4.1 Development Tools and Libraries
4.1.1 scikit-learn
A primeira versão está armazenada no DELFOS, em uma caixa denominada “Originais”, protegida por um envelope de papel pardo, identificado por “Scliar”, “Originais”, “Os Voluntários”, “Sist. 24159-10”, “Msc 8699937”, “5419 vo”. No canto superior direito, consta o número de tombo, “T=0404”.
A versão é composta por noventa e quatro folhas soltas em tamanho ofício, amareladas devido à ação do tempo. As folhas estão armazenadas em uma pasta de cartolina verde clara, identificada, no canto superior esquerdo, com os seguintes caracteres: “Sist. 24159-10”, “Msc 9699937”, “S419vo”. A pasta é timbrada com caracteres de editoração, com alguns espaços preenchidos a mão, em caneta azul: “Autor: Moacyr Scliar”, “Título original: Os voluntários”, “Coleção: RBS/Editora Globo”, “No da Ed.: 2705”.
A primeira página do maço está datiloscrita. No canto superior direito consta o número da página, em romano: “III/IV”. Centralizado, ao lado direito, vem datiloscrito o título “Os voluntários”. Na segunda página, no canto superior direito, vem o número romano “V”, seguido do nome do autor, “Moacyr Scliar”. Abaixo, centralizado, aparece o título, “Os voluntários”, seguido de “Novela”. No canto inferior direito, há a identificação “RBS/Editora Globo”, seguido de “Porto Alegre”, “1979”. Acima dessa identificação, alguns riscos feitos a caneta azul (meios círculos desenhados paralelamente) reproduzem o símbolo da Editora do Globo.
No canto superior direito da página, vê-se o número romano “VI”, abaixo, centralizado à esquerda, está escrito “Capa de Maria Helena Waihrich Salles”, “Ilustração da capa de Leonardo Menna Barreto Gomes”. Um pouco mais abaixo, consta ”Planejamento gráfico de Cláudio Roberto Stefaniak”. No canto inferior esquerdo, há um lembrete sobre os direitos autorais: “Direitos exclusivos de edição, em língua portuguesa, da Editora Globo S.A”, seguido de “Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil”.
Na quarta página, no canto superior direito, aparece o número “VII/VIII”. Abaixo, à direita, há duas citações do poema “Sôbolos rios que vão”, de Luís de Camões. A primeira citação diz: “Sôbolos rios que vão / Por Babilônia me achei / Ali assentado chorei / Alembrando-me de Sião / E quando nela passei”, seguido do nome do autor: “Camões”. A segunda citação, localizada abaixo da primeira, traz os seguintes versos: “Pedra que veio a ser / Enfim cabeça do canto”, “Camões”. Ao lado esquerdo de cada uma das citações há uma marca (parecida com “chaves”) escrita a mão, em caneta de cor vermelha: “grifo”. Abaixo das citações, à direita, está escrito: “Por que temer a morte? É a mais bela aventura da vida”, seguido do nome do autor da citação: “Charles Frohman, empresário teatral, afundado com a Lusitânia (6 de maio de 1915)”.
Na quinta página, inicia a escrita da narrativa. Ao longo das páginas, pode-se observar que o autor utilizava vários recursos para efetuar as mudanças. É deste ponto em diante, também, que o autor numera as páginas a partir do número “1”, escrito a mão e circulado, em caneta vermelha, no canto superior direito da margem.
Após essas cinco primeiras páginas, a trama da narrativa se desenvolve. Todo o maço é datiloscrito nas cores preta e algumas (poucas) partes em cor vermelha. A partir de então se observam os recursos utilizados pelo escritor para marcar/ mudar/ suprimir/ corrigir palavras ou partes do texto. Para alterar partes do texto, ele datilografava, recortava partes da folha de ofício e colava em cima de partes do texto original. Muitas vezes é possível conhecer o texto original, pois o texto datiloscrito (fixado sobre o texto original) é preso com clipes ou com fita adesiva. Assim, ao deslocar-se o papel preso observa-se o texto original e podem ser detectadas as mudanças feitas. Em outras partes da
versão anterior do texto, Scliar colava o papel com as alterações sobre o texto anterior, não sendo possível visualizar as mudanças realizadas.
