática, que “[…] consiste em isolar temas de um texto e extrair as partes utilizáveis de acordo com o problema pesquisado.” (RICHARDSON, 1999, p. 197). Patton (1990) afirma que categorizar é como construir o índice para um livro.
Para a pergunta aberta do questionário, optou-se por usar, como metodologia, a análise de conteúdo e, como unidade de registro, o “tema”, já que o propósito principal da análise era tentar extrair o sentido “expresso” nas respostas. Em seguida, foi definido que a regra de contagem seria a frequência. Após essa etapa, foi feita uma subcategorização, tentando criar rótulos para os temas previamente levantados e em seguida a categorização. Adotando a codificação proposta por Bardin (1994), as classificações das informações foram feitas em três etapas: pré-análise, exploração e interpretação dos dados.
Pré-análise
De acordo com Dellagnelo e Silva (2005), a pré-análise deve ser tratada como a etapa em que simplesmente se organiza o material. A pré-análise deste estudo consistiu na transcrição, para um arquivo eletrônico, das respostas escritas nos questionários, sem nenhum tipo de correção ou interpretação.
Conforme Bardin (1994), na etapa da exploração os resultados brutos são tratados de maneira a serem significativos e válidos, e a codificação dos dados surge como uma boa ferramenta de análise. As soluções apontadas foram avaliadas, interpretadas e categorizadas em temas, de acordo com seus relacionamentos semânticos e indicados em frequências. Os exemplos fornecidos por Bardin forneceram o referencial necessário para a elaboração de uma estrutura de categorização que será apresentada na próxima seção.
3.5.2 Procedimentos de interpretação dos dados e análise para a pesquisa qualitativa
Para a interpretação dos dados da pesquisa qualitativa obtidos nas entrevistas, foi utilizada a técnica de análise de conteúdo, definida por Bardin (1994).
A análise de conteúdo possui, de acordo com Bardin, duas funções: a heurística, que leva ao enriquecimento da exploração e aumenta a propensão à descoberta; e a função de administração da prova, em que as hipóteses, sob a forma de questões ou de afirmações provisórias, servem como diretrizes para que, sob uma análise sistemática, possam ser verificadas, no sentido de confirmação ou de informação.