6 EN DRØFTING AV PROSESSEN
6.3 Selvevaluering - læringsprosess eller symbolsk handling?
Pergunta 1) - Há quanto tempo você atua na área de percepção?
SA = aproximadamente oito anos; SB = 17 anos;
SC = 02 anos; SD = 13 anos.
Pergunta 2) - Você considera que o atual programa de Percepção Musical (PM) preenche as áreas de formação que o aluno necessita para a sua vida profissional? Caso a resposta seja negativa, o que seria possível acrescentar ao programa?
SA = “Sim preenche”.
SB = “Não existe um programa unificado, ou, pelo menos, não é seguido nem discutido por todos”. SC = “O programa atual preenche sim, mas poderia ter mais aulas extras pelos monitores”.
SD = “Sou nova no quadro docente da UFPB e dou aula prioritariamente para o Curso Seqüencial de Música Popular; por este motivo, não tenho um conhecimento profundo do atual programa de PM da Licenciatura e do Bacharelado. Quanto ao programa de Música Popular, acredito que ele preenche as questões ligadas à área profissional, dado o fato de que a maioria dos alunos nunca teve aula formal de percepção e o programa tem como objetivo maior dar uma boa base sólida que relacione percepção e teoria. No entanto, a prática em sala de aula ainda está muito presa ao „modelo clássico‟ de percepção. Muitas vezes creio que a adaptação para as questões da música popular ainda são poucas e poderiam ser mais aprofundadas.
Quanto ao programa de percepção da Licenciatura e Bacharelado, teria como sugestão o acréscimo da disciplina de Rítmica, como um aprofundamento do discurso e conscientização rítmica para além da leitura métrica. Algumas universidades, como UNICAMP, USP, já têm, há algum tempo, esta disciplina em seus programas”.
Pergunta 3) – Como você situa a PM em relação às demais disciplinas do currículo e o que poderia ser feito para uma maior integração?
SA = “A Percepção Musical tem a sua importância reconhecida em todos os cursos do Departamento. A integração está associada às outras”;
SB = “Acho-a mal vista, mal considerada e mal aplicada. A Percepção Musical é uma atividade que deve estar presente em todas as disciplinas. Ouvir e entender a linguagem musical é fundamental na formação do músico, tanto quanto tocar, compor ou reger”;
SC = “A meu ver, a disciplina caminha sozinha e tem um propósito único”.
SD = “Acredito que a PM funciona como base para outras disciplinas; ela aborda fundamentos que, se bem embasados, podem colaborar com a compreensão dos conteúdos abordados por outras disciplinas. Acredito que reuniões pedagógicas entre professores de PM e de instrumentos, feitas com intenção de avaliar alunos e abordagens pedagógicas, podem ser uma saída para essa integração.”
Pergunta 4) – Como você vê o seqüenciamento dos conteúdos da disciplina durante os semestres?
SA = “De uma forma progressiva, mas com algumas lacunas a discutir”;
SB = “É difícil falar nisso com semestres tão quebrados, fragmentados. Faço o que posso, de acordo com uma lógica proposta por determinados métodos, programas e em função da capacidade e necessidade das turmas. Mas, com tantos feriados e etc. fica difícil! Além disso, trabalhamos com uma carga horária muito pequena para atender a todas as possibilidades da disciplina. No meu ver, Percepção Musical deveria acompanhar os oito semestres do curso!”; SC = “Acho que o seqüenciamento está dentro das perspectivas e do grau de conhecimento”. SD = “No curso de Música Popular tenho problemas com esse seqüenciamento, pois temos um semestre antes da disciplina Harmonia e muitas vezes os alunos não estão com as questões de
Pergunta 5) - Quais os recursos didáticos que você mais utiliza em salas de aula? Opções:
a) Recursos áudio visuais; b) Textos;
c) DVD, Cd Rom e Softwares especializados; d) Piano; e) Outros. Respostas: SA = Opção “C”; SB = Opções “A” “C” e “D”; SC = Opções “C”, “D” e “E”. SD = Opções “E”, “D”, “A” e “C”.
Observações: 1) as opções elencadas por SD obedecem a uma escala de grau de importância; 2) ao escolher o item “E”, SD acrescenta: “voz cantada”.
Pergunta 6) – A seu ver, como se encontra a estrutura física disponibilizada para a disciplina (equipamentos, pianos, etc.)?
SA = “Ainda precária”;
SB = “Péssima! Pianos desafinados, poucos recursos tecnológicos e salas com péssima acústica”;
SC = “A estrutura física deixa muito a desejar”;
SD = “Não há uma estrutura adequada; o professor tem que competir com o „bordão sonoro‟ do ar condicionado, os pianos, quando existem, estão desafinados; só é possível utilizar computador se o professor levar seu equipamento, etc.”
Pergunta 7) – Quais os métodos de avaliação que você mais utiliza? Opções:
a) Trabalhos escritos;
b) Avaliações exclusivamente técnicas (ditados, solfejos, etc.); c) Outros. Respostas: SA = Opção “B”; SB = Opções “A” e “C”; SC = Opções “B” e “C”. SD = Opções “B” e “C”.