Outro recurso de que se valia era a colagem de pedaços de folha de ofício ao final da folha em tamanho original, o que a deixava mais longa, talvez para que pudesse escrever mais ou para não perder a ideia. Com esse recurso, as folhas ficavam em tamanho maior e, por isso, algumas tiveram de ser dobradas. Além desses recursos, o escritor recorria ao uso do papel carbono para obter duas versões da mesma página. Nesse caso, recortava o pedaço que lhe interessava, a cópia em carbono, e colava.
Depois de datilografado, para realizar as mudanças, trocas, supressões, correções, acréscimos, o escritor também utilizava canetas nas cores azul, vermelha e preta.
O segundo datiloscrito, assim como o primeiro, está armazenado no DELFOS, em um envelope de papel pardo, com a identificação “Originais”, “Os Voluntários”, “Uma aventura porto-alegrense”, “Sist. 24159-20”, “MSC 86999937”, “5419 vo”. No canto superior direito do envelope, consta o número de tombamento, “T=0412”.
O maço da segunda versão é composto por cento e trinta e cinco folhas soltas, em tamanho ofício, amareladas pela ação do tempo, numeradas a partir da quinta página, do número 1 ao 178. Os números são escritos e circulados em caneta de cor vermelha, no canto direito superior da folha.
No canto superior esquerdo da página frontal da segunda versão, a mão, em caneta de cor azul, vê-se o nome do autor “Moacyr Scliar” e, ao lado, consta, a lápis, “C. 12”. Logo abaixo do nome há a mesma identificação do envelope (“Originais”, “Os Voluntários”, “Uma aventura porto-alegrense”, “Sist. 24159-20”, “Msc 86999937”, “5419 vo”). No centro superior da página, está registrado o título da obra, escrito a caneta azul: “Os voluntários”, seguido de “C. 24”, escrito a lápis. Logo abaixo há um subtítulo, registrado em caneta azul, “Uma aventura porto-alegrense”. Ao lado está escrito, a lápis, o número 18. No canto inferior direito, em caneta azul, ”Novela” (seguido do número “14”), e no canto esquerdo, consta, também, em caneta azul, o seguinte lembrete
circulado: “Onde está assinalado no texto: espaço, deixar três espaços” o que marca indícios da orientação do escritor acerca da editoração final do texto.
No centro superior da segunda página está datiloscrita uma dedicatória: “A memória de Sara Scliar, que me ensinou a contar histórias”, “Para Judith e Roberto”. Acima da dedicatória, a lápis, “C. 12”. Na terceira página está datiloscrito “Por que temer a morte? É a mais bela aventura da vida”. Logo abaixo, foi incluído o nome do autor da citação: “Charles Frohman, empresário teatral, afundado com a Lusitânia (7 de maio de 1915)”. Acima do nome encontra-se, a lápis, “C. 12”.
Na quarta página, no centro superior, há o número “18”, grafado a lápis, e abaixo, escrita a caneta de cor azul, está a citação: “Sôbolos rios que vão por Babilônia me achei”, de Camões. A partir dessa página o autor utiliza os mesmos recursos da primeira versão, já descritos, para realizar mudanças.
Os documentos de processo da obra Os voluntários constituem-se de um esboço e dois maços de manuscritos datiloscritos. O esboço da obra está armazenado em um envelope pardo, identificado pelos seguintes caracteres: “Tombo - 0085”, “Scliar”, “Esboços e notas”, ”Roteiro”, “Os voluntários”.
Além desses documentos, integrará o dossiê a primeira edição do livro Os voluntários, publicado em 1979, pela Editora L&PM, de Porto Alegre, que será utilizada como ponto de partida, na tentativa de verificar a cronologia dos manuscritos. Tal obra é composta por duzentas e três páginas amareladas, com capa em papel cartolina, na qual consta uma ilustração que apresenta dois homens em uma mesa de bar: um deles com boné preto segurando um copo e encostado no balcão; o outro em pé, na parte interior do balcão, conforme se verifica no Anexo 1.
3 O ACRÉSCIMO GENÉTICO E A TEMÁTICA JUDAICA EM OS