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Chapter 3: Methodology

3.1 Selection of the Study Area

Os termos “tecnologia”, “inovação tecnológica” ou “avanço tecnológico” são utilizados corriqueiramente para descrever cenários atuais ou futuros, e estão, definitivamente, presentes em qualquer campo de aplicação da engenharia.

A tecnologia pode ser entendida como “o conjunto ordenado de conhecimentos científicos, técnicos, empíricos e intuitivos empregados no desenvolvimento, na produção, na comercialização e na utilização de bens ou serviços” (VALERIANO, 1998). O autor considera que a inovação tecnológica é o processo que leva uma nova idéia à aplicação corrente. Assim, o progresso tecnológico ocorre essencialmente por melhoramentos sucessivos, marcado por um processo evolutivo ao longo do tempo ou pelo surgimento de novas tecnologias, que substituem as existentes com vantagens consideráveis (FIGURA 7).

FIGURA 7 – Novas tecnologias e progresso tecnológico PROGRESSO TECNOLÓGICO TEMPO Melhoramentos sucessivos Novas tecnologias

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As novas tecnologias podem significar pontos de ruptura e mudanças de paradigmas em um determinado campo do conhecimento. Um desses momentos que pode ser considerado dos mais marcantes para a engenharia está no uso intensivo do computador.

No caso de projetos voltados para construção, observam-se grupos específicos de sistemas para computadores utilizados, por exemplo, na análise estrutural, geração de desenhos e no gerenciamento do fluxo de informação. Rezende (2004), por exemplo, ao investigar alguns dos principais softwares para cálculo estrutural, destaca como pontos positivos de sua utilização o aumento da precisão dos resultados e os recursos gráficos incorporados.

Perante a necessidade de melhorar os níveis de produtividade em um ambiente multidisciplinar, o tratamento do fluxo de informações é considerado crítico para o sucesso do empreendimento (NASCIMENTO; SANTOS, 2003). No entanto, pode acontecer de o uso do computador no desenvolvimento de projetos representar apenas um ganho quantitativo e não qualitativo. Isso ocorre quando a implantação dos sistemas computacionais não são devidamente planejados e seguidos de adequações na estrutura do trabalho para que haja assimilação e aperfeiçoamento da nova tecnologia (BRANCO, 2004).

É o que parece acontecer com os sistemas CAD usados na elaboração de desenhos para a construção ao se perceber um aumento significativo da produtividade em comparação ao método manual de desenho em pranchetas. O uso de softwares CAD como “prancheta eletrônica” trouxe consigo também algumas novas rotinas que, em alguns casos, constituem fonte de problemas e erros em projetos. O aumento da velocidade do processo que, por um lado melhora a produtividade, de outro lado permite que detalhes específicos de cada projeto passem despercebidos mais facilmente. A facilidade no tratamento e compartilhamento de arquivos de desenhos é uma poderosa função de integração, mas também permite que, com o domínio da ferramenta, o conhecimento técnico seja menos valorizado. Contudo, é inegável que uma nova tecnologia como o CAD revolucionou a elaboração de projetos através do uso do computador, mesmo que esta ferramenta seja subutilizada em grande parte dos casos.

Nesse sentido, Romeiro (1997) destaca que o conceito de CAD é bem mais amplo do que sistemas de computador que executam funções gráficas de detalhamento de

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projetos. Como principal vantagem da implantação do CAD, o autor cita a redução do ciclo de projeto e propõe sua utilização como ferramenta para gerenciamento do fluxo de informações, geração de banco de dados e integração de grupos multidisciplinares no processo de desenvolvimento de projetos. Em outro artigo, Romeiro (1999) estabelece a relação de contribuição do CAD na aplicação da Engenharia Simultânea que, além das funções já citadas, somam-se a flexibilização e agilização das atividades, redução de incompatibilidades e multiplicação de soluções no processo projetual.

Mais recentemente, a tecnologia conhecida como Building Information Modeling (BIM), surge como uma mudança radical para o processo de projeto e também se insere no conjunto de ferramentas dirigidas para o que preconiza a Engenharia Simultânea, ao permitir o trabalho cooperativo das equipes de projetos através do gerenciamento das informações (FERREIRA, 2007).

O conceito de Modelagem de Informações para a Construção utiliza softwares que organizam todas as informações relativas ao projeto, tanto dados geométricos quanto textuais, em um único documento. Assim, a representação gráfica passa a incorporar também características do material, quantidades e especificações que podem ser apresentadas pelo programa como quadros de resumo. Com o BIM, os projetos são elaborados em três dimensões e, além de reunir as diversas especialidades e facilitar a verificação das interferências, todas as visualizações são geradas automaticamente e se atualizam conforme são introduzidas as modificações (FARIA, 2007).

Para Scheer et al. (2007), os sistemas que utilizam a tecnologia BIM possibilitam uma melhoria na análise dos dados e no processo de tomada de decisão, porque os envolvidos no projeto trabalham de forma integrada e simultânea. Destacam ainda que as informações são armazenadas para abranger todo o ciclo de vida do projeto, ou seja, concepção, operação, manutenção e gerenciamento.

Por último, há que se mencionar também os efeitos negativos e problemas ergonômicos que podem ser associados ao uso de tecnologias criadas, à princípio, para “facilitar” o desempenho do trabalho. Ao contrário do que se previa, as inovações tecnológicas não proporcionaram incremento na qualidade de vida das pessoas com a diminuição da carga de trabalho. O que se verifica, na verdade, é um ritmo mais intenso seguido de exigências de novos conhecimentos, habilidades, atitudes, além de possibilitar maior controle sobre o indivíduo, fatores que devem ser considerados em

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contraposição aos inegáveis benefícios proporcionados pela tecnologia (PALMISANO, 2006).