4.3 EOR by wettability modification of sandstone reservoirs at high
4.3.2 Seawater (SW) as a smart water?
Segundo John Adair, a maior autoridade mundial em liderança e desenvolvimento desse assunto, planejar “significa construir mentalmente uma ponte ligando o ponto onde você se encontra com o ponto aonde você quer chegar depois de ter alcançado o objetivo que pretendeu cumprir.” (2011, p. 33)
Esse fundamento teórico baliza a segunda hipótese do problema deste trabalho, servindo de ferramenta para instrumentalizar o caminho, rumo aos objetivos organizacionais conscientemente traçados.
De acordo com Maria Carolina Andion e Rubens Fava, os quais também escrevem sobre o assunto, no tocante a teoria do planejamento estratégico e seu objetivo, esboçam contribuição literária aduzindo, in verbis:
O planejamento estratégico é um importante instrumento de gestão para as organizações na atualidade. Constitui uma das mais
importantes funções administrativas e é através dele que o gestor e sua equipe estabelecem os parâmetros que vão direcionar a organização da empresa, a condução da liderança, assim como o controle das atividades. O objetivo do planejamento é fornecer aos gestores e suas equipes uma ferramenta que os municie de informações para a tomada de decisão, ajudando-os a atuar de forma pró-ativa, antecipando-se às mudanças que ocorrem no mercado em que atuam.
O planejamento estratégico pressupõe que se tenha um objetivo em mente sobre o que se pretende alcançar.
Antes de iniciar o desenho do diagrama do planejamento, deve-se identificar qual é o problema na estrutura da organização de trabalho e onde se pretende executar o planejamento.
Feito isso, passa-se a verificar as possíveis hipóteses de solução. Pode haver várias hipóteses e diversos caminhos a serem tomados nesse projeto. É preciso conhecer bem a estrutura, o ambiente e as pessoas envolvidas, para tomar a decisão acertada quanto à hipótese escolhida e o caminho a ser trilhado.
Na execução desse planejamento, alguns ajustes, provavelmente, serão necessários para evitar os desvios e os gargalos. O que jamais se deve fazer é esquecer-se do foco (objetivo).
No trabalho, o problema é como resolver a morosidade judicial, a partir de um modelo de gestão proativa, sem prejuízo da qualidade? E como hipóteses foram levantadas, a figura do Juiz gestor/líder, enquanto elemento humano essencial no processo de renascimento de uma nova imagem do Poder Judiciário, e a formalização de um planejamento de ação consciente e idealizado para alcançar judicialização da qualidade.
Na execução do planejamento estratégico far-se-á necessário avaliar as atividades para aferir os ajustes a serem promovidos e conferir se o trajeto ligará de fato até ao objetivo traçado. Não somente avaliar, mas também é preciso reavaliar para se ter a garantia de que a regularidade do trabalho estará presente.
A modulação do planejamento de dimensão organizacional é parte da metodologia do estudo em foco. É a partir desse plano de ação que se trilha!. É nesse caminho que se apurou o quadro de números da Vara Judicial descrito mais adiante no trabalho. Com esse modelo, se busca administrar a demanda e não permitir que ela administre o magistrado.
Um fator importante na consecução do objetivo é que as pessoas devem estar motivadas e conhecendo bem o seu papel na organização, sob a pena de se entregarem às primeiras dificuldades encontradas no caminho e, acima de tudo, sentirem-se comprometidas com o resultado.
Assim, chegar-se-á mais cedo ou mais tarde ao foco planejado, já que o planejamento é uma atividade cíclica, ou seja, vai e volta sempre na busca de resultados cada vez melhores e mais eficientes!
Não pode haver interrupção. Não há fim, somente um começo. Caso haja um fim é porque o planejamento não deu certo ou, então, é porque o prazo é determinado para se alcançar apenas uma etapa, porém, terá continuidade, porquanto o desfecho sempre abre novo início de planejamento estratégico e, assim, sucessivamente.
No tocante ao conceito de planejamento estratégico, há certa dificuldade para delimitar, pela abrangência e amplitude do instituto. Para tanto, Drucker (1977) apud Mário Giussepp Santezzi Bertotelli Andreuzza, em seu livro Introdução a Administração, diz o que não é planejamento estratégico para facilitar a compreensão do assunto. Conforme:
· Planejamento estratégico não é uma caixa de mágicas nem um amontoado de técnicas – quantificar não é planejar;
· Não é previsão – ele se faz necessário por não se ter a capacidade de prever;
· Não opera com decisões futuras. Ele opera com o que há de futuro nas decisões presentes;
· Ele não é uma tentativa de eliminar o risco. É fundamental que os riscos assumidos sejam os riscos certos.
Esses conceitos demonstram o que não se deve adotar dentro de um planejamento estratégico. São informações que revelam a natureza e o modo, com o escopo de esclarecer o que pode estar absorvido nesse planejamento.
Deve ser um planejamento de previsibilidade, assumindo os riscos certos para não ver frustrado o objetivo almejado. Por isso, não há como adivinhar o que irá acontecer, no entanto, o plano de ação deve estar claro a respeito de aonde se quer chegar e utilizar as ferramentas necessárias para a sua consecução.
Ainda continua o ilustre autor Mário Giussepp Santezzi Bertotelli Andreuzza colacionando conceitos de outros doutrinadores do assunto:
Há muitas conceituações para planejamento estratégico. Segundo Kotler (1992, p.63), “planejamento estratégico é definido como o processo gerencial de desenvolver e manter uma adequação razoável entre os objetivos e recursos da empresa e as mudanças e oportunidades de mercado”. O objetivo do planejamento estratégico é orientar e reorientar os negócios e produtos da empresa de modo que gere lucros e crescimento satisfatórios. Já Drucker (1977) define Planejamento Estratégico como um processo contínuo, sistemático, organizado e capaz de prever o futuro, de maneira a tomar decisões que minimizem riscos. Uma outra conceituação interessante apresenta o planejamento estratégico “como um processo administrativo para se estabelecer a melhor direção a ser seguida pela empresa, visando ao otimizado grau de fatores externos – não controláveis – e atuando de forma inovadora e diferenciada.” (Oliveira – 2007) Independente do autor fica claro que o planejamento estratégico é um conjunto de ferramentas que por si só são insuficientes, mas quando é seguido de planejamentos táticos e operacionais, consiste em robusta ferramenta para implementar o pensamento estratégico da organização.
O planejamento estratégico representa um elemento de segurança e de estabilidade nas relações humanas dentro de uma organização. Com a direção e os objetivos definidos, os colaboradores estarão mais aptos e tranqüilos para desempenharem suas atividades.
Aos sujeitos envolvidos, deve estar bem claro a função de cada um dentro de um sistema organizacional. Além disso, cada um dos integrantes da equipe deve interagir e conhecer as atividades delegadas ao outro, para que a falta de um elemento não represente a descontinuidade do trabalho.
O planejamento deve buscar meios de manter a equipe integrada durante a execução do plano de ação. É preciso que se reconheça e se valorize o trabalho de cada um dos indivíduos para se mantenha a motivação do grupo e, com isso evitar a incidência de algum fator externo negativo.
É importante, de igual maneira, a familiaridade de cada colaborador com as ferramentas de trabalho. E, para o líder, é imprescindível que saiba executar as tarefas, para que possa conduzir as atividades com a propriedade exigida.
Ademais, é preciso que da personagem entenda a razão de sua existência na equipe, da essência da organização e do objetivo da atividade desenvolvida.
Com efeito, o conceito de liderança se soma ao de planejamento estratégico. Não há dúvida sobre a importância da liderança para o planejamento, na dimensão organizacional. A figura da liderança tem mais condições de elaborar um plano de ação mais contundente qualitativamente na luta contra o passado da morosidade e na conquista do futuro de uma jurisdição de qualidade, uma vez que o líder é mais comunicativo, tem a maestria e não apenas a autoridade de comandante. Ele inova, desenvolve, desafia, muda, privilegia a qualidade e, enfim, é mais criativo e inspira mais confiança.