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2 Seismic inversion by sequential assimilation

Para Pardal & Correia (1995), o questionário é um conjunto de questões estruturadas com o fim de obter dados das pessoas a quem se dirige. O questionário pode ser de administração direta quando é o próprio inquirido a registar as opções de resposta e de administração indireta quando é o próprio investigador (ou inquiridor) que preenche em função das respostas dadas pelo respondente.

Segundo Quivy & Campenhoudt (1992), “(…) são consideradas algumas vantagens sobre este tipo de técnica de recolha de dados, tais como: a possibilidade de atingir grande número de pessoas, garantir o anonimato das respostas, permitir que as pessoas respondam no momento que lhes pareça mais apropriado e não expõe os questionados sob influência do pesquisador.

Sempre que um investigador elabora e administra um inquérito por questionário, e não esquecendo a interação indireta que existe entre ele e os participantes no estudo, verifica-se que a linguagem e o tom das questões que constituem esse mesmo questionário, são de elevada importância. Assim, é necessário ser cuidadoso na forma como se formulam as questões, bem como na apresentação do questionário.

As questões devem ser reduzidas e adequadas à pesquisa em questão. Assim, elas devem ser desenvolvidas tendo em conta três princípios básicos: o Princípio da Clareza (devem ser claras, concisas e unívocas), Princípio da Coerência (devem corresponder à intenção da própria pergunta) e Princípio da Neutralidade (não devem induzir uma dada resposta, mas sim libertar o inquirido do referencial de juízos de valor ou do preconceito do próprio autor (Pardal & Correia, 1995).

Existem dois tipos de questões: uma questão diz-se fechada quando as hipóteses de resposta são impostas. O participante no estudo apenas pode assinalar resposta(s) mediante as várias opções que lhe são apresentadas. Deste modo, o participante no estudo terá de identificar a resposta que pretende dar, face à listagem que lhe é apresentada. Dentro da classe das respostas fechadas identificam-se três categorias: questões de resposta única, questões de resposta múltipla e questões de escala (Carmo e Ferreira, 2008, p.163).

Carmo e Ferreira (2008, p.164) referem-nos que a aplicação de um inquérito por questionário possibilita “(…) converter a informação obtida dos participantes no estudo em dados pré-formatados, facilitando o acesso a um número elevado de sujeitos e a contextos diferenciados”.

Mas esta técnica ainda implica outras limitações, como o facto de excluir pessoas analfabetas, de impedir o auxílio ao questionado quando este não entende determinada pergunta, de impedir o conhecimento das circunstâncias em que o questionário foi respondido, não oferecer garantia de que a maioria das pessoas o devolva preenchido completamente, de envolver geralmente um número

Esmeralda Ferreira Martins Pina 118 pequeno de perguntas e de proporcionar resultados bastante críticos em relação à objetividade (Carmo e Ferreira, 2008, p.165).

A construção do questionário terá grande influência nos resultados que serão obtidos por ele, por isso, são importantes alguns cuidados a ter como a forma das perguntas, o conteúdo das mesmas, a escolha das perguntas e a sua formulação, o número de perguntas e a sua respetiva ordem.

À semelhança do ocorrido na obtenção para realização da entrevista aos doentes, para a aplicação dos inquéritos de questionários foi pedida autorização à Comissão Nacional de Proteção de Dados, ao Conselho de Ética Hospitalar e aos coordenadores da Área de Diagnóstico por imagem do Centro Hospitalar Lisboa Central, CHLC. EPE em carta entregue online, explicando a natureza e objetivos do estudo e a utilidade que seria dada a informação solicitando a sua autorização para sua realização. Solicita-se a devolução do questionário no prazo estipulado sendo garantido o anonimato e confidencialidade dos participantes no estudo.

Desta forma, pretendeu-se criar uma atmosfera de confiança e honestidade relativamente à consciência profissional do investigador, com o que se esperava aumentar a devolução de questionários preenchidos (Quivy & Campenhoudt, 1998).

Antes de dar início à aplicação do inquérito por questionário, criou-se uma lista com o nome de todos os MR e TR e ENF que trabalham nos Pólos Hospitalares em estudo com o objetivo de não ocorrer a aplicação repetitivas do questionário ao mesmo profissional, visto que com a mobilização dos profissionais entre os Pólo Hospitalares poderia-se ocorrer o risco de enviezar o estudo.

Como estratégia de verificação da adesão dos profissionais no estudo, reumiu-se com os chefes de cada equipa de cada Pólo Hospitalar em estudo, tendo-se explicado do que se tratava o estudo e sublinhando a sua importância para a instituição. Foi ainda garantido o anonimato e a confidencialidade dos participantes.

Os chefes de cada equipa dos Pólos Hospitalares de seguida realizaram uma reunião com os docentes em estudo, para informar e obter a opinião e aprovação profissionais.

Todos os docentes concordaram com a realização do estudo, com exceção dos MR de um dos Pólos Hospitalares por não participarem diretamente no processo de obtenção do CE, os outros profissionais acharam ser útil para o aprefeiçoamento das práticas e da Segurança do Doente.

Após ser dada a confirmação da aceitação para realização do estudo pelo concelho de administração a cada docente participante foi contactato pessoalmente pelo investigador, tendo na ocasião receberam um questionário em envelope fechado que continha uma carta de apresentação explicando a natureza e objectivos do estudo e o respetivo pedido do Consentimento Informado para participação no estudo (anexo - 5).

Foram realizados cinquenta e três questionários (Anexo 6) com 36 questões fechadas relacionadas com as práticas de obtenção do CE para a Segurança do Doente.

Esmeralda Ferreira Martins Pina 119 Para a devolução dos questionários o investigador deslocou-se a cada Pólo Hospitalar e aproveitou para agradecer pessoalmente aos chefes de cada equipa e aos docentes participantes no estudo dos Pólos Hospitalares pela sua colaboração.

Os referidos inquéritos foram aplicados no mês de Maio de 2013 tendo sido utilizado um guião de forma ase poder identificar cada um dos inquéritos. Os dados obtidos através das respostas dos inquiridos foram analisados de acordo com as suas escolhas (nas questões destinadas a esse efeito) e com as respetivas justificações.