Observações: 1) ao optar pela alternativa “C” (“Outros”), SB cita: “Pesquisas baseadas no
repertório do próprio aluno”. 2) ao optar pela alternativa “C” (“Outros”), SD acrescenta: “composições; gosto de realizar avaliação em todas as aulas.”
Pergunta 8) – Comente sobre algum tipo de dificuldade encontrada com relação aos alunos.
SA = “Isso depende exclusivamente de qual nível do curso: I, II, III ou IV”; SB = “Distúrbios psicológicos, neurológicos, má formação musical, etc.”;
SC = “Dificuldades com relação aos sons polifônicos”.
SD = “A maior dificuldade é a heterogeneidade da turma.”
Pergunta 9) – Como você lida com a heterogeneidade das turmas?
SA = “Oferecendo teste de proficiência”;
SB = “Procuro atender a todos, mas privilegio os alunos com maior dificuldade. Neste sentido, ofereço atendimento individual dentro e fora da sala de aula com monitores. Preparo materiais
(áudios) para que possam trabalhar fora da sala de aula, de maneira mais independente. Enfim,
dou todas as orientações possíveis para que o aluno possa desenvolver”;
SC = “Eu tento fazer com que os alunos que têm mais dificuldades façam um treinamento extra fora de aula”.
SD = “Procuro garantir o conteúdo essencial aos que ainda não o têm e procuro formas
desafiadoras de trabalhar o conteúdo com os alunos que já viram o assunto abordado.”
Pergunta 10) – Como você qualificaria o atual programa? Opções:
a) Flexível, voltado para as expectativas dos alunos;
b) Tradicional e rígido, voltado unicamente aos aspectos técnicos; c) Abrangente, voltado aos aspectos mais expressivos da música.
Respostas:
SA = Opção “A”; SB = Opção “A”; SC = Opção “A”. SD = Opção “A”.
Observação: ao optar pela alternativa “A”, o SB acrescenta: “Qual programa, o meu? Acho que
ele tenta desenvolver no aluno aquilo que ele precisa, com uma carga horária mínima, dentro dos recursos que dispomos. Caso contrário, não vai conseguir se localizar em nenhuma outra escola do mundo!”.
Pergunta 11) – Que tipo de repertório você mais utiliza em sala de aula? Opções:
a) Erudita estrangeira; b) Erudita nacional;
c) MPB; d) Outras. Respostas: SA = Opções “A” e “C”; SB = Opções “A”, “C” e “D”. SC = Opções “A”, “B” e “D”. SD = Opções “C” e “D”.
Observações: 1) ao optar pela alternativa “D” (“Outras”), o SB acrescentou também: “Pop em
geral”. 2) ao optar pela alternativa “D” (“Outras”), SD acrescenta: “advindas da cultura popular”.
Pergunta 12) – Como você relaciona o cumprimento do programa à realidade do contexto (alunos, espaço físico, etc.)?
SA = “Seguindo o conteúdo do programa”;
SB = “Acho que temos uma realidade que não pode ser negada. Não existe um ensino da música
formalizado, de tal maneira que prepare o aluno para a universidade. É uma minoria que tem
acesso à uma formação minimamente organizada. Não dá para pedir o que não existe”;
SC = “Isso depende muito da turma; sigo o programa de acordo com ela”.
SD = “O espaço físico e às vezes a sobrecarga horária, muitas vezes dificultam o cumprimento
do programa com a qualidade necessária.”
Pergunta 13) – Qual a sua opinião a respeito do ouvido absoluto?
SB = “Acho que ele é relativo. Na minha experiência, alunos que têm ouvido absoluto são, em geral, aqueles que tiveram uma experiência musical que os levou a isso. Por exemplo, o ouvido absoluto é comum nos bons violinistas porque isso foi sendo formado no processo de aquisição da técnica do próprio instrumentista. Mas eles têm dificuldades para perceber harmonias, o que já é comum para os músicos populares, etc. etc. Cada um tem sua especificidade”;
SC = “Seria ótimo se todo aluno tivesse”.
SD = “Bom, existe...”.
Pergunta 14) – O que você acha da realização de teste de proficiência para os alunos mais preparados?
SA = “Necessário, lógico”;
SB = “Polêmico! Deve ser regulamentado, oficializado e seguir à risca o ideal do programa”; SC = “Acho excelente”.
SD = “Acho bom, desde que a partir do momento que o aluno for fazer o teste, ele saiba que se
reprovar, reprova na disciplina. Isso evitaria despreparados.”
Pergunta 15) – “A seu ver, como funciona a articulação entre a Extensão e a Graduação, no que diz respeito à Percepção?
SA = “Não funciona, simplesmente”;
SB = “Acho que praticamente não existe”;
SC = “Não há um sincronismo; cada um funciona de forma livre”.
Pergunta 16) – Qual a sua opinião sobre os testes de seleção para o ingresso dos alunos no curso?
SA = “Bastante primário. Mas devido ao fator do peso professor x quantidade de alunos, talvez seja esta a justificativa”;
SB = “Deve haver testes mais sutis de percepção. Não para mudar o conhecimento musical em si, mas a capacidade neurofisiológica do aluno de adquirir conhecimentos nesta área, no prazo e na proporção que o curso exige”;
SC = “Acho o teste de seleção muito elementar”